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04 - GENÉTICA - PROBABILIDADE, Notas de estudo de Odontologia

PROBABILIDADE

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 21/10/2013

Ronaldinho890
Ronaldinho890 🇧🇷

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GENÉTICA
HUBERTT LIMA VERDE DOS SANTOS huberttlima@ gmail.com
PROFº: HUBERTT GRÜN. Página 1
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NOÇÕES DE PROBABILIDADE
PROFº: HUBERTT LIMA VERDE [email protected]
O que é a probabilidade de um acontecimento?
Para um acontecimento ser aleatório tem de existir várias
hipóteses de resultado e a probabilidade de cada uma das
hipóteses é a percentagem de cada um desses resultados.
Quanto maior conhecimento tivermos em relação a um
acontecimento mais visível é a probabilidade das hipóteses desse
acontecimento.
Ex.: Se um dado numerado de 6 faces tiver os meros até 6
sem se repetirem, quando nós o atiramos aleatoriamente, todos
os números têm a mesma probabilidade de calharem. Se, o dado,
em vez de ter números todos diferentes tiver alguns repetidos,
quando o atiramos aleatoriamente, é mais provável que apareça
um desses.
Imagem retirada da página: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Wuerfel3.jpg
Em genética, a resolução de muitos problemas envolve a
previsão da ocorrência de determinados eventos, o que implica o
conhecimento de certas leis de probabilidade.
Conceito:
Probabilidade é o número de vezes que, imaginamos, pode
ocorre um fato dentro de um certo número de tentativas. Logo, a
P é a freqüência esperada de um acontecimento diante de outras
possibilidades.
Consideremos a experiência do lançamento de uma moeda e
leitura da face voltada para cima. Ao realizarmos n vezes a
experiência, se obtivermos m vezes o resultado “cara” é m/n. É
claro que lançada a moeda o resultado é imprevisível, pois não
podemos dizer com absoluta certeza que o resultado será “cara”,
pois nada impede que “coroa”. A Experiência provou que
conforme se aumenta n, ou seja, à medida que mais lançamentos
da moeda são feitos, a freqüência relativa m/n tende a estabilizar-
se em torno de 1/2.
Probabilidade de um evento: É possível determinar a
probabilidade de uma característica se manifestar ou de um gene
ser transmitido, segundo a fórmula: p= x/n.
p= probabilidade; x= evento esperado; n= número de eventos
possíveis.
Eventos alternativos: A probabilidade de um evento ou outro
ocorrer alternativamente corresponde à soma das probabilidades
de cada evento.
Jogando-se uma moeda, há igual chance de sair cara ou coroa,
ou seja, 1/2 de probabilidade de cara e igual de coroa.
Imagem retirada da página: http://chestersx.com.sapo.pt/moeda.JPG
Admitindo-se que: p= prob de sair cara; q= prob de sair coroa.
Teremos: p + q = 1; resolvendo: 1/2 + 1/2 = 1.
Fórmula:
Digamos que P é a probabilidade de ocorrência de determinado
evento. Então, P será igual:
P = nº de eventos favoráveis
nº de eventos possíveis
Por exemplo, no lançamento de um dado, um número par pode
ocorrer de 3 maneiras diferentes dentre 6 igualmente prováveis,
portanto, P = 3/6= 1/2 = 50%.
Num baralho de 52 cartas, qual a probabilidade de retirarmos
uma dama qualquer?
Imagem retirada da página:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b6/Anglo-
American_card_suits.png/200px-Anglo-American_card_suits.png
Resolução: Um baralho de 52 cartas contém quatro damas (a
de ouros, a de espadas, a de copas e a de paus). Portanto,
existem quatro eventos favoráveis, em 52 cartas possíveis. Logo:
P = 4/52 = 1/13 = 0,076923 = 7,69%
Leis da Probabilidade:
Regra da Adição ou Regra do “OU”:
Lei da soma para eventos mutuamente exclusivos
Eventos mutuamente exclusivos são aqueles cuja ocorrência de
um elimina a possibilidade de ocorrência do outro. Neste caso a
probabilidade de ocorrência de um ou outro evento é expressa
por:
P(A ou B) = P(A) + P(B)
Exemplo 1: No casamento especificado, será estimada a
probabilidade de nascer um menino de olhos castanhos ou uma
menina de olhos azuis. Assim, tem-se:
P(A) = P(menino de olhos castanhos) = 3/8
P(B) = P(meninas de olhos azuis) = 1/8
P(A ou B) = P(A) + P(B)= 3/8 + 1/8 = ¼
Exemplo 2: Lançando um dado, qual a probabilidade de se
obter a face “1” ou “6”?
Imagem retirada da página: http://www.visualmail.com.br/pessoais/ggalli/3d/dado.jpg
Resolução: Vimos que a probabilidade de se obter a face “1” é
dada pelo quociente da divisão do número de faces “1” que o
dado possui pelo número total de faces existentes (6). Logo:
P (face “1”) = 1/6
Da mesma maneira, a probabilidade de se obter a face “6” será
igual a 1/6. Como a ocorrência de uma ou outra face (face “1” ou
“6”) “satisfaz” o problema, somam-se as probabilidades isoladas.
Assim:
P (face “1” ou “6”)= 1/6 + 1/6 = 2/6 = 1/3 = 0,333... = 33,3%
Regra da Multiplicação ou Regra do “E”:
Lei do produto para eventos independentes ou não-
exclusivos
Dois eventos são independentes quando a probabilidade de
ocorrer B não é condicional à ocorrência de A, ou seja, eventos
não - exclusivos são aqueles em que a ocorrência de um não
impede a ocorrência do outro.
A expressão que define a lei do produto para eventos
independentes é a seguinte:
P(A e B) = P(A) x P(B)
Exemplo 1: Lançando-se simultaneamente um dado e uma
moeda, qual a probabilidade de sair “cara” e a face “6”?
A probabilidade de sair “cara” é ½.
A probabilidade de sair a face “6” é 1/6.
P (“cara” e face “6”) = ½ x 1/6 = 1/12 = 0,0833 = 8,33%.
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GENÉTICA

HUBERTT LIMA VERDE DOS SANTOS – [email protected]

PROFº: HUBERTT GRÜN. Página 1

GE GENNÉÉTTIICCAA

NOÇÕES DE PROBABILIDADE

PROFº: HUBERTT LIMA VERDE – [email protected]

O que é a probabilidade de um acontecimento? Para um acontecimento ser aleatório tem de existir várias hipóteses de resultado e a probabilidade de cada uma das hipóteses é a percentagem de cada um desses resultados. Quanto maior conhecimento tivermos em relação a um acontecimento mais visível é a probabilidade das hipóteses desse acontecimento. Ex.: Se um dado numerado de 6 faces tiver os números até 6 sem se repetirem, quando nós o atiramos aleatoriamente, todos os números têm a mesma probabilidade de calharem. Se, o dado, em vez de ter números todos diferentes tiver alguns repetidos, quando o atiramos aleatoriamente, é mais provável que apareça um desses.

Imagem retirada da página: http://pt.wikipedia.org/wiki/Imagem:Wuerfel3.jpg Em genética, a resolução de muitos problemas envolve a previsão da ocorrência de determinados eventos, o que implica o conhecimento de certas leis de probabilidade.

Conceito: Probabilidade é o número de vezes que, imaginamos, pode ocorre um fato dentro de um certo número de tentativas. Logo, a P é a freqüência esperada de um acontecimento diante de outras possibilidades. Consideremos a experiência do lançamento de uma moeda e leitura da face voltada para cima. Ao realizarmos n vezes a experiência, se obtivermos m vezes o resultado “cara” é m/n. É claro que lançada a moeda o resultado é imprevisível, pois não podemos dizer com absoluta certeza que o resultado será “cara”, pois nada impede que dê “coroa”. A Experiência provou que conforme se aumenta n, ou seja, à medida que mais lançamentos da moeda são feitos, a freqüência relativa m/n tende a estabilizar- se em torno de 1/2. Probabilidade de um evento: É possível determinar a probabilidade de uma característica se manifestar ou de um gene ser transmitido, segundo a fórmula: p= x/n. p= probabilidade; x= evento esperado; n= número de eventos possíveis. Eventos alternativos: A probabilidade de um evento ou outro ocorrer alternativamente corresponde à soma das probabilidades de cada evento. Jogando-se uma moeda, há igual chance de sair cara ou coroa, ou seja, 1/2 de probabilidade de cara e igual de coroa.

Imagem retirada da página: http://chestersx.com.sapo.pt/moeda.JPG Admitindo-se que: p= prob de sair cara; q= prob de sair coroa. Teremos: p + q = 1; resolvendo: 1/2 + 1/2 = 1. Fórmula: Digamos que P é a probabilidade de ocorrência de determinado evento. Então, P será igual: P = nº de eventos favoráveis nº de eventos possíveis

Por exemplo, no lançamento de um dado, um número par pode ocorrer de 3 maneiras diferentes dentre 6 igualmente prováveis, portanto, P = 3/6= 1/2 = 50%. Num baralho de 52 cartas, qual a probabilidade de retirarmos uma dama qualquer?

Imagem retirada da página: http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/b/b6/Anglo- American_card_suits.png/200px-Anglo-American_card_suits.png Resolução: Um baralho de 52 cartas contém quatro damas (a de ouros, a de espadas, a de copas e a de paus). Portanto, existem quatro eventos favoráveis, em 52 cartas possíveis. Logo: P = 4/52 = 1/13 = 0,076923 = 7,69% Leis da Probabilidade: Regra da Adição ou Regra do “OU”: Lei da soma para eventos mutuamente exclusivos Eventos mutuamente exclusivos são aqueles cuja ocorrência de um elimina a possibilidade de ocorrência do outro. Neste caso a probabilidade de ocorrência de um ou outro evento é expressa por: P(A ou B) = P(A) + P(B) Exemplo 1: No casamento especificado, será estimada a probabilidade de nascer um menino de olhos castanhos ou uma menina de olhos azuis. Assim, tem-se: P(A) = P(menino de olhos castanhos) = 3/ P(B) = P(meninas de olhos azuis) = 1/ P(A ou B) = P(A) + P(B)= 3/8 + 1/8 = ¼ Exemplo 2: Lançando um dado, qual a probabilidade de se obter a face “1” ou “6”?

Imagem retirada da página: http://www.visualmail.com.br/pessoais/ggalli/3d/dado.jpg Resolução: Vimos que a probabilidade de se obter a face “1” é dada pelo quociente da divisão do número de faces “1” que o dado possui pelo número total de faces existentes (6). Logo: P (face “1”) = 1/ Da mesma maneira, a probabilidade de se obter a face “6” será igual a 1/6. Como a ocorrência de uma ou outra face (face “1” ou “6”) “satisfaz” o problema, somam-se as probabilidades isoladas. Assim: P (face “1” ou “6”)= 1/6 + 1/6 = 2/6 = 1/3 = 0,333... = 33,3% Regra da Multiplicação ou Regra do “E”: Lei do produto para eventos independentes ou não- exclusivos Dois eventos são independentes quando a probabilidade de ocorrer B não é condicional à ocorrência de A, ou seja, eventos não - exclusivos são aqueles em que a ocorrência de um não impede a ocorrência do outro. A expressão que define a lei do produto para eventos independentes é a seguinte: P(A e B) = P(A) x P(B) Exemplo 1: Lançando-se simultaneamente um dado e uma moeda, qual a probabilidade de sair “cara” e a face “6”? A probabilidade de sair “cara” é ½. A probabilidade de sair a face “6” é 1/6. P (“cara” e face “6”) = ½ x 1/6 = 1/12 = 0,0833 = 8,33%.

GENÉTICA

HUBERTT LIMA VERDE DOS SANTOS – [email protected]

PROFº: HUBERTT GRÜN. Página 2

“cara”/face “1” “cara”/face “2” “cara”/face “3” “cara”/face “4” “cara”/face “5” “cara”/face “6” “coroa”/face “1” “coroa”/face “2” “coroa”/face “3” “coroa”/face “4” “coroa”/face “5” “coroa”/face “6” Exemplo 2: Em uma família será estimada a probabilidade do ser menino e ter olhos azuis. P(menino e olhos azuis) = P(menino) x P(olhos azuis) =(1/2) x (1/4) = 1/8.

Exemplo 3: Um casal deseja ter dois filhos, sendo o primeiro menino e o segundo menina. Qual a probabilidade de que isso ocorra? Resolução: Como uma criança, ao ser concebida, pode ser menina ou menino, com iguais possibilidades, conclui-se que a probabilidade de uma criança ser menina é de 1/2 e a de ser menino também é de 1/2. Mas o casal deseja que a primeira criança seja menino e que a segunda criança seja menina. Observe que esses eventos são independentes, uma vez que o fato de o primeiro filho ser menino não impede que a segunda criança seja menina. Logo, aplicando-se a regra da multiplicação, temos:

P (1º♂ e 2º♀) = 1/2 x 1/2 = 1/

O quadro abaixo mostra as quatro possíveis combinações de sexo entre as duas crianças, destacando-se a única possibilidade de a primeira ser menino e a segunda ser menina: Menino/menino Menino/menina Menina/menino Menina/menina Exemplo 4: Suponhamos, agora, que um casal deseja ter um menino e duas meninas, sem importar a ordem dos nascimentos. Resolução: Quando a ordem dos eventos não importar, procede-se calculando a probabilidade de ocorrência dos eventos como se a ordem importasse. Em seguida, multiplica-se a probabilidade obtida pelo número de “ordens” possíveis. Para calcular o número de “ordens”, segue-se a seguinte fórmula: Cpn = n! / p! (n – p)! Nela: n = número de elementos associados; p = uma das alternativas desejadas. No exemplo, o casal deseja ter três filhos (n = 3), sendo duas meninas (p = 2, uma das alternativas). Logo, o número de “ordens” será: C^23 = 3! / 2! (3 – 2)! = 3 x 2 x 1 = 3 2 x 1 x 1 Como a probabilidade de nascimento para cada menino e para cada menina é de 1/2, e como se deseja o nascimento de três crianças, a probabilidade de que nasçam um menino e duas meninas, em qualquer ordem, é: Probabilidade de nascer primeiro um menino e depois duas meninas, nessa ordem = 1/

P = 3 x (½ x ½ x ½ ) = 3/

nº de ordens possíveis (De fato, podemos ter: ♂ ♀

Lei do produto para eventos dependentes (ou condicionais ou ligados) Neste caso temos a seguinte expressão de probabilidade: P(A e B) = P(A) x P(B/A) = P(B) x (P(A/B)) Será considerado agora o gene que determina o daltonismo na espécie humana. Trata-se de um gene ligado ao sexo, em que: Mulheres normais: XD XD ou XD Xd Mulheres daltônicas: Xd Xd Homens normais: XDY Homens daltônicos: XdY Considerando o casamento entre uma mulher normal, portadora, e um homem normal, tem-se as descendências:

Gametas XD Y XD XD XD XD Y Xd XD Xd Xd Y Conclui-se que: P(menino) = P(menina) = 1/ P(Normal) = 3/ P(Daltonismo) = 1/ Exemplo: No casamento especificado, será estimada a probabilidade de nascer uma menina daltônica. Verifica-se, neste caso, que: P(menina daltônica) = P(menina) x P(daltônica) Ao contrário, tem-se: P(menina daltônica) = P(menina) x P(daltônica/menina) = 1/2 x 0 = 0

FORMATAÇÃO E EDIÇÃO: LAST UPDATE: 0 7 .0 2. PROF: LIMA VERDE, HUBERTT. [email protected]; BIOLOGIA GENÉTICA.

Bibliografia consultada: http://www.profmarcosbio.hpg.ig.com.br/geneti2.htm http://www.fernandosantiago.com.br/resgene.htm http://www.brasilescola.com/matematica/probabilidade.htm http://www.ufv.br/dbg/labgen/probbin.html http://www.mundovestibular.com.br/articles/400/1/PROBABILIDADE/Paacutegina1.html