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Sistema Complemento , Notas de aula de Odontologia

Explicação da Aula completa

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 10/05/2010

aline-costa-ferro-11
aline-costa-ferro-11 🇧🇷

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Sistema do Complemento
O sistema do complemento é um mecanismo efetor da imunidade humoral,
tanto inata como adquirida, que tem papel importante na defesa do organismo
contra as infecções.
O sistema é constituído por um conjunto de cerca de 20 proteínas solúveis no
plasma, representadas por moléculas capazes de gerar poros na bicamada
lipídica da célula-alvo e outras moléculas regulatórias que incluem reguladores
solúveis e 10 proteínas de membrana, que impedem a lesão de células
próprias pelo complemento homólogo.
Estas proteínas plasmáticas do complemento estão sob a forma de
precursores inativos que são ativados por proteólise limitada gerando
proteases que clivam as cadeias polipeptídicas dos componentes seguintes em
dois fragmentos, sendo o menor designado a e o maior b (ex: C3 ® C3a +
C3b).
A ativação do complemento se dá por três vias: a clássica, a alternativa e a da
lectina ligante de manose (MBL). Em termos de evolução, a via clássica é a
mais recente, pois sua ativação é dependente da interação de IgM e IgG com o
antígeno.
As vias alternativa e da MBL podem ser ativadas diretamente pela superfície
de patógenos, participando, assim, da imunidade inata.
As três vias de ativação convergem para a geração da enzima chave,
denominada convertase de C3 ou C3-convertase, principal ponto de
amplificação da cascata do complemento.
As C3 convertases apesar de estruturalmente distintas, apresentam uma
atividade proteolítica comum, que é clivar C3 em C3a e C3b. O fragmento C3b
gerado vai se combinar com a C3-convertase dando origem à C5-convertase.
A clivagem de C5 pela C5-convertase inicia a via citolítica comum que culmina
com a polimerização de C9 na membrana da célula-alvo, formando o complexo
de ataque à membrana (MAC).
A unidade funcional do MAC é um poro inserido na bicamada lipídica que
interfere na propriedade de permeabilidade seletiva da membrana,
permitindo a entrada de água, íons e pequenas moléculas para o citosol da
célula-alvo, distendendo a membrana além de sua capacidade elástica e
levando à sua ruptura (lise).
Durante a ativação do complemento são gerados peptídeos com atividade biológica: o
C3a e o C5a que têm atividade quimiotática e de anafilatoxina; o C3b, que além de funcionar
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Sistema do Complemento

O sistema do complemento é um mecanismo efetor da imunidade humoral,

tanto inata como adquirida, que tem papel importante na defesa do organismo

contra as infecções.

O sistema é constituído por um conjunto de cerca de 20 proteínas solúveis no

plasma, representadas por moléculas capazes de gerar poros na bicamada

lipídica da célula-alvo e outras moléculas regulatórias que incluem reguladores

solúveis e 10 proteínas de membrana, que impedem a lesão de células

próprias pelo complemento homólogo.

Estas proteínas plasmáticas do complemento estão sob a forma de

precursores inativos que são ativados por proteólise limitada gerando

proteases que clivam as cadeias polipeptídicas dos componentes seguintes em

dois fragmentos, sendo o menor designado a e o maior b (ex: C3 ® C3a +

C3b).

A ativação do complemento se dá por três vias: a clássica, a alternativa e a da

lectina ligante de manose (MBL). Em termos de evolução, a via clássica é a

mais recente, pois sua ativação é dependente da interação de IgM e IgG com o

antígeno.

As vias alternativa e da MBL podem ser ativadas diretamente pela superfície

de patógenos, participando, assim, da imunidade inata.

As três vias de ativação convergem para a geração da enzima chave,

denominada convertase de C3 ou C3-convertase, principal ponto de

amplificação da cascata do complemento.

As C3 convertases apesar de estruturalmente distintas, apresentam uma

atividade proteolítica comum, que é clivar C3 em C3a e C3b. O fragmento C3b

gerado vai se combinar com a C3-convertase dando origem à C5-convertase.

A clivagem de C5 pela C5-convertase inicia a via citolítica comum que culmina

com a polimerização de C9 na membrana da célula-alvo, formando o complexo

de ataque à membrana (MAC).

A unidade funcional do MAC é um poro inserido na bicamada lipídica que

interfere na propriedade de permeabilidade seletiva da membrana ,

permitindo a entrada de água, íons e pequenas moléculas para o citosol da

célula-alvo, distendendo a membrana além de sua capacidade elástica e

levando à sua ruptura (lise).

Durante a ativação do complemento são gerados peptídeos com atividade biológica: o

C3a e o C5a que têm atividade quimiotática e de anafilatoxina; o C3b, que além de funcionar

como opsonina, facilitando a fagocitose de partículas por fagócitos profissionais, também

participa na composição da C3-convertase da via alternativa (C3bBb), e assim funciona como

uma molécula amplificadora iniciando uma alça de amplificação ( feed-back positivo).