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Transformada de Laplace: Definição e Propriedades, Notas de estudo de Cultura

A transformada de laplace, uma transformada integral utilizada para resolver problemas de equações diferenciais. A transformada é definida por meio de uma integral imprópria e se aplica a uma função específica. O texto também discute as propriedades da transformada, incluindo sua linearidade. O documento inclui um exemplo de aplicação da transformada em um problema de equação diferencial.

Tipologia: Notas de estudo

2011

Compartilhado em 18/10/2011

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Universidade Federal de Uberlˆandia (UFU)
Faculdade de Ciˆencias Integradas do Pontal (FACIP)
Trabalho de Equa¸aoe Diferenciais Ordin´arias
A Transformada de Laplace
Alunos: Andr´e Ferreira e Pereira
Professora: Evaneide Alves Carneiro
27/05/2009
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Universidade Federal de Uberlˆandia (UFU)

Faculdade de Ciˆencias Integradas do Pontal (FACIP)

Trabalho de Equa¸c˜aoe Diferenciais Ordin´arias

A Transformada de Laplace

Alunos: Andr´e Ferreira e Pereira

Professora: Evaneide Alves Carneiro

1 Introdu¸c˜ao

Um recursso bastante utilizado para resolver problemas de equa¸c˜oes diferˆenciais s˜ao as transfor-

madas integrais, que ´e dada da seguinte forma

F (s) =

∫ (^) β

α

k(s, t)f (t)dt, (1)

onde K(s, t), α e β s˜ao dados. A fun¸c˜ao k(s, t) ´e dita n´ucleo da transformada, F (s) ´e dita

transformada de f.

Vamos ver aqui um caso particular de transformadas integrais que ´e a transformada

de Laplace.

2 A Transformada de Laplace

Defini¸c˜ao 2.1. Seja f (t) definida no intervalo [0, ∞) uma fun¸c˜ao onde t ≥ 0 , a transformada de

Laplace de f ´e dada por (1) onde k(s, t) = e

−st , β = ∞ e α = 0, i.e.

L[f (t)] = F (s) =

0

e

−st f (t)dt (2)

se a integral impr´opria convergir.

E necess´ario que (2) convirja para que a fun¸c˜oes f (t) possua transformada de laplace,

no entanto sabemos que para algumas fun¸c˜oes isso n˜ao acontece. Por isso vamos nos limitar as

fun¸c˜oes admiss´ıveis, uma fun¸c˜ao ´e dita admiss´ıvel se ela ´e continua por partes no intervalo [0, ∞),

e se existem constantes M e k tais que

|f (t)| ≤ M e

kt para 0 ≤ t < ∞.

Afirmar que uma fun¸c˜ao ´e continua por partes no intervalo [0, ∞), ´e o mesmo que dizer

que podemos subdividir este intervalo em um n´umero finito de subintervalos, onde f ´e continua

no interior destes subintervalos.

Teorema 2.1. Se f (t) ´e deriv´avel em (0, ∞), com f ′ (x) admiss´ıvel, ent˜ao

L[f

′ (t)] = sL[f (t)] − f (0), s > k. (3)

Demonstra¸c˜ao. Considere a integral ∫ A

0

e

−st f

′ (t)dt.

Sejam t 1 , t 2 ,... tn, os pontos de descontinuidade da f

′ no intervalo (0, ∞). A integral pode ser

escrita da seguinte forma

∫ A

0

e

−st f

′ (t)dt =

t 1

0

e

−st f

′ (t)dt +

t 2

t 1

e

−st f

′ (t)dt + · · · +

A

tn

e

−st f

′ (t)dt

onde a segunda igualdade foi obtida usando a Propriedade 2.1, e uma tabela com transformadas

de algumas fun¸c˜oes mais comuns, essa tabela pode ser encontrada em [2].

Usando agora (4), obtemos

s

2 L[y] − sy(0) − y

′ (0) + 4[sL[y] − y(0)] + 5L[y] =

s + 3

(s + 3) 2

  • 1

substituindo y(0) = 2 e y

′ (0) = 1,

s

2 Y (s) − 2 s − 1 + 4sY (s) − 8 + 5Y (s) =

s + 3

(s + 3) 2

  • 1

isolando Y (s),

Y (s) =

s 2

  • 4s + 5

[

2 s + 9 +

s + 3

(s + 3) 2

  • 1

]

usando decomposi¸c˜ao em fra¸c˜oes parciais, chegamos em

Y (s) =

9 s + 46

(s + 2) 2

  • 1

s + 1

(s + 3) 2

  • 1

utilizando novamente a tabela mencionada, obtemos

y(x) =

e

− 2 x (9 cos (x) + 28 sen(x)) +

e

− 3 x ( cos (x) − 2 sen (x)).

Referˆencias

[1] BOYCE, E.B.; DIPRIMA, R.C., Equa¸c˜oes Diferenciais Elementares e Problemas de Valores

de Contorno, Oitava Edi¸c˜ao, LTC, Rio de Janeiro, 2006.

[2] FIGUEIREDO, D.G.; NEVES, A.F., Equa¸c˜oes Diferenciais Aplicadas, Terceira Edi¸c˜ao, impa,

Rio de Janeiro, 2007.