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O Brincar na Educação Infantil: Importância, Teorias e Práticas - Prof. Silva, Exercícios de Método de Ensino

Simulado de pratica de ensino em creches

Tipologia: Exercícios

2021

Compartilhado em 04/04/2021

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CONTEÚDO, METODOLOGIA E PRÁTICA
DE ENSINO DE CRECHES E EDUCAÇÃO
INFANTIL
O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL
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CONTEÚDO, METODOLOGIA E PRÁTICA

DE ENSINO DE CRECHES E EDUCAÇÃO

INFANTIL

O BRINCAR NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Olá!

Nesta aula você aprenderá sobre: 1- as características fundamentais para os educadores de crianças: 2- o respeito e o fortalecimento da identidade das crianças e de suas famílias; 3- a educação e o cuidado da criança, como ser total, completo e indivisível; 4- a articulação e a integração de conhecimentos, de forma prazerosa; 5- a avaliação da evolução das crianças e o registro de seus progressos.

1 O brincar na Educação Infantil

O brincar tem sido apontado por vários autores como um dos comportamentos principais da infância. As crianças quando brincam desenvolvem habilidades motoras, cognitivas, sociais e afetivas. Por isso, na educação infantil a brincadeira precisa estar presente como uma atividade importante em si mesma.

A brincadeira permite à criança transitar entre mundos opostos que delimitam a realidade e a fantasia. O real e o imaginário se misturam abrindo a possibilidade de criação que instiga a viver com mais energia e alegria, encarando as dificuldades com mais leveza.

Atualmente existem no Brasil leis como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA - 1990) que garantem a legalidade do brincar à criança brasileira.

Veja os artigos que garantem esse direito:

Art. 15. A criança e o adolescente têm direito à liberdade, ao respeito e à dignidade como pessoas humanas em processo de desenvolvimento e como sujeitos de direitos civis, humanos e sociais garantidos na Constituição e nas leis. IV - brincar, praticar esportes e divertir-se; Art. 59. Os municípios, com apoio dos estados e da União, estimularão e facilitarão a destinação de recursos e espaços para programações culturais, esportivas e de lazer voltadas para a infância e a juventude. Art. 71. A criança e o adolescente têm direito a informação, cultura, lazer, esportes, diversões, espetáculos e produtos e serviços que respeitem sua condição peculiar de pessoa em desenvolvimento.

Desde a Constituição de 1988 a criança brasileira passou a ser cidadã de direito e como tal, um de seus direitos é o brincar. Portanto, um educador de creches e pré-escolas não pode utilizar o brincar como prêmio ou punição e, em hipótese alguma, escolher um grupo de crianças para uma atividade lúdica e deixar o restante impossibilitado de participar. Várias pesquisas na área da psicologia do desenvolvimento têm apontado sobre a necessidade de brincar na infância. A brincadeira deve ser favorecida de diversas formas e os espaços de educação infantil devem ser planejados considerando o tempo para a brincadeira livre e dirigida.

Para que o brincar seja garantido e valorizado existem alguns aspectos fundamentais que devem ser garantidos, como:

  • reconhecer o brincar como atividade essencial na infância;
  • identificar as diferenças das atividades lúdicas para crianças de 0 a 3 anos e 4 a 5 anos;
  • Caracteriza a fase que surge com o aparecimento da linguagem.
  • O símbolo implica a representação de um objeto ausente (comparação entre um elemento dado e outro imaginado). FRIEDMANN (1996, p.29) destaca que “o jogo simbólico ainda não está emancipado, enquanto instrumento do próprio pensamento. É a conduta ou o esquema sensório-motor que faz a vez de símbolo, e não tal objeto habitual”. Aos poucos o jogo simbólico vai se transformando e ganhando outras conotações. À medida que a criança vai organizando melhor suas ideias, o jogo vai ficando mais próximo a uma imitação do real e mais social do que individual como era no inicio.
  • A regra substitui o símbolo e enquadra o exercício quando certas regras sociais se constituem.
  • As regras podem ser transmitidas (repassadas de geração a geração) ou espontâneas (de natureza contratual e momentânea).

3 Vygotsky – o papel do brinquedo no desenvolvimento

O brinquedo não pode ser definido simplesmente como atividade que dá prazer, mas é preciso tomar cuidado para não ignorar a importância dele no preenchimento das necessidades infantis.

Segundo Vygotsky(1998, p. 122),

Frequentemente descrevemos o desenvolvimento da criança como o de suas funções intelectuais; toda criança se apresenta para nós como um teórico, caracterizado pelo nível de desenvolvimento intelectual superior ou inferior, que se desloca de um estágio para o outro. Porém, se ignoramos as necessidades da criança e os incentivos que são eficazes para colocá-la em ação, nunca seremos capazes de entender seu avanço de um estágio de desenvolvimento para outro, porque todo avanço está conectado com uma mudança acentuada nas motivações, tendências e incentivos. Aquilo que é de grande interesse para um bebê deixa de interessar uma criança um pouco maior.

As atividades lúdicas vão se transformando com o tempo e a criança adquire novas formas de expressá-la. Portanto, é necessário considerar as diferenças entre as atividades lúdicas das crianças para diferentes faixas etárias.

Destaca-se aqui a brinquedoteca como espaço essencial nas creches e escolas de educação infantil. Este local representa para a criança um laboratório de experiências culturais, e para o adulto um laboratório de observação de acompanhamento infantil. Toda brinquedoteca deve possuir brinquedos e jogos variados, classificados e organizados, sem que com isso a criança corra o risco de perder a liberdade de escolher o que quer fazer e com o que quer brincar.

Finalmente, é importante valorizar o papel do professor como um mediador brincante: um adulto que brinca e constrói vínculos seguros e estáveis com a criança, alguém que reconhece a necessidade de observá-la e aprender com ela. Alguém que acredita na essência lúdica da humanidade, mas sabe que é na cultura e através de espaços e profissionais de qualidade que o brincar se constrói.

CONCLUSÃO

Nesta aula, você:

  • identificou o brincar como atividade essencial na infância;
  • percebeu as diferenças das atividades lúdicas para crianças de 0 a 3 anos e 4 a 5 anos;
  • percebeu as diferenças das atividades lúdicas para crianças de 0 a 3 anos e 4 a 5 anos;
  • compreendeu a importância de articular e integrar conhecimentos, por meio de atividades lúdicas;
  • percebeu as diferenças entre as brincadeiras de faz de conta e o jogo com regras;
  • identificou maneiras de criar condições no planejamento da rotina da creche para que o brincar ocorra;
  • compreendeu a necessidade de valorização da brinquedoteca como espaço essencial nas creches e escolas de educação infantil.