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aula 3 eletromagnetismo 1, Notas de aula de Eletromagnetismo

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Tipologia: Notas de aula

2023

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bg1
FI426 Eletromagnetismo 1 - 2018.1 - Notas de Aulas 3 1
CENT RO D E CIÊNCIAS EXATAS E DA NATU REZ A
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
CURS O DE BACHAREL ADO EM FÍ SIC A
Aula 3 - 5 de março de 2018
Sumário
Operador Laplaciano . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1
Teorema Divergente ou Teorema de Gauss . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
Corolário: Teorema de Green . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 4
Teorema de Stokes . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
Campos Vetoriais Conservativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8
Potencial Associado a um Campo Conservativo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9
Potencial Central . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
Apêndices: 14
Interpretação Física do Rotacional . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 14
Revisão sobre integrais vetoriais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Integrais de Linha . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 16
Integrais de Superfície. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
Integrais de Volume . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 18
Bibliografia:
David J. Griffiths, Introduction to Electrodynamics, 3rd Edition, Prentice Hall, New
Jersey (1999) §1.3
Jonh Reitz, Frederick J. Milford e Robert W. Christy, Foundation of Electromagnetic
Theory, 4r d Edition, Addison Wesley (1967) §1.3 a 1.7
Arfken e Weber, Física Matemática: métodos matemáticos para engenharia e física,
§1.6 a 1.9,
S. Hassani, Mathematical Methods for Students of Physics and Related Fields, Sprin-
ger, 2000, capítulo s 1 3 e 14
Operador Laplaciano
Considerar um campo vetorial definido pelo gradiente de um campo escalar (dito potencial):
~
V(x1,x2,x3) = ~
Φ(x1,x2,x3) =
3
X
j=1
Φ
xj
~εj
Prof. Sérgio Coutinho Departamento de Física UFPE
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pfa
pfd
pfe
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CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

CURSO DE BACHARELADO EM FÍSICA

Aula 3 - 5 de março de 2018

Sumário

Operador Laplaciano............................................... 1

Teorema Divergente ou Teorema de Gauss................................ 2

Corolário: Teorema de Green...................................... 4

Teorema de Stokes................................................. 5

Campos Vetoriais Conservativos....................................... 8

Potencial Associado a um Campo Conservativo........................ 9

Potencial Central.................................................. 12

Apêndices: 14

Interpretação Física do Rotacional..................................... 14

Revisão sobre integrais vetoriais....................................... 16

Integrais de Linha.............................................. 16

Integrais de Superfície........................................... 17

Integrais de Volume............................................ 18

Bibliografia:

  • David J. Griffiths, Introduction to Electrodynamics, 3

r d

Edition, Prentice Hall, New

Jersey (1999) §1.

  • Jonh Reitz, Frederick J. Milford e Robert W. Christy, Foundation of Electromagnetic

Theory, 4

r d

Edition, Addison Wesley (1967) §1.3 a 1.

  • Arfken e Weber, Física Matemática: métodos matemáticos para engenharia e física,

§1.6 a 1.9,

  • S. Hassani, Mathematical Methods for Students of Physics and Related Fields, Sprin-

ger, 2000, capítulo s 13 e 14

Operador Laplaciano

Considerar um campo vetorial definido pelo gradiente de um campo escalar (dito potencial):

V (x 1

, x 2

, x 3

Φ (x 1

, x 2

, x 3

3 ∑

j = 1

x j

ε ~ j

Obter a divergência desse campo vetorial, i.e.

V =

3 ∑

k = 1

x k

k

3 ∑

k = 1

x k

x k

k

2

Φ

x

2

k

2

k

2

x

2

k

... Operador Laplaciano

O Laplaciano aparece em muitas equações diferenciais da Física.

Por exemplo, a solução para o potencial eletrostático (ou gravitacional) Φ é dada pelas equa-

ções diferenciais:

E =

ρ

ε 0

2

ρ

ε 0

, Equação de Poisson

onde

E = −

Φ. Na ausência de cargas (ou massa),

E = 0 → ∇

2

Φ = 0, Equação de Laplace

A equação de onda (eletromagnética ou não) é dada por

2

ψ =

a

2

2

ψ

t

2

, Equação de Onda

ou a equação de difusão ou da condução do calor é dada por

2

a

2

t

, Equação de Difusão

onde t é o tempo e a é o módulo da velocidade de propagação.

Teorema Divergente ou Teorema de Gauss

Considerar o campo vetorial

V (x 1

, x 2

, x 3

O teorema de Gauss estabelece que a integral do divergente de um campo vetorial em um vo-

lume definido V é igual à integral do fluxo de

V através da superfície S que delimita o volume

V , isto é:

V

V d v =

S

V · n d Sˆ (1)

onde usamos a identidade vetorial

∇ · (V a ~ ) = V

✟✯

0

∇ · a ~ ) + a ~ ·

∇V.

Comparando os lados direitos das expressões acima, resulta

S

V (x 1

, x 2

, x 3

n d s =

V

∇V (x 1

, x 2

, x 3

) d v (4)

Supor agora outro caso especial

V (x 1

, x 2

, x 3

) = aˆ ×

E (x 1

, x 2

, x 3

Nesse caso,

S

( aˆ ×

E ) · n d sˆ =

S

E × nˆ) · a d sˆ = − aˆ

S

( nˆ ×

E ) d s (fluxo),

onde usamos a identidade cíclica do triplo produto misto (

A ×

B )·

C = (

B ×

C )·

A e que (

E × nˆ)· aˆ =

a ˆ · (

E × nˆ) = − aˆ · ( nˆ ×

E ). Por outro lado,

V

∇ · ( aˆ ×

E ) d v = − aˆ ·

V

∇ ×

E ) d v (integral de volume)

onde usamos a identidade vetorial

a ×

E ) =

E ×✘

✘✘

✘ ✘✿ 0

∇ ×

a ) −

a (

∇ ×

E ).

Comparando os lados direitos das expressões acima, resulta

S

( nˆ ×

E ) d s =

V

∇ ×

E ) d v (5)

Corolário: Teorema de Green

Sejam dois campos escalares u (x 1

, x 2

, x 3

) e v (x 1

, x 2

, x 3

Calcule,

∇ · (u

∇v ) = u

∇v ) + (

∇u ) · (

∇v )

∇ · (v

∇u ) = v

∇u ) + (

∇u ) · (

∇v )

Subtraindo lado a lado

∇ · (u

∇v − v

∇u ) = u

∇v ) − v

∇u )

Integrando sobre um volume arbitrário finito

V

∇ · (u

∇v − v

∇u ) d v =

V

[u

∇v ) − v

∇u )]d v

Aplicando o Teorema Divergente ao lado esquerdo acima, resulta:

V

[u

∇v ) − v

∇u )]d v =

S

(u

∇v − v

∇u ) · nd sˆ (6)

b

b b

b

b

b

b

~ V

~ V

(x 1 , x 2 ) (x 1

  • ∆x 1 , x 2 )

(x 1

  • ∆x 1 , x 2
  • ∆x 2 (x ) 1 , x 2
  • ∆x 2 )

ˆn S

C

j

j

Teorema de Stokes

Considerar uma superfície aberta

1

S delimitada por

uma curva C , como mostra a figura ao lado.

Dividir a superfície em um conjunto de células ele-

mentares cada uma de superfície S j

, cujos verso-

res normais são ˆn j

, como indicado na figura ao lado.

Considerar uma célula particular j e definir a traje-

tória C j

= [ 1 → 2 → 3 → 4 ], como esquematizada

na parte inferior da figura, e calcular a circulação do

campo nesta trajetória, ou seja:

circulação

C j

V · d

l =

4 ∑

i = 1

i

V

i

d l i

4 ∑

i = 1

V

i

l i

Tomando, a partir de um ponto de referência (x 1

, x 2

incrementos infinitesimais para célula podemos escrever:

circulação

C j

≃ V

1

(x 1

, x 2

) x 1

+ V

2

(x 1

  • x 1

, x 2

) x 2

− V

1

(x 1

  • x 1

, x 2

  • x 2

) x 1

− V

2

(x 1

, x 2

  • x 2

) x 2

onde usamos que:

l 1

= x 1

, sobre o percurso 1

l 2

= x 2

, sobre o percurso 2

l 3

= − x 1

, sobre o percurso 3

l 4

= − x 2

, sobre o percurso 4

Usando a definição de derivada no limite x 1

, x 2

V

2

(x 1

  • x 1

, x 2

) ≃ V

2

(x 1

, x 2

∂ V

2

x 1

x 1

V

1

(x 1

  • x 1

, x 2

  • x 2

) ≃ V

1

(x 1

, x 2

∂ V

1

x 1

x 1

∂ V

1

x 2

x 2

V

2

(x 1

, x 2

  • x 2

) ≃ V

2

(x 1

, x 2

∂ V

2

x 2

x 2

1

A superfície deve ter lados bem definidos, isto é, não pode ter laços, por exemplo, como uma fita de Möebius.

Esta condição é necessária para se definir inequivocamente o vetor normal à superfície em cada ponto.

que á uma expressão análoga à do divergente.

Exemplo: Verificação do Teorema de Stokes

Considerar o campo vetorial

V (x , y ) = κ (x

2

y ε ˆ x

  • x y

2

ε ˆ y

e verificar o Teorema de Stokes sobre o círculo de

raio a centrado na origem, como mostrado na figura

ao lado.

y

x

a

Para resolver a integral de linha sobre a circunferência de raio

a centrada na origem, é conveniente usar a parametrização:

x = a cos t , y = a sent , 0 ≤ t ≤ 2 π

∴ d x = −a sent d t , d y = a cos t d t

Portanto, a integral de linha será:

C

V · d

l =

C

κ (x

2

y ε ˆ x

  • x y

2

ε ˆ y

) · (d x ε ˆ x

  • d y ε ˆ y

C

V · d

l = κ

2 π

0

[(a cos t )

2

(a sent )(−a sent ) + (a cos t )(a sent )

2

(a cos t )]

= 0

d t = 0

Para calcular a integral de superfície sobre o círculo de raio a é necessário primeiro obter

∇×

V

ou seja:

∇ ×

V = κ

ε ˆ x

ε ˆ y

ε ˆ z

x

y

z

x

2

y x y

2

= κ (y

2

− x

2

) ε ˆ z

Logo a integração será:

S

∇ ×

V ) · n d sˆ =

S

κ (y

2

− x

2

)d x d y

uma vez que a superfície é plana e está imersa no plano (x , y ).

Usando coordenadas polares:

x = ρ cos φ , y = ρ sen φ , d x d y = d s = ρ d ρ d φ

resulta

S

∇×

V )· nd sˆ = κ

a

0

2 π

0

( ρ

2

sen

2

φρ

2

cos

2

φ ) ρ d ρ d φ =

a

0

ρ

3

d ρ

2 π

0

(sen

2

φ −cos

2

φ )d φ = 0,

onde usamos que

cos

2

d u =

(u + sen u cos u ), e

sen

2

d u =

(u − sen u cos u )

Portanto, o teorema se verifica.

Campos Vetoriais Conservativos

Os campos vetoriais conservativos são aqueles cuja integral de linha ao longo de qualquer

superfície C fechada é nulo, isto é

C

V (x 1

, x 2

, x 3

) · d

l = 0, ∀ C

Em decorrência, podemos provar o seguinte Teorema:

Teorema:

A integral de linha de um campo conservativo entre dois pontos

arbitrários do espaço é independente da trajetória utilizada.

Prova: Considerar dois pontos arbitrários P

1

e P 2

conectados por duas trajetórias arbitrárias

P

1

P

1

P

2

P

2

-C

2

C

1

C

1

C

2

Figura 1: Duas possíveis trajetórias de integração C 1

e C 2

entre os pontos P 1

e P 2

. −C 2

corresponde à

trajetória reversa de C 2

.

C

1

e C 2

, como mostra a figura 1. Definir as duas integrais de linha entre os pontos P 1

e P 2

I

1

C 1

V · d

l , I 2

C 2

V · d

l

Considerar a integral reversa de I

2

−C 2

V ·d

l que significa integrar sobre a trajetória C 2

entre

os pontos P 2

e P 1

I

2

−C 2

V · d

l =

P 1

P 2

V · d

l

ou

∆Φ = Φ (y 1

, y 2

, y 3

) − Φ (x 1

, x 2

, x 3

P 2

P 1

V · d

l

que fornece a diferença de potencial entre os pontos P 2

e P 1

Se os pontos P 2

e P 1

estão afastados entre si por um deslocamento infinitesimal d r ~ então a

diferença de potencial será:

d Φ = −

V · d ~ r

Por outro lado, sendo d Φ a diferencial de uma função escalar Φ (x 1

, x 2

, x 3

) podemos escrever:

d Φ =

x 1

d x 1

x 2

d x 2

x 3

d x 3

Φ ) · d r ~ , ∴ −

V · d r ~ = (

Φ ) · d r ~

ou seja

V (x 1

, x 2

, x 3

φ (x 1

, x 2

, x 3

em outras palavras,

Um campo vetorial conservativo

V pode sempre ser escrito como o nega-

tivo do gradiente de uma função potencial (ou campo escalar) Φ , definido

por:

Φ (x 1

, x 2

, x 3

P

P 0

V · d

l

onde (x 1

, x 2

, x 3

) são as coordenadas de P , e a integral é feita ao longo de

qualquer trajetória conectando P 0

a P.

Propriedade importante

Considere a integral de linha de um campo conservativo

V em uma trajetória fechada que

contorna uma área infinitesimal s. Pela definição de campo conservativo esta integral é

nula.

C

V · d

l = 0,

Por outro lado, pelo teorema de Stokes essa integral corresponde ao fluxo do rotacional de

V

nesta área infinitesimal, isto é

C

V · d

l ≃ (

∇ ×

V ) · nˆ s

No limite em que s → 0 a igualdade se verifica, e como s é arbitrária resulta que

∇ ×

V ) = 0

Está propriedade mostra que se o campo vetorial é conservativo em certo domínio D seu ro-

tacional é nulo! Para que a recíproca seja verdadeira é necessário garantir que

V não possua

singularidades em D. Como um exemplo dessa impossibilidade considere o campo vetorial

V (x , y , z ) =

κ y

x

2

  • y

2

ε ˆ x

κ x

x

2

  • y

2

ε ˆ y

cujo rotacional é:

∇ ×

V =

∂ V

y

x

∂ V

x

y

ε ˆ z

= 2 κ

x

2

  • y

2

x

2

  • y

2

(x

2

  • y

2 )

2

Porém, a integral de linha de

V sobre o círculo de raio a no plano (x , y ) centrado na origem é

C

V · d

l =

C

[V

x

d x + V y

d y ]

Tomando a parametrização: x = a cos t , y = a sent , 0 ≤ t ≤ 2 π , com d x = −a sent d t e

d y = a cos t d t resulta:

C

V · d

l = − κ

2 π

0

d t = − 2 π κ

Portanto, o campo

V não é conservativo neste domínio que inclui o (0, 0) onde o campo veto-

rial diverge!

Conclusão:

Um campo vetorial

V é dito ser conservativo em um domínio D, sobre o

qual é bem definido se alguma das 3 propriedades equivalentes, se veri-

fica:

C

V · d

l = 0,

V = −

∇ ×

V = 0,

onde Φ = −

P

P 0

V · d

l.

[

∇V

r

(r ) × rˆ ] =

∂ V

r

(r )

r

rˆ × rˆ

= 0

Em geral, quando o rotacional de um campo vetorial é nulo em todos os pontos de um domí-

nio o campo vetorial é dito ser irrotacional, nesse domínio.

Apêndices:

Interpretação Física do Rotacional

O rotacional de um campo vetorial fornece uma medida

do grau de rotação espacial da direção do campo.

Exemplo: Rotor rígido com velocidade angular constante.

Rotor em 3D

b

b

b

b

O

~v 0

~v

~r

Supor um rotor rígido com velocidade angular ω~ = ω ~ε 3

O campo vetorial das velocidades de cada ponto material

do rotor em relação ao referencial O’ que contém o eixo

ε ~ 3

é dado por:

v ~

= ω~ × r ~

Para um referencial O, arbitrário, em relação ao qual o

corpo se desloca com velocidade v ~ 0

, usaremos a expres-

são da velocidade relativa entre observadores que se des-

locam entre si com velocidade constante, isto é:

v ~ P / O

= v ~ P / O

  • v ~ O

/ O

para obter

v ~ = v ~

  • v ~ 0

= ω~ × ~ r + v ~ 0

∴ v ~ = v ~ 0

  • ω~ × r ~

onde ~ r é o vetor de posição de cada ponto a partir de um ponto do eixo e v ~ 0

é a velocidade

deste ponto em relação à origem O.

Tomando o rotacional do campo vetorial das velocidades v ~ teremos:

∇ × v ~ =

∇ × v ~ 0

∇ × ( ω~ × r ~ ) =

= ω~ (

∇ · ~ r ) + (r ~ ·

∇) ω~ − r ~ (

∇ · ω~ ) − ( ω ~ ·

∇)r ~ (19)

onde usamos a identidade vetorial

3

demonstrada na Aula 4 e o fato que

∇ × v ~ 0

= 0 supondo

v ~ 0

constante.

3

~ ∇ × (

~ A ×

~ B ) =

~ A(

~ ∇ ·

~ B ) −

~ B (

~ ∇ ·

~ A) + (

~ B ·

~ ∇)

~ A − (

~ A ·

~ ∇)

~ B

Revisão sobre integrais vetoriais

Integrais de Linha

Considerar um curva C definida no espaço 3D cujo elemento de comprimento em coordena-

das cartesianas é definido por:

d r ~ = d x

ε x

  • d y

ε y

  • d z

ε z

Os três principais tipos de integrais de linha sobre a curva C envolvendo campos escalares φ

e vetoriais

V são:

(a)

C

φ d r ~ , (b)

C

V · d ~ r , (c)

C

V × d ~ r

onde a curva C pode ser aberta (com um ponto inicial e um final) ou uma curva fechada. O

primeiro caso (a), o mais simples, pode ser escrito como:

C

φ d ~ r = ε ˆ x

C

φ (x , y , z ) d x + ε ˆ y

C

φ (x , y , z ) d y + ε ˆ z

C

φ (x , y , z ) d z

quando se considera coordenadas cartesianas porque ˆ ε i

é constante e pode ser colocado fora

da integral, o que não ocorre em coordenadas curvilíneas. Para realizar cada uma das 3 inte-

grais é necessário conhecer a equação da trajetória, isto é, para conhecer y (x ) e z (x ) e resolver

por exemplo a primeira das integrais. Via de regra, usa-se uma parametrização da curva C ,

isto é:

x = f (t ), y = g (t ), z = h(t ) ∴ d x = f

(t )d t , d y = g

(t )d t , d z = h

(t )d t

ou seja

C

φ d ~ r = ε ˆ x

C

φ (t ) f

(t ) d t + ε ˆ y

C

φ (t ) g

(t ) d t + ε ˆ z

C

φ (t ) h

(t ) d t

que pode ser calculada caso a função φ (t ) seja integrável.

O caso (b) é exatamente da mesma forma do cálculo do trabalho realizado por uma força

exercida sobre uma partícula ao longo de uma trajetória C ,

W =

C

V · d r ~ =

F

x

(x , y , z ) d x +

F

y

(x , y , z ) d y +

F

z

(x , y , z ) d z

O caso (c), também pode ser expresso como a soma de integrais, isto é:

C

V × d ~ r =

ε x

C

(V

y

d z − V z

d y ) +

ε y

C

(V

z

d x − V x

d z ) +

ε z

C

(V

x

d y − V y

d x )

Portanto, em todos os casos, as integrais podem ser calculadas conhecendo-se as equações

que definem a curva C relacionando x , y , z entre si ou de forma parametrizada, como mos-

trado acima.

Exemplo:

Considerar o campo vetorial

V (x , y , z ) = κ x y

2

ε ˆ x

  • x

2

y ε ˆ y

(a,a)

(0,0)

a

a

x

y

e calcular a integral

C

V · d r ~ ao longo da trajetória for-

mada por um círculo centrado em (0, a ) com raio a en-

tre os pontos (0, 0) e (a , a ), mostrado na figura ao lado. A

equação que parametriza tal trajetória é:

x = a − a cos t , y = a sen t , 0 ≤ t ≤

π

Logo, d x = a sen t d t , d y = a cos t d t e a integral fica:

C

(V

x

d x +V y

d y ) =

π/ 2

0

[ κ a ( 1 −cos t )(a

2

sen

2

t ) a sen t + κ a

2

( 1 −cos t )

2

(a sen t ) a cos t ] d t =

= κ a

4

π/ 2

0

( 1 −3 cos

2

t +2 cos

3

t )sen t d t = κ a

4

− cos t

π/ 2

0

  • cos

3

t

π/ 2

0

cos

4

t

π/ 2

0

κ a

4

Tente calcular por outra trajetória, por exemplo pela reta y = x entre os mesmos pontos inicial

e final. Neste caso, a parametrização não é necessária.

Integrais de Superfície

No caso de um superfície S , o elemento infinitesimal de área d σ~ é definido por ˆnd s onde ˆn

é um versor normal à superfície em cada ponto. Se a superfície é fechada, a direção positiva é

sempre a direção ´´para fora". Se a superfície é aberta, a direção positiva é dada pela regra da

mão direita quando se considera o sentido da circulação em que se percorre o perímetro de S.

De maneira análoga ao caso da integral de linha, 3 tipos principais de integrais de superfície

podem ser definidos envolvendo campos escalares e vetoriais, a saber:

(a)

S

φ d σ~ , (b)

S

V · d σ~ , (c)

S

V × d σ~

O caso (b) é mais freqüente em Física e corresponde à definição de fluxo total do campo ve-

torial

V em S , definido por:

S

S

V · n d sˆ

Em todos os casos, as integrais são reduzidas a integrais duplas em d x d y (em coordenadas

cartesianas) e dependem do versor ˆn que embora tenha módulo unitário sua direção depende