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Apostilas de Geografia sobre a Alemahna, Território e recursos, três grandes regiões fisiográficas, população e governo, economia, história.
Tipologia: Notas de estudo
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de Viena (1814-1815) os Estados vencedores de Napoleão redesenharam o mapa da Europa. O Sacro Império Romano Germânico, com mais de 240 estados, foi substituído pela Confederação Germânica, formada por 39 estados representados na Dieta de Frankfurt. Muitos alemães queriam estabelecer um governo liberal de acordo com uma Constituição que garantisse a representação popular e outras medidas. Também tinham esperanças na unificação nacional.
Os soberanos da Prússia e da Áustria e os recentemente coroados reis da Baviera, Hannover, Württemberg e Saxônia, temerosos de qualquer usurpação de sua soberania, opuseram-se ao liberalismo e ao nacionalismo. Áustria, Prússia, Rússia e Grã-Bretanha formaram a Quádrupla Aliança para suprimir qualquer ameaça aos acordos com Viena.
As revoluções liberais de 1830 e 1848 em Paris, estenderam-se sobre a Europa. Os confrontos também alcançaram a Baviera, a Prússia e o sudoeste da Alemanha, mas foram esmagados rapidamente na Áustria, Hungria e Prússia.
Prússia e Áustria fizeram planos divergentes para a futura unificação alemã. Na Prússia, o rei Guilherme I, junto a seu primeiro-ministro, Otto von Bismarck, decidiram fazer da Prússia um poderoso Estado.
Depois da Guerra Áustro-prussiana, a Áustria cedeu Veneza para a Itália, e a Prússia foi anexada a Schleswig-Holstein, Hannover e outros estados, e organizou a Confederação da Alemanha do Norte (1867) sem a Áustria. Bismarck culminou sua estratégia com a Guerra Franco-prussiana, depois da qual, em 1871, Guilherme foi proclamado imperador do Império Alemão (o II Reich).
Una vez unificados os diversos Estados alemães sob o Império dirigido pela Prússia, Bismarck fez uma série de alianças para proteger a Alemanha de qualquer agressão exterior. No interior fomentou a Revolução Industrial.
Bismarck considerou que a Igreja católica ameaçava a supremacia do Estado alemão. Iniciou assim a Kulturkampf (luta cultural) durante a qual suprimiu muitas ordens religiosas.
O Império não funcionava de forma democrática. Bismarck dirigiu uma perseguição ao Partido Socialista, precursor do Partido Social-democrata alemão e preparava suprimir a Constituição. Entretanto, o novo imperador Guilherme II da Prússia o destituiu, por querer governar o Império de forma pessoal.
Guilherme II manteve a Tríplice Aliança (1882) da Alemanha, Áustria e Itália. Para equilibrar a situação, a Rússia concordou com uma aliança em 1894 com a França. A Grã-Bretanha, durante muito tempo neutra, clarificou suas diferenças coloniais com a França e com a Rússia, o que teve como resultado a formação do Tríplice Acordo. Desta forma, a Europa se dividiu em dois blocos armados.
A crise do Marrocos e dos Balcãs intensificaram os antagonismos. Guilherme II interveio duas vezes no Marrocos (1905, 1911), que a França pretendia, para proteger os interesses alemães na África. A Áustria foi anexada em 1908 às
províncias turcas da Bósnia e Herzegovina. O assassinato do arquiduque austríaco Francisco Fernando de Habsburgo em Sarajevo, em junho de 1914, foi a faísca que iniciou a I Guerra Mundial.
As tropas alemães invadiram e avançaram pela neutra Bélgica com a intenção de tomar Paris de surpresa, mas os alemães encontraram mais resistência na Bélgica do que esperavam, apesar de quase chegaram a Paris. Entretanto, os britânicos e os franceses freiaram o avanço alemão na batalha de Marne. Enquanto os russos atacaram o leste, mergulhando a Alemanha na temida guerra de duas frentes.
Os alemães derrotaram várias vezes os russos. Os aliados bloquearam a Alemanha para impossibilitar o fornecimento de alimentos e matérias-primas, contando com o apoio dos Estados Unidos que entrou na guerra em 1917. A Rússia pediu a paz, que foi assinada em 1918. Os alemães lançaram uma ofensiva final no oeste, mas os aliados resistiram.
O chanceler anunciou que Guilherme II abdicou e se demitiu. O dirigente do Partido Social-democrata Friedrich Ebert proclamou a República. A Alemanha teve que enfrentar os duros termos do Tratado de Versalhes em 1919: perdeu a Alsácia e Lorena a favor da França, e a Prússia Ocidental passou para a Polônia. Também perdeu suas colônias e teve que ceder suas instalações siderúrgicas, linhas ferroviárias e barcos comerciais, assim como sua força naval. Além disso, tiveram que aceitar a plena responsabilidade como causadores da guerra e pagar as indenizações.
A crise econômica fez piorar a situação. Pelo Plano Dawes (1924), foi revista a quantia e a modalidade de pagamento das reparações de guerra e se proporcionaram empréstimos do exterior. Durante cinco anos a Alemanha desfrutou de uma estabilidade social e prosperidade relativas; em 1926 se incorporou à Sociedade das Nações. Entretanto, a crise econômica mundial de 1929 colocou o país uma vez mais no desastre.
Em meio a depressão econômica, as eleições de 1932 fizeram com que o Partido Nacional-socialista (nazista) fosse o de maior representação no Reichstag. Em 1933, com o apoio de elementos de extrema direita, Hitler foi eleito chanceler. O novo Parlamento aprovou a Lei de Poderes Especiais permitindo a Hitler controlar todos os aspectos da vida alemã e criar o III Reich.
Todos os partidos políticos, exceto o Nacional-socialista foram considerados ilegais. O III Reich buscou ser econômicamente auto-suficiente. O sistema propagandístico contou com o apoio da Gestapo. Os judeus sofreram com as leis discriminatórias, sendo privados da cidadania e excluídos das atividades civis e profissionais, e depois da denominada Noite dos cristais quebrados, centenas de milhares de judeus fugiram do país.
As ocupações da França, da Bélgica, dos Países Baixos, da Noruega, da Dinamarca, da Iugoslávia e da Grécia fizeram com que milhões de judeus ficassem sob o domínio nazista. Ainda houve colaboradores nos territórios
Berlim, muito embora alguns serviços e funções ainda se mantenham em Bonn, capital da República Federal da Alemanha antes da unificação
Bandeira A bandeira da antiga República Federal da Alemanha se manteve como insígnia nacional quando a Alemanha foi reunificada, em 1990. As cores foram tomadas dos uniformes dos voluntários alemães que lutaram durante as Guerras Napoleônicas e representa o país, embora não de forma continuada, desde 1848. O preto representa a pólvora, o vermelho, o sangue e o amarelo-ouro, o fogo.
Hino “Einigkeit und Recht und Freiheit” (“Unidade, Justiça e Liberdade”)
Fontes: Book of World Flags National Anthems of the World
TERRITÓRIO
Superfície
356.959 km^2
Ponto culminante Zugspitze 2.962 m acima do nível do mar
Ponto mais baixo Nível do mar
CLIMA
Temperaturas médias Berlim Janeiro -1 °C Julho 19 °C Munique Janeiro -2 °C Julho 18 °C
Precipitações médias anuais Berlim 600 mm Munique 960 mm
Fontes: Europa World Year Book 1995 Statesman’s Year-Book 1995- Websters Geographical Dictionary
POPULAÇÃO
População 80.767.591 hab
(segundo estimativas de 1993)
Densidade demográfica
226 hab/km^2 (segundo estimativas de 1993)
Distribuição da população 86% Urbana 14% Rural
Principais cidades Berlim 3.454.200 hab Hamburgo 1.640.100 hab Munique 1.219.600 hab (segundo estimativas de 1992)
Línguas Língua oficial Alemão Outras línguas Sorabo e outras línguas minoritárias
Religiões 45% Protestantes fundamentalmente luteranos 40% Católicos 2% Muçulmanos 13% Outros incluindo judeus
Fontes: Britannica 1995 Europa World Year Book 1995 Statesman’s Year-Book 1995- Whitaker’s Almanack 1996 World Almanac and Book of Facts 1996
ECONOMIA
Produto Interno Bruto 1.834.000.000.000 dólares norte-americanos (1994)
Principais produtos econômicos Agricultura Batatas, beterraba, cevada, trigo, vinho, gado Mineração Carvão, linhito, sal, potassa Indústria Equipamento para transportes, maquinaria não-elétrica, metais e seus derivados, produtos químicos, maquinaria elétrica, produtos alimentícios
População economicamente ativa (por setores) 57% Comércio e serviços 39% Indústria 4% Agricultura, silvicultura e pesca
Principais exportações