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Guias e Dicas
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aula 2 eletromagnetismo 1, Notas de aula de Eletromagnetismo

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Tipologia: Notas de aula

2023

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FI426 Eletromagnetismo 1 - 2018.1 - Notas de Aulas 2 1
CENT RO D E CIÊNCIAS EXATAS E DA NATU REZ A
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
CURS O DE BACHAREL ADO EM FÍ SIC A
Aula 2 - 28 de fevereiro de 2018
Sumário
O divergente sobre campo vetorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
O rotacional sobre um campo vetorial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Definição . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Identidades Vetoriais com Operadores . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 6
Fórmulas Práticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 7
Bibliografia:
David J. Griffiths, Introduction to Electrodynamics, 3rd Edition, Prentice Hall, New
Jersey (1999) §1.2
Jonh Reitz, Frederick J. Milford e Robert W. Christy, Foundation of Electromagnetic
Theory, 4r d Edition, Addison Wesley (1967) §1.3 e 1.5
Arfken e Weber, Física Matemática: métodos matemáticos para engenharia e física,
§1.6 a 1.9,
S. Hassani, Mathematical Methods for Students of Physics and Related Fields, Sprin-
ger, 2000, capítulo s 13 e 14
O divergente sobre campo vetorial
Definição:
Operação de (~
∇·)... sobre um campo vetorial na forma de um produto escalar é
~
· ~
VX
i
ˆ
εi
xi· X
j
Vj(x1,x2,x3)ˆ
εj!=(1)
=X
iX
j
xi
Vj(x1,x2,x3)ˆ
εi·ˆ
εj
|{z}
δi j
=X
i
xi
Vi(x1,x2,x3)(2)
div ~
V~
· ~
V=
3
X
i=1
xi
Vi(x1,x2,x3)Operador Divergente (3)
Observe o reposicionamento do versor ˆ
εi, sem perda de generalidade.
Prof. Sérgio Coutinho Departamento de Física UFPE
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CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

CURSO DE BACHARELADO EM FÍSICA

Aula 2 - 28 de fevereiro de 2018

Sumário

O divergente sobre campo vetorial..................................... 1

O rotacional sobre um campo vetorial................................... 5

Definição.................................................... 5

Identidades Vetoriais com Operadores............................... 6

Fórmulas Práticas.................................................. 7

Bibliografia:

  • David J. Griffiths, Introduction to Electrodynamics, 3

r d

Edition, Prentice Hall, New

Jersey (1999) §1.

  • Jonh Reitz, Frederick J. Milford e Robert W. Christy, Foundation of Electromagnetic

Theory, 4

r d

Edition, Addison Wesley (1967) §1.3 e 1.

  • Arfken e Weber, Física Matemática: métodos matemáticos para engenharia e física,

§1.6 a 1.9,

  • S. Hassani, Mathematical Methods for Students of Physics and Related Fields, Sprin-

ger, 2000, capítulo s 13 e 14

O divergente sobre campo vetorial

Definição:

  • Operação de (

∇·)... sobre um campo vetorial na forma de um produto escalar é

V →

i

ε ˆ i

x i

j

V

j

(x 1

, x 2

, x 3

) ε ˆ j

i

j

x i

V

j

(x 1

, x 2

, x 3

ε ˆ i

· ε ˆ j

δ i j

i

x i

V

i

(x 1

, x 2

, x 3

div

V ≡

V =

3 ∑

i = 1

x i

V

i

(x 1

, x 2

, x 3

) Operador Divergente (3)

Observe o reposicionamento do versor ˆ ε i

, sem perda de generalidade.

∇· deve ser interpretado como um operador escalar que atuando sobre um campo ve-

torial retorna em um campo escalar

1

Significado Físico do Divergente de um Campo Vetorial: (usar a notação 3d , (x

1

, x 2

, x 3

b

b

b

b

b

b

b

b

x 3

x 1

x 2

(x 1 , x 2 , x 3 )

(x 1 , x 2 , x 3

  • ∆x 3 )

(x 1

  • ∆x 1 , x 2 , x 3 )

(x 1

  • ∆x 1 , x 2
  • ∆x 2 , x 3 )

(x 1

  • ∆x 1 , x 2
  • ∆x 2
  • ∆x 2 , x 3 )

Para compreender o significado físico do

divergente de um campo vetorial é con-

veniente recorrer ao conceito de fluxo de

um campo vetorial.

Para isso, vamos considerar como exem-

plo o movimento de uma substância

fluida como a água ou um gás. Vamos

mostrar que o divergente desse campo

vetorial mede o fluxo da substância por

unidade de volume em dado ponto do

espaço.

Supor um fluido descrito pela densidade local ρ (x 1

, x 2

, x 3

) da substância e o campo de veloci-

dades v ~ = v ~ (x 1

, x 2

, x 3

), ou seja o fluxo desse fluido é também um campo vetorial definido por

V = ρ ~ v.

Lembrar o conceito de fluxo material

2

.

Considerar um elemento de volume V = x 1

x 2

x 3

e calcular o fluxo de massa por uni-

dade de tempo que atravessa a superfície de V. Logo, o fluxo resultante ∆ Φ é a diferença de

fluxo entre as superfícies opostas do elemento de volume V = x 1

x 2

x 3

, isto é:

( ρ v 1

x 1

  • x 1

x 2

x 3

− ( ρ v 1

x 1

x 2

x 3

( ρ v 2

x 2

  • x 2

x 1

x 3

− ( ρ v 2

x 2

x 1

x 3

( ρ v 3

x 3

  • x 3

x 1

x 2

− ( ρ v 3

x 3

x 1

x 2

Tomando o limite quando V → 0, ou seja x 1

→ 0, x 2

→ 0, x 3

→ 0 simultaneamente,

podemos usar a definição de derivada parcial

( ρ v i

x i

= lim

x i

→ 0

x i

[( ρ v i

x i

  • x i

− ( ρ v i

x i

], i = 1, 2, 3

e escrever que

lim

x i

→ 0

( ρ v i

x i

  • x i

= lim

x i

→ 0

( ρ v i

x i

x i

  • ( ρ v i

x i

( ρ v i

x i

d x i

  • ( ρ v i

1 Ao contrário do

~ ∇, que atuando sobre um campo escalar retorna um campo vetorial.

2 Fluxo material:



| ρ ~ v |



=

massa

volume

×

distância

tempo

=

massa

área × distância

×

distância

tempo

=

massa

área × tempo

= fluxo de massa

onde a área considerada é normal à direção da velocidade em cada ponto.

Se a taxa f = 0 (não há fontes de massa) então:

∂ ρ

t

∇ · ( ρ ~ v ) = 0 Equação de Continuidade (6)

Se o fluido é incompressível, ou seja

∂ ρ

t

= 0, e se f 6 = 0 então:

∇ · ( ρ ~ v ) = f Equação de Poisson (7)

O divergente pode também ser definido, também, pelo limite de uma integral, isto é:

V = lim

S→ 0

∆ S

S

V · n d Sˆ

onde

V ·

n d S é o fluxo que atravessa perpendicularmente um elemento de área infinitesimal

d s , ou seja ˆn é o versor normal ao elemento de área d s , como será visto mais adiante.

Exemplo 01: Campo de Deslocamento Elétrico

D.

Considerar uma carga pontual q , o campo elétrico (campo vetorial) é dado por:

E =

4 πε 0

q

r

2

r ~

r

Considerando uma superfície esférica de raio r com origem sobre a carga, o fluxo do campo

elétrico sobre essa superfície pode ser calculado facilmente, usando coordenadas esféricas,

isto é:

S

S

E · nd sˆ =

q

4 πε 0

S

r

n ˆ · ~ r

r

3

d s =

q

4 πε 0

π

0

2 π

0

r

2

sen θ d θ d φ

r

2

q

4 πε 0

( 4 π ) =

q

ε 0

Mas,

S

V

d Φ

d V

d V =

V

E d V =

q

ε 0

Por outro lado, a carga total q no interior da superfície S de volume V pode ser obtida a partir

da sua densidade ρ , i.e.

q =

V

ρ d V.

Substituindo na expressão de Φ

S

resulta

S

V

E d V =

ε 0

V

ρ d V , ∴

E =

ρ

ε 0

ou

D = ρ ,

E =

ρ

ε 0

, Primeira equação de Maxwell

onde

D = ε 0

E é chamado de vetor deslocamento elétrico.

Exemplo 02: Campo Magnético.

Como inexistem monopolos magnéticos ρ m

= 0. Logo

B = 0 , Segunda equação de Maxwell

Observação:

  • Quando o divergente de um campo vetorial é nulo

V = 0 (exemplo do campo mag-

nético), o campo vetorial é dito ser solenoidal, isto é , suas linhas de força são sempre

curvas fechadas.

O rotacional sobre um campo vetorial

Definição

Definição: Operação diferencial resultante da ação do operador

∇ sobre um campo vetorial

na forma de um produto vetorial.

rot

V ≡

∇ ×

V =

i

x i

ε ˆ i

×

j

V

j

ε ˆ j

i

j

∂ V

j

x i

ε ˆ i

× ε ˆ j

i j k

ǫ i j k

∂ V

j

x i

ε ˆ k

Portanto, a componente k do rotacional será:

∇ ×

V )

k

i j

∂ V

j

x i

ǫ i j k

, (na base ortonormal dextrógira)

Em notação matricial e em coordenadas cartesianas, teremos:

∇ ×

V =

ε ˆ x

ε ˆ y

ε ˆ z

x

y

z

V

x

V

y

V

z

∂ V

z

y

∂ V

y

z

ε x

∂ V

x

z

∂ V

z

x

ε y

∂ V

y

x

∂ V

x

y

ε z

A expressão do triplo produto vetorial corresponde aos dois últimos termos da expressão de

∇ × (

A ×

B ) com as posições trocadas para garantir que o operador diferencial atue apenas

sobre as componentes dos campos indicados.

Fórmulas Práticas

A aplicação combinada de

∇· e

∇× sobre produto ou soma de campos vetoriais ou escala-

res podem ser resumidas com a seguir.

Sejam u (x 1

, x 2

, x 3

) e v (x 1

, x 2

, x 3

) dois campos escalares, e

U (x 1

, x 2

, x 3

) e

V (x 1

, x 2

, x 3

) dois cam-

pos vetoriais quaisquer.

As seguintes expressões podem ser diretamente obtidas usando-se a notação algébrica para

o produto escalar e produto vetorial, em coordenadas cartesianas:

∇ (u + v ) =

∇u +

∇v

U +

V ) =

U +

V

∇ × (

U +

V ) =

∇ ×

U +

∇ ×

V

∇(u v ) = u

∇v + v

∇u

∇ · (u

V ) =

∇u ·

V + u

V

∇ × (u

V ) =

∇u ×

V + u

∇ ×

V

U ·

V ) = (

V ·

U + (

U ·

V +

V × (

∇ ×

U ) +

U × (

∇ ×

V )

U ×

V ) =

V ·

∇ ×

U −

U ·

∇ ×

V

∇ × (

U ×

V ) =

U (

V ) −

V (

U ) + (

V ·

U − (

U ·

V

onde

U e

V são campos vetoriais e u e v representam campos escalares, respectivamente.

Essas expressões são inteiramente válidas em outros sistemas de coordenadas ortogonais,

como será visto em aulas futuras.