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Tipologia: Notas de aula
Compartilhado em 04/06/2026
1 / 7
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O divergente sobre campo vetorial..................................... 1
O rotacional sobre um campo vetorial................................... 5
Definição.................................................... 5
Identidades Vetoriais com Operadores............................... 6
Fórmulas Práticas.................................................. 7
r d
Edition, Prentice Hall, New
Jersey (1999) §1.
Theory, 4
r d
Edition, Addison Wesley (1967) §1.3 e 1.
§1.6 a 1.9,
ger, 2000, capítulo s 13 e 14
∇·)... sobre um campo vetorial na forma de um produto escalar é
i
ε ˆ i
∂ x i
j
j
(x 1
, x 2
, x 3
) ε ˆ j
i
j
∂ x i
j
(x 1
, x 2
, x 3
ε ˆ i
· ε ˆ j
δ i j
i
∂ x i
i
(x 1
, x 2
, x 3
3 ∑
i = 1
∂ x i
i
(x 1
, x 2
, x 3
Observe o reposicionamento do versor ˆ ε i
, sem perda de generalidade.
∇· deve ser interpretado como um operador escalar que atuando sobre um campo ve-
torial retorna em um campo escalar
1
1
, x 2
, x 3
b
b
b
b
b
b
b
b
x 3
x 1
x 2
(x 1 , x 2 , x 3 )
(x 1 , x 2 , x 3
(x 1
(x 1
(x 1
Para compreender o significado físico do
divergente de um campo vetorial é con-
veniente recorrer ao conceito de fluxo de
um campo vetorial.
Para isso, vamos considerar como exem-
plo o movimento de uma substância
fluida como a água ou um gás. Vamos
mostrar que o divergente desse campo
vetorial mede o fluxo da substância por
unidade de volume em dado ponto do
espaço.
Supor um fluido descrito pela densidade local ρ (x 1
, x 2
, x 3
) da substância e o campo de veloci-
dades v ~ = v ~ (x 1
, x 2
, x 3
), ou seja o fluxo desse fluido é também um campo vetorial definido por
V = ρ ~ v.
Lembrar o conceito de fluxo material
2
.
Considerar um elemento de volume ∆ V = ∆ x 1
∆ x 2
∆ x 3
e calcular o fluxo de massa por uni-
dade de tempo que atravessa a superfície de ∆ V. Logo, o fluxo resultante ∆ Φ é a diferença de
fluxo entre as superfícies opostas do elemento de volume ∆ V = ∆ x 1
∆ x 2
∆ x 3
, isto é:
( ρ v 1
x 1
∆ x 2
∆ x 3
− ( ρ v 1
x 1
∆ x 2
∆ x 3
( ρ v 2
x 2
∆ x 1
∆ x 3
− ( ρ v 2
x 2
∆ x 1
∆ x 3
( ρ v 3
x 3
∆ x 1
∆ x 2
− ( ρ v 3
x 3
∆ x 1
∆ x 2
Tomando o limite quando ∆ V → 0, ou seja ∆ x 1
→ 0, ∆ x 2
→ 0, ∆ x 3
→ 0 simultaneamente,
podemos usar a definição de derivada parcial
∂ ( ρ v i
∂ x i
= lim
∆ x i
→ 0
∆ x i
[( ρ v i
x i
− ( ρ v i
x i
], i = 1, 2, 3
e escrever que
lim
∆ x i
→ 0
( ρ v i
x i
= lim
∆ x i
→ 0
∂ ( ρ v i
∂ x i
∆ x i
x i
∂ ( ρ v i
∂ x i
d x i
1 Ao contrário do
~ ∇, que atuando sobre um campo escalar retorna um campo vetorial.
2 Fluxo material:
| ρ ~ v |
=
massa
volume
×
distância
tempo
=
massa
área × distância
×
distância
tempo
=
massa
área × tempo
= fluxo de massa
onde a área considerada é normal à direção da velocidade em cada ponto.
Se a taxa f = 0 (não há fontes de massa) então:
∂ ρ
∂ t
Se o fluido é incompressível, ou seja
∂ ρ
∂ t
= 0, e se f 6 = 0 então:
O divergente pode também ser definido, também, pelo limite de uma integral, isto é:
V = lim
∆ S→ 0
S
V · n d Sˆ
onde
n d S é o fluxo que atravessa perpendicularmente um elemento de área infinitesimal
d s , ou seja ˆn é o versor normal ao elemento de área d s , como será visto mais adiante.
Considerar uma carga pontual q , o campo elétrico (campo vetorial) é dado por:
4 πε 0
q
r
2
r ~
r
Considerando uma superfície esférica de raio r com origem sobre a carga, o fluxo do campo
elétrico sobre essa superfície pode ser calculado facilmente, usando coordenadas esféricas,
isto é:
S
S
E · nd sˆ =
q
4 πε 0
S
r
n ˆ · ~ r
r
3
d s =
q
4 πε 0
π
0
2 π
0
r
2
sen θ d θ d φ
r
2
q
4 πε 0
( 4 π ) =
q
ε 0
Mas,
S
V
d Φ
d V
d V =
V
E d V =
q
ε 0
Por outro lado, a carga total q no interior da superfície S de volume V pode ser obtida a partir
da sua densidade ρ , i.e.
q =
V
ρ d V.
Substituindo na expressão de Φ
S
resulta
S
V
E d V =
ε 0
V
ρ d V , ∴
ρ
ε 0
ou
D = ρ ,
ρ
ε 0
onde
D = ε 0
E é chamado de vetor deslocamento elétrico.
Como inexistem monopolos magnéticos ρ m
= 0. Logo
Observação:
V = 0 (exemplo do campo mag-
nético), o campo vetorial é dito ser solenoidal, isto é , suas linhas de força são sempre
curvas fechadas.
O rotacional sobre um campo vetorial
Definição
∇ sobre um campo vetorial
na forma de um produto vetorial.
i
∂ x i
ε ˆ i
j
j
ε ˆ j
i
j
j
∂ x i
ε ˆ i
× ε ˆ j
i j k
ǫ i j k
j
∂ x i
ε ˆ k
Portanto, a componente k do rotacional será:
k
i j
j
∂ x i
ǫ i j k
Em notação matricial e em coordenadas cartesianas, teremos:
ε ˆ x
ε ˆ y
ε ˆ z
∂ x
∂ y
∂ z
x
y
z
z
∂ y
y
∂ z
ε x
x
∂ z
z
∂ x
ε y
y
∂ x
x
∂ y
ε z
A expressão do triplo produto vetorial corresponde aos dois últimos termos da expressão de
B ) com as posições trocadas para garantir que o operador diferencial atue apenas
sobre as componentes dos campos indicados.
Fórmulas Práticas
A aplicação combinada de
∇· e
∇× sobre produto ou soma de campos vetoriais ou escala-
res podem ser resumidas com a seguir.
Sejam u (x 1
, x 2
, x 3
) e v (x 1
, x 2
, x 3
) dois campos escalares, e
U (x 1
, x 2
, x 3
) e
V (x 1
, x 2
, x 3
) dois cam-
pos vetoriais quaisquer.
As seguintes expressões podem ser diretamente obtidas usando-se a notação algébrica para
o produto escalar e produto vetorial, em coordenadas cartesianas:
∇ (u + v ) =
∇u +
∇v
∇(u v ) = u
∇v + v
∇u
∇ · (u
∇u ·
V + u
∇ × (u
∇u ×
V + u
onde
U e
V são campos vetoriais e u e v representam campos escalares, respectivamente.
Essas expressões são inteiramente válidas em outros sistemas de coordenadas ortogonais,
como será visto em aulas futuras.