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Guias e Dicas
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Tutorial Maxima, Esquemas de Matemática

Completo tutorial para utilização do Software Maxima - Semelhante ao Maple

Tipologia: Esquemas

Antes de 2010

Compartilhado em 10/09/2009

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Universidade Estadual do Oeste do Paran´
a - UNIOESTE
Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP
Funda¸c˜
ao de Desenvolvimento da Pesquisa - FUNDEP
Col´
egio Estadual Wilson Joffre
O Emprego do Software Maxima no Apoio
ao Ensino da Matem´
atica
Vers˜ao 0.2 - 3 de setembro de 2009
Naimara Vieira do Prado
etterson Vin´ıcius Pramiu
Profo. Rog´erio Luis Rizzi
Profa. Maria Herm´ınia Ferreira Tavares
CASCAVEL
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Universidade Estadual do Oeste do Paran´a - UNIOESTE

Financiadora de Estudos e Projetos - FINEP

Funda¸c˜ao de Desenvolvimento da Pesquisa - FUNDEP

Col´egio Estadual Wilson Joffre

O Emprego do Software Maxima no Apoio

ao Ensino da Matem´atica Vers˜ao 0.2 - 3 de setembro de 2009

Naimara Vieira do Prado

P´etterson Vin´ıcius Pramiu

Profo. Rog´erio Luis Rizzi

Profa. Maria Herm´ınia Ferreira Tavares

CASCAVEL

Este trabalho est´a licenciado sob uma Licen¸ca Creative Commons Atribui¸c˜ao- Uso N˜ao-Comercial 2.5 Brasil. Para ver uma c´opia desta licen¸ca, visite http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/ ou envie uma carta para Creative Commons, 171 Second Street, Suite 300, San Francisco, California 94105, USA.

Sum´ario

M´odulo II - Parte A

M´odulo II - Parte B

  • Introdu¸c˜ao
  • Inform´atica na Educa¸c˜ao
  • Uso das tecnologias na Educa¸c˜ao
    • A Inform´atica na Educa¸c˜ao Matem´atica
  • Primeira Sess˜ao M´odulo I - Maple ⃝R 𝒗𝒔 Maxima
  • 1 Maxima vs Maple ⃝R
    • 1.1 Maple ⃝R
      • 1.1.1 Instala¸c˜ao do Maple ⃝R
      • 1.1.2 Menu Principal - Maple ⃝R
      • 1.1.3 Barra de Ferramentas - Maple ⃝R
    • 1.2 Primeira Sess˜ao com Maple ⃝R
      • 1.2.1 Worksheet
      • 1.2.2 Ajuda - Help
      • 1.2.3 Salvando e Abrindo Worksheet
      • 1.2.4 Coment´arios
      • 1.2.5 Comandos Diversos
      • 1.2.6 Constantes
      • 1.2.7 Vari´aveis
      • 1.2.8 Atribui¸c˜oes
      • 1.2.9 Opera¸c˜oes Aritm´eticas
      • 1.2.10 Representa¸c˜ao Decimal
      • 1.2.11 Gr´aficos
      • 1.2.12 Fun¸c˜oes Matem´aticas
      • 1.2.13 Fun¸c˜oes
      • 1.2.14 Fun¸c˜oes Definidas por V´arias Senten¸cas
      • 1.2.15 Polinˆomios
      • 1.2.16 Substitui¸c˜ao
      • 1.2.17 Simplifica¸c˜ao
      • 1.2.18 Fatora¸c˜ao
      • 1.2.19 Expans˜ao
      • 1.2.20 Equa¸c˜oes
      • 1.2.21 Resolu¸c˜ao Num´erica de Equa¸c˜oes
      • 1.2.22 Inequa¸c˜oes
      • 1.2.23 Vetores
      • 1.2.24 Matrizes
      • 1.2.25 Sistemas Lineares
    • 1.3 Maxima
      • 1.3.1 Instala¸c˜ao do Maxima
      • 1.3.2 Menu Principal - Maxima
      • 1.3.3 Barra de Ferramentas - Maxima
      • 1.3.4 Console e Painel de Bot˜oes - Maxima
    • 1.4 Primeira Sess˜ao com Maxima
      • 1.4.1 Ambiente de Trabalho
      • 1.4.2 Ajuda - Help
      • 1.4.3 Salvando e Abrindo Sess˜ao
      • 1.4.4 Coment´arios
      • 1.4.5 Comandos Diversos
      • 1.4.6 Constantes
      • 1.4.7 Vari´aveis
      • 1.4.8 Opera¸c˜oes Aritm´eticas
      • 1.4.9 Atribui¸c˜oes
      • 1.4.10 Representa¸c˜ao Decimal
      • 1.4.11 Gr´aficos
      • 1.4.12 Fun¸c˜oes Matem´aticas
      • 1.4.13 Fun¸c˜oes
      • 1.4.14 Manipula¸c˜oes Alg´ebricas
      • 1.4.15 Equa¸c˜oes
      • 1.4.16 Matrizes
      • 1.4.17 Determinantes
  • Exerc´ıcios - Maxima
  • Algebra Linear´
  • 2 Geometria Anal´ıtica
    • 2.1 Vetores no ℝ^2 e no ℝ
      • 2.1.1 Segmento Orientado
      • 2.1.2 Segmentos Equipolentes
      • 2.1.3 Vetores
      • 2.1.4 Vetor Nulo
    • 2.2 Opera¸c˜oes com Vetores
      • 2.2.1 Adi¸c˜ao de Vetores
      • 2.2.2 Diferen¸ca de Vetores
      • 2.2.3 Multiplica¸c˜ao por Escalar
      • 2.2.4 Produto Escalar
      • 2.2.5 M´odulo de um Vetor
      • 2.2.6 Interpreta¸c˜ao Geom´etrica do M´odulo de um Vetor
      • 2.2.7 Versor de um Vetor
      • 2.2.8 Produto Vetorial
      • 2.2.9 Interpreta¸c˜ao Geom´etrica do M´odulo do Produto Vetorial
      • 2.2.10 Angulo entre dois Vetoresˆ
      • 2.2.11 Proje¸c˜ao ortogonal de um vetor sobre outro
      • 2.2.12 Espa¸co Vetorial
      • 2.2.13 Dependˆencia e Independˆencia Linear
      • 2.2.14 Produto Misto
      • 2.2.15 Interpreta¸c˜ao Geom´etrica do M´odulo do Produto Misto
      • 2.2.16 Distˆancia entre Dois Pontos no Plano
      • 2.2.17 Distˆancia entre Dois Pontos no Espa¸co
      • 2.2.18 Area de um Triˆ´ angulo
      • 2.2.19 Reta definida por dois Pontos
      • 2.2.20 Retas Perpendiculares
  • 3 Algebra Linear Computacional´
    • 3.1 Matrizes
      • 3.1.1 Matriz Identidade
      • 3.1.2 Matriz Nula
      • 3.1.3 Matriz Diagonal
      • 3.1.4 Matriz Transposta
      • 3.1.5 Matriz Adjunta
      • 3.1.6 Matriz Inversa
      • 3.1.7 Matriz Reduzida `a Forma Escada
    • 3.2 Opera¸c˜oes com Matrizes
      • 3.2.1 Adi¸c˜ao e Subtra¸c˜ao de Matrizes
      • 3.2.2 Multiplica¸c˜ao de Matrizes por escalar
      • 3.2.3 Multiplica¸c˜ao de Matrizes
    • 3.3 Determinantes
      • 3.3.1 Desenvolvimento de Laplace
    • 3.4 Sistemas de Equa¸c˜oes
      • 3.4.1 Sistemas Lineares
      • 3.4.2 M´etodo de Gauss-Jordan
      • 3.4.3 Sistemas n˜ao Lineares
      • 3.4.4 Vetores Pr´oprios e Valores Pr´oprios
      • 3.4.5 Determina¸c˜ao dos Valores Pr´oprios
      • 3.4.6 Polinˆomio Caracter´ıstico
  • 4 Geometria Anal´ıtica utilizando Maple ⃝R
    • 4.1 Opera¸c˜oes com vetores utilizando o Maple ⃝R
      • 4.1.1 Vetores no ℝ^2 e ℝ
      • 4.1.2 Adi¸c˜ao de vetores
      • 4.1.3 Diferen¸ca de vetores
      • 4.1.4 Multiplica¸c˜ao por escalar
      • 4.1.5 Produto escalar
      • 4.1.6 M´odulo de um vetor
      • 4.1.7 Produto vetorial
      • 4.1.8 Angulo entre dois vetoresˆ
      • 4.1.9 Produto misto
    • 4.2 Cˆonicas
      • 4.2.1 Elipse
      • 4.2.2 Hip´erbole
      • 4.2.3 Par´abola
    • 4.3 Qu´adricas
  • Exerc´ıcios - Maxima
  • Trigonometria
  • 5 Fun¸c˜oes
    • 5.1 Defini¸c˜ao de Fun¸c˜ao
    • 5.2 Nota¸c˜ao das Fun¸c˜oes
    • 5.3 Dom´ınio e Imagem
    • 5.4 Inserindo gr´aficos no Maxima
    • 5.5 Fun¸c˜oes Lineares
      • 5.5.1 Fun¸c˜ao Constante
      • 5.5.2 Fun¸c˜ao Identidade
      • 5.5.3 Fun¸c˜ao Linear
      • 5.5.4 Fun¸c˜ao Afim
      • 5.5.5 Fun¸c˜ao Crescente
      • 5.5.6 Fun¸c˜ao Decrescente
    • 5.6 Fun¸c˜oes N˜ao Lineares
      • 5.6.1 Fun¸c˜ao Quadr´atica
        • 5.6.1.1 Forma Canˆonica
        • 5.6.1.2 Significado Geom´etrico das Ra´ızes
        • 5.6.1.3 Zeros
        • 5.6.1.4 N´umero de Ra´ızes
        • 5.6.1.5 M´aximo e M´ınimo
        • 5.6.1.6 V´ertice da Par´abola
      • 5.6.2 Fun¸c˜ao definida por v´arias senten¸cas
      • 5.6.3 M´odulo de um N´umero
      • 5.6.4 Fun¸c˜ao Modular
      • 5.6.5 Fun¸c˜ao Exponencial
      • 5.6.6 Fun¸c˜ao Logar´ıtmica
    • 5.7 Outras Fun¸c˜oes
      • 5.7.1 Fun¸c˜ao Rec´ıproca
      • 5.7.2 Fun¸c˜ao Composta
        • 5.7.2.1 Fun¸c˜ao Injetora
        • 5.7.2.2 Fun¸c˜ao Sobrejetora
        • 5.7.2.3 Fun¸c˜ao Bijetora
        • 5.7.2.4 Reconhecimento atrav´es do gr´afico
      • 5.7.3 Fun¸c˜ao Inversa
        • 5.7.3.1 Determina¸c˜ao da Fun¸c˜ao Inversa
      • 5.7.4 Fun¸c˜ao Par
      • 5.7.5 Fun¸c˜ao ´Impar
  • 6 Trigonometria
    • 6.1 Raz˜oes Trigonom´etricas no Triˆangulo Retˆangulo
    • 6.2 Arcos e Angulosˆ
    • 6.3 Ciclo Trigonom´etrico
    • 6.4 Raz˜oes Trigonom´etricas na Circunferˆencia
      • 6.4.1 Seno
      • 6.4.2 Cosseno
      • 6.4.3 Tangente
      • 6.4.4 Cotangente
      • 6.4.5 Secante
      • 6.4.6 Cossecante
    • 6.5 Fun¸c˜oes Circulares
      • 6.5.1 Fun¸c˜oes Peri´odicas
      • 6.5.2 Fun¸c˜ao Seno
      • 6.5.3 Fun¸c˜ao Cosseno
      • 6.5.4 Fun¸c˜ao Tangente
      • 6.5.5 Fun¸c˜ao Cotangente
      • 6.5.6 Fun¸c˜ao Secante
      • 6.5.7 Fun¸c˜ao Cossecante
  • Exerc´ıcios - Maxima
  • Programa¸c˜ao Linear M´odulo III
  • 7 Programa¸c˜ao Linear
    • 7.1 Introdu¸c˜ao
    • 7.2 Linhas de N´ıvel
    • 7.3 Reta como Linha de N´ıvel
    • 7.4 Desigualdades Lineares (Inequa¸c˜oes)
    • 7.5 Otimiza¸c˜ao Linear no Plano Cartesiano
    • 7.6 Otimiza¸c˜ao Linear utilizando o software Maxima
    • 7.7 Anexo: Introdu¸c˜ao `a Programa¸c˜ao Linear
  • GABARITO - Maxima
  • Lista de Exerc´ıcios - M´odulo I
  • Lista de Exerc´ıcios - M´odulo II - Parte A
  • Lista de Exerc´ıcios - M´odulo II - Parte B
  • Referˆencias

11

Introdu¸c˜ao

O aparecimento dos sistemas computacionais alg´ebricos no in´ıcio da d´ecada de 80 permitiu ao usu´ario facilidade na manipula¸c˜ao de s´ımbolos e objetos matem´aticos. Ao contr´ario da computa¸c˜ao num´erica, tais sistemas permitem manipula¸c˜ao anal´ıtica de s´ım- bolos matem´aticos, possibilitando a constru¸c˜ao de uma seq¨uencia de c´alculos alg´ebricos. Desde o aparecimento da computa¸c˜ao alg´ebrica foram criados diversos sistemas computa- cionais contendo esse recurso, alguns projetados para fins espec´ıficos, outros para fins gerais. Os sistemas mais comercializados, como o Maple ⃝R^ e o Mathematica ⃝R, disputam a preferˆencia dos usu´arios, e oferecem v´arios recursos, como alta portabilidade, interface amig´avel, capacidade de computa¸c˜ao alg´ebrica, num´erica e gr´afica, capacidade de ma- nipula¸c˜ao de f´ormulas e n´umeros, linguagem de programa¸c˜ao de alto n´ıvel, facilidade na produ¸c˜ao de textos e hipertextos, al´em de um sistema de ajuda de f´acil uso. E importante´ saber que tanto o Maple ⃝R^ quanto o Mathematica ⃝R, s˜ao softwares propriet´arios e para serem utilizados legalmente deve-se adquirir(comprar) uma licen¸ca de utiliza¸c˜ao. Aqueles que se prestam a utilizar o computador para fazer matem´atica(professores, estudantes e profissionais diversos), devem ter sempre em mente que estes ambientes n˜ao s˜ao substitutos do trabalho manual com as equa¸c˜oes nem do esfor¸co de compreender os conceitos. Estes meios n˜ao ajudam a formar a intui¸c˜ao nem a refor¸car os conhecimentos fundamentais. N˜ao se deve utilizar o computador como um substituto da forma¸c˜ao b´asica. Por´em, o dom´ınio do computador e das ferramentas matem´aticas computacionais s˜ao cruciais na hora de abordar o grande n´umero de problemas que n˜ao podem ser resolvidos simplesmente com l´apis e papel. Em muitos casos, problemas que demorariam anos para serem resolvidos de forma manual podem ser resolvidos em quest˜ao de segundos com um computador. Al´em disso, em caso de erro, sua corre¸c˜ao ser´a mais r´apida e simplesmente voltando a executar um c´odigo j´a escrito, mas convenientemente modificado para sanar a falha. Este tutorial tem como objetivo fornecer informa¸c˜oes para que iniciantes possam aprender a manipular o software Maple ⃝R^ e o software Maxima, desde a instala¸c˜ao at´e manipula¸c˜oes em rela¸c˜ao a express˜oes, fun¸c˜oes, vetores, matrizes e sistemas de equa¸c˜oes lineares, assim como suas propriedades e representa¸c˜oes gr´aficas em duas e trˆes dimens˜oes. Assim, aqui ser˜ao vistos conte´udos que aparecem no curr´ıculo de matem´atica, e que podem

13

Inform´atica na Educa¸c˜ao

14

Uso das tecnologias na Educa¸c˜ao

O papel da inform´atica na educa¸c˜ao atuando no processo de ensino e aprendizagem sofreu muitas transforma¸c˜oes e avan¸cos ao longo dos anos. As primeiras utiliza¸c˜oes dos computadores que j´a datam mais de 35 anos, e n˜ao eram considerados como m´etodos educativos, eram utilizados mais como uma ferramenta de c´alculo do que uma ferramenta cognitiva (Passerino,01). A partir da d´ecada de setenta at´e final da d´ecada de oitenta, as aplica¸c˜oes de software para educa¸c˜ao sofreram um desenvolvimento muito grande, existindo uma variedade ampla de ´areas e linhas de atua¸c˜ao. Esses aplicativos, foram introduzidos em grande escala nas escolas na d´ecada de 80, quando o surgimento do computador pessoal diminuiu os custos de implanta¸c˜ao de laborat´orios e criou as condi¸c˜oes necess´arias para que a Inform´atica entrasse definitivamente no ˆambito escolar e familiar. Tradicionalmente a tecnologia tem sido utilizada para ensinar alunos, numa abor- dagem que propicia ao aluno a aprender da tecnologia como fonte de conhecimento. Esta posi¸c˜ao, relacionada com as m´aquinas de ensinar e as teorias condutistas de educa¸c˜ao, n˜ao ´e o ´unico papel da tecnologia na educa¸c˜ao. Atualmente com os grandes avan¸cos na ´area da Educa¸c˜ao possibilitados pela conscientiza¸c˜ao e esfor¸cos dos educadores, percebeu-se os v´arios usos da tecnologia como instrumento de trabalho nessa ´area. As consider- a¸c˜oes a seguir com rela¸c˜ao `a utiliza¸c˜ao de tecnologias na Educa¸c˜ao, foram extra´ıdas de (Passerino,01). O primeiro uso da tecnologia ´e o uso da tecnologia como fim, ou seja, refere-se ao aprender sobre a tecnologia. Essa ´e uma caracter´ıstica bem presente nos cursos t´ecnicos, superior e de cursos profissionalizantes onde a tecnologia ´e vista como um fim, e o contato que o aluno tem com ela ´e para entendˆe-la e domin´a-la. O uso da tecnologia como ferramenta, talvez seja o mais importante considerando os aspectos de ensino e aprendizagem. Entende-se como o uso, que tanto professores como alunos fazem uso da tecnologia para apoio aos seus pr´oprios trabalhos. Neste caso a tecnologia ´e utilizada como mais uma ferramenta entre outras (l´apis, papel, computador, borracha, impressora, etc). No uso da tecnologia como meio podem ser considerados dois pontos relevantes: o aprender da tecnologia, e o aprender com a tecnologia. Aprender da tecnologia implica como pressuposto que a tecnologia detenha o conhecimento, e que o aprendiz precisa

0.0 A Inform´atica na Educa¸c˜ao Matem´atica 16

processo. Vale ressaltar que as tecnologias aplicadas `a educa¸c˜ao devem ter como fun¸c˜ao principal permitir aos alunos a constru¸c˜ao de significados e representa¸c˜oes pr´oprias do meio de maneira individual e coletiva. Com esse trabalho pretende-se utilizar o sistema de computa¸c˜ao alg´ebrica como uma ferramenta importante de apoio ao ensino e em particular que eles possibilitem:

∙ Uma maior motiva¸c˜ao por parte dos alunos para com a disciplina; ∙ Elevar o grau de riqueza dos problemas tratados nos exemplos e exerc´ıcios, tornando- os mais realistas; ∙ Melhor ilustra¸c˜ao dos conceitos atrav´es da facilidade de construir gr´aficos; ∙ Encorajar os alunos a explorar mais profundamente os conceitos ensinados, uti- lizando o computador como uma esp´ecie de laborat´orio para matem´atica experi- mental, testando hip´oteses.

A Inform´atica na Educa¸c˜ao Matem´atica

A Matem´atica no Ensino M´edio tem um valor formativo, que ajuda a estruturar o pensamento e o racioc´ınio dedutivo, por´em tamb´em desempenha um papel instrumental, pois ´e uma ferramenta que serve para a vida cotidiana e para muitas tarefas espec´ıficas em quase todas as atividades humanas. Cabe a Matem´atica do Ensino M´edio apresentar ao aluno o conhecimento de novas informa¸c˜oes e instrumentos necess´arios para que seja poss´ıvel a ele continuar aprendendo. Saber aprender ´e a condi¸c˜ao b´asica para prosseguir aperfei¸coando-se ao longo da vida (PCNEM,98). Assim como as demais ciˆencias, a Matem´atica est´a em constante evolu¸c˜ao. Proble- mas deixados em aberto numa dada ´epoca s˜ao resolvidos numa ´epoca posterior. Novas concep¸c˜oes e novos instrumentos fornecem novas maneiras de confrontar problemas e resultados antigos, levandoa reformula¸c˜ao de teorias, nota¸c˜oes e formas de trabalho. No que se refere `a Educa¸c˜ao Matem´atica, a cada per´ıodo ou ´epoca h´a enfoques, metodologias e teorias educacionais que contribuem para o avan¸co no processo de Ensino da disciplina. Sem entrar nessa vasta e complexa discuss˜ao, pode-se dizer, que a inser¸c˜ao da tecnologia em especial da Inform´atica, vem contribuindo muito para tal. O impacto da tecnologia na vida de cada indiv´ıduo exige competˆencias que v˜ao al´em de simplesmente lidar com as m´aquinas. A velocidade do surgimento e renova¸c˜ao de saberes em todas as atividades humanas tornam rapidamente ultrapassadas a maior parte das competˆencias adquiridas por uma pessoa ao in´ıcio de sua vida profissional. Esse impacto da tecnologia, cujo instrumento mais relevante ´e hoje o computador, exige do ensino de Matem´atica um redirecionamento sob uma perspectiva curricular que

0.0 A Inform´atica na Educa¸c˜ao Matem´atica 17

favore¸ca o desenvolvimento de habilidades e procedimentos com os quais o indiv´ıduo possa se reconhecer e se orientar nesse mundo do conhecimento em constante modifica¸c˜ao. Para isso, habilidades como selecionar informa¸c˜oes, analisar as informa¸c˜oes obtidas e, a partir disso, tomar decis˜oes exigem linguagem, procedimentos e formas de pensar matem´aticos que devem ser desenvolvidos ao longo do Ensino M´edio, bem como a capaci- dade de avaliar limites, possibilidades e adequa¸c˜ao das tecnologias em diferentes situa¸c˜oes (PCNEM,98).

19

1 Maxima vs Maple

⃝R

Tanto o Maple ⃝R^ quanto o Maxima s˜ao softwares matem´aticos que realizam mani- pula¸c˜ao alg´ebrica, ou seja, com eles ´e poss´ıvel realizar c´alculos que contenham s´ımbolos como: 𝜋, ∞ ou

2 sem a necessidade de fazer aproxima¸c˜oes num´ericas ou realizar sim- plifica¸c˜oes e c´alculos com express˜oes alg´ebricas como: 𝑎𝑥^2 + 𝑏𝑥 + 𝑐 ou 𝑥^3 + 𝑙𝑜𝑔 𝑥, sem ser preciso atribuir valores num´ericos `as vari´aveis ou constantes. Al´em de realizar manipu- la¸c˜ao alg´ebrica ambos os programas plotam gr´aficos em duas e trˆes dimens˜oes e podem ser utilizados como linguagem de programa¸c˜ao. Uma das principais diferen¸cas entre os dois programas est´a na licen¸ca de uso, sendo o Maple ⃝R^ um software propriet´ario e o Maxima um software livre.

1.1 Maple ⃝R

O Desenvolvimento do Maple ⃝R^ come¸cou por volta de 1980, atrav´es de um projeto da Universidade de Waterloo, Canad´a, conjuntamente com o Instituto ETH, de Zurique, Su´ı¸ca. O Maple ⃝R^ ´e um sistema de computa¸c˜ao alg´ebrica bastante popular nos meios aca- dˆemicos, t´ecnicos e cient´ıficos. Similarmente ao sistema Mathematica ⃝R, oferece v´arios recursos como alta portabilidade (dispon´ıvel para diferentes sistemas operacionais), in- terface amig´avel, capacidade de computa¸c˜ao alg´ebrica, num´erica e gr´afica, capacidade de manipula¸c˜ao teoricamente ilimitada de f´ormulas e n´umeros, linguagem de programa¸c˜ao de alto n´ıvel, facilidade na produ¸c˜ao de textos e hipertextos, al´em de um sistema de ajuda de f´acil uso. O Maple ⃝R^ manipula e trata objetos matem´aticos simbolicamente. Dessa forma, ´e capaz de compreender e operar, por exemplo, com fra¸c˜oes, ra´ızes quadradas de n´umeros n˜ao perfeitos, valores inexatos de senos e cossenos, etc. Conv´em observar que o Maple ⃝R, assim como o Mathematica ⃝R, foram desenvolvidos para atingir tanto objetivos pedag´ogi- cos, quanto para atender `as necessidades do profissional na resolu¸c˜ao de problemas. Isto significa que ele foi concebido de modo a produzir resultados da forma mais elegante poss´ıvel, sob o ponto de vista matem´atico. O Maple ⃝R^ possui um ambiente visual padr˜ao Microsoft Windows ⃝R, conforme ser´a mostrado mais a seguir. As express˜oes digitadas e os resultados apresentados pelo Maple ⃝R podem ser copiados e colados em editores e processadores de textos como o Word ⃝R^. O Maple ⃝R^ ´e uma linguagem de computa¸c˜ao que possui quatro aspectos gerais que

1.1 Maple ⃝R^20

s˜ao:

∙ Aspectos alg´ebricos; ∙ Aspectos num´ericos; ∙ Aspectos gr´aficos; ∙ Aspectos de programa¸c˜ao. Todos estes aspectos est˜ao integrados formando um corpo ´unico. Por exemplo, a partir de um resultado alg´ebrico, uma an´alise num´erica ou gr´afica pode imediatamente ser feita. Em geral, na an´alise de um problema, v´arias ferramentas s˜ao necess´arias. Se estas ferramentas n˜ao estiverem no mesmo software, um usu´ario enfrenta uma s´erie de dificuldades para compatibilizar a sa´ıda de um software com a entrada de outro, al´em de ser obrigado a familiarizar-se com diferentes nota¸c˜oes e estilos. E claro que o Maple´ ⃝R^ n˜ao elimina completamente o uso de linguagens num´ericas ou gr´aficas. O Maple ⃝R^ tem interface com estas linguagens no sentido de que um resultado al- g´ebrico encontrado no Maple ⃝R^ pode ser convertido para a sintaxe da linguagem C ou Fortran 77. Os aspectos novos trazidos pelo Maple ⃝R^ juntamente com outros sistemas alg´ebricos s˜ao a computa¸c˜ao alg´ebrica e a programa¸c˜ao simb´olica. A computa¸c˜ao al- g´ebrica ´e uma ´area que teve um forte impulso nas d´ecadas de 60 e 70, onde foram criados importantes algoritmos para integra¸c˜ao anal´ıtica e fatora¸c˜ao de polinˆomios. Estes algo- ritmos est˜ao baseados na Algebra Moderna, que guia toda a implementa¸´ c˜ao do n´ucleo de qualquer sistema alg´ebrico. Os construtores deste sistema optaram em desenvolver um pequeno n´ucleo escrito na linguagem C gerenciando as opera¸c˜oes que necessitam de maior velocidade de proces- samento, e a partir deste n´ucleo, desenvolveram uma nova linguagem. O pr´oprio Maple ⃝R foi escrito nesta nova linguagem. Mais do que 95% dos algoritmos est˜ao escritos na linguagem Maple ⃝R, estando acess´ıveis ao usu´ario. Esta op¸c˜ao dos seus arquitetos ´e muito interessante, pois uma linguagem que pode gerar todo um sistema alg´ebrico do porte do Maple ⃝R^ certamente ´e uma boa linguagem de programa¸c˜ao, seu principal inconveniente ´e o fato de ser um software propriet´ario.

1.1.1 Instala¸c˜ao do Maple ⃝R

O Maple ⃝R^ ´e um excelente recurso `a Matem´atica, mas n˜ao podemos esquecer que ´e um software sob licen¸ca propriet´aria, o que significa que para desfrutarmos de seus recursos precisamos comprar pelo menos uma licen¸ca. O valor de uma licen¸ca atualmente est´a em torno de $1,895.00 - vers˜ao 12 profissional.