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texto e textualidade, Resumos de Português (Gramática - Literatura)

texto e textualidade na compreensão de textos

Tipologia: Resumos

2020

Compartilhado em 12/01/2020

avamatias
avamatias 🇧🇷

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Técnico de Controle Externo - TCE-CE VOL.1
TRIBUNAL DE CONTAS
DO ESTADO DO CEARÁ
TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO
ÁREA ADMINISTRAÇÃO SUPORTE ADMINISTRATIVO GERAL
VOLUME 1
CONHECIMENTOS GERAIS
Língua Portuguesa
Domínio da ortografia oficial. ........................................................................................................ 44
Emprego da acentuação gráfica. ................................................................................................. 43
Emprego dos sinais de pontuação. .............................................................................................. 49
Flexão nominal e verbal. .............................................................................................................. 60
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. ............................................................ 64
Domínio dos mecanismos de coesão textual. .............................................................................. 21
Emprego de tempos e modos verbais. Vozes do verbo. .............................................................. 68
Concordância nominal e verbal. ................................................................................................... 83
Regência nominal e verbal. .......................................................................................................... 84
Sintaxe. ........................................................................................................................................ 78
Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas). ...................................... 86
Intelecção de texto. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. Reconhecimento
de tipos e gêneros textuais. ........................................................................................................... 3
Raciocínio Lógico
1 Raciocínio lógico-matemático: Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares,
objetos ou eventos fictícios; deduzir novas informações das relações fornecidas e avaliar as condi-
ções usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. 2 Compreensão e elaboração da
lógica das situações por meio de: raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial,
orientação espacial e temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos. 3 Compreen-
são do processo lógico que, a partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma válida, a con-
clusões determinadas. .................................................................................................... PP 1 a 108
Noções de Controle Externo
Sistemas de controle externo. ........................................................................................................ 1
Controle externo no Brasil. ............................................................................................................. 5
Regras constitucionais sobre o controle externo. ......................................................................... 19
Funções de controle externo exercidas isoladamente e/ou em conjunto entre o Congresso Nacio-
nal e o TCU e Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais e os Tribunais de Contas dos Esta-
dos. .............................................................................................................................................. 22
Tribunais de Contas: funções, natureza jurídica e eficácia das decisões. .................................... 22
Tribunal de Contas do Estado do Ceará: natureza, competência e jurisdição. ............................. 47
Organização. Julgamento e fiscalização. ..................................................................................... 50
Constituição do Estado do Ceará. ................................................................................................ 52
Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (Lei nº 12.509, de 06/12/1995, com as
alterações introduzidas pela Lei nº 13.983, de 26.10.2007) e .................................................... 112
Regimento Interno do TCE-CE (Resolução TCE nº 835/2007, e alterações posteriores). .......... 128
Apostila Digital Licenciada para Avanuzia Ferreira Matias - [email protected] (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
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Técnico de Controle Externo - TCE-CE – VOL.

TRIBUNAL DE CONTAS

DO ESTADO DO CEARÁ

TÉCNICO DE CONTROLE EXTERNO

ÁREA ADMINISTRAÇÃO – SUPORTE ADMINISTRATIVO GERAL

VOLUME 1

CONHECIMENTOS GERAIS

Língua Portuguesa

Domínio da ortografia oficial. ........................................................................................................ 44

Emprego da acentuação gráfica. ................................................................................................. 43

Emprego dos sinais de pontuação. .............................................................................................. 49

Flexão nominal e verbal. .............................................................................................................. 60

Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. ............................................................ 64

Domínio dos mecanismos de coesão textual. .............................................................................. 21

Emprego de tempos e modos verbais. Vozes do verbo. .............................................................. 68

Concordância nominal e verbal. ................................................................................................... 83

Regência nominal e verbal. .......................................................................................................... 84

Sintaxe. ........................................................................................................................................ 78

Redação (confronto e reconhecimento de frases corretas e incorretas). ...................................... 86

Intelecção de texto. Compreensão e interpretação de textos de gêneros variados. Reconhecimento

de tipos e gêneros textuais. ........................................................................................................... 3

Raciocínio Lógico

1 Raciocínio lógico-matemático: Estrutura lógica de relações arbitrárias entre pessoas, lugares,

objetos ou eventos fictícios; deduzir novas informações das relações fornecidas e avaliar as condi-

ções usadas para estabelecer a estrutura daquelas relações. 2 Compreensão e elaboração da

lógica das situações por meio de: raciocínio verbal, raciocínio matemático, raciocínio sequencial,

orientação espacial e temporal, formação de conceitos, discriminação de elementos. 3 Compreen-

são do processo lógico que, a partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma válida, a con-

clusões determinadas. .................................................................................................... PP 1 a 108

Noções de Controle Externo

Sistemas de controle externo. ........................................................................................................ 1

Controle externo no Brasil. ............................................................................................................. 5

Regras constitucionais sobre o controle externo. ......................................................................... 19

Funções de controle externo exercidas isoladamente e/ou em conjunto entre o Congresso Nacio-

nal e o TCU e Assembleias Legislativas e Câmaras Municipais e os Tribunais de Contas dos Esta-

dos. .............................................................................................................................................. 22

Tribunais de Contas: funções, natureza jurídica e eficácia das decisões. .................................... 22

Tribunal de Contas do Estado do Ceará: natureza, competência e jurisdição. ............................. 47

Organização. Julgamento e fiscalização. ..................................................................................... 50

Constituição do Estado do Ceará. ................................................................................................ 52

Lei Orgânica do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (Lei nº 12.509, de 06/12/1995, com as

alterações introduzidas pela Lei nº 13.983, de 26.10.2007) e .................................................... 112

Regimento Interno do TCE-CE (Resolução TCE nº 835/2007, e alterações posteriores). .......... 128

Noções de Administração Financeira e Orçamentária

  • Técnico de Controle Externo - TCE-CE – VOL.
  • Orçamento Público: conceitos e princípios.
  • Orçamento público no Brasil.
  • Ciclo orçamentário.
  • Orçamento Programa.
  • Planejamento no Orçamento-Programa.
  • Orçamento na constituição de 1988: LDO, LOA e PPA.
  • Conceituação e classificação da Receita Pública.
  • Classificação orçamentária da receita pública por categoria econômica no Brasil.
  • nal e econômica). Classificação dos Gastos Públicos segundo a finalidade, natureza e agente (classificação funcio-
  • Tipos de Créditos Orçamentários.
  • 101/2000. Contas dos Balanços Orçamentário, Financeiro e Patrimonial. LRF – Lei Complementar nº

A Opção Certa Para a Sua Realização

Língua Portuguesa (^) 1 A Opção Certa Para a Sua Realização

LÍNGUA PORTUGUESA

GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA

Mudanças no alfabeto

O alfabeto passa a ter 26 letras. Foram reintroduzidas as letras k, w e y. O alfabeto completo passa a ser: A B C D E F G H I J K L M N O P Q R S T U V WX Y Z

As letras k, w e y, que na verdade não tinham desaparecido da maioria dos dicionários da nossa língua, são usadas em várias situações. Por exemplo: a) na escrita de símbolos de unidades de medida: km (quilô- metro), kg (quilograma), W (watt); b) na escrita de palavras e nomes estrangeiros (e seus deri- vados): show, playboy, playground, windsurf, kung fu, yin, yang, William, kaiser, Kafka, kafkiano.

Trema

Não se usa mais o trema ( ¨ ), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos gru- pos gue , gui , que , qui.

Como era: agüentar, argüir, bilíngüe, cinqüenta, delinqüen- te, eloqüente,ensangüentado, eqüestre, freqüente, lingüeta, lingüiça, qüinqüênio, sagüi,seqüência, seqüestro, tranqüilo,

Como fica: aguentar, arguir, bilíngue, cinquenta, delinquente, eloquente, ensanguentado, equestre, frequente, lingueta, linguiça, quinquênio, sagui, sequência, sequestro, tranquilo.

Atenção: o trema permanece apenas nas palavras estrangei- ras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano.

Mudanças nas regras de acentuação

  1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba).

Como era: alcalóide, alcatéia, andróide, apóia, apóio(verbo apoiar), asteróide, bóia,celulóide, clarabóia, colméia, Coréia, debilóide, epopéia, estóico, estréia, estréio (verbo estrear), geléia, heróico, ideia, jibóia, jóia, odisséia, paranóia, paranói- co, platéia, tramóia.

Como fica: alcaloide, alcateia, androide apoia, apoio (verbo apoiar), asteroide, boia, celuloide, claraboia, colmeia, Coreia, debiloide, epopeia, estoico, estreia, estreio(verbo estrear), geleia, heroico, ideia, jiboia joia, odisseia, paranoia, paranoi- co, plateia tramoia.

Atenção: essa regra é válida somente para palavras paroxí- tonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxíto- nas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus.

  1. Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo.

Como era: baiúca, bocaiúva, cauíla, feiúra.

Como fica: baiuca, bocaiuva, cauila, feiura.

Atenção: se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí.

  1. Não se usa mais o acento das palavras terminadas em êem e ôo (s). Como era: abençôo, crêem (verbo crer), dêem (verbo dar), dôo (verbo doar), enjôo, lêem (verbo ler),magôo (verbo mago- ar), perdôo (verbo perdoar), povôo (verbo povoar), vêem (verbo ver), vôos, zôo. Como fica: abençoo creem (verbo crer), deem (verbo dar), doo (verbo doar), enjoo, leem (verbo ler), magoo (verbo ma- goar), perdoo (verbo perdoar), povoo (verbo povoar), veem (verbo ver), voos, zoo.
  2. Não se usa mais o acento que diferenciava os pa- res pára/para , péla(s)/ pe- la(s) , pêlo(s)/pelo(s) , pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. Como era: Ele pára o carro. Ele foi ao póloNorte. Ele gosta de jogar pólo. Esse gato tem pêlos brancos. Comi uma pêra. Como fica: Ele para o carro. Ele foi ao polo Norte. Ele gosta de jogar polo. Esse gato tem pelos brancos. Comi uma pera. Atenção: Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode. Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim. Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir , assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles inter- vêm em todas as aulas. É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este exemplo: Qual é a forma da fôrma do bolo?
  3. Não se usa mais o acento agudo no u tônico das formas (tu) arguis, (ele) argui, (eles) arguem, do presente do indicati- vo dos verbos arguir e redarguir.
  4. Há uma variação na pronúncia dos verbos terminados em guar , quar e quir , como aguar, averiguar, apaziguar, desaguar, enxaguar, obliquar, delinquir, etc. Esses verbos admitem duas pronúncias em algumas formas do presente do indicativo, do presente do subjuntivo e também do imperativo. Veja: a) se forem pronunciadas com a ou i tônicos, essas formas devem ser acentuadas. Exemplos: verbo enxaguar: enxáguo, enxáguas, enxágua, enxáguam; enxágue, enxágues, enxáguem. verbo delinquir: delínquo, delínques, delínque, delínquem; delínqua, delínquas, delínquam. b) se forem pronunciadas com u tônico, essas formas deixam de ser acentuadas. Exemplos: (a vogal sublinhada é tônica, isto é, deve ser pro- nunciada mais fortemente que as outras): verbo enxaguar: enxaguo, enxaguas, enxagua, enxaguam; enxague, enxa- gues, enxaguem. verbo delinquir: delinquo, delinques, delin- que, delinquem; delinqua, delinquas, delinquam. Atenção: no Brasil, a pronúncia mais corrente é a primeira, aquela com a e i tônicos. Uso do hífen Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores,

Língua Portuguesa (^) 3 A Opção Certa Para a Sua Realização

Novo Acordo Ortográfico é adiado para 2016 O objetivo de adiar a vigência do novo Acordo Ortográfi- co visa a alinhar o cronograma brasileiro com o de outros países e dar um maior prazo de adaptação às pessoas. Prorrogação visa a alinhar cronograma brasileiro com o de outros países, como Portugal. A vigência obrigatória do novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa foi adiada pelo governo brasileiro por mais três anos. A implementação inte- gral da nova ortografia estava prevista para 1º de janeiro de 2013, contudo, o Governo Federal adiou para 1º de janeiro de 2016, prazo estabelecido também por Portugal. Assinado em 1990 por sete nações da Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP) e adotado em 2008 pelos setores público e privado, o Acordo tem como objetivo unificar as regras do português escrito em todos os países que têm a língua portuguesa como idioma oficial. A reforma ortográfica também visa a melhorar o intercâmbio cultural, reduzir o custo econômico de produção e tradução de livros e facilitar a difusão bibliográfi- ca nesses países. Nesse sentido, a grafia de aproximadamente 0,5 das palavras em portu- guês teve alterações propostas, a exemplo de ideia, crêem e bilíngue, que, com a obrigatoriedade do uso do novo Acordo Ortográfico, passaram a ser escritas sem o acento agudo, circunflexo e trema, respectivamente. Com o adiamento, tanto a ortografia atual quanto a prevista são aceitas, ou seja, a utilização das novas regras continua sendo opcional até que a reforma ortográfica entre em vigor.

Dicas para uma boa interpretação de texto

Uma boa interpretação de texto é importante para o desenvolvimento pessoal e profissional, por isso elaboramos algumas dicas preciosas para auxiliar você nos seus estudos.

Você tem dificuldades para interpretar um texto? Se a sua resposta for sim, não se desespere, você não é o único a sofrer com esse problema que afeta muitos leitores.

Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar inúmeros pro- blemas, afetando não só o desenvolvimento profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo moderno cobra de nós inúmeras com- petências, uma delas é a proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa comunicação verbal, mas também à capacidade de entender aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas dúvidas.

Uma interpretação de texto competente depende de inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar alguns que se fazem essenci- ais para esse exercício. Muitas vezes, apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos surpre- endentes que não foram observados anteriormente. Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.

Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor, isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos! Luana Castro Alves Perez

Podemos, tranquilamente, ser bem-sucedidos numa interpretação de texto. Para isso, devemos observar o seguinte:

  1. Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do assunto;
  2. Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a leitura, vá até o fim, ininterruptamente;
  3. Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo menos umas três vezes ou mais;
  4. Ler com perspicácia, sutileza, malícia nas entrelinhas;
  5. Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
  6. Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do autor;
  7. Partir o texto em pedaços (parágrafos, partes) para melhor compre- ensão;
  8. Centralizar cada questão ao pedaço (parágrafo, parte) do texto cor- respondente;
  9. Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada questão;
  10. Cuidado com os vocábulos: destoa (=diferente de ...), não, correta, incorreta, certa, errada, falsa, verdadeira, exceto, e outras; palavras que aparecem nas perguntas e que, às vezes, dificultam a entender o que se perguntou e o que se pediu;
  11. Quando duas alternativas lhe parecem corretas, procurar a mais exata ou a mais completa;
  12. Quando o autor apenas sugerir ideia, procurar um fundamento de lógica objetiva;
  13. Cuidado com as questões voltadas para dados superficiais;
  14. Não se deve procurar a verdade exata dentro daquela resposta, mas a opção que melhor se enquadre no sentido do texto;
  15. Às vezes a etimologia ou a semelhança das palavras denuncia a resposta;
  16. Procure estabelecer quais foram as opiniões expostas pelo autor, definindo o tema e a mensagem;
  17. O autor defende ideias e você deve percebê-las;
  18. Os adjuntos adverbiais e os predicativos do sujeito são importantís- simos na interpretação do texto. Ex.: Ele morreu de fome. de fome: adjunto adverbial de causa, determina a causa na realização do fato (= morte de "ele"). Ex.: Ele morreu faminto. faminto: predicativo do sujeito, é o estado em que "ele" se encontrava quando morreu.;
  19. As orações coordenadas não têm oração principal, apenas as idei- as estão coordenadas entre si;
  20. Os adjetivos ligados a um substantivo vão dar a ele maior clareza de expressão, aumentando-lhe ou determinando-lhe o significado. Eraldo Cunegundes

ELEMENTOS CONSTITUTIVOS

TEXTO NARRATIVO

  • ••• As personagens: São as pessoas, ou seres, viventes ou não, for- ças naturais ou fatores ambientais, que desempenham papel no desenrolar dos fatos.

Toda narrativa tem um protagonista que é a figura central, o herói ou heroína, personagem principal da história.

O personagem, pessoa ou objeto, que se opõe aos designos do prota- gonista, chama-se antagonista, e é com ele que a personagem principal contracena em primeiro plano.

As personagens secundárias, que são chamadas também de compar- sas, são os figurantes de influencia menor, indireta, não decisiva na narra- ção.

O narrador que está a contar a história também é uma personagem, pode ser o protagonista ou uma das outras personagens de menor impor- tância, ou ainda uma pessoa estranha à história.

Podemos ainda, dizer que existem dois tipos fundamentais de perso- nagem: as planas: que são definidas por um traço característico, elas não alteram seu comportamento durante o desenrolar dos acontecimentos e tendem à caricatura; as redondas: são mais complexas tendo uma dimen-

Língua Portuguesa (^) 4 A Opção Certa Para a Sua Realização

são psicológica, muitas vezes, o leitor fica surpreso com as suas reações perante os acontecimentos.

  • ••• Sequência dos fatos (enredo): Enredo é a sequência dos fatos, a trama dos acontecimentos e das ações dos personagens. No enredo po- demos distinguir, com maior ou menor nitidez, três ou quatro estágios progressivos: a exposição (nem sempre ocorre), a complicação, o clÍmax, o desenlace ou desfecho.

Na exposição o narrador situa a história quanto à época, o ambiente, as personagens e certas circunstâncias. Nem sempre esse estágio ocorre, na maioria das vezes, principalmente nos textos literários mais recentes, a história começa a ser narrada no meio dos acontecimentos (“in média”), ou seja, no estágio da complicação quando ocorre e conflito, choque de inte- resses entre as personagens.

O clímax é o ápice da história, quando ocorre o estágio de maior ten- são do conflito entre as personagens centrais, desencadeando o desfecho, ou seja, a conclusão da história com a resolução dos conflitos.

  • ••• Os fatos: São os acontecimentos de que as personagens partici- pam. Da natureza dos acontecimentos apresentados decorre o gê- nero do texto. Por exemplo o relato de um acontecimento cotidiano constitui uma crônica, o relato de um drama social é um romance social, e assim por diante. Em toda narrativa há um fato central, que estabelece o caráter do texto, e há os fatos secundários, rela- cionados ao principal.
  • ••• Espaço: Os acontecimentos narrados acontecem em diversos lu- gares, ou mesmo em um só lugar. O texto narrativo precisa conter informações sobre o espaço, onde os fatos acontecem. Muitas ve- zes, principalmente nos textos literários, essas informações são extensas, fazendo aparecer textos descritivos no interior dos textos narrativo.
  • ••• Tempo: Os fatos que compõem a narrativa desenvolvem-se num determinado tempo, que consiste na identificação do momento, dia, mês, ano ou época em que ocorre o fato. A temporalidade sa- lienta as relações passado/presente/futuro do texto, essas relações podem ser linear, isto é, seguindo a ordem cronológica dos fatos, ou sofre inversões, quando o narrador nos diz que antes de um fa- to que aconteceu depois.

O tempo pode ser cronológico ou psicológico. O cronológico é o tempo material em que se desenrola à ação, isto é, aquele que é medido pela natureza ou pelo relógio. O psicológico não é mensurável pelos padrões fixos, porque é aquele que ocorre no interior da personagem, depende da sua percepção da realidade, da duração de um dado acontecimento no seu espírito.

  • ••• Narrador: observador e personagem: O narrador, como já dis- semos, é a personagem que está a contar a história. A posição em que se coloca o narrador para contar a história constitui o foco, o aspecto ou o ponto de vista da narrativa, e ele pode ser caracteri- zado por :
  • visão “por detrás” : o narrador conhece tudo o que diz respeito às personagens e à história, tendo uma visão panorâmica dos acon- tecimentos e a narração é feita em 3a^ pessoa.
  • visão “com”: o narrador é personagem e ocupa o centro da narra- tiva que é feito em 1a^ pessoa.
  • visão “de fora”: o narrador descreve e narra apenas o que vê, aquilo que é observável exteriormente no comportamento da per- sonagem, sem ter acesso a sua interioridade, neste caso o narra- dor é um observador e a narrativa é feita em 3a^ pessoa.
  • ••• Foco narrativo: Todo texto narrativo necessariamente tem de apresentar um foco narrativo, isto é, o ponto de vista através do qual a história está sendo contada. Como já vimos, a narração é feita em 1a^ pessoa ou 3a^ pessoa.

Formas de apresentação da fala das personagens Como já sabemos, nas histórias, as personagens agem e falam. Há três maneiras de comunicar as falas das personagens.

  • ••• Discurso Direto: É a representação da fala das personagens atra- vés do diálogo.

Exemplo: “Zé Lins continuou: carnaval é festa do povo. O povo é dono da verdade. Vem a polícia e começa a falar em ordem pública. No carna- val a cidade é do povo e de ninguém mais”.

No discurso direto é frequente o uso dos verbo de locução ou descendi: dizer, falar, acrescentar, responder, perguntar, mandar, replicar e etc.; e de travessões. Porém, quando as falas das personagens são curtas ou rápidas os verbos de locução podem ser omitidos.

  • ••• Discurso Indireto: Consiste em o narrador transmitir, com suas próprias palavras, o pensamento ou a fala das personagens. Exemplo: “Zé Lins levantou um brinde: lembrou os dias triste e passa- dos, os meus primeiros passos em liberdade, a fraternidade que nos reunia naquele momento, a minha literatura e os me- nos sombrios por vir”.
  • ••• Discurso Indireto Livre: Ocorre quando a fala da personagem se mistura à fala do narrador, ou seja, ao fluxo normal da narração. Exemplo: “Os trabalhadores passavam para os partidos, conversando alto. Quando me viram, sem chapéu, de pijama, por aqueles lugares, deram-me bons-dias desconfiados. Talvez pensassem que estivesse doido. Como poderia andar um homem àquela hora , sem fazer nada de cabeça no tempo, um branco de pés no chão como eles? Só sendo doido mesmo”. (José Lins do Rego)

TEXTO DESCRITIVO

Descrever é fazer uma representação verbal dos aspectos mais carac- terísticos de um objeto, de uma pessoa, paisagem, ser e etc.

As perspectivas que o observador tem do objeto são muito importantes, tanto na descrição literária quanto na descrição técnica. É esta atitude que vai determinar a ordem na enumeração dos traços característicos para que o leitor possa combinar suas impressões isoladas formando uma imagem unificada.

Uma boa descrição vai apresentando o objeto progressivamente, vari- ando as partes focalizadas e associando-as ou interligando-as pouco a pouco.

Podemos encontrar distinções entre uma descrição literária e outra téc- nica. Passaremos a falar um pouco sobre cada uma delas:

  • ••• Descrição Literária: A finalidade maior da descrição literária é transmitir a impressão que a coisa vista desperta em nossa mente através do sentidos. Daí decorrem dois tipos de descrição: a subje- tiva, que reflete o estado de espírito do observador, suas preferên- cias, assim ele descreve o que quer e o que pensa ver e não o que vê realmente; já a objetiva traduz a realidade do mundo objeti- vo, fenomênico, ela é exata e dimensional.
  • ••• Descrição de Personagem: É utilizada para caracterização das personagens, pela acumulação de traços físicos e psicológicos, pela enumeração de seus hábitos, gestos, aptidões e temperamen- to, com a finalidade de situar personagens no contexto cultural, so- cial e econômico.
  • ••• Descrição de Paisagem: Neste tipo de descrição, geralmente o observador abrange de uma só vez a globalidade do panorama, para depois aos poucos, em ordem de proximidade, abranger as partes mais típicas desse todo.
  • ••• Descrição do Ambiente: Ela dá os detalhes dos interiores, dos ambientes em que ocorrem as ações, tentando dar ao leitor uma visualização das suas particularidades, de seus traços distintivos e típicos.
  • ••• Descrição da Cena: Trata-se de uma descrição movimentada, que se desenvolve progressivamente no tempo. É a descrição de um incêndio, de uma briga, de um naufrágio.
  • ••• Descrição Técnica: Ela apresenta muitas das características ge- rais da literatura, com a distinção de que nela se utiliza um vocabu- lário mais preciso, salientando-se com exatidão os pormenores. É predominantemente denotativa tendo como objetivo esclarecer

Língua Portuguesa (^) 6 A Opção Certa Para a Sua Realização

  • Proposta: Revela autonomia critica do produtor do texto e ga- rante mais credibilidade ao processo argumentativo.

‘ Recolher de forma digna e justa os usuários de crack que buscam ajuda, oferecer tratamento humano é dever do Estado. Não faz sentido isolar para fora dos olhos da sociedade uma chaga que pertence a to- dos.’’ Mundograduado.org

Modelo de Dissertação-Argumentativa

Meio-ambiente e tecnologia: não há contraste, há solução

Uma das maiores preocupações do século XXI é a preservação ambi- ental, fator que envolve o futuro do planeta e, consequentemente, a sobre- vivência humana. Contraditoriamente, esses problemas da natureza, quan- do analisados, são equivocadamente colocados em oposição à tecnologia.

O paradoxo acontece porque, de certa forma, o avanço tem um preço a se pagar. As indústrias, por exemplo, que são costumeiramente ligadas ao progresso, emitem quantidades exorbitantes de CO2 (carbono), responsá- veis pelo prejuízo causado à Camada de Ozônio e, por conseguinte, pro- blemas ambientais que afetam a população.

Mas, se a tecnologia significa conhecimento, nesse caso, não vemos contrastes com o meio-ambiente. Estamos numa época em que preservar os ecossistemas do planeta é mais do que avanço, é uma questão de continuidade das espécies animais e vegetais, incluindo-se principalmente nós, humanos. As pesquisas acontecem a todo o momento e, dessa forma, podemos considerá-las parceiras na busca por soluções a essa problemáti- ca.

O desenvolvimento de projetos científicos que visem a amenizar os transtornos causados à Terra é plenamente possível e real. A era tecnoló- gica precisa atuar a serviço do bem-estar, da qualidade de vida, muito mais do que em favor de um conforto momentâneo. Nessas circunstâncias não existe contraste algum, pelo contrário, há uma relação direta que poderá se transformar na salvação do mundo.

Portanto, as universidades e instituições de pesquisas em geral preci- sam agir rapidamente na elaboração de pacotes científicos com vistas a combater os resultados caóticos da falta de conscientização humana. Nada melhor do que a ciência para direcionar formas práticas de amenizarmos a “ferida” que tomou conta do nosso Planeta Azul.

Nesse modelo, didaticamente, podemos perceber a estrutura textual dissertativa assim organizada:

1º parágrafo: Introdução com apresentação da tese a ser defendi- da;

“Uma das maiores preocupações do século XXI é a preservação ambi- ental, fator que envolve o futuro do planeta e, consequentemente, a sobre- vivência humana. Contraditoriamente, esses problemas da natureza, quan- do analisados, são equivocadamente colocados em oposição à tecnologia.”

2º parágrafo: Há o desenvolvimento da tese com fundamentos ar- gumentativos;

“O paradoxo acontece porque, de certa forma, o avanço tem um preço a se pagar. As indústrias, por exemplo, que são costumeiramente ligadas ao progresso, emitem quantidades exorbitantes de CO2 (carbono), respon- sáveis pelo prejuízo causado à Camada de Ozônio e, por conseguinte, problemas ambientais que afetam a população.

Mas, se a tecnologia significa conhecimento, nesse caso, não vemos contrastes com o meio-ambiente. Estamos numa época em que preservar os ecossistemas do planeta é mais do que avanço, é uma questão de continuidade das espécies animais e vegetais, incluindo-se principalmente nós, humanos. As pesquisas acontecem a todo o momento e, dessa forma, podemos considerá-las parceiras na busca por soluções a essa problemáti- ca.”

3º parágrafo: A conclusão é desenvolvida com uma proposta de intervenção relacionada à tese.

“O desenvolvimento de projetos científicos que visem a amenizar os transtornos causados à Terra é plenamente possível e real. A era tecnoló- gica precisa atuar a serviço do bem-estar, da qualidade de vida, muito mais do que em favor de um conforto momentâneo. Nessas circunstâncias não

existe contraste algum, pelo contrário, há uma relação direta que poderá se transformar na salvação do mundo.

Portanto, as universidades e instituições de pesquisas em geral preci- sam agir rapidamente na elaboração de pacotes científicos com vistas a combater os resultados caóticos da falta de conscientização humana. Nada melhor do que a ciência para direcionar formas práticas de amenizarmos a “ferida” que tomou conta do nosso Planeta Azul.” Profª Francinete

Dissertação expositiva e argumentativa

A dissertação pode ser feita de maneira expositiva ou argumentativa. Expositiva A dissertação é expositiva quando há a abordagem de uma verdade indis- cutível. O texto oferece um conhecimento ou informação sobre o assunto através da exposição de ideias, não tomando uma posição sobre elas. Argumentativa

A dissertação argumentativa é aquela que aborda o assunto com uma visão crítica, onde o autor defende o seu ponto de vista, buscando sempre con- vencer o leitor através de evidências, juízos, provas e opiniões relevantes.

Como interpretar textos

É muito comum, entre os candidatos a um cargo público a preocupação com a interpretação de textos. Isso acontece porque lhes faltam informa- ções específicas a respeito desta tarefa constante em provas relacionadas a concursos públicos.

Por isso, vão aqui alguns detalhes que poderão ajudar no momento de responder as questões relacionadas a textos.

TEXTO – é um conjunto de ideias organizadas e relacionadas entre si, formando um todo significativo capaz de produzir INTERAÇÃO COMUNI- CATIVA (capacidade de CODIFICAR E DECODIFICAR).

CONTEXTO – um texto é constituído por diversas frases. Em cada uma delas, há uma certa informação que a faz ligar-se com a anterior e/ou com a posterior, criando condições para a estruturação do conteúdo a ser transmitido. A essa interligação dá-se o nome de CONTEXTO. Nota-se que o relacionamento entre as frases é tão grande, que, se uma frase for retira- da de seu contexto original e analisada separadamente, poderá ter um significado diferente daquele inicial.

INTERTEXTO - comumente, os textos apresentam referências diretas ou indiretas a outros autores através de citações. Esse tipo de recurso deno- mina-se INTERTEXTO.

INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - o primeiro objetivo de uma interpretação de um texto é a identificação de sua ideia principal. A partir daí, localizam- se as ideias secundárias, ou fundamentações, as argumentações, ou explicações, que levem ao esclarecimento das questões apresentadas na prova.

Normalmente, numa prova, o candidato é convidado a:

  1. IDENTIFICAR – é reconhecer os elementos fundamentais de uma argu- mentação, de um processo, de uma época (neste caso, procuram-se os verbos e os advérbios, os quais definem o tempo).
  2. COMPARAR – é descobrir as relações de semelhança ou de diferenças entre as situações do texto.
  3. COMENTAR - é relacionar o conteúdo apresentado com uma realidade, opinando a respeito.
  4. RESUMIR – é concentrar as ideias centrais e/ou secundárias em um só parágrafo.
  5. PARAFRASEAR – é reescrever o texto com outras palavras.

EXEMPLO

TÍTULO DO TEXTO

"O HOMEM UNIDO ”

Língua Portuguesa (^) 7 A Opção Certa Para a Sua Realização

PARÁFRASES

A INTEGRAÇÃO DO MUNDO

A INTEGRAÇÃO DA HUMANIDADE

A UNIÃO DO HOMEM

HOMEM + HOMEM = MUNDO

A MACACADA SE UNIU (SÁTIRA)

CONDIÇÕES BÁSICAS PARA INTERPRETAR

Fazem-se necessários:

a) Conhecimento Histórico – literário (escolas e gêneros literários, estrutura do texto), leitura e prática;

b) Conhecimento gramatical, estilístico (qualidades do texto) e semântico; OBSERVAÇÃO – na semântica (significado das palavras) incluem-se: homônimos e parônimos, denotação e conotação, sinonímia e antonimia, polissemia, figuras de linguagem, entre outros.

c) Capacidade de observação e de síntese e

d) Capacidade de raciocínio.

INTERPRETAR x COMPREENDER

INTERPRETAR SIGNIFICA

  • EXPLICAR, COMENTAR, JULGAR, TIRAR CONCLUSÕES, DEDUZIR.
  • TIPOS DE ENUNCIADOS
  • Através do texto, INFERE-SE que...
  • É possível DEDUZIR que...
  • O autor permite CONCLUIR que...
  • Qual é a INTENÇÃO do autor ao afirmar que...

COMPREENDER SIGNIFICA

- INTELECÇÃO, ENTENDIMENTO, ATENÇÃO AO QUE REALMENTE

ESTÁ ESCRITO.

- TIPOS DE ENUNCIADOS:

  • O texto DIZ que...
  • É SUGERIDO pelo autor que...
  • De acordo com o texto, é CORRETA ou ERRADA a afirmação...
  • O narrador AFIRMA...

ERROS DE INTERPRETAÇÃO

É muito comum, mais do que se imagina, a ocorrência de erros de interpre- tação. Os mais frequentes são:

a) Extrapolação (viagem) Ocorre quando se sai do contexto, acrescentado ideias que não estão no texto, quer por conhecimento prévio do tema quer pela imaginação.

b) Redução É o oposto da extrapolação. Dá-se atenção apenas a um aspecto, esque- cendo que um texto é um conjunto de ideias, o que pode ser insuficiente para o total do entendimento do tema desenvolvido.

c) Contradição Não raro, o texto apresenta ideias contrárias às do candidato, fazendo-o tirar conclusões equivocadas e, consequentemente, errando a questão.

OBSERVAÇÃO - Muitos pensam que há a ótica do escritor e a ótica do leitor. Pode ser que existam, mas numa prova de concurso qualquer, o que deve ser levado em consideração é o que o AUTOR DIZ e nada mais.

COESÃO - é o emprego de mecanismo de sintaxe que relacionam pala- vras, orações, frases e/ou parágrafos entre si. Em outras palavras, a coe- são dá-se quando, através de um pronome relativo, uma conjunção (NE- XOS), ou um pronome oblíquo átono, há uma relação correta entre o que se vai dizer e o que já foi dito.

OBSERVAÇÃO – São muitos os erros de coesão no dia-a-dia e, entre eles, está o mau uso do pronome relativo e do pronome oblíquo átono. Este

depende da regência do verbo; aquele do seu antecedente. Não se pode esquecer também de que os pronomes relativos têm, cada um, valor se- mântico, por isso a necessidade de adequação ao antecedente. Os pronomes relativos são muito importantes na interpretação de texto, pois seu uso incorreto traz erros de coesão. Assim sedo, deve-se levar em consideração que existe um pronome relativo adequado a cada circunstân- cia, a saber:

QUE (NEUTRO) - RELACIONA-SE COM QUALQUER ANTECEDENTE.

MAS DEPENDE DAS CONDIÇÕES DA FRASE.

QUAL (NEUTRO) IDEM AO ANTERIOR.

QUEM (PESSOA)

CUJO (POSSE) - ANTES DELE, APARECE O POSSUIDOR E DEPOIS, O

OBJETO POSSUÍDO.

COMO (MODO)

ONDE (LUGAR)

QUANDO (TEMPO)

QUANTO (MONTANTE)

EXEMPLO:

Falou tudo QUANTO queria (correto) Falou tudo QUE queria (errado - antes do QUE, deveria aparecer o de- monstrativo O ).

  • VÍCIOS DE LINGUAGEM – há os vícios de linguagem clássicos (BARBA- RISMO, SOLECISMO,CACOFONIA...); no dia-a-dia, porém , existem expressões que são mal empregadas, e, por força desse hábito cometem- se erros graves como:
  • “ Ele correu risco de vida “, quando a verdade o risco era de morte.
  • “ Senhor professor, eu lhe vi ontem “. Neste caso, o pronome correto oblíquo átono

Dicionário de Interpretação de textos A - Atenção ao ler o texto é fundamental.

B - Busque a resposta no texto. Não tente adivinhá-la. “Chute” só em último caso.

C - Coesão: uma frase com erro de coesão pode tornar um contexto indeci- frável. Contexto: é o conjunto de ideias que formam um texto ® o conteú- do.

D - Deduzir: deduz- se somente através do que o texto informa.

E - Erros de Interpretação:

  • Extrapolação ( viagem ): é proibido viajar. Não se pode permitir que o pensamento voe.
  • Redução: síntese serve apenas para facilitar o entendimento do contexto e para fixar a ideia principal. Na hora de responder lê-se o texto novamente.
  • Contradição: é proibido contradizer o autor. Só se contradiz se solicitado.

F – Figuras de linguagem: conhecê-las bem ajudam a compreender o texto e, até, as questões.

G – Gramática: é a “alma” do texto. Sem ela, não haverá texto interpretá- vel. Portanto, estude-a bastante.

H - História da Literatura: reconhecer as escolas e os gêneros literários é fundamental. Revise seus apontamentos de literatura.

I – Interpretação: o ato de interpretar tem primeiro e principal objetivo a identificação da ideia principal. • Intertexto: são as citações que comple- mentam, ou reforçam, o enfoque do autor.

J – Jamais responda “de cabeça”. Volte sempre ao texto.

L – Localizar-se no contexto permite que o candidato DESCUBRA a resposta.

M – Mensagem: às vezes, a mensagem não é explícita, mas o contexto

Língua Portuguesa (^) 9 A Opção Certa Para a Sua Realização

As estacas da cabana tremiam fortemente, e duas ou três vezes, o solo estremeceu violentamente sob meus pés. Logo percebi que se tratava de um terremoto.

Observe que a ideia mais importante está contida na frase: “Logo per- cebi que se tratava de um terremoto”, que aparece no final do parágrafo. As outras frases (ou ideias) apenas explicam ou comprovam a afirmação: “as estacas tremiam fortemente, e duas ou três vezes, o solo estremeceu violentamente sob meus pés” e estas estão localizadas no início do pará- grafo.

Então, a respeito da estrutura do parágrafo, concluímos que as ideias podem organizar-se da seguinte maneira:

Ideia principal + ideias secundárias

ou

Ideias secundárias + ideia principal

É importante frisar, também, que a ideia principal e as ideias se- cundárias não são ideias diferentes e, por isso, não podem ser separadas em parágrafos diferentes. Ao selecionarmos as ideias secundárias deve- mos verificar as que realmente interessam ao desenvolvimento da ideia principal e mantê-las juntas no mesmo parágrafo. Com isso, estaremos evitando e repetição de palavras e assegurando a sua clareza. É importan- te, ao termos várias ideias secundárias, que sejam identificadas aquelas que realmente se relacionam à ideia principal. Esse cuidado é de grande valia ao se redigir parágrafos sobre qualquer assunto.

VARIAÇÃO LINGUÍSTICA

FALA E ESCRITA

Registros, variantes ou níveis de língua(gem)

A comunicação não é regida por normas fixas e imutáveis. Ela pode transformar-se, através do tempo, e, se compararmos textos antigos com atuais, perceberemos grandes mudanças no estilo e nas expressões. Por que as pessoas se comunicam de formas diferentes? Temos que conside- rar múltiplos fatores: época, região geográfica, ambiente e status cultural dos falantes.

Há uma língua-padrão? O modelo de língua-padrão é uma decorrência dos parâmetros utilizados pelo grupo social mais culto. Às vezes, a mesma pessoa, dependendo do meio em que se encontra, da situação sociocultural dos indivíduos com quem se comunica, usará níveis diferentes de língua. Dentro desse critério, podemos reconhecer, num primeiro momento, dois tipos de língua: a falada e a escrita.

A língua falada pode ser culta ou coloquial, vulgar ou inculta, regional, grupal (gíria ou técnica). Quando a gíria é grosseira, recebe o nome de calão.

Quando redigimos um texto, não devemos mudar o registro, a não ser que o estilo permita, ou seja, se estamos dissertando – e, nesse tipo de redação, usa-se, geralmente, a língua-padrão – não podemos passar desse nível para um como a gíria, por exemplo.

Variação linguística: como falantes da língua portuguesa, percebe- mos que existem situações em que a língua apresenta-se sob uma forma bastante diferente daquela que nos habituamos a ouvir em casa ou nos meios de comunicação. Essa diferença pode manifestarse tanto pelo voca- bulário utilizado, como pela pronúncia ou organização da frase.

Nas relações sociais, observamos que nem todos falam da mesma forma. Isso ocorre porque as línguas naturais são sistemas dinâmicos e extremamente sensíveis a fatores como, por exemplo, a região geográfica, o sexo, a idade, a classe social dos falantes e o grau de formalidade do contexto. Essas diferenças constituem as variações linguísticas.

Observe abaixo as especificidades de algumas variações:

  1. Profissional: no exercício de algumas atividades profissionais, o domínio de certas formas de línguas técnicas é essencial. As variações profissionais são abundantes em termos específicos e têm seu uso restrito ao intercâmbio técnico.
  2. Situacional: as diferentes situações comunicativas exigem de um mesmo indivíduo diferentes modalidades da língua. Empregam-se, em

situações formais, modalidades diferentes das usadas em situações infor- mais, com o objetivo de adequar o nível vocabular e sintático ao ambiente linguístico em que se está.

  1. Geográfica: há variações entre as formas que a língua portuguesa assume nas diferentes regiões em que é falada. Basta prestar atenção na expressão de um gaúcho em contraste com a de um amazonense. Essas variações regionais constituem os falares e os dialetos. Não há motivo linguístico algum para que se considere qualquer uma dessas formas superior ou inferior às outras.
  2. Social: o português empregado pelas pessoas que têm acesso à escola e aos meios de instrução difere do português empregado pelas pessoas privadas de escolaridade.

Algumas classes sociais, assim, dominam uma forma de língua que goza prestígio, enquanto outras são vítimas de preconceito por emprega- rem estilos menos prestigiados. Cria-se, dessa maneira, uma modalidade de língua – a norma culta -, que deve ser adquirida durante a vida escolar e cujo domínio é solicitado como modo de ascensão profissional e social. Também são socialmente condicionadas certas formas de língua que alguns grupos desenvolvem a fim de evitar a compreensão por aqueles que não fazem parte do grupo. O emprego dessas formas de língua proporciona o reconhecimento fácil dos integrantes de uma comunidade restrita. Assim se formam, por exemplo, as gírias, as línguas técnicas. Pode-se citar ainda a variante de acordo com a faixa etária e o sexo.

Língua padrão e não padrão

A língua padrão está ligada à variedade escrita, culta da língua portu- guesa. Ela é considerada formal, "correta", e deve ser usada em ocasiões mais formais, tanto na escrita , quanto na fala. A língua não-padrão está ligada à variedade falada, coloquial da nossa língua. Ela é considerada informal, mais flexível e permite alguns usos que devem ser evitados quando escrevemos : gírias, abreviações, falta dos plurais nas palavras, etc.Porém, às vezes, encontramos essa variedade não-padrão também na variedade escrita : em textos como poesias, propagandas , jornal,etc. christina luisa

AS DIFERENÇAS ENTRE FALA E ESCRITA

Enquanto a língua falada é espontânea e natural, a língua escrita precisa seguir algumas regras. Embora sejam expressões de um mesmo idio- ma, cada uma tem a sua especificidade. A língua falada é a mais natu- ral, aprendemos a falar imitando o que ouvimos. A língua escrita, por seu lado, só é aprendida depois que dominamos a língua falada. E ela não é uma simples transcrição do que falamos; está mais subordinada às normas gramaticais. Portanto requer mais atenção e conhecimento de quem fala. Além disso, a língua escrita é um registro, permanece ao longo do tempo, não tem o caráter efêmero da língua falada. Língua falada: · Palavra sonora · Requer a presença dos interlocutores · Ganha em vivacidade · É espontânea e imediata · Uso de frases feitas · É repetitiva e redundante · O contexto extralinguístico é importante · A expressividade permite prescindir de certas regras · A informação é permeada de subjetividade e influenciada pela pre- sença do interlocutor · Recursos: signos acústicos e extralinguísticos, gestos, entorno físico e psíquico Língua escrita: · Palavra gráfica · É possível esquecer o interlocutor · É mais sintética e objetiva · A redundância é apenas um recurso estilístico · Ganha em permanência · Mais correção na elaboração das frases · Evita a improvisação · Pobreza de recursos não-linguísticos; uso de letras, sinais de pontua- ção

Língua Portuguesa (^) 10 A Opção Certa Para a Sua Realização

· É mais precisa e elaborada · Ausência de cacoetes linguísticos e vulgarismos

LINGUAGEM VERBAL E NÃO VERBAL

Linguagem Verbal - Existem várias formas de comunicação. Quando o homem se utiliza da palavra, ou seja, da linguagem oral ou escrita,dizemos que ele está utilizando uma linguagem verbal, pois o código usado é a palavra. Tal código está presente, quando falamos com alguém, quando lemos, quando escrevemos. A linguagem verbal é a forma de comunicação mais presente em nosso cotidiano. Mediante a palavra falada ou escrita, expomos aos outros as nossas ideias e pensamentos, comunicando-nos por meio desse código verbal imprescindível em nossas vidas. Ela está presente em textos em propagandas;

em reportagens (jornais, revistas, etc.);

em obras literárias e científicas;

na comunicação entre as pessoas;

em discursos (Presidente da República, representantes de classe, can- didatos a cargos públicos, etc.);

e em várias outras situações.

Linguagem Não Verbal

Observe a figura abaixo, este sinal demonstra que é proibido fumar em um determinado local. A linguagem utilizada é a não-verbal pois não utiliza do código "língua portuguesa" para transmitir que é proibido fumar. Na figura abaixo, percebemos que o semáforo, nos transmite a ideia de aten- ção, de acordo com a cor apresentada no semáforo, podemos saber se é permitido seguir em frente (verde), se é para ter atenção (amarelo) ou se é proibido seguir em frente (vermelho) naquele instante.

Como você percebeu, todas as imagens podem ser facilmente decodi- ficadas. Você notou que em nenhuma delas existe a presença da palavra? O que está presente é outro tipo de código. Apesar de haver ausência da palavra, nós temos uma linguagem, pois podemos decifrar mensagens a partir das imagens. O tipo de linguagem, cujo código não é a palavra, denomina-se linguagem não-verbal, isto é, usam-se outros códigos (o desenho, a dança, os sons, os gestos, a expressão fisionômica, as cores) Fonte: www.graudez.com.br

AS PALAVRAS-CHAVE

Ninguém chega à escrita sem antes ter passado pela leitura. Mas leitu- ra aqui não significa somente a capacidade de juntar letras, palavras, frases. Ler é muito mais que isso. É compreender a forma como está tecido o texto. Ultrapassar sua superfície e aferir da leitura seu sentido maior, que muitas vezes passa despercebido a uma grande maioria de leitores. Só uma relação mais estreita do leitor com o texto lhe dará esse sentido. Ler bem exige tanta habilidade quanto escrever bem. Leitura e escrita comple- mentam-se. Lendo textos bem estruturados, podemos apreender os proce- dimentos linguísticos necessários a uma boa redação.

Numa primeira leitura, temos sempre uma noção muito vaga do que o autor quis dizer. Uma leitura bem feita é aquela capaz de depreender de um texto ou de um livro a informação essencial. Tudo deve ajustar-se a elas de forma precisa. A tarefa do leitor é detectá-las, a fim de realizar uma leitura capaz de dar conta da totalidade do texto.

Por adquirir tal importância na arquitetura textual, as palavras-chave normalmente aparecem ao longo de todo o texto das mais variadas formas: repetidas, modificadas, retomadas por sinônimos. Elas pavimentam o caminho da leitura, levando-nos a compreender melhor o texto. Além disso, fornecer a pista para uma leitura reconstrutiva porque nos levam à essência da informação. Após encontrar as palavras-chave de um texto, devemos tentar reescrevê-lo, tomando-as como base. Elas constituem seu esqueleto.

AS IDEIAS-CHAVE

Muitas vezes temos dificuldades para chegar à síntese de um texto só pelas palavras-chave. Quando isso acontece, a melhor solução é buscar suas ideias-chave. Para tanto é necessário sintetizar a ideia de cada pará- grafo.

TÓPICO FRASAL

Um parágrafo padrão inicia-se por uma introdução em que se encontra a ideia principal desenvolvida em mais períodos. Segundo a lição de Othon M. Garcia em sua Comunicação em prosa moderna (p. 192), denomina- se tópico frasal essa introdução. Depois dela, vem o desenvolvimento e pode haver a conclusão. Um texto de parágrafo:

“Em todos os níveis de sua manifestação, a vida requer certas condi- ções dinâmicas, que atestam a dependência mútua dos seres vivos. Ne- cessidades associadas à alimentação, ao crescimento, à reprodução ou a outros processos biológicos criam, com frequência, relações que fazem do bem-estar, da segurança e da sobrevivência dos indivíduos matérias de interesse coletivo”. FERNANDES, Florestan. Elementos de sociologia teórica 2. ed. São Paulo: Nacional, 1974, p. 35.

Neste parágrafo, o tópico frasal é o primeiro período (Em .... vivos). Se- gue-se o desenvolvimento especificando o que é dito na introdução. Se o tópico frasal é uma generalização, e o desenvolvimento constitui-se de especificações, o parágrafo é, então, a expressão de um raciocínio deduti- vo. Vai do geral para o particular: Todos devem colaborar no combate às drogas. Você não pode se omitir.

Se não há tópico frasal no início do parágrafo e a síntese está na con- clusão, então o método é indutivo, ou seja, vai do particular para o geral, dos exemplos para a regra: João pesquisou, o grupo discutiu, Lea redigiu. Todos colaborando, o trabalho é bem feito.

PARAGRAFAÇÃO

A PARAGRAFAÇÃO

NO/DO TEXTO DISSERTATIVO

(Partes deste capítulo foram adaptados/tirados de PACHECO, Agnelo C. A dissertação. São Paulo: Atual, 1993 e de SOBRAL, João Jonas Veiga. Redação: Escrevendo com prática. São Paulo: Iglu, 1997)

O texto dissertativo é o tipo de texto que expõe uma tese (ideias gerais sobre um assunto/tema) seguida de um ponto de vista, apoiada em argu- mentos, dados e fatos que a comprovem.

“A leitura auxilia o desenvolvimento da escrita, pois, lendo, o indivíduo tem contato com modelos de textos bem redigidos que, ao longo do tempo, farão parte de sua bagagem linguística; e também porque entrará em contato com vários pontos de vista de intelectuais diversos, ampliando, dessa forma, sua própria visão em relação aos assuntos. Como a produção escrita se baseia praticamente na exposição de ideias por meio de pala- vras, certamente aquele que lê desenvolverá sua habilidade devido ao enriquecimento linguístico adquirido através da leitura de bons autores.”

No texto acima temos uma ideia defendida pelo autor:

TESE/TÓPICO FRASAL: “A leitura auxilia o desenvolvimento da escri- ta.”

Em seguida o autor defende seu ponto de vista com os seguintes ar- gumentos:

Língua Portuguesa (^) 12 A Opção Certa Para a Sua Realização

ética que domina algumas nações do Primeiro Mundo. DI FRANCO, Carlos Alberto. Jornalismo, ética e qualidade. Rio de Janeiro, Vozes, 1995. p. 73.

A citação inicial facilita a continuidade do texto, pois ela é retomada pe- la palavra comentário da segunda frase.

Comparação

O tema de reforma agrária está a bastante tempo nas discussões sobre os problemas mais graves que afetam o Brasil. Numa comparação entre o movimento pela abolição da escravidão no Brasil, no final do século passa- do e, atualmente, o movimento pela reforma agrária, podemos perceber algumas semelhanças. Como na época da abolição da escravidão existiam elementos favoráveis e contrários a ela, também hoje há os que são a favor e os que são contra a implantação da reforma agrária no Brasil. OLIVEIRA, Pérsio Santos de. Introdução à sociologia. São Paulo, Ática, 1991. p.101.

Para introduzir o tema da reforma agrária, o autor comparou a socieda- de de hoje com a do final do século XIX, mostrando a semelhança de comportamento entre elas.

Afirmação

A profissionalização de uma equipe começa com a procura e aquisição das pessoas que tenham experiência e as aptidões adequadas para o desempenho da tarefa, especialmente quando esta é imediata. (Desenvol- vimento ) As pessoas já virão integrar a equipe sem precisar de treinamen- to profissionalizante, podendo entrar em ação logo após seu ingresso.

Alternativamente, ou quando se dispõe de tempo, pode-se recrutar pessoas inexperientes, mas que demonstrem o potencial para desenvolver as aptidões e o interesse em fazer parte da equipe ou dedicar-se a sua missão. Sempre que possível, uma equipe deve procurar combinar pessoas experientes e aprendizes em sua composição, de modo que os segundos aprendam com os primeiros. (conclusão) A falta de um banco de reservas, muitas vezes, pode ser um obstáculo à própria evolução da equipe.” (Ma- ximiniano, 1986:50 )

ARTICULAÇÃO ENTRE PARÁGRAFOS

COESÃO E COERÊNCIA

Articulação entre os parágrafos

A articulação dos/entre parágrafos depende da coesão e coerência. Sem um deles, ainda assim, é possível haver entendimento textual, entre- tanto, há necessidade de ter domínio da língua e do contexto para escrever um texto de tal forma. Dependendo da tipologia textual, a articulação textual se dá de forma diferente. Na narração, por exemplo, não há necessidade de ter um parágrafo com mais de um período. Um parágrafo narrativo pode ser apenas “Oi”. Já a dissertação necessita ter ao menos um parágrafo com introdução e desenvolvimento (conclusão; opcional). Assim também varia a necessidade de números de parágrafos para cada texto. Para se obter um bom texto, são necessários também: concisão, clareza, correção, adequa- ção de linguagem, expressividade.

Coerência e Coesão

Para não ser ludibriado pela articulação do contexto, é necessário que se esteja atento à coesão e à coerência textuais.

Coesão textual é o que permite a ligação entre as diversas partes de um texto. Pode-se dividir em três segmentos:

  1. Coesão referencial – é a que se refere a outro(s) elemento(s) do mundo textual.

Exemplos:

a) O presidente George W.Bush ficou indignado com o ataque no World Trade Center. Ele afirmou que “castigará” os culpados. (retomada de uma palavra gramatical – referente “Ele” + “ Presidente George W.Bush”)

b) De você só quero isto: a sua amizade (antecipação de uma palavra gramatical – “isto” = “a sua amizade”

c) O homem acordou feliz naquele dia. O felizardo ganhou um bom di- nheiro na loteria. ( retomada por palavra lexical – “o felizardo” = “o homem”)

  1. Coesão sequencial – é feita por conectores ou operadores discursi- vos, isto é, palavras ou expressões responsáveis pela criação de relações semânticas ( causa, condição, finalidade, etc.). São exemplos de conecto- res: mas, dessa forma, portanto, então, etc..

Exemplo:

a. Ele é rico, mas não paga suas dívidas.

Observe que o vocábulo “mas” não faz referência a outro vocábulo; apenas conecta (liga) uma ideia a outra, transmitindo a ideia de compensa- ção.

  1. Coesão recorrencial – é realizada pela repetição de vocábulos ou de estruturas frasais.

semelhantes.

Exemplos;

a. Os carros corriam, corriam, corriam.

b. O aluno finge que lê, finge que ouve, finge que estuda.

Coerência textual é a relação que se estabelece entre as diversas partes do texto, criando uma unidade de sentido. Está ligada ao en- tendimento, à possibilidade de interpretação daquilo que se ouve ou lê.

OBS: pode haver texto com a presença de elementos coesivos, e não apresentar coerência.

Exemplo:

O presidente George W.Bush está descontente com o grupo Talibã. Estes eram estudantes da escola fundamentalista. Eles, hoje, governam o afeganistão. Os afegãos apóiam o líder Osama Bin Laden. Este foi aliado dos Estados Unidos quando da invasão da União Soviética ao Afeganistão.

Comentário:

Ninguém pode dizer que falta coesão a este parágrafo. Mas de que se trata mesmo? Do descontentamento do presidente dos Estados Unidos? Do grupo Talibã? Do povo Afegão?

Do Osama Bin Laden? Embora o parágrafo tenha coesão, não apre- senta coerência, entendimento.

Pode ainda um texto apresentar coerência, e não apresentar elementos coesivos. Veja o texto seguinte:

Como se conjuga um empresário

Mino

“Acordou. Levantou-se. Aprontou-se. Lavou-se. Barbeou-se. Enxugou- se. Perfumou-se. Lanchou. Escovou. Abraçou. Saiu. Entrou. Cumprimen- tou. Orientou. Controlou. Advertiu. Chegou. Desceu. Subiu. Entrou. Cum- primentou. Assentou-se. Preparou-se. Examinou. Leu. Convocou. Leu. Comentou. Interrompeu. Leu. Despachou. Vendeu. Vendeu. Ganhou. Ganhou. Ganhou. Lucrou. Lucrou. Lucrou. Lesou. Explorou. Escondeu. Burlou. Safou-se. Comprou. Vendeu. Assinou. Sacou. Depositou. Deposi- tou. Associou-se. Vendeu-se. Entregou. Sacou. Depositou. Despachou. Repreendeu. Suspendeu. Demitiu. Negou. Explorou. Desconfiou. Vigiou. Ordenou. Telefonou. Despachou. Esperou. Chegou. Vendeu. Lucrou. Lesou. Demitiu. Convocou. Elogiou. Bolinou. Estimulou. Beijou. Convidou. Saiu. Chegou. Despiu-se. Abraçou. Deitou-se. Mexeu. Gemeu. Fungou. Babou. Antecipou. Frustrou. Virou-se. Relaxou-se. Envergonhou-se. Pre- senteou. Saiu. Despiu-se. Dirigiu-se. Chegou. Beijou. Negou. Lamentou. Justificou-se. Dormiu. Roncou. Sonhou. Sobressaltou-se. Acordou. Preocu- pou-se. Temeu. Suou. Ansiou. Tentou. Despertou. Insistiu. Irritou-se. Te- meu. Levantou. Apanhou. Rasgou. Engoliu. Bebeu. Dormiu. Dormiu. Dor- miu. Dormiu. Acordou. Levantou-se. Aprontou-se... Comentário:

O texto nos mostra o dia-a-dia de um empresário qualquer. A estrutura textual – somente verbos – não apresenta elementos coesivos; o que se encontra são relações de sentido, isto é, o texto retrata a visão do seu autor, no caso, a de que todo empresário é calculista e desonesto.

Língua Portuguesa (^) 13 A Opção Certa Para a Sua Realização

Há palavras e expressões que garantem transições bem feitas e que estabelecem relações lógicas entre as diferentes ideias apresentadas no texto. Fonte: UNINOVE

ESTRUTURAÇÃO E ARTICULAÇÃO DO TEXTO

Resenha Critica de Articulação do Texto Amanda Alves Martins Resenha Crítica do livro A Articulação do Texto, da autora Elisa Guima- rães

No livro de Elisa Guimarães, A Articulação do Texto, a autora procura esclarecer as dúvidas referentes à formação e à compreensão de um texto e do seu contexto.

Formado por unidades coordenadas, ou seja, interligadas entre si, o texto constitui, portanto, uma unidade comunicativa para os membros de uma comunidade; nele, existe um conjunto de fatores indispensáveis para a sua construção, como “as intenções do falante (emissor), o jogo de ima- gens conceituais, mentais que o emissor e destinatário executam.”(Manuel P. Ribeiro, 2004, p.397). Somado à isso, um texto não pode existir de forma única e sozinha, pois depende dos outros tanto sintaticamente quanto semanticamente para que haja um entendimento e uma compreensão deste. Dentro de um texto, as partes que o formam se integram e se expli- cam de forma recíproca.

Completando o processo de formação de um texto, a autora nos escla- rece que a economia de linguagem facilita a compreensão dele, sendo indispensável uma ligação entre as partes, mesmo havendo um corte de trechos considerados não essenciais.

Quando o tema é a “situação comunicativa” (p.7), a autora nos esclare- ce a relação texto X contexto, onde um é essencial para esclarecermos o outro, utilizando-se de palavras que recebem diferentes significados con- forme são inseridas em um determinado contexto; nos levando ao entendi- mento de que não podemos considerar isoladamente os seus conceitos e sim analisá-los de acordo com o contexto semântico ao qual está inserida.

Segundo Elisa Guimarães, o sentido da palavra texto estende-se a uma enorme vastidão, podendo designar “um enunciado qualquer, oral ou escrito, longo ou breve, antigo ou moderno” (p.14) e ao contrário do que muitos podem pensar, um texto pode ser caracterizado como um fragmen- to, uma frase, um verbo ect e não apenas na reunião destes com mais algumas outras formas de enunciação; procurando sempre uma objetivida- de para que a sua compreensão seja feita de forma fácil e clara.

Esta economia textual facilita no caminho de transmissão entre o enun- ciador e o receptor do texto que procura condensar as informações recebi- das a fim de se deter ao “núcleo informativo” (p.17), este sim, primordial a qualquer informação.

A autora também apresenta diversas formas de classificação do discur- so e do texto, porém, detenhamo-nos na divisão de texto informativo e de um texto literário ou ficcional.

Analisando um texto, é possível percebermos que a repetição de um nome/lexema, nos induz à lembrar de fatos já abordados, estimula a nossa biblioteca mental e a informa da importância de tal nome, que dentro de um contexto qualquer, ou seja que não fosse de um texto informacional, seria apenas caracterizado como uma redundância desnecessária. Essa repeti- ção é normalmente dada através de sinônimos ou “sinônimos perfeitos” (p.30) que permitem a permutação destes nomes durante o texto sem que o sentido original e desejado seja modificado.

Esta relação semântica presente nos textos ocorre devido às interpre- tações feitas da realidade pelo interlocutor, que utiliza a chamada “semânti- ca referencial” (p.31) para causar esta busca mental no receptor através de palavras semanticamente semelhantes à que fora enunciada, porém, existe ainda o que a autora denominou de “inexistência de sinônimo perfeito” (p.30) que são sinônimos porém quando posto em substituição um ao outro não geram uma coerência adequada ao entendimento. Nesta relação de substituição por sinônimos, devemos ter cautela

quando formos usar os “hiperônimos” (p.32), ou até mesmo a “hiponímia” (p.32) onde substitui-se a parte pelo todo, pois neste emaranhado de subs- tituições pode-se causar desajustes e o resultado final não fazer com que a imagem mental do leitor seja ativada de forma corretamente, e outra assimi- lação, errônea, pode ser utilizada.

Seguindo ainda neste linear das substituições, existem ainda as “nomi- nações” e a “elipse”, onde na primeira, o sentido inicialmente expresso por um verbo é substituído por um nome, ou seja, um substantivo; e, enquanto na segunda, ou seja, na elipse, o substituto é nulo e marcado pela flexão verbal; como podemos perceber no seguinte exemplo retirado do livro de Elisa Guimarães: “Louve-se nos mineiros, em primeiro lugar, a sua presença suave. Mil deles não causam o incômodo de dez cearenses.

__Não grita, ___ não empurram< ___ não seguram o braço da gente, ___ não impõem suas opiniões. Para os importunos inventaram eles uma palavra maravilhosamente definidora e que traduz bem a sua antipatia para essa casta de gente (...)” (Rachel de Queiroz. Mineiros. In: Cem crônicas escolhidas. Rio de Janeiros, José Olympio, 1958, p.82).

Porém é preciso especificar que para que haja a elipse o termo elíptico deve estar perfeitamente claro no contexto. Este conceito e os demais já ditos anteriormente são primordiais para a compreensão e produção textu- al, uma vez que contribuem para a economia de linguagem, fator de grande valor para tais feitos.

Ao abordar os conceitos de coesão e coerência, a autora procura pri- meiramente retomar a noção de que a construção do texto é feita através de “referentes linguísticos” (p.38) que geram um conjunto de frases que irão constituir uma “microestrutura do texto” (p.38) que se articula com a estrutu- ra semântica geral. Porém, a dificuldade de se separar a coesão da coe- rência está no fato daquela está inserida nesta, formando uma linha de raciocínio de fácil compreensão, no entanto, quando ocorre uma incoerên- cia textual, decorrente da incompatibilidade e não exatidão do que foi escrito, o leitor também é capaz de entender devido a sua fácil compreen- são apesar da má articulação do texto.

A coerência de um texto não é dada apenas pela boa interligação entre as suas frases, mas também porque entre estas existe a influência da coerência textual, o que nos ajuda a concluir que a coesão, na verdade, é efeito da coerência. Como observamos em Nova Gramática Aplicada da Língua Portuguesa de Manoel P. Ribeiro (2004, 14ed):

A coesão e a coerência trazem a característica de promover a inter- relação semântica entre os elementos do discurso, respondendo pelo que chamamos de conectividade textual. “A coerência diz respeito ao nexo entre os conceitos; e a coesão, à expressão desse nexo no plano linguísti- co” (VAL, Maria das Graças Costa. Redação e textualidade, 1991, p.7)

No capítulo que diz respeito às noções de estrutura, Elisa Guimarães, busca ressaltar o nível sintático representado pelas coordenações e subor- dinações que fixam relações de “equivalência” ou “hierarquia” respectiva- mente. Um fato importante dentro do livro A Articulação do Texto, é o valor atribuí- do às estruturas integrantes do texto, como o título, o parágrafo, as inter e intrapartes, o início e o fim e também, as superestruturas.

O título funciona como estratégica de articulação do texto podendo de- sempenhar papéis que resumam os seus pontos primordiais, como tam- bém, podem ser desvendados no decorrer da leitura do texto.

Os parágrafos esquematizam o raciocínio do escritos, como enuncia Othon Moacir Garcia: “O parágrafo facilita ao escritor a tarefa de isolar e depois ajustar con- venientemente as ideias principais da sua composição, permitindo ao leitor acompanhar-lhes o desenvolvimento nos seus diferentes estágios”.

É bom relembrar, que dentro do parágrafo encontraremos o chamado tópico frasal, que resumirá a principal ideia do parágrafo no qual esta inserido; e também encontraremos, segundo a autora, dez diferentes tipos de parágrafo, cada qual com um ponto de vista específico.

Língua Portuguesa (^) 15 A Opção Certa Para a Sua Realização

Os articuladores (também chamados nexos ou conectores) são conjun- ções, advérbios e preposições responsáveis pela ligação entre si dos fatos denotados num texto, Eles exprimem os diferentes tipos de interdependên- cia de sentido das frases no processo de sequencialização textual. As ideias ou proposições podem se relacionar indicando causa, consequência, finalidade, etc.

Ingressei na Faculdade a fim de ascender socialmente. Ingressei na Faculdade porque pretendo ser biólogo. Ingressei na Faculdade depois de ter-me casado.

É possível observar que os articuladores relacionam os argumentos di- ferentemente. Podemos, inclusive, agrupá-los, conforme a relação que estabelecem.

Relações de: adição: os conectores articula sequencialmente frases cujos conteúdos se adicionam a favor de uma mesma conclusão: e, também, não só...como também, tanto...como, além de, além disso, ainda, nem.

Na maioria dos casos, as frases somadas não são permutáveis, isto é, a ordem em que ocorrem os fatos descritos deve ser respeitada.

Ele entrou, dirigiu-se à escrivaninha e sentou-se. alternância: os conteúdos alternativos das frases são articulados por conectores como ou, ora...ora, seja...seja. O articulador ou pode expres- sar inclusão ou exclusão.

Ele não sabe se conclui o curso ou abandona a Faculdade.

oposição: os conectores articulam sequencialmente frases cujos con- teúdos se opõem. São articuladores de oposição: mas, porém, todavia, entretanto, no entanto, não obstante, embora, apesar de (que), ainda que, se bem que, mesmo que, etc.

O candidato foi aprovado, mas não fez a matrícula. condicionalidade: essa relação é expressa pela combinação de duas proposições: uma introduzida pelo articulador se ou caso e outra por então (consequente), que pode vir implícito. Estabelece-se uma relação entre o antecedente e o consequente, isto é, sendo o antecedente verdadeiro ou possível, o consequente também o será.

Na relação de condicionalidade, estabelece-se, muitas vezes, uma condição hipotética, isto é,, cria-se na proposição introduzida pelo articula- dor se/caso uma hipótese que condicionará o que será dito na proposição seguinte. Em geral, a proposição situa-se num tempo futuro.

Caso tenha férias, (então) viajarei para Buenos Aires.

causalidade: é expressa pela combinação de duas proposições, uma das quais encerra a causa que acarreta a consequência expressa na outra. Tal relação pode ser veiculada de diferentes formas:

Passei no vestibular porque estudei muito visto que já que uma vez que


consequência causa

Estudei tanto que passei no vestibular. Estudei muito por isso passei no vestibular


causa consequência

Como estudei passei no vestibular Por ter estudado muito passei no vestibular


causa consequência

finalidade: uma das proposições do período explicita o(s) meio(s) para se atingir determinado fim expresso na outra. Os articuladores principais são: para, afim de, para que.

Utilizo o automóvel a fim de facilitar minha vida.

conformidade: essa relação expressa-se por meio de duas proposi- ções, em que se mostra a conformidade de conteúdo de uma delas em relação a algo afirmado na outra.

O aluno realizou a prova conforme o professor solicitara. segundo consoante como de acordo com a solicitação...

temporalidade: é a relação por meio da qual se localizam no tempo ações, eventos ou estados de coisas do mundo real, expressas por meio de duas proposições. Quando Mal Logo que terminei o colégio, matriculei-me aqui. Assim que Depois que No momento em que Nem bem

a) concomitância de fatos: Enquanto todos se divertiam, ele estu- dava com afinco. Existe aqui uma simultaneidade entre os fatos descritos em cada uma das proposições. b) um tempo progressivo: À proporção que os alunos terminavam a prova, iam se retirando.

  • bar enchia de frequentadores à medida que a noite caía.

Conclusão: um enunciado introduzido por articuladores como portan- to, logo, pois, então, por conseguinte, estabelece uma conclusão em relação a algo dito no enunciado anterior:

Assistiu a todas as aulas e realizou com êxito todos os exercícios. Por- tanto tem condições de se sair bem na prova.

É importante salientar que os articuladores conclusivos não se limitam a articular frases. Eles podem articular parágrafos, capítulos.

Comparação: é estabelecida por articuladores : tanto (tão)...como, tanto (tal)...como, tão ...quanto, mais ....(do) que, menos ....(do) que, assim como. Ele é tão competente quanto Alberto.

Explicação ou justificativa: os articuladores do tipo pois, que, por- que introduzem uma justificativa ou explicação a algo já anteriormente referido.

Não se preocupe que eu voltarei pois porque

As pausas Os articuladores são, muitas vezes, substituídos por “pausas” (marca- das por dois pontos, vírgula, ponto final na escrita). Que podem assinalar tipos de relações diferentes.

Compramos tudo pela manhã: à tarde pretendemos viajar. (causalida- de) Não fique triste. As coisas se resolverão. (justificativa) Ela estava bastante tranquila eu tinha os nervos à flor da pele. ( oposi- ção) Não estive presente à cerimônia. Não posso descrevê-la. (conclusão) http://www.seaac.com.br/

A análise de expressões referenciais é fundamental na interpretação do

Língua Portuguesa (^) 16 A Opção Certa Para a Sua Realização

discurso. A identificação de expressões correferentes é importante em diversas aplicações de Processamento da Linguagem Natural. Expressões referenciais podem ser usadas para introduzir entidades em um discurso ou podem fazer referência a entidades já mencionadas,podendo fazer uso de redução lexical.

Interpretar e produzir textos de qualidade são tarefas muito importantes na formação do aluno. Para realizá-las de modo satisfatório, é essencial saber identificar e utilizar os operadores sequenciais e argumentativos do discurso. A linguagem é um ato intencional, o indivíduo faz escolhas quan- do se pronuncia oralmente ou quando escreve. Para dar suporte a essas escolhas, de modo a fazer com que suas opiniões sejam aceitas ou respei- tadas, é fundamental lançar mão dos operadores que estabelecem ligações (espécies de costuras) entre os diferentes elementos do discurso.

Autor e Narrador: Diferenças

Equipe Aprovação Vest

Qual é, afinal, a diferença entre Autor e Narrador? Existe uma diferença enorme entre ambos.

Autor

É um homem do mundo: tem carteira de identidade, vai ao supermer- cado, masca chiclete, eventualmente teve sarampo na infância e, mais eventualmente ainda, pode até tocar trombone, piano, flauta transversal. Paga imposto.

Narrador

É um ser intradiegético, ou seja, um ser que pertence à história que está sendo narrada. Está claro que é um preposto do autor, mas isso não significa que defenda nem compartilhe suas ideias. Se assim fosse, Ma- chado de Assis seria um crápula como Bentinho ou um bígamo, porque, casado com Carolina Xavier de Novais, casou-se também com Capitu, foi amante de Virgília e de um sem-número de mulheres que permeiam seus contos e romances.

O narrador passa a existir a partir do instante que se abre o livro e ele, em primeira ou terceira pessoa, nos conta a história que o livro guarda. Confundir narrador e autor é fazer a loucura de imaginar que, morto o autor, todos os seus narradores morreriam junto com ele e que, portanto, não disporíamos mais de nenhuma narrativa dele.

GÊNEROS TEXTUAIS

Gêneros textuais são tipos específicos de textos de qualquer natureza, literários ou não. Modalidades discursivas constituem as estruturas e as funções sociais (narrativas, dissertativas, argumentativas, procedimentais e exortativas), utilizadas como formas de organizar a linguagem. Dessa forma, podem ser considerados exemplos de gêneros textuais: anúncios, convites, atas, avisos, programas de auditórios, bulas, cartas, comédias, contos de fadas, convênios, crônicas, editoriais, ementas, ensaios, entrevis- tas, circulares, contratos, decretos, discursos políticos

A diferença entre Gênero Textual e Tipologia Textual é, no meu en- tender, importante para direcionar o trabalho do professor de língua na leitura, compreensão e produção de textos^1. O que pretendemos neste pequeno ensaio é apresentar algumas considerações sobre Gênero Tex- tual e Tipologia Textual, usando, para isso, as considerações feitas por Marcuschi (2002) e Travaglia (2002), que faz apontamentos questionáveis para o termo Tipologia Textual. No final, apresento minhas considerações a respeito de minha escolha pelo gênero ou pela tipologia.

Convém afirmar que acredito que o trabalho com a leitura, compreen- são e a produção escrita em Língua Materna deve ter como meta primordial o desenvolvimento no aluno de habilidades que façam com que ele tenha capacidade de usar um número sempre maior de recursos da língua para produzir efeitos de sentido de forma adequada a cada situação específica de interação humana.

Luiz Antônio Marcuschi (UFPE) defende o trabalho com textos na esco- la a partir da abordagem do Gênero Textual Marcuschi não demonstra

favorabilidade ao trabalho com a Tipologia Textual, uma vez que, para ele, o trabalho fica limitado, trazendo para o ensino alguns problemas, uma vez que não é possível, por exemplo, ensinar narrativa em geral, porque, embo- ra possamos classificar vários textos como sendo narrativos, eles se con- cretizam em formas diferentes – gêneros – que possuem diferenças especí- ficas.

Por outro lado, autores como Luiz Carlos Travaglia (UFUberlândia/MG) defendem o trabalho com a Tipologia Textual. Para o autor, sendo os textos de diferentes tipos, eles se instauram devido à existência de diferen- tes modos de interação ou interlocução. O trabalho com o texto e com os diferentes tipos de texto é fundamental para o desenvolvimento da compe- tência comunicativa. De acordo com as ideias do autor, cada tipo de texto é apropriado para um tipo de interação específica. Deixar o aluno restrito a apenas alguns tipos de texto é fazer com que ele só tenha recursos para atuar comunicativamente em alguns casos, tornando-se incapaz, ou pouco capaz, em outros. Certamente, o professor teria que fazer uma espécie de levantamento de quais tipos seriam mais necessários para os alunos, para, a partir daí, iniciar o trabalho com esses tipos mais necessários.

Marcuschi afirma que os livros didáticos trazem, de maneira equivoca- da, o termo tipo de texto. Na verdade, para ele, não se trata de tipo de texto, mas de gênero de texto. O autor diz que não é correto afirmar que a carta pessoal, por exemplo, é um tipo de texto como fazem os livros. Ele atesta que a carta pessoal é um Gênero Textual.

O autor diz que em todos os gêneros os tipos se realizam, ocorrendo, muitas das vezes, o mesmo gênero sendo realizado em dois ou mais tipos. Ele apresenta uma carta pessoal^3 como exemplo, e comenta que ela pode apresentar as tipologias descrição, injunção, exposição, narração e argu- mentação. Ele chama essa miscelânea de tipos presentes em um gênero de heterogeneidade tipológica.

Travaglia (2002) fala em conjugação tipológica. Para ele, dificilmente são encontrados tipos puros. Realmente é raro um tipo puro. Num texto como a bula de remédio, por exemplo, que para Fávero & Koch (1987) é um texto injuntivo, tem-se a presença de várias tipologias, como a descri- ção, a injunção e a predição. Travaglia afirma que um texto se define como de um tipo por uma questão de dominância, em função do tipo de interlocu- ção que se pretende estabelecer e que se estabelece, e não em função do espaço ocupado por um tipo na constituição desse texto.

Quando acontece o fenômeno de um texto ter aspecto de um gênero mas ter sido construído em outro, Marcuschi dá o nome de intertextuali- dade intergêneros. Ele explica dizendo que isso acontece porque ocorreu no texto a configuração de uma estrutura intergêneros de natureza altamen- te híbrida, sendo que um gênero assume a função de outro.

Travaglia não fala de intertextualidade intergêneros, mas fala de um intercâmbio de tipos. Explicando, ele afirma que um tipo pode ser usado no lugar de outro tipo, criando determinados efeitos de sentido impossíveis, na opinião do autor, com outro dado tipo. Para exemplificar, ele fala de descrições e comentários dissertativos feitos por meio da narração.

Resumindo esse ponto, Marcuschi traz a seguinte configuração teórica:

  • intertextualidade intergêneros = um gênero com a função de outro
  • heterogeneidade tipológica = um gênero com a presença de vários tipos Travaglia mostra o seguinte:
  • conjugação tipológica = um texto apresenta vários tipos
  • intercâmbio de tipos = um tipo usado no lugar de outro

Aspecto interessante a se observar é que Marcuschi afirma que os gê- neros não são entidades naturais, mas artefatos culturais construídos historicamente pelo ser humano. Um gênero, para ele, pode não ter uma determinada propriedade e ainda continuar sendo aquele gênero. Para exemplificar, o autor fala, mais uma vez, da carta pessoal. Mesmo que o autor da carta não tenha assinado o nome no final, ela continuará sendo carta, graças as suas propriedades necessárias e suficientes .Ele diz, ainda, que uma publicidade pode ter o formato de um poema ou de uma lista de produtos em oferta. O que importa é que esteja fazendo divulgação de