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saude da mulher
Tipologia: Notas de estudo
Compartilhado em 19/08/2010
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Não perca as partes importantes!














































Prefeitura Municipal de Florianópolis Secretaria Municipal de Saúde Setor de Atenção à Saúde Atenção Integral à Saúde da Mulher
Prefeito Dário Elias Berger
Secretário de Saúde de Florianópolis João José Cândido da Silva
Diretora do Departamento de Saúde Pública Selma Loch
Secretário Adjunto Clécio Antônio Espezin
Assessoria de Desenvolvimento Institucional Leodemar Rodrigues Gerusa Machado Ribeiro
Organização Carin Sara Loeffler
Equipe técnica: Adriana dos Santos Andrea Caldeira de Andrada Ferreira Andre Luis Andrade Justino Carin Iara Loeffler Daniela Gonçalves Elizabeth Kessler Becker Elizimara Ferreira Siqueira Roxana Knobel Ramon Tartari Sonia Maria Polidório Pereira
Introdução
A saúde pública no Brasil recebe atualmente grande incentivo de organização com enfoque na Estratégia de Saúde da Família. As mulheres destacam-se como grupo de grande demanda nos serviços de atenção à saúde. Torna-se cada vez mais importante a sistematização de conheci- mentos a fim de melhorar a qualidade da assistência nas Unidades Locais de Saúde (ULS), portas de entrada do Sistema Único de Saúde (SUS).
A criação de protocolos de assistência contribui para racionaliza- ção de procedimentos e formação de padrões de qualidade em benefícios das usuárias.
A população feminina em Florianópolis é de 209.775, sendo que 141.583 se encontram entre 10 e 49 anos constituindo o grupo de mulhe- res em idade fértil. Dentro deste agrupo ainda destaca-se um subgrupo importante de 37.791 adolescentes entre 10 e 19 anos.
Segundo registros de 2004, o município de Florianópolis apresen- ta uma Taxa de Mortalidade Materna de 20,72 por 100 mil nascidos vivos e um Índice de Gravidez na Adolescência de 18.1%, justificando esforços de implementação e otimização das ações na assistência a este grupo populacional.
Metodologia da assistência em saúde da mulher
O atendimento em Saúde da Mulher exige do profissional uma atenção especial que ultrapassa os limites da especificidade passando por um olhar mais global, com ênfase na prevenção dos agravos e na promo- ção da saúde integral da mulher, sendo muitas vezes necessário seu enca- minhamento para outras especialidades.
A consulta ginecológica muitas vezes é palco onde surgem dúvi- das e informações íntimas e importantes para a viabilização da atenção integral á saúde da mulher. Nesse sentido a consulta ginecológica, além do conhecimento técnico e científico, requer empatia, confiança e respei- to, garantindo o atendimento humanizado e acolhendo a mulher em to- dos os períodos de mudanças físicas e emocionais do seu ciclo vital.
atendimento em consulta já agendada com médico de família (ou gineco- logista, nas Unidades de Referência) ou com enfermeiro. Quando for iden- tificado algum sinal de alerta, poderá ser encaminhada a atendimento de urgência/emergência na própria ULS ou em unidade hospitalar.
Anamnese e exame clínico básicos em saúde da mulher
Na atenção integral à Saúde da Mulher, o profissional de saúde precisa ter em mente diversos aspectos pontuais da saúde feminina, que muitas vezes passam em branco por não terem sido referidos diretamente pela paciente, tornando comprometida a eficiência do atendimento.
Alguns dados de anamnese que podem e devem ser observados:
Dados Pessoais
História Familiar (1o^ e 2o^ graus parentesco)
Antecedentes e Doença Atual
Vida Sexual/Conjugal Hábitos e Costumes
O número de fatores importantes e determinantes para a saúde feminina é definitivamente extenso, sendo que cada mulher deve ser es- cutada e avaliada na sua individualidade. A queixa ou causa da visita à ULS deve ser ouvida com atenção aos detalhes. Em saúde da mulher deve-se questionar sempre o período do ciclo menstrual em que ocorrem as queixas, ou ainda se elas não têm relação com o ciclo e a data da última menstruação (DUM).
Outro ponto importante é que toda mulher deve ser questionada de forma direta sobre leucorréia, ardência ou prurido vaginal e dispareunia.
No que diz respeito ao Exame Clínico, devem ser observados os fatores já relatados na anamnese e também aferição dos Sinais Vitais e exame físico completo.
Exame Geral Exame das Mamas Exame Ginecológico
Importante salientar aqui como sendo o toque vaginal etapa indis- pensável do exame físico de toda mulher que chegue para consulta gine- cológica, independente da queixa. A avaliação da mobilidade, posição e volume uterinos são cruciais na determinação de grande parte dos diag- nósticos e estabelecimento de tratamentos. O toque ginecológico, em especial na presença de queixa física, pode e deve ser feito mesmo duran- te a menstruação.
Distúrbios do ciclo menstrual
Dentre os distúrbios menstruais mais freqüentes encontra-se o sangramento uterino anormal, uma queixa comum nos consultórios de ginecologia, acometendo mulheres de todas as faixas etárias, desde a adolescência até a perimenopausa.
mulher. Deve sempre ser questionado sobre idade e forma de início dos problemas, separar e esmiuçar um a um para melhor entendimento e tratamento, que por muitas vezes é MULTIDISCIPLINAR.
IMPORTANTE: investigar e descartar transtornos de humor e de comportamento. Fazer sempre o diagnóstico diferencial.
Tratamento
O tratamento precisa ser individualizado para cada paciente, de acordo com seus sinais e sintomas e sua intensidade, sendo realizado de várias maneiras, desde uma orientação comportamental (dieta, exercí- cios, etc) e utilização de medicação quando for indicado.
Encaminhar para ginecologista de referência se não houver remis- são dos sintomas.
Dieta: Orienta-se a diminuição no consumo de sal e açúcar. Evitar consumo de álcool e cafeína e aumentar consumo de carboidratos e pro- teínas. O incremento da ingesta hídrica é fundamental.
Exercícios Físicos: dar preferência aos aeróbicos Fisioterapia Apoio psicológico Tratamento medicamentoso
Corrimento vaginal
O aumento do fluxo vaginal, denominado popularmente como “corri- mento” ou leucorréia constitui uma das principais queixas ginecológica em mulheres adultas e também em adolescentes. O sucesso na resolução desse problema exige que o profissional realize um exame físico e uma abordagem clínica minuciosa, dando ênfase às características das secreções vaginais e endocervicais bem como a resposta inflamatória produzida.
Condições Predisponentes:
Candida Albicans Trichomonas Vaginalis
Vaginose bacteriana (Polimicrobiana, em geral por Gardnerella) pH -Ácido ( ‹ 5 ) pH - Básico (>5,0) pH - Básico (5 a 5,5)
Prurido intenso, agudo. Corrimento branco semelhante a leite talhado. Sensibilidade aumentada, irritação, fissuras, queimor e edema vulvar. Disúria, dispareunia, ardor e irritaçao vaginal Costuma melhorar durante a menstruação.
Corrimento no final ou após a menstruação, desconforto, prurido, dispareunia, odor, dor no baixo ventre. Secreção vaginal fluida, bolhosa, de coloração amarelo-esverdeada ou acinzentada de odor fétido, intensa hiperemia de vagina e cérvix uterina. O exame de Papanicolau pode mostrar atipias leves que melhoram após o tratamento. Shiller tigróide. Ao microscópio a fresco – protozoários flagelados.
Queixa de odor desagradável após a relação sexual e/ou após a menstruação Corrimento vaginal fluido, amarelado acinzentado, secreção homogênea aderente as paredes vaginais mas facilmente removíveis. Ao exame ginecológico, observa- se a secreção descrita, com odor desagradável ou mesmo fétido. Teste do KOH positivo. Ao microscópio – clue cells
Banho de assento morno com 1 litro de água e 2 colheres de bicarbonato de sódio por 20 min, 2 vezes ao dia, por 1 semana
Banho de assento morno com 1 litro de água e 1 colher de ácido acético(vinagre) por 20 min, 2 vezes ao dia, por 1 semana
Banho de assento morno com 1 litro de água e 1 colher de ácido acético(vinagre) por 20 min, 2 vezes ao dia, por 1 semana
É considerada DST, deve o parceiro ser tratado da mesma forma
Geralmente tratado o parceiro nos casos de infecções recorrentes
Orientar sobre os seguintes Cuidados Gerais
Vaginose citolítica
Os sintomas são semelhantes aos da candidíase vaginal, sendo por esta muitas vezes, confundida. Os sintomas seriam causados pôr subs- tâncias irritativas oriundas do citoplasma de células intermediárias lisadas pela atividade de bactérias.
Os critérios diagnósticos da vaginose citolítica são:
Tratamento:
Na cervicites agudas os antibióticos são os mais indicados. Sem- pre tratar o parceiro.
Chlamydia Gonococo
Dor pélvica
A dor pélvica é uma queixa freqüente em qualquer consultório ou centro de saúde. Pode ter muitas formas, muitas causas, muitas aborda- gens e evoluções diferentes.
Pode ser aguda ou crônica, de origem ginecológica ou não, o que faz com que seja necessária uma abordagem sempre multidisciplinar.
Dor pélvica aguda
É a dor de início súbito e com curta duração, e piora progressiva. Pode ser associada a náuseas, vômitos, febre e alterações hematológicas.
Causas principais:
Diagnóstico
Anamnese detalhada dirigida:
Características da dor (Tipo de dor, localização, intensidade, dura- ção, irradiação, fatores desencadeadores, de alívio e de agravo)
Dispareunia? DUM? Sexualmente ativa? Paridade Método contraceptivo Presença de sangramento? Leucorréia? História de Infertilidade Febre? Náuseas/Vômitos/Distensão abdominal Disúria / Polaciúria / Urgência Uso de analgésicos
Exame físico minucioso:
Ausculta, percussão e palpação abdominal criteriosa, avaliar au- mento ou diminuição dos ruídos hidroaéreos, rigidez/defesa abdominal, dor à descompressão, presença de massas ou visceromegalias.
Exame especular: avaliar aspecto do colo uterino e presença ou não de secreções endocervicais.
Toque vaginal: presença ou não de dor à mobilização, aumento da temperatura local, palpação bimanual com verificação do volume e consistência uterina e presença de alterações ou massas anexiais.
A paciente deve ser medicada também com sintomáticos, analgé- sicos, antitérmicos e antiinflamatórios não hormonais.
No caso de verificação de origem ginecológica da dor, se a causa não foi esclarecida, a investigação prossegue com solicitação de exames complementares (hemograma, BHCG, EPU, Urocultura e USTV) e enca- minhamento ao ginecologista da ULS de referência.
Dor pélvica crônica
É a dor pélvica que dura 6 meses ou mais. Pode ser de origem ginecológica ou não. A avaliação clínica com anamnese, exame físico e ginecológico deve ser minuciosa, conforme os capítulos anteriores, afim de identificar origem provável da dor.
Sendo verificada origem ginecológica da dor, a paciente deve ser encaminhada para avaliação do médico ginecologista da ULS de Referên- cia ou para o Ambulatório de Dor Pélvica/Endometriose em nível secun- dário (MCD ou HU).
Incontinência urinária
Define-se incontinência urinária como toda forma de perda urinária involuntária. A causa da incontinência pode ser ginecológica ou não.
Fluxograma 3 – Atendimento à mulher com Incontinência Urinária
Paciente com queixa de perda urinária aos esforços
Anamnese detalhada sobre situações, volume, intensidade, tempo de início, evolução, uso de medicamentos...
Exame físico e ginecológico. Avaliação estática e dinâmica do funcionamento da musculatura perineal e vaginal. Manobra de Valsava Visualização direta da perda urinária ou não Presença ou não de distopias genitais
Encaminhamento para Ambulatório de UROLOGIA
Encaminhamento para Ambulatório de CIRURGIA GINECOLOGICA