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A transformada de laplace, uma transformada integral utilizada para resolver problemas de equações diferenciais. A transformada é definida por meio de uma integral imprópria e se aplica a uma função específica. O texto também discute as propriedades da transformada, incluindo sua linearidade. O documento inclui um exemplo de aplicação da transformada em um problema de equação diferencial.
Tipologia: Notas de estudo
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Alunos: Andr´e Ferreira e Pereira
Professora: Evaneide Alves Carneiro
Um recursso bastante utilizado para resolver problemas de equa¸c˜oes diferˆenciais s˜ao as transfor-
madas integrais, que ´e dada da seguinte forma
F (s) =
∫ (^) β
α
k(s, t)f (t)dt, (1)
onde K(s, t), α e β s˜ao dados. A fun¸c˜ao k(s, t) ´e dita n´ucleo da transformada, F (s) ´e dita
transformada de f.
Vamos ver aqui um caso particular de transformadas integrais que ´e a transformada
de Laplace.
Defini¸c˜ao 2.1. Seja f (t) definida no intervalo [0, ∞) uma fun¸c˜ao onde t ≥ 0 , a transformada de
Laplace de f ´e dada por (1) onde k(s, t) = e
−st , β = ∞ e α = 0, i.e.
L[f (t)] = F (s) =
0
e
−st f (t)dt (2)
se a integral impr´opria convergir.
E necess´ario que (2) convirja para que a fun¸c˜oes f (t) possua transformada de laplace,
no entanto sabemos que para algumas fun¸c˜oes isso n˜ao acontece. Por isso vamos nos limitar as
fun¸c˜oes admiss´ıveis, uma fun¸c˜ao ´e dita admiss´ıvel se ela ´e continua por partes no intervalo [0, ∞),
e se existem constantes M e k tais que
|f (t)| ≤ M e
kt para 0 ≤ t < ∞.
Afirmar que uma fun¸c˜ao ´e continua por partes no intervalo [0, ∞), ´e o mesmo que dizer
que podemos subdividir este intervalo em um n´umero finito de subintervalos, onde f ´e continua
no interior destes subintervalos.
Teorema 2.1. Se f (t) ´e deriv´avel em (0, ∞), com f ′ (x) admiss´ıvel, ent˜ao
L[f
′ (t)] = sL[f (t)] − f (0), s > k. (3)
Demonstra¸c˜ao. Considere a integral ∫ A
0
e
−st f
′ (t)dt.
Sejam t 1 , t 2 ,... tn, os pontos de descontinuidade da f
′ no intervalo (0, ∞). A integral pode ser
escrita da seguinte forma
∫ A
0
e
−st f
′ (t)dt =
t 1
0
e
−st f
′ (t)dt +
t 2
t 1
e
−st f
′ (t)dt + · · · +
A
tn
e
−st f
′ (t)dt
onde a segunda igualdade foi obtida usando a Propriedade 2.1, e uma tabela com transformadas
de algumas fun¸c˜oes mais comuns, essa tabela pode ser encontrada em [2].
Usando agora (4), obtemos
s
2 L[y] − sy(0) − y
′ (0) + 4[sL[y] − y(0)] + 5L[y] =
s + 3
(s + 3) 2
substituindo y(0) = 2 e y
′ (0) = 1,
s
2 Y (s) − 2 s − 1 + 4sY (s) − 8 + 5Y (s) =
s + 3
(s + 3) 2
isolando Y (s),
Y (s) =
s 2
2 s + 9 +
s + 3
(s + 3) 2
usando decomposi¸c˜ao em fra¸c˜oes parciais, chegamos em
Y (s) =
9 s + 46
(s + 2) 2
s + 1
(s + 3) 2
utilizando novamente a tabela mencionada, obtemos
y(x) =
e
− 2 x (9 cos (x) + 28 sen(x)) +
e
− 3 x ( cos (x) − 2 sen (x)).
[1] BOYCE, E.B.; DIPRIMA, R.C., Equa¸c˜oes Diferenciais Elementares e Problemas de Valores
de Contorno, Oitava Edi¸c˜ao, LTC, Rio de Janeiro, 2006.
[2] FIGUEIREDO, D.G.; NEVES, A.F., Equa¸c˜oes Diferenciais Aplicadas, Terceira Edi¸c˜ao, impa,
Rio de Janeiro, 2007.