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Apostila de bioquímica - aula aminoácidos
Tipologia: Notas de aula
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Profª. Catarina De Nigris Del Cistia
compreendem a maior parte da constituição fisiológica do organismo, sendo considerados “ os blocos de construção ” das estruturas celulares. As proteínas, por definição, são cadeias poliméricas constituídas pelo encadeamento de diferentes aminoácidos.
solubilidade, estabilidade frente à temperatura, luz e outros fatores de relevância das proteínas. Para tanto, é necessário conhecer algumas propriedades de tão importante grupo de estruturas.
um grupo amino (em azul) e um grupo substituinte (R, em verde), que determina as diferenças de polaridade dos aminoácidos entre si.
carbono alfa. Como pode ser visto, o carbono alfa representa um carbono assimétrico , fazendo com que cada aminoácido possua as características de compostos com atividade óptica. Todos os aminoácidos de ocorrência natural possuem configuração levógira , assim como todos os carboidratos são dextrógiros. O único aminoácido que não possui tal característica é a glicina, pois seu grupo substituinte R também é um hidrogênio (ver adiante).
encontram-se ionizados , o ácido sob a forma de carboxilato, e o grupo amino sob a forma de íon amônio. A conformação espacial de um aminoácido depende do seu estado de protonação.
proteinogênicos (esquema a seguir), com diversas características de polaridade e acidez.
por apenas 20 aminoácidos diferentes, encadeados de diferentes formas, construindo polímeros de pesos moleculares variados.
estrela) devem ser adquiridos com a dieta, e são ditos essenciais porque não temos a capacidade de produzi-los; ainda assim, eles são proteinogênicos.
+
Constituem os sítios preferenciais de fosforilação nas proteínas. São eles: asparagina, glutamina, serina, treonina, tirosina.
Possuem grupos polares que tendem a se projetar para o exterior da estrutura protéica, facilitando sua solubilização; Formam os sítios ativos e alostéricos de enzimas; São os principais grupos que contribuem para a carga global da proteína. São eles: aspartato, glutamato, arginina, lisina e histidina*.
principalmente pela diferença de acidez entre o grupo amino (básico) e o grupo ácido, através de uma reação ácido-base simples, com liberação de água. A partir dessas conecções, é formada uma cadeia linear, com forte relação com a estrutura da proteína propriamente dita.
uma molécula de água (ao lado). Dependendo da característica dos aminoácidos encadeados, temos a formação de uma carga global para a proteína.
da ligação sigma entre carbono e nitrogênio. As cadeias laterais são constituídas pelos grupos R, que não permanecem no plano da ligação peptídica, projetando-se para fora deste.
uma C-terminal , representadas pelos grupos amino e ácido livres, respectivamente.
entre si, o que permite com que uma proteína tome sua conformação espacial (abaixo). Dentre estas ligações, existem as iônicas, as ligações de hidrogênio, as interações de van der Waals, além de possíveis covalentes (na forma de ponte dissulfeto).
interações mais fracas, como a van der Waals (demonstradas acima) criam rigidez e falta de movimento, como demonstrado acima, sendo de grande importância.
Peptídeos: possuem entre 30 e 40 conexões, ou menos; Polipeptídeos: menos que 4000 conexões; Proteína: polipeptídeo que assume uma conformação tridimensional específica.
aminoácidos, mas tal classificação vem sendo abandonada.
Todos os aminoácidos têm pelo menos dois grupos ionizáveis, e sua carga total dependerá então do valor de pH. O grupo COOH do átomo Cα possui valores de pKa entre 1.8 e 2.8, sendo então mais acídico que ácidos monocarboxílicos simples. A basicidade da função α-amino também varia, com valores de pK (^) a entre 8.8 e 10.6, dependendo do aminoácido.
Aminoácidos ácidos e básicos têm grupamentos ionizáveis adicionais em sua cadeia lateral (o pKa destas cadeias laterais está listado na tabela de aminoácidos da aula de aminoácidos e proteínas). As cargas de peptídeos e proteínas são determinadas principalmente pelos grupos das cadeias laterais , visto que a maior parte dos α- carboxilatos e α-aminos estão em ligações peptídicas.
A histidina pode ser usada aqui como um exemplo da dependência do pH para a carga total de um aminoácido. Além do grupo carboxil e do grupo amino do átomo de Cα com valores de pK (^) a de 1.8 e 9.2, respectivamente, a histidina também possui um grupo imidazol em sua cadeia lateral, com valor de pKa de 6.0. Com o aumento do pH, a carga total (a soma das cargas positivas e negativas) então muda de +2 a –1.
Já para aminoácidos dicarboxílicos (aspartato e glutamato), há mais uma forma de ionização:
9,82. O cálculo do ponto isoelétrico será:
2 , 97 2
pI =
Há de se considerar ainda os aminoácidos que possuem 2 grupamentos básicos na molécula, como a lisina. Sua ionização é:
e do ε-NH 3 +^ , 10,53. Segue-se:
9 , 74 2
pI =
A titulação é usada para determinar a quantia de ácido em uma solução. Um volume do ácido é titulado com uma solução de base forte, como hidróxido de sódio (NaOH), de concentração conhecida. O NaOH é adicionado lentamente até que o ácido seja consumido (neutralizado). A concentração do ácido na solução original pode ser calculada a partir do volume e concentração de NaOH adicionado.
Como resultado, temos um gráfico que
Abaixo, curvas de titulação do aspartato e lisina , respectivamente, conforme discutido anteriormente.