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SDAI com CLP e Supervisório SCADA, Notas de estudo de Tecnologia Industrial

Projeto final de um Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio utilizando CLP e Supervisório SCADA

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 25/09/2011

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cesar-galdino-da-silva-1 🇧🇷

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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ
BRUNO CARNEIRO DA SILVA SANTOS
CÉSAR GALDINO DA SILVA
MÁRCIO DA PONTE TARGINO SILVA
ROBSON DA CUNHA IZIDORO
Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio utilizando Sistema Supervisório e CLP
Rio de Janeiro
2011
BRUNO CARNEIRO DA SILVA SANTOS
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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ

BRUNO CARNEIRO DA SILVA SANTOS

CÉSAR GALDINO DA SILVA

MÁRCIO DA PONTE TARGINO SILVA

ROBSON DA CUNHA IZIDORO

Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio utilizando Sistema Supervisório e CLP

Rio de Janeiro 2011 BRUNO CARNEIRO DA SILVA SANTOS

CÉSAR GALDINO DA SILVA

MÁRCIO DA PONTE TARGINO SILVA

ROBSON DA CUNHA IZIDORO

Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio utilizando Sistema Supervisório e CLP

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado à Universidade Estácio de Sá como requisito parcial para a obtenção do grau de Tecnólogo em Automação Industrial.

Rio de janeiro 2011 BRUNO CARNEIRO DA SILVA SANTOS CÉSAR GALDINO DA SILVA

Agradecemos em primeiro lugar a Deus, que nos iluminou o caminho durante esta caminhada.

Agradecemos aos nossos familiares e namoradas pelo apoio e paciência durante essa etapa.

Agradecemos a todos os nossos professores pelo conhecimento transmitido, que terão grande valia em nossas vidas profissionais.

Por fim, mas não menos importante, agradecemos a todos que de forma direta ou indireta contribuíram para que conseguíssemos concluir essa atividade.

MUITO OBRIGADO!

LISTA DE FIGURAS

Figura 2.1 - Triângulo do fogo Figura 2.1.2 - Tetraedro do fogo Figura 2.4.2 - CLP ATOS MCP Figura 2.5.1 - Detector de Fumaça Figura 2.5.2 - Acionador Manual Figura 2.5.3 - Avisador Visual e Sonoro Figura 2.5.4 - Painel de sinalização remota Figura 2.5.5 - Pressostato Figura 2.5.6 - Bóia de nível Figura 2.5.7 - Sistema UPS Figura 2.5.7.1 - Sensor de rede C.A Figura 2.5.7.2 - Sensor de tensão C.C Figura 2.5.8 - Dumper corta-fogo Figura 2.5.9 - Discadora Celular DG Figura 2.8 - Logo Elipse Scada Figura 2.9 - Logo TeamViewer Figura 3.1 - Diagrama geral do sistema Figura 3.4.2 - Tela Inicial Team Viewer Figura 4 - Tabela de custos

RESUMO

Este projeto tem por objetivo montar um sistema de detecção e alarme de incêndio (SDAI) convencional, utilizando dispositivos a fim de proporcionar um controle mais eficaz do sistema. Demonstraremos todas as etapas da automação realizada no projeto, como o entendimento do problema, a escolha dos disposivos, desenvolvimento de toda lógica de programação, hardware e supervisão, tendo como base um edifício comercial de quatro andares com dez (10) salas em cada andar. Demonstraremos também todos os esquemas elétricos necessários para instalação dos sensores, visando elucidar o entendimento a respeito da interligação dos dispositivos com o controlador lógico programável. Nosso projeto baseia-se na norma regulamentadora NBR 9441/98 e visa otimizar o sistema de incêndio de forma a conscientizar um possível cliente da importância de ter um sistema de incêndio seguro e eficaz.

ABSTRACT

This project aims to build a detection system and fire alarm (SDAI) conventional, using devices to provide a more efficient control system. Demonstrate all the steps performed in the automation project, as the understanding of the problem, the choice of the devices, development of logic programming hardware and supervision, based on a four-story commercial building with ten (10) rooms on each floor. Also demonstrate all the necessary wiring diagrams for installation of sensors in order to elucidate the understanding of the interconnection of devices with the programmable logic controller. Our project is based on the regulatory norm NBR 9441/98 and aims to optimize the fire system in order to educate a prospective client the importance of having a fire system safe and effective.

  • 1 Introdução pag.
  • 1.1 O problema pag.
  • 1.2 Objetivo Geral pag.
  • 1.2.1 Objetivos Específicos pag.
  • 1.3 Justificativa pag.
  • 2 Revisão Bibliográfica pag.
  • 2.1 Incêndio pag.
  • 2.2 SDAI pag.
  • 2.3 Automação pag.
  • 2.4 Controlador Lógico Programável pag.
  • 2.4.1 Princípio de Funcionamento pag.
  • 2.4.2 CLP ATOS pag.
  • 2.5 Instrumentação pag.
  • 2.5.1 Detectores de Fumaça pag.
  • 2.5.2 Acionador Manual pag.
  • 2.5.3 Avisadores pag.
  • 2.5.4 Painel de Sinalização Remota pag.
  • 2.5.5 Pressostato pag.
  • 2.5.6 Bóia de Nível pag.
  • 2.5.7 Sistema UPS de Alimentação pag.
  • 2.5.7.1 Sensor de Rede C.A. pag.
  • 2.5.7.2 Sensor de Rede C.C. pag.
  • 2.5.8 Dumper Corta Fogo pag.
  • 2.5.9 Discadora GSM pag.
  • 2.6 Ethernet pag.
  • 2.7 Interface RS-232 pag.
  • 2.8 Elipse Scada pag.
  • 2.9 Team Viewer pag.
  • 3 Desenvolvimento do Projeto pag.
  • 3.1 Diagrama Funcional pag.
  • 3.2 Ladder pag.
  • 3.2.1 Detecção de Incêndio no 1º Andar pag.
  • 3.2.2 Detecção de Incêndio no 2º Andar pag.
  • 3.2.3 Detecção de Incêndio no 3º Andar pag.
  • 3.2.4 Detecção de Incêndio no 4º Andar pag.
  • 3.2.5 Sinalizações de Falha no Sistema pag.
  • 3.2.5.1 Falha na bomba de incêndio pag.
  • 3.2.5.2 Baixa pressão da rede de incêndio pag.
  • 3.2.5.3 Nível da caixa d’água pag.
  • 3.2.5.4 Anormalidade na rede elétrica pag.
  • 3.2.5.5 Anormalidade na bateria pag.
  • 3.2.6 Testes de sinalização pag.
  • 3.2.6.1 Acionamento dos alarmes pag.
  • 3.2.6.2 Reset do acionamento pag.
  • 3.2.7 Mapa de Memórias pag.
  • 3.2.7.1 Variáveis de I/O pag.
  • 3.2.7.2 Variáveis de Usuário pag.
  • 3.3 Diagramas Elétricos pag.
  • 3.4 Planta Baixa pag.
  • 3.4.1 Planta Baixa 1º Andar pag.
  • 3.4.2 Planta Baixa 2º Andar pag.
  • 3.4.3 Planta Baixa 3º Andar pag.
  • 3.4.4 Planta Baixa 4º Andar pag.
  • 3.5 Ellipse Scada (Supervisão Local) pag.
  • 3.5.1 Tela de Supervisão (Condição Normal) pag.
  • 3.5.2 Tela de Supervisão (Alarme de Incêndio) pag.
  • 3.5.3 Tela de Supevisão (Anormalidade na Rede Elétrica) pag.
  • 3.5.4 Tela de Supervisão (Falha na Bateria) pag.
  • 3.5.5 Tela de Supervisão (Anormalidade na Bomba de Incêndio) pag.
  • 3.5.6 Tela de Supervisão (Baixa Pressão na Rede de Incêndio) pag.
  • 3.5.7 Tela de Supervisão (Baixo Nível da Caixa d’Água de Incêndio) pag.
  • 3.5.8 Tela de Supervisão (Teste de Sinalização dos Alarmes) pag.
  • 3.5.9 Tela de Supervisão ( Reset dos Testes dos Alarmes) pag.
  • 3.6 Team Viewer (Supervisão Remota) pag.
  • 4 Custos pag.
  • 5 Conclusão pag.
  • 6 Adaptações/Atualizações Futuras pag.
  • 7 Referências Bibliográficas pag.
  • ANEXO A pag.
  • ANEXO B pag.
  • ANEXO C pag.

Esse projeto consiste em um estudo para implementar um sistema de detecção e alarme de incêndios convencional (quando um detector sinaliza um alarme, todo a zona é sinalizada, não se sabe exatamente onde está o foco de incêndio), em uma instalação predial que permite detectar e avisar localmente e remotamente esses eventos.

1.2.1 Objetivos Específicos

  1. Caracterizar o sistema de detecção e alarme de incêndios (segundo a NBR 9441/98)

  2. Caracterizar a arquitetura de automação para controle e aquisição de dados na detecção e alarme de incêndios.

  3. Descrever o sistema de controle e aquisição de dados na detecção e alarme de incêndios.

  4. Realizar a supervisão dos eventos através do software Elipse Scada (local) e Team Viewer (remoto).

  1. Justificativa

Analisamos que em diversos edifícios não existe muita preocupação em relação ao sistema de incêndio. A maioria dos incêndios de uma forma geral dá-se em função de um dimensionamento errado dos sistemas de proteção, a manutenção ineficaz ou mesmo a falta de manutenção dos equipamentos. Os incêndios provocam normalmente nas empresas prejuízos materiais e muitas vezes vítimas com ferimentos por queimadura ou intoxicação. É necessário viabilizar medidas que visam evitar a aparição de fogo, e na ocorrência do mesmo, impedir a sua propagação. Segundo a NBR 9441:1998 o manual de manutenção do sistema de detecção e alarme, central, repetidores, detectores, deve conter todas as informações das intervenções periódicas e corretivas, ficando a cargo do fabricante estipular a periodicidade da manutenção. Não há padronização de intervenções para manutenções, varia para cada fabricante, o que dificulta uma fiscalização de sua realização. A norma NBR 9441:1998 ainda prevê que a manutenção deve ser realizada por pessoal próprio do usuário ou por meio de um contrato de serviço. Qualquer intervenção deve ser anotada no livro de ocorrências. O que acontece na prática é que após a instalação do sistema, o usuário não executa a manutenção devida, seja por desconhecer o prazo ou por não dar relevância. O acompanhamento do sistema visa identificar eventuais variações nos componentes antes que se tornem uma ameaça para o bom funcionamento do sistema, em forma de alarmes falsos, que limita a credibilidade do sistema. A automação de sistemas de detecção e alarme de incêndio utilizando Controlador Lógico Programável (CLP) auxiliado com sistema supervisório, permite o monitoramento do funcionamento dos dispositivos relacionados a detecção do incêndio, tais como: detectores de fumaça, detectores de temperatura e avisadores, além de criar uma interface amigável e de fácil entendimento ao operador. Com o rápido avanço da tecnologia e da automação nas últimas décadas, a implementação dos CLPs nos sistemas de detecção e alarme de incêndio tornou-se bastante viável no sentido da redução de custos e aumento da confiabilidade do sistema em relação a segurança e manutenção dos equipamentos. Diante disto, este projeto tem como objetivo estruturar um sistema de controle e aquisição de dados na detecção e alarme de incêndios, não levando em consideração os circuitos auxiliares de combate a incêndio.

2 REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

As informações deste trabalho foram adquiridas através de pesquisas,estudos e troca de experiência profissional entre os integrantes do grupo e os profissionais da área elétrica, eletrônica e automação, além de uma grande busca de informações feitas através de livros, sites, catálogos, artigos técnicos e revistas voltadas para essa área de atuação. Realizamos também uma análise na norma NBR 9441:1998, da Associação Brasileira de Normas Técnicas que apresenta os conceitos relacionados aos Sistemas de Detecção e Alarme de Incêndios. A partir dessas informações iniciaremos o conhecimento de como é gerado o incêndio, definiremos os processos de automação como o CLP, os instrumentos que serão utilizados no processo e a confecção do sistema supervisório para visualização dos eventos.

2.1 Incêndio

Estatísticas revelam que as causas mais frequentes de incêndios são por ordem decrescente:

  • Instalações elétricas
  • Utilização de chamas nuas e superfícies quentes
  • Armazenagem inadequada de materiais inflamáveis, líquidos e gases
  • Aparelhos de aquecimento Recentemente tem-se constatado uma tendência para o aumento da ocorrência de incêndios de origem criminosa, tanto em empresas quanto em áreas florestais. O incêndio é a reação de combustão fortemente exotérmica que se desenvolve geralmente de uma forma descontrolada. Existem três fatores para a emissão do fogo:
  • Combustível
  • Comburente, normalmente o ar que contém 21% de oxigênio em sua composição
  • Energia de ativação, nescessária para iniciar a reação Esses três fatores formam o chamado triângulo do fogo:

Figura 2.1 - Triângulo do fogo

As técnicas de extinção do fogo baseiam-se no conhecimento do triângulo do fogo e consiste na eliminação de um ou mais fatores:

  • Afastando o combustível do alcance do fogo ou dividindo-o em focos de incêndio menores e de mais facil extinção.
  • Suprimindo ou eliminando o oxigênio, impedindo assim o acesso do comburente.
  • Cobrindo os focos de incêndio com substâncias não-combustíveis, como areia, espuma e etc.
  • Limitando a temperatura, lançando água sobre o fogo, ou substâncias que absorvam o calor desenvolvido.

Atualmente foi designado um quarto fator, que é a reação em cadeia, obtendo assim o tetraedro do fogo:

Figura 2.1.2 – Tetraedro do fogo

concepção da rede da fiação de interligação dos componentes. Nenhum curto-circuito ou interrupção na fiação pode pôr em risco pessoas ou o patrimônio supervisionado.

2.3 Automação

Automação é um sistema automático de controle pelo qual os mecanismos verificam seu próprio funcionamento, efetuando medições e introduzindo correções, sem a necessidade da interferência do homem. Automação é a aplicação de técnicas computadorizadas ou mecânicas para diminuir o uso de mão-de-obra em qualquer processo, especialmente o uso de robôs nas linhas de produção. A automação diminui os custos e aumenta a velocidade da produção. Também pode ser definida como um conjunto de técnicas que podem ser aplicadas sobre um processo objetivando torná-lo mais eficiente, ou seja maximizando a produção com menor consumo de energia, menor emissão de resíduos e melhores condições de segurança, tanto humana e material quanto das informações inerentes ao processo. Atualmente a Automação é compreendida como um conjunto de técnicas pelas quais se constroem sistemas ativos capazes de atuar pelo uso de informações recebidas do meio sobre o qual atuam. Com base nessas informações um sistema de automação calcula a ação mais apropriada e, rapidamente, a executa. Com a introdução da computação como inovação incorporada à automação, os objetivos da automação são:

  • Incrementar a integração dos elementos participantes do processo de manufatura;
  • Reduzir envolvimento humano com atividades repetitivas;
  • Melhorar fatores de competitividades nos negócios, tais como redução de custos (diminuição de perda de matéria-prima e dos custos de produção) e melhoria da qualidade através da garantia de repetibilidade;
  • Elevar o nível de segurança, principalmente em condições perigosas de trabalho.