









Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Prepare-se para as provas
Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity
Prepare-se para as provas com trabalhos de outros alunos como você, aqui na Docsity
Encontra documentos específicos para os exames da tua universidade
Prepare-se com as videoaulas e exercícios resolvidos criados a partir da grade da sua Universidade
Responda perguntas de provas passadas e avalie sua preparação.
Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium
Relatório de perda de carga ufv
Tipologia: Trabalhos
1 / 16
Esta página não é visível na pré-visualização
Não perca as partes importantes!










UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE QUÍMICA CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA
VIÇOSA – MINAS GERAIS 2016
UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE QUÍMICA CURSO DE ENGENHARIA QUÍMICA Bruno de Lima Santos 83022 Lara Marques Batalha 75379 Mayara da Fonseca Apolinario 58399 Thomas Corrêa Viana 83040
VIÇOSA – MINAS GERAIS 2016
L = Comprimento do percurso (m) D = Diâmetro do duto (m) Contudo, o fator de atrito f depende do escoamento do fluido, ou seja, se o escoamento é laminar ou turbulento. Para o escoamento laminar, a perda de carga maior pode ser obtida pela Equação 3. No caso de escoamento turbulento, o fator de atrito pode ser determinado de duas maneiras: Diagrama de Moody ou Equação de Colebrook (FOX et al., 2006). De acordo com os dados disponíveis, ambos os métodos resultarão em processo iterativos. O Diagrama de Moody é mostrado na Figura 1, a Equação de Colebrook na Equação 4 e o número de Reynolds é dado pela Equação 5.
2
(
Re× f 0,5^ ) (4)
Em que, Re = Número de Reynolds Q = Vazão volumétrica (m^3 s-1) D = Diâmetro do tubo (m) μ = Viscosidade do fluido (Pa s)
Figura 1. Diagrama de Moody (Fox et al., 2006) Para o cálculo da perda menor ou localizada, utiliza-se a Equação 6. O valor de K varia para cada tipo de obstáculo por onde o fluido passa (FOX et al., 2006). Assim, as perdas menores são a soma de todas as perdas em cada acidente. Os valores de K são tabelados e são consultados quando necessário.
2
Em que, Ha = Perda menor ou localizada (m) K = Coeficiente de perda De acordo com Cremasco (2012), ainda há outra forma para se calcular a perda de carga em um obstáculo, que é através do comprimento equivalente. Para determinado acidente mecânico, encontra-se o comprimento de um tubo reto que levaria a uma mesma perda de carga. Essa é a definição de comprimento equivalente, que pode ser encontrado em algumas tabelas. Com esse valor, basta utilizar a Equação 2 para se calcular a perda de carga
Na Figura 2 é mostrado um esquema do aparato prático para perda de carga e depois são listados os materiais que a compõem. Figura 2. Foto do equipamento utilizado (Roteiro de aula ENQ272, 2016). Em que o circuito fechado é composto por:
Diâmetro nominal (Dn) = 32 mm (equivalente a 1” de PVC roscável)
Tabela 3. Dados experimentais obtidos para o Sistema 2 Manômetro h (mmClorofórmio) 15 L min-1^ 20 L min-1^ 25 L min-1^ 30 L min- 13 191 433 760 1628 14 155 159 434 855 15 12 18 36 82 Não foi possível retirar todas as bolhas presentes no sistema hidráulico e zerar as leituras nos manômetros, portanto mesmo quando o sistema encontrava-se fechado, os manômetros registraram uma pequena variação e estas estão dispostas na primeira coluna da Tabela 2 com os dados referentes à vazão 0 L min-1. Estas leituras serão subtraídas das leituras para as vazões lidas, como uma tentativa de minimizar os erros experimentais. SISTEMA 1 – DETERMINAÇÃO DOS COMPRIMENTOS EQUIVALENTES DOS ACESSÓRIOS As leituras para a queda de pressão foram feitas em mm de clorofórmio. Para convertê-las a Pascal, usa-se a fórmula: P = ρ× g × h A densidade do clorofórmio a 25ºC é aproximadamente 1469 kg/m³, portanto: P = 1469 Kg m
9,81 m s 2 × (^ h )^ mm^ clorofórmio^ ×^ m 1000 mm Para o cálculo dos comprimentos equivalentes de cada acessório na parte 1, utilizam-se as Equações 8, 9 e 10. A densidade e a viscosidade utilizadas nessa equação são as do fluido escoando no sistema (água) e foram retiradas do Perry (1997) à temperatura ambiente de 25°C:
ρ = 997.05 kg/m³ μ = 0.8903 cP Os comprimentos equivalentes serão calculados para um número de Reynolds baixo (vazão 15 L min-1) e um número de Reynolds alto (vazão 30 L min-1), utilizando a Equação 5 com os diâmetros apropriados. ℜ=
Q ( m 3 / min ) 60
π × D ( m ) × 0.8904 x 10
23762.42 ×Q ( m 3 / min ) D ( m ) Para o cálculo dos fatores de atrito foi utilizada a Equação 4 e a rugosidade do tubo de PVC como 0,06 mm. Com todos estes dados, pôde-se utilizar a Equação 10 para o cálculo dos comprimentos equivalentes aos acessórios e os resultados estão resumidos na Tabela 4. As duas primeiras colunas são as leituras nas colunas de clorofórmio subtraídas das leituras quando o sistema estava fechado e convertidas para variação de pressão em Pascal; a terceira e a quarta são as perdas calculadas com as equações 8 e 9 para cada vazão; quinta e sexta são os Números de Reynolds; sétima e oitava os fatores de atrito e as últimas são os resultados obtidos para os comprimentos equivalentes. Tabela 4. Dados calculados para o Sistema 1. ΔP (Pa) HT (m) Re f Leq (m) Ma n. 15 L min- 30 L min- 15 L min- 30 L min- 15 L min- 30 L min- 15 L min- 30 L min- 15 L min- 30 L min- 1 14.4 172.9 0.001 0.018 11139 22277 0.033 0.030 0.29 0. 2 821.4 3531 0.076 0.328 14257 28515 0.032 0.029 4.45 5. 3 1700 6744 0.155 0.613 17822 35644 0.032 0.029 3.00 3. 4 1268 4554 0.130 0.466 17822 35644 0.032 0.029 2.51 2. 5 4006 17855 0.410 1.825 17822 35644 0.032 0.029 7.94 9. 6 1412 5908 0.163 0.680 17822 35644 0.032 0.029 3.17 3. 7 1585 6240 0.162 0.638 14257 28515 0.032 0.029 9.53 10. 8 648.5 2796 0.066 0.286 14257 28515 0.032 0.029 3.90 4. 9 273.8 1412. 0.036 0.178 14257 28515 0.032 0.029 2.13 2. 10 533.2 2407 0.055 0.246 11139 22277 0.033 0.030 10.77 13.
atrito diminui levemente, fato que aumenta a perda de carga. Por outro lado, na expansão o fator de atrito aumenta levemente, diminuindo também a perda de carga. SISTEMA 2 – DETERMINAÇÃO DOS FATORES DE ATRITO EM DOIS TUBOS RETOS E NO TÊ COM OUTRA CONFIGURAÇÃO A determinação dos fatores de atrito nas tubulações de 20 mm, 32 mm e no tê foi feita utilizando a Equação 4, e o Número de Reynolds para cada acessório calculado pela Equação 5. Ambas as tubulações possuíam 1,2 m de comprimento. Já o cálculo da perda de carga foi feito utilizando a Equação 8 e a mesma conversão no valor de pressão medido. Os valores obtidos estão mostrados na Tabela 5, 6 e 7. Tabela 5. Valores calculados para o Número de Reynolds no sistema 2. Manômetro Re 15 L min-1^ 20 L min-1^ 25 L min-1^ 30 L min- 13 17823,8 23765,1 29706,4 35647, 14 11139,9 14853,2 18566,5 22279, 15 17823,8 23765,1 29706,4 35647, Tabela 6. Valores calculados para o fator de atrito no sistema 2. Manômetro f 15 L min-1^ 20 L min-1^ 25 L min-1^ 30 L min- 13 0,03197 0,03078 0,03000 0, 14 0,03289 0,03112 0,02993 0, 15 0,03197 0,03078 0,03000 0, Tabela 7. Valores calculados para perda de carga no sistema 2. Manômetro HT (m) 15 L min-1^ 20 L min-1^ 25 L min-1^ 30 L min- 13 0,275516 0,632066 1,113850 2, 14 0,188588 0,194482 0,599652 1, 15 0,013260 0,022100 0,048620 0, Em uma primeira observação, observa-se que de fato há um aumento no Número de Reynolds para um aumento de vazão. Assim, espera-se que a
perda de carga acompanhe o aumento da vazão. Por outro lado, como se observa no Diagrama de Moody (Figura 1), o fator de atrito varia muito pouco com o Número de Reynolds. Então, os resultados encontrados estão condizentes teoricamente com o esperado. Outro ponto importante de se observar é a perda de carga no manômetro 13, que representa o tê. No sistema 1, o tê não provoca a mudança no sentido de escoamento do fluido, enquanto no sistema 2, ocorre a mudança da direção de escoamento do fluido. Como já foi comentado anteriormente, sempre que ocorre a mudança no sentido de escoamento, a perda de carga é maior. Os resultados para o tê no sistema 2 comprovam isso, visto que a perda de carga nesse acessório é maior do que no sistema 1. Comparando o valor da perda de carga no tê operando no sistema 2 com o joelho, ambos com 20 mm, a perda de carga no tê é maior do que no joelho. Ambos funcionam mudando o sentido de escoamento do fluido em 90°, mas a perda de carga é diferente. Este resultado é condizente com o descrito por Cremasco (2012), em que o tê possui maior perda de carga, consequentemente um maior comprimento equivalente (Leq). Mesmo que a função no sistema seja a mesma, no tê do sistema 2 há um ponto de estagnação no sentido direto, o que influencia também a perda de carga. A figura 3 mostra o gráfico do fator de atrito (f) em função do Número de Reynolds (Re) para os dois tubos. 5000 10000 15000 20000 25000 30000 35000 40000
f vs Re Tubo de 32 mm Número de Reynolds (Re) Fator de atrito (f) Figura 3. Gráfico do fator de atrito em função de Reynolds (Dados experimentais)