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Sistemas Elétricos - sei6, Provas de Engenharia Elétrica

Arquivos Diversos

Tipologia: Provas

Antes de 2010

Compartilhado em 09/11/2009

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4450A-04 – Sistemas de Energia I
VI – O estudo do fluxo de carga
A avaliação do desempenho das redes de energia elétrica em condições de regime permanente senoidal é de
grande importância tanto na operação em tempo real do sistema quanto no planejamento de sua operação
e expansão. Entre as informações a serem determinadas para uma condição definida de carga e geração se
destacam as seguintes:
O carregamento das linhas de transmissão e transformadores;
O carregamento dos geradores;
A magnitude da tensão nas barras;
As perdas de transmissão;
O carregamento dos equipamentos de compensação de reativos (síncronos e estáticos)..
A partir destas informações, é possível definir propostas de alterações a serem implementadas no sistema,
com objetivo de tornar a sua operação mais segura e econômica. Entre as alterações possíveis na operação
do sistema se destacam:
Ajuste no despacho dos geradores;
Ajustes nos dispositivos de controle de tensão (injeções de potência reativa, posição dos taps dos
transformadores e status dos bancos de capacitores e reatores);
Ajustes no intercâmbio com os sistemas vizinhos;
Mudanças na topologia (ligar ou desligar alguma linha de transmissão ou transformador).
Por outro lado, entre as alterações possíveis no planejamento da expansão do sistema se destacam:
Instalação de novas plantas de geração;
Instalação de novas linhas de transmissão e transformadores;
Instalação de dispositivos de controle do fluxo de potência (FACTS1);
Interconexão com outros sistemas.
VI.1 – Definição do problema do fluxo de carga
O problema do fluxo de carga (load flow em inglês) ou fluxo de potência (power flow em inglês) consiste na
obtenção das condições de operação (magnitude e ângulo de fase dos fasores tensão nodal, a partir dos quais
podem ser determinados os fluxos de potência ativa e reativa) em regime permanente de uma rede de energia
elétrica com topologia e níveis de geração e consumo conhecidos.
Na formulação básica do problema do fluxo de carga em sistemas elétricos são associadas quatro variáveis
a cada barra da rede (que representa um nó do circuito elétrico equivalente):
k
V
Magnitude do fasor tensão nodal da barra k;
k
θ
Ângulo de fase do fasor tensão nodal da barra k;
k
P
Injeção líquida (geração menos carga) de potência ativa da barra k;
k
Q
Injeção líquida de potência reativa da barra k.
Por outro lado, aos ramos da rede (cujas barras extremas são k e m) associam-se as seguintes variáveis:
km
I
Fasor da corrente que sai da barra k em direção à barra m;
km
P
Fluxo de potência ativa que sai da barra k em direção à barra m;
km
Q
Fluxo de potência reativa que sai da barra k em direção à barra m.
No fluxo de carga convencional, definem-se três tipos de barras, em função das variáveis que são
conhecidas (dados do problema) e incógnitas, conforme mostra a Tabela VI.1.
1 Flexible AC Transmission System.
O estudo do fluxo de carga – Sérgio Haffner Versão: 17/3/2004 Página 1 de 10
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VI – O estudo do fluxo de carga

A avaliação do desempenho das redes de energia elétrica em condições de regime permanente senoidal é de grande importância tanto na operação em tempo real do sistema quanto no planejamento de sua operação e expansão. Entre as informações a serem determinadas para uma condição definida de carga e geração se destacam as seguintes:

  • O carregamento das linhas de transmissão e transformadores;
  • O carregamento dos geradores;
  • A magnitude da tensão nas barras;
  • As perdas de transmissão;
  • O carregamento dos equipamentos de compensação de reativos (síncronos e estáticos)..

A partir destas informações, é possível definir propostas de alterações a serem implementadas no sistema, com objetivo de tornar a sua operação mais segura e econômica. Entre as alterações possíveis na operação do sistema se destacam:

  • Ajuste no despacho dos geradores;
  • Ajustes nos dispositivos de controle de tensão (injeções de potência reativa, posição dos taps dos transformadores e status dos bancos de capacitores e reatores);
  • Ajustes no intercâmbio com os sistemas vizinhos;
  • Mudanças na topologia (ligar ou desligar alguma linha de transmissão ou transformador).

Por outro lado, entre as alterações possíveis no planejamento da expansão do sistema se destacam:

  • Instalação de novas plantas de geração;
  • Instalação de novas linhas de transmissão e transformadores;
  • Instalação de dispositivos de controle do fluxo de potência (FACTS^1 );
  • Interconexão com outros sistemas.

VI.1 – Definição do problema do fluxo de carga

O problema do fluxo de carga ( load flow em inglês) ou fluxo de potência ( power flow em inglês) consiste na obtenção das condições de operação (magnitude e ângulo de fase dos fasores tensão nodal, a partir dos quais podem ser determinados os fluxos de potência ativa e reativa) em regime permanente de uma rede de energia elétrica com topologia e níveis de geração e consumo conhecidos.

Na formulação básica do problema do fluxo de carga em sistemas elétricos são associadas quatro variáveis a cada barra da rede (que representa um nó do circuito elétrico equivalente): V k –^ Magnitude do fasor tensão nodal da barra^ k ;

θ k –^ Ângulo de fase do fasor tensão nodal da barra^ k ;

P k –^ Injeção líquida (geração menos carga) de potência ativa da barra^ k ; Q k –^ Injeção líquida de potência reativa da barra^ k.

Por outro lado, aos ramos da rede (cujas barras extremas são k e m ) associam-se as seguintes variáveis:

I km –^ Fasor da corrente que sai da barra^ k^ em direção à barra^ m ; P km –^ Fluxo de potência ativa que sai da barra^ k^ em direção à barra^ m ; Q km –^ Fluxo de potência reativa que sai da barra^ k^ em direção à barra^ m.

No fluxo de carga convencional, definem-se três tipos de barras , em função das variáveis que são conhecidas (dados do problema) e incógnitas, conforme mostra a Tabela VI.1.

(^1) Flexible AC Transmission System.

Tabela VI.1 – Tipos de barra no fluxo de carga convencional.

Tipo de barra Notação Dados Incógnitas

Barra de carga PQ Pk^ e^ Qk^ Vk^ e^ θ k

Tensão controlada PV Pk^ e^ Vk^ θ^ k e^ Qk

Referência Vθ Vk^ e^ θ^ k Pk^ e^ Qk

De forma geral, as barras de carga aparecem em maior número e representam as subestações de energia elétrica nas quais estão conectadas as cargas do sistema elétrico; em segundo lugar, as barras de tensão controlada representam as instalações que possuem geradores que podem realizar o controle da sua tensão terminal (por intermédio do seu controle de excitação) e também as barras cuja tensão pode ser controlada por intermédio do ajuste do tap de algum transformador. A barra de referência é única e imprescindível na formulação do problema em função de dois fatores:

  • Necessidade matemática de estipular um ângulo de referência (geralmente igualado a zero);
  • Para fechar o balanço de potência da rede pois as perdas de transmissão não são conhecidas a priori, ou seja, não é possível definir todas as injeções de potência do sistema antes de conhecer as perdas que são função dos fluxos de potência na rede.

Exemplo VI.1 – Considere o sistema elétrico composto por duas barras e uma linha de transmissão ilustrado na Figura VI.1. Para este sistema, são conhecidos o fasor tensão na Barra 1 (utilizada como

referência angular pois θ 1 = 0 ), V 1 , e a demanda de potência da Barra 2 (que constitui uma barra de carga ),

S (^) 2. Deseja-se determinar o fasor tensão na Barra 2, V (^) 2 , e a injeção líquida de potência da Barra 1, S (^) 1.

V 1 = 10 pu

1 2

S 2 =^ ( 0 , 8 + j 0 , 4 )^ pu

V (^) 2 = V 2 θ 2

Z LT = ( 0 , 01 + j 0 , 1 ) pu

S 1

I 12

Figura VI.1 – Sistema elétrico de potência.

Solução: Embora o sistema elétrico da Figura VI.1 seja extremamente simples, a determinação do fasor tensão da Barra 2 não é imediata. De acordo com os tipos de barra definidos na Tabela VI.1, a Barra 1 é a referência, pois seu fasor tensão é conhecido, e a Barra 2 uma barra de carga, pois sua a injeção de potência é conhecida.

Da análise do circuito elétrico, observa-se que a tensão na Barra 2 está vinculada com a corrente I (^) 12 que percorre a linha de transmissão pois:

V (^) 2 = V 1 − ZLTI 12

e, por outro lado, a corrente que circula na linha de transmissão I 12 é função da tensão da Barra 2 pois a grandeza conhecida nesta barra é a potência demandada, assim

2

2 (^12)  

V

I S

Substituindo a expressão da corrente I (^) 12 na expressão da tensão na Barra 2 tem-se:

67 128

2

2 2 1

I

LT V

V V Z S

× V^ * 2 ⇒

2

2

  • 2 1 2

2 2 V V

V V VV Z S

LT 

2

V 2^2 = V 1 V 2 − ZLTS

Solução alternativa : A partir das equações da corrente I (^) 12 e da tensão V (^) 2 é possível construir um procedimento iterativo rudimentar para determinar o valor da tensão na Barra 2. O procedimento compreende os seguintes passos:

i. Fazer ν = 0 e estipular um valor inicial para V 2 e I 12 , por exemplo: 1 10 pu

0 V (^) 2 = V = o e 0

0 I (^) 12 =.

ii. Em função do valor atual de

ν V (^) 2 , calcular o valor da corrente I (^) 12 :

2

2 (^12)  

= ν

ν

V

S

I

iii. Se

1 12 12

− ≈

ν I

ν I , então o processo convergiu e a solução é dada por

ν V (^) 2 = V 2. Caso contrário prosseguir.

iv. Calcular o novo valor para

ν V (^) 2 , em função do valor calculado anteriormente: ν ν 1 12

1 V (^) 2 = VZLTI

v. Fazer ν = ν+ 1 e retornar para o Passo (ii).

Aplicando este procedimento para o problema são obtidos os resultados mostrados na Tabela VI.2.

Tabela VI.2 – Resultados do procedimento iterativo.

Iteração ν V^ ν 2 [pu] I^ ν 12 [pu]

1 0 o 0 , 8944 − 26 , 57 o

1 0 ,^9550 −^4 ,^56 o^0 ,^9365 −^31 ,^13 o

2 0 , 9466 − 4 , 56 o 0 , 9449 − 31 , 13 o

3 0 ,^9461 −^4 ,^61 o^0 ,^9454 −^31 ,^17 o

4 0 , 9460 − 4 , 61 o 0 , 9454 − 31 , 17 o

Os resultados mostrados na Tabela VI.2, foram obtidos executando-se a seguinte rotina em M ATLAB^4. clear all saida=fopen('saida.txt','w'); v1=1+0i; z=0.01+0.1i; v2=1+0i; for k=1:10, i12=conj((0.8+0.4i)/v2); y=[k abs(v2) angle(v2)180/pi abs(i12) angle(i12)180/pi]; fprintf(saida,'%2.0f %6.4f %6.2f %6.4f %6.2f\n',y); v2=v1-zi12; end fclose(saida);*

Para sistemas elétricos de maior dimensão, a solução analítica se torna impraticável, restando apenas os métodos numéricos.

Exercício VI.1 – Determinar os dados e as incógnitas do problema de fluxo de carga convencional de um sistema composto por 4 barras ( Pi , Qi , Vi , θ (^) i , i = 1 ,L, 4 ), sabendo que a Barra 1 é a referência (Vθ), a Barra 3 é

de tensão controlada (PV) e as demais barras são de carga (PQ).

(^4) MATLAB é marca registrada pertencente à The MathWorks, Inc.

Como conseqüência da imposição da Primeira Lei de Kirchhoff para uma barra qualquer do sistema elétrico da Figura VI.2 tem-se que a potência líquida (geração menos carga) injetada nesta barra é igual à soma dos fluxos de potência que deixam esta barra, ou seja, têm-se duas equações :

∑^ ( ∈Ω

m k

Pk PkmVk , V (^) m ,θ (^) k , θ m ) (VI.1)

( ) (^) ∑ ( ∈Ω

m k

k km k m k m

sh Qk Qk V Q V , V ,θ , θ ) (VI.2)

sendo: k = 1 , 2 ,L, NB – Índice de todas as barras do sistema, sendo NB o número de barras do sistema; Ω (^) k –^ Conjunto de barras vizinhas da barra^ k ; Vk , V (^) m –^ Magnitude dos fasores das tensões terminais do ramo^ k-m ;

θ k , θ m –^ Ângulo de fase dos fasores das tensões terminais do ramo^ k-m ;

Pkm , Q km –^ Fluxo de potência ativa e reativa no ramo^ k-m ; sh Qk –^ Componente da injeção de potência reativa devido ao elemento em derivação ( shunt ) da barra k ( Q (^) k sh = bkshV k^2 ).

k sh jQk

m

Pk (^) 1 + jQk 1

1 2

Pk (^) 2 + jQk 2

Pkm + jQ km

Pk + jQ k

Figura VI.2 – Sistema elétrico de potência.

Nas expressões (VI.1) e (VI.2), os fluxos de potência ativa e reativa nos ramos (linhas de transmissão, transformadores em fase, defasadores puros e defasadores), obedecem às seguintes expressões gerais^5 :

Pkm = ( akmVk ) 2 gkm −( akmVk ) V (^) m [ gkm cos(θ (^) kmkm ) + bkm sen(θ (^) km + ϕ km )] (VI.3)

Qkm = − ( akmVk ) 2 ( b (^) km + bkmsh ) −( akmVk ) V (^) m [ gkm sen(θ (^) kmkm ) − bkm cos(θ (^) km + ϕ km )] (VI.4)

De acordo com o tipo de equipamento, os parâmetros a km , ϕ km e assumem valores particulares,

mostradas na Tabela VI.3.

sh bkm

Tabela VI.3 – Parâmetros para os diferentes equipamentos nas expressões gerais dos fluxos.

Equipamento a km ϕ km bkmsh

Linha de transmissão 1 0 Transformador em fase 0 0 Transformador defasador puro 1 0 Transformador defasador 0

Assim, o problema do fluxo de carga consiste em resolver o sistema de equações (VI.1) e (VI.2) tendo como dados e incógnitas as variáveis descritas na Tabela VI.1.

(^5) Para maiores detalhes, vide Capítulo IV, Seção IV.8.

Solução: Considerando as expressões (VI.7) e (VI.8), as injeções de corrente nas barras do sistema da Figura VI.3 são dadas por:

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )

14

12 13 1 12 12 1 12 2 13 13 1 13 3 14 1 14 4

I j

I sh

I I = Y + jbsh^ V +− Y V + Y + jb V +− Y V + Y V +− e −^ ϕ Y V

( ) ( ) ( ) ( )

2 12 1 12 12 2 23 23 2 23 3

I sh

I I =− Y V + Y + jbsh^ V + Y + jb V +− Y V

( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( ) ( )

3 3 3 13 1 13 13 3 23 2 23 23 3 342 34 3 34 34 4

I I sh

I sh

I I jbsh^ V Y V Y jb V Y V Y jb V a Y V a Y V

sh

+− =− + + +− + + + + −

( ) ( ) ( ) ( )

4 14 14 1 14 4 34 34 3 34 4

I I I =− ej^ ϕ Y V + Y V + − a Y V + Y V

Agrupando os termos, chega-se a:

I (^) 1 = ( Y 12 + Y 13 + Y 14 + jb 12 sh + jb 13 sh ) V 1 +(− Y 12 ) V 2 +(− Y 13 ) V 3 +(− ej^ ϕ^14 Y 14 ) V (^4)

I (^) 2 = (− Y 12 ) V 1 +( Y 12 + Y 23 + jb 12 sh^ + jb 23 sh ) V 2 +(− Y 23 ) V (^3)

I (^) 3 = (− Y 13 ) V 1 +(− Y 23 ) V 2 +( Y 13 + Y 23 + a 342 Y 34 + jb 13 sh^ + jb 23 sh + jb 3 sh ) V 3 +( − a 34 Y 34 ) V (^4)

I (^) 4 = (− ej^ ϕ^14 Y 14 ) V 1 +(− a 34 Y 34 ) V 3 +( Y 14 + Y 34 ) V (^4)

Reescrevendo o sistema na forma matricial, tem-se:

− − +

− − + + + + + −

− + + + −

        • − − −

=

 −

4

3

2

1

14 34 34 14 34

13 23 13 23 342 34 13 23 3 34 34

12 12 23 12 23 23

12 13 14 12 13 12 13 14

4

3

2

1

0

0

14

14

V

V

V

V

e Y a Y Y Y

Y Y Y Y a Y jb jb jb a Y

Y Y Y jb jb Y

Y Y Y jb jb Y Y e Y

I

I

I

I

j

sh sh sh

sh sh

sh sh j

ϕ

ϕ

VI.3 – Formulação matricial

Considerando

sh I (^) k dado por (VI.6) e I (^) km dado pela expressão (VI.7), a expressão (VI.5) pode ser reescrita como:

∑[^ (^ )^ (^ ) ] ∈Ω

k

km m

Ik jbkshVk akm^2 Ykm jbkmshVk akme j^ ϕ YkmVm

Isolando-se I (^) k , chega-se a:

∑ (^ )^ ∑(^ ) ∈Ω

− ∈Ω

k

km k m

k km j km m m

sh km km km

sh Ik jbk a Y jb V a e Y V 2 ϕ (VI.9)

Fazendo k = 1 , 2 ,L, NB , e escrevendo na forma matricial, a expressão (VI.9) se resume a:

I = Y V (VI.10)

sendo:

I –^ Vetor das injeções de corrente, cujas componentes são os fasores I (^) k , k = 1 , 2 ,L, NB ;

V –^ Vetor das tensões nodais, cujas componentes são os fasores V k = Vk θ k ,

k = 1 , 2 ,L, NB ; Y = G + jB – Matriz admitância nodal, cujos elementos são: Ykm =− akmej^ ϕ kmY km

Ymk = − akmej ϕ mk^ Ykm =− akmej^ ϕ kmY km

∑^ (^ ) ∈Ω

m k

Ykk jbksh jbkmsh akm^2 Ykm

As principais características da matriz admitância, que relaciona as injeções líquidas de corrente com as tensões nodais são as seguintes:

  • É uma matriz quadrada de ordem NB ;
  • É uma matriz esparsa para redes de grande porte ( Ykm = 0 sempre que não existir ligação entre os nós

k e m );

  • É uma matriz simétrica se a rede for constituída apenas por linhas de transmissão e transformadores

em fase, pois para uma linha de transmissão Ykm = Ymk =− Ykm e para um transformador em fase Ykm = Ymk =− akmY km. A presença de defasadores torna a matriz assimétrica pois Ykm =− ej^ ϕ kmYkm e Ymk = − ej^ ϕ kmY km (vide Exemplo VI.2).

A k -ésima componente da expressão matricial (VI.10) é dada por:

∑ ∑ ∈Ω ∈

m K

km m m

Ik YkkVk YkmVm Y V k onde K é o conjunto de todas as barras adjacentes à barra k , incluindo a própria barra k ( K = { k }∪Ω k ).

Sabendo que Y km = Gkm + jBkm e V m = Vm θ m ,

∑^ (^ ) ∈

m K

Ik Gkm jBkmVm θ m

e a injeção líquida de potência S (^) k é dada por:

( )

∑^ (^ )^ ∑ (^ )

∈ ∈

∈ = − − = − −

m K

k m km km k m mK

k k km km m m

mK

k k k k k k k km km m m

V G jB V V V G jB

S P jQ V I V G jB V

∑^ (^ )( ∈

m K

Sk Vk VmGkm jBkm cosθ (^) km j sen θ km ) (VI.11)

Separando as partes real e imaginária de (VI.11), tem-se:

∑^ ( ∈

m K

Pk Vk VmGkm cosθ (^) km Bkm sen θ km ) (VI.12)

∑^ ( ∈

m K

Qk Vk VmGkm senθ (^) km Bkm cos θ km ) (VI.13)

Exercício VI.2 – Para o sistema de 4 barras da Figura VI.2, escrever as expressões das injeções de potência de cada barra, considerando que a Barra 1 é a referência (Vθ), a Barra 3 é de tensão controlada (PV) e as demais são barras de carga (PQ). Considerar a matriz admitância conhecida e dada por:

Média (escala de 0 a 100) % escolha Brasil Região Instituição Brasil Região Instituição 20,8 Não disponível 9,0 15,5 Não disponível 12,