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Simulado de pratica de ensino em creches
Tipologia: Exercícios
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Nesta aula você aprenderá sobre: 1- as características fundamentais para os educadores de crianças: 2- o respeito e o fortalecimento da identidade das crianças e de suas famílias; 3- a educação e o cuidado da criança, como ser total, completo e indivisível; 4- a articulação e a integração de conhecimentos, de forma prazerosa; 5- a avaliação da evolução das crianças e o registro de seus progressos.
O brincar tem sido apontado por vários autores como um dos comportamentos principais da infância. As crianças quando brincam desenvolvem habilidades motoras, cognitivas, sociais e afetivas. Por isso, na educação infantil a brincadeira precisa estar presente como uma atividade importante em si mesma.
A brincadeira permite à criança transitar entre mundos opostos que delimitam a realidade e a fantasia. O real e o imaginário se misturam abrindo a possibilidade de criação que instiga a viver com mais energia e alegria, encarando as dificuldades com mais leveza.
Atualmente existem no Brasil leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - 1990) que garantem a legalidade do brincar à criança brasileira.
Veja os artigos que garantem esse direito:
Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. Art. 71. A criança e o adolescente têm direito a informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.
Desde a Constituição de 1988 a criança brasileira passou a ser cidadã de direito e como tal, um de seus direitos é o brincar. Portanto, um educador de creches e pré-escolas não pode utilizar o brincar como prêmio ou punição e, em hipótese alguma, escolher um grupo de crianças para uma atividade lúdica e deixar o restante impossibilitado de participar. Várias pesquisas na área da psicologia do desenvolvimento têm apontado sobre a necessidade de brincar na infância. A brincadeira deve ser favorecida de diversas formas e os espaços de educação infantil devem ser planejados considerando o tempo para a brincadeira livre e dirigida.
Para que o brincar seja garantido e valorizado existem alguns aspectos fundamentais que devem ser garantidos, como:
O brinquedo não pode ser definido simplesmente como atividade que dá prazer, mas é preciso tomar cuidado para não ignorar a importância dele no preenchimento das necessidades infantis.
Segundo Vygotsky(1998, p. 122),
Frequentemente descrevemos o desenvolvimento da criança como o de suas funções intelectuais; toda criança se apresenta para nós como um teórico, caracterizado pelo nível de desenvolvimento intelectual superior ou inferior, que se desloca de um estágio para o outro. Porém, se ignoramos as necessidades da criança e os incentivos que são eficazes para colocá-la em ação, nunca seremos capazes de entender seu avanço de um estágio de desenvolvimento para outro, porque todo avanço está conectado com uma mudança acentuada nas motivações, tendências e incentivos. Aquilo que é de grande interesse para um bebê deixa de interessar uma criança um pouco maior.
As atividades lúdicas vão se transformando com o tempo e a criança adquire novas formas de expressá-la. Portanto, é necessário considerar as diferenças entre as atividades lúdicas das crianças para diferentes faixas etárias.
Destaca-se aqui a brinquedoteca como espaço essencial nas creches e escolas de educação infantil. Este local representa para a criança um laboratório de experiências culturais, e para o adulto um laboratório de observação de acompanhamento infantil. Toda brinquedoteca deve possuir brinquedos e jogos variados, classificados e organizados, sem que com isso a criança corra o risco de perder a liberdade de escolher o que quer fazer e com o que quer brincar.
Finalmente, é importante valorizar o papel do professor como um mediador brincante: um adulto que brinca e constrói vínculos seguros e estáveis com a criança, alguém que reconhece a necessidade de observá-la e aprender com ela. Alguém que acredita na essência lúdica da humanidade, mas sabe que é na cultura e através de espaços e profissionais de qualidade que o brincar se constrói.
Nesta aula, você: