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A PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR, Resumos de Matemática

Resumo do estudo sobre a prática como componente curricular no ensino de Matemática.

Tipologia: Resumos

2022

Compartilhado em 27/05/2024

francinildo-r-macedo
francinildo-r-macedo 🇧🇷

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A PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR
O saber docente precisa ser pautado em epistemologias sustentadas
pelas teorias em articulação com as práticas. Assim cabe aos cursos de
formação de professores, possibilitar uma licenciatura organizada em
torno de um projeto pedagógico que favoreça a articulação entre teoria
e prática.
Dessa forma, poderíamos definir a Prática como Componente Curricular
como a relação existente entre o conteúdo teórico e a pratica de ensino,
nomeada de Oficina de Prática Pedagógica, realizada através da análise
de materiais didáticos, de abordagens de ensino, de tarefas de
aprendizagem nas diversas habilidades pedagógicas, em consonância
com as disciplinas teóricas ministradas ao longo dos semestres,
transcendendo a sala de aula e a própria educação escolar, podendo
envolver-se com órgãos normativos e executivos do sistema de ensino,
não escolares, entidades de representação profissional, famílias e
comunidade.
A Prática nos Cursos de Licenciatura, precisam permear todo o curso
com o propósito de colaborar para a formação da identidade do
professor pesquisador, reflexivo e atuante na sociedade a partir da
articulação com as demais disciplinas mediante ações educativas.
Para embasamento legal da Prática como componente curricular,
tomamos como base os pressupostos teóricos, utilizados na formação de
professores para a educação básica contidos nos documentos:.
- Resolução do CNE/CP de 01 de julho de 2015;
- Resolução do CNE/CP de 02 de dezembro de 2019
- Lei 9394/96 – LDB;
- Parecer do CNE/CP de nº 02 de julho de 2015;
- Parecer do CNE/CP de nº 07 de novembro de 2019.
RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E EDUCAÇÃO
O debate acerca das questões raciais no Brasil cresceu no decorrer do
século XX. Anos após o estabelecimento da ideia de democracia racial,
os movimentos sociais, sobretudo o movimento negro se mobilizava para
demonstrar que a população majoritariamente negra do Brasil ainda
sofria as consequências de séculos de escravidão e racismo. No final dos
anos de 1980 com a abertura democrática e a promulgação da nova
Constituição Federal, tornou-se crime a prática do racismo no país. Este
foi o início de uma série de medidas conhecidas como políticas
afirmativas para o combate ao racismo na sociedade brasileira..
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A PRÁTICA COMO COMPONENTE CURRICULAR

O saber docente precisa ser pautado em epistemologias sustentadas pelas teorias em articulação com as práticas. Assim cabe aos cursos de formação de professores, possibilitar uma licenciatura organizada em torno de um projeto pedagógico que favoreça a articulação entre teoria e prática. Dessa forma, poderíamos definir a Prática como Componente Curricular como a relação existente entre o conteúdo teórico e a pratica de ensino, nomeada de Oficina de Prática Pedagógica, realizada através da análise de materiais didáticos, de abordagens de ensino, de tarefas de aprendizagem nas diversas habilidades pedagógicas, em consonância com as disciplinas teóricas ministradas ao longo dos semestres, transcendendo a sala de aula e a própria educação escolar, podendo envolver-se com órgãos normativos e executivos do sistema de ensino, não escolares, entidades de representação profissional, famílias e comunidade. A Prática nos Cursos de Licenciatura, precisam permear todo o curso com o propósito de colaborar para a formação da identidade do professor pesquisador, reflexivo e atuante na sociedade a partir da articulação com as demais disciplinas mediante ações educativas. Para embasamento legal da Prática como componente curricular, tomamos como base os pressupostos teóricos, utilizados na formação de professores para a educação básica contidos nos documentos:

  • Resolução do CNE/CP de 01 de julho de 2015;
  • Resolução do CNE/CP de 02 de dezembro de 2019
  • Lei 9394/96 – LDB;
  • Parecer do CNE/CP de nº 02 de julho de 2015;
  • Parecer do CNE/CP de nº 07 de novembro de 2019.

RELAÇÕES ÉTNICO-RACIAIS E EDUCAÇÃO

O debate acerca das questões raciais no Brasil cresceu no decorrer do século XX. Anos após o estabelecimento da ideia de democracia racial, os movimentos sociais, sobretudo o movimento negro se mobilizava para demonstrar que a população majoritariamente negra do Brasil ainda sofria as consequências de séculos de escravidão e racismo. No final dos anos de 1980 com a abertura democrática e a promulgação da nova Constituição Federal, tornou-se crime a prática do racismo no país. Este foi o início de uma série de medidas conhecidas como políticas afirmativas para o combate ao racismo na sociedade brasileira.

Na educação a mudança veio através da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) publicada em 1996, que pela primeira vez trouxe em seu texto a preocupação com o ensino da história da cultura afro- brasileira. Em um dos seus artigos ficou definido a obrigatoriedade do ensino de História da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. A discussão ganhou força nos debates educacionais, onde percebeu-se que não só os conteúdos eram sobremaneira eurocêntricos, mas as práticas pedagógicas desenvolvidas no ambiente escolar também. O foco virou o combate ao racismo através da educação, ou como ficou conhecida “Educação anti-racista”. Estudiosos da área identificaram que o racismo é algo estrutural na sociedade brasileira, isso quer dizer que está enraizado de tal forma que muitas práticas racistas não são notadas no cotidiano, como por exemplo frases racistas relacionando a pessoa negra a coisas ruins, ou não perceber a ausência de pessoas negras em cargos de chefia. Portanto, em 2003 a lei 10.639/03 curricularizou o ensino de História da África e cultura afro-brasileira na educação básica e ensino superior. Além disso tornou o 20 de novembro o “Dia Nacional da Consciência Negra”, dia da morte de Zumbi dos Palmares. Com a institucionalização das Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana toda a educação brasileira, desde formação de professores a produção de material didático precisou passar por transformações profundas para se adequar as novas DCNs. Uma das medidas propostas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Africana, foi: Edição de livros e de materiais didáticos, para diferentes níveis e modalidades de ensino, que atendam ao disposto neste parecer, em cumprimento ao disposto no Art. 26A da LDB, e, para tanto, abordem a pluralidade cultural e a diversidade étnico-racial da nação brasileira, corrijam distorções e equívocos em obras já publicadas sobre a história, a cultura, a identidade dos afrodescendentes, sob o incentivo e supervisão dos programas de difusão de livros educacionais do MEC – Programa Nacional do Livro Didático e Programa Nacional de Bibliotecas Escolares (PNBE). (DCNs pg. 25) Observamos, portanto, uma preocupação com materiais didáticos e a possibilidade do uso de imagens de maneira pejorativa, que fortaleçam uma imagem degenerativa da população negra, mostrando-a sempre em condições de violência, pobreza, fome e miséria. As editoras precisaram se adequar a esta nova realidade, mas, como sabemos, um livro didático é construído levando muitas questões em consideração. Desta forma o objetivo desta disciplina é analisar alguns materiais didáticos utilizados em uma escola de educação básica, pública ou privada, com foco em observar o contexto em que a figura da pessoa negra é mostrada.

  1. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788551302309/. Acesso em: 21 nov. 2022. MUNANGA, Kabengele (Org.). Superando o racismo na escola. 2ª edição revisada. Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade – 1999. 204 p. Disposnível em: http://etnicoracial.mec.gov.br/images/pdf/publicacoes/superando_ %20racismo_escola_miolo.pdf OLIVA, Anderson R.; CHAVES, Marjorie N.; FILICE, Renísia Cristina G.; NASCIMENTO, Wan. Tecendo redes antirracistas. [Digite o Local da Editora]: Grupo Autêntica, 2019. E-book. ISBN 9788551304877. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788551304877/. Acesso em: 21 nov. 2022.