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trabalho de pesquisa acadêmica
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Os efeitos do alongamento estático nos músculos isquiotibiais
Por meio da consulta na base de dados do CAPES, SCIELO E GOOGLE ACADÊMICO, observa-se que o objetivo do estudo é identificar quais são os efeitos no que tange a flexibilidade e o desempenho muscular. O alongamento estático quando incorporado adequadamente em programas de treinamento pode contribuir para melhorar o desempenho muscular em atividades que exigem extensão completa dos músculos, pois o mesmo promove consistentemente o aumento da flexibilidade e da amplitude de movimento, sendo fundamental considerar intensidade e duração do alongamento.
Quais são os efeitos do alongamento estático nos músculos isquiotibiais? E como esses efeitos podem influenciar a flexibilidade e o desempenho físico? Ainda que o alongamento estático seja uma prática amplamente difundida a amplitude dos seus efeitos, bem como sua influência sobre o desempenho e a prevenção de lesões demandam uma investigação mais profunda. A capacidade de manter a amplitude e movimento saudável esta associada não apenas ao desempenho atlético aprimorado, mas também a dores musculares e a rigidez muscular, assim o principal objetivo desse estudo foi analisar na literatura quais os efeitos do alongamento estático no isquiotibiais.
Os músculos isquiotibiais localizados na parte posterior da coxa formados pelos músculos semimembranoso , semitendinoso e bíceps femoral, formam uma unidade de músculos biartiulares responsáveis pela flexão do joelho e
extensão do quadril, o encurtamento desses músculos pode acarretar em limitações do movimento principalmente os movimentos que envolvem flexão do joelho e quadril, sendo assim é de extrema importância a melhoria da flexibilidade desses músculos para a preservação de uma marcha biomecanicamente adequada. O alongamento estático envolve a realização de movimentos repetitivos que gradualmente aumentam a amplitude e a velocidade do alongamento, sendo seu principal objetivo aumentar a amplitude e movimento das articulações , relaxar a musculatura e promover a flexibilidade a longo prazo, essa técnica desempenha um papel crucial na prevenção de lesões , no alivio da dor lomba, manutenção e ganho de amplitude de movimento, assim como na correção de encurtamento musculares. Por outro lado (SILVA 2021) afirma em seu estudo que o alongamento estático pode acarretar em repercussões negativas no que tange o desenvolvimento da força muscular podendo também diminuir a velocidade e agilidade dependendo do volume ou tempo de alongamento.
No estudo produzido por Silva et al. (2021): um grupo com 12 indivíduos foi submetido ao alongamento estático por 5 vezes com duração de 15 segundos e com intervalo de 30 segundos entre cada alongamento, enquanto outro grupo com 14 indivíduos foi submetido a crioterapia. Em termos de resultados, os autores identificaram que o grupo apresentou uma diminuição significativa no desempenho da força flexora do joelho. Já no estudo de Aguiar e Araújo (2018), 30 indivíduos submetidos ao alongamento estático com duração de 45 segundos, com 3 repetições e um intervalo de 30 segundos entre as séries, apresentaram uma redução de força muscular inferior a 10% imediatamente após o alongamento, na literatura resultados inferiores a 10% devem ser considerados como insignificantes em
Sendo assim, quando o foco for a busca por performance que exige produção de força muscular intensa em curto período, não é recomendável programas de treinamento cujo alongamento estático seja incorporado. No entanto, quando o foco for performance que evidencie melhora na flexibilidade e desempenho muscular.