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aula 9 eletromagnetismo, Notas de aula de Eletromagnetismo

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Tipologia: Notas de aula

2024

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FI426 Eletromagnetismo 1 - 2018.1 - Notas de Aulas 9 1
CENTRO DE C NC IA S EXATAS E DA NATU RE ZA
DEPARTAMENTO D E FÍS ICA
CURSO DE BACH AR EL AD O E M FÍSICA DA UFPE
Aula 9 - 28 de março de 2018
Sumário
OMétododasImagens.................................. 1
Carga pontual qem presença de uma esfera condutora isolada com carga Q. . 1
Bibliografia:
David J. Griffiths, Introduction to Electrodynamics,3rd Edition, Prentice Hall, New
Jersey (1999) §3.2
O Método das Imagens
Problema 1: Carga pontual qem presença de uma esfera condutora isolada com carga
Q
Considerar uma carga pontual qem presença de uma esfera condutora isolada com carga Q.
(a) Obter as cargas imagem que simulam a mesma condição de contorno do problema origi-
nal.
(b) Calcular o potencial em pontos fora da esfera.
(c) Calcular a força entre a carga qe a esfera de carga Q. Analisar os casos limite quando
daeda.
Solução:
Prof. Sérgio Coutinho Departamento de Física UFPE
pf3
pf4
pf5
pf8
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pfd
pfe
pff

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CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

CURSO DE BACHARELADO EM FÍSICA DA UFPE

Aula 9 - 28 de março de 2018

Sumário

O Método das Imagens.................................. 1

Carga pontual q em presença de uma esfera condutora isolada com carga Q.. 1

Bibliografia:

  • David J. Griffiths, Introduction to Electrodynamics, 3

rd Edition, Prentice Hall, New

Jersey (1999) §3.

O Método das Imagens

Problema 1: Carga pontual q em presença de uma esfera condutora isolada com carga

Q

Considerar uma carga pontual q em presença de uma esfera condutora isolada com carga Q.

(a) Obter as cargas imagem que simulam a mesma condição de contorno do problema origi-

nal.

(b) Calcular o potencial em pontos fora da esfera.

(c) Calcular a força entre a carga q e a esfera de carga Q. Analisar os casos limite quando

d ≫ a e d ≃ a.

Solução:

(a) O problema tem a mesma geometria do problema

de uma carga pontual q na presença de um plano

condutor infinito e aterrado. A diferença, agora, é

que a esfera é isolada com uma carga total Q, ao

invés de ter um potencial fixo.

Pelo princípio da superposição, o potencial deve

ser independente da forma como a carga Q foi

adicionada na casca. Assim podemos começar

com uma casca aterrada em presença da carga

pontual externa q que gera uma carga induzida

na casca igual a q

= −a q/d, distribuída tal que

Φ(a) = 0 como mostra a figura (a).

Em seguida, isola-se a casca (figura(b)) e

adiciona-se uma carga q

′′ = Q − q

′ de forma que

a carga total será Q, vide figura (c).

A carga adicional Q − q

′ estará localizada na casca

com potencial zero, distribuindo-se, portanto, de

forma uniforme na superfície, que será equivalente

  • do ponto de vista do fluxo externo no problema

hipotético – a uma carga Q−q

no centro da esfera.

b

b

b

b

b

b b

b

b

q

q

q

q

q

q

′ q

′′

(a)

(b)

(c)

(b) O problema hipotético equivalente terá a carga imagem em d

e uma carga adicional Q−q

no centro da casca, resultando no potencial

Φ(r, θ, φ) =

4 π ǫ 0

[

q

d

2

  • r

2 − 2 r a cos θ

a q

a

4

  • d

2 r

2 − 2 a

2 d r cos θ

Q + a q/d

r

2

]

(c) A força entre a carga e a esfera condutora pode ser calculada no sistema equivalente,

F =

4 πǫ 0

q q

(d − d

′ )

2

4 πǫ 0

(Q − q

′ ) q

d

2

4 πǫ 0

[

−(a/d)q

2

(d − (a

2 /d))

2

(Q + a q/d) q

d

2

]

F =

4 πǫ 0

q

2

d

2

[

Q

q

a

d

(2d

2 − a

2 )

(d

2 − a

2 )

2

]

Observações:

  • No limite d ≫ a temos F →

1

4 πǫ 0

q Q/d

2 , como esperado.

  • Se Q. 0 a força será sempre atrativa se q > 0
  • Para Q > 0 a força será repulsiva a grandes distâncias como esperado, mas para

pequenas distâncias o segundo termo poderá dominar e a força se tornar atrativa

  • quando (d − a) → 0. Ou seja quando a carga estiver muito próxima da esfera

sofrerá uma força atrativa muito forte, mesmo de Q e q tiverem mesmo sinal!.

Problema 2

Considere um dipolo elétrico ~p = q d (cos θ ˆǫ z

senθ ˆǫ x

) localizado no ponto (0, 0 , z), em presença

de um plano metálico infinito e aterrado em z = 0,

como indica a figura.

(a) Use o método das imagens e encontra a dis-

tribuição de cargas imagem que assegura as

condições de contorno do problema original

(dipolo + plano aterrado). Justifique sua res-

posta com argumentos físicos.

(b) Especifique o sistema de coordenadas e ob-

tenha o campo elétrico exercido pelo plano

aterrado sobre o dipolo.

(c) Determine o torque sofrido pelo dipolo quando

θ = 0, π/ 4 e π/ 2. Faça um gráfico do módulo

do torque em função de θ. Calcule a energia

potencial do dipolo na presença do campo.

z

z

θ

plano condutor aterrado

b

Solução:

(a) Para reproduzir as mesmas condições de contorno na região z ≥ 0 , é necessário ter

Φ(0) = 0, na superfície do plano z = 0.

Para o dipolo em questão, podemos supor o dipolo constituído por duas cargas ±q

separadas pela distância d tal que p = qd. O conjunto de cargas imagens será o

indicado na figura, formando um dipolo imagem, com a orientação indicada na figura

mais abaixo, i.e. formando um ângulo (2π − θ) como o eixo ǫˆ z

perpendicular ao plano.

(b) Na configuração imagem equivalente, o plano aterrado equivale ao dipolo imagem. O po-

tencial de um dipolo, em coordenadas esféricas polares como origem no centro do dipolo,

é dado por

Φ(r, θ) =

4 πǫ 0

ǫ ˆ r

· ~p

r

2

4 πǫ 0

p cos θ

r

2

cujo gradiente produz o campo elétrico,

E =

4 πǫ 0

[

3 p~ · ˆǫr

r

3

ǫˆr −

~p

r

3

]

4 πǫ 0

p

r

3

[2 cos θˆǫr − senθ ˆǫθ]

Obs: O campo produzido em um ponto qualquer da re-

gião acima do plano será a soma dos campos do

dipolo real mais o campo produzido pelo dipolo

imagem. Porém, para obter essa soma é necessá-

rio fazer uma mudança de variáveis para que am-

bos os potenciais fiquem escritos em relação ao

mesmo sistema de coordenadas. Esse problema é

matematicamente trabalhoso se a orientação entre

os dipolos for arbitrária.

No caso em questão, os dipolos estão no mesmo

plano e seus ângulos de orientação estão relacio-

nados, isto é, são respectivamente θ e 2 π − θ.

No referencial com origem e orientação sobre o

dipolo imagem (coordenadas (r

′ , θ

′ , φ

′ )), o campo

exercido pelo dipolo imagem no ponto onde se en-

contra o dipolo original será:

ˆǫ z

ǫ ˆ x

E r

z

~r

−z

θ

θ

q

q

−q

−q

plano z = 0

b

b

b

b c

b c

E(r

, θ

) = E r

′ (^) ǫˆ r

′ + E

θ

ˆǫ θ

4 πǫ 0

p

(2z)

3

[2 cos θ

ˆǫ r

′ (^) − senθ

ˆǫ θ

′ ] ∴

onde r

= 2z e θ

= 2π − θ.

Passando para o sistema de coordenadas cartesianas indicado na figura, onde ˆǫ r

′ = ˆǫ z

e ǫˆ θ

′ (^) = ˆǫ x

e usando θ

= 2π − θ teremos

E(x, z) =

4 πǫ 0

p

(2z)

3

[2 cos θ ˆǫ z

  • senθ ˆǫ x

]

(c) O torque exercido pelo campo imagem sobre o dipolo original em relação ao ponto onde

se encontra o dipolo será

T = ~p ×

E = [p (cos θ ˆǫ z

  • senθ ˆǫ x

)] × [

4 πǫ 0

p

(2z)

3

[2 cos θ ˆǫ z

  • senθ ˆǫ x

]] =

4 πǫ 0

p

2

(2z)

3

[2 senθ cos θ (ˆǫ x

× ˆǫ z

) + senθ cos θ (ˆǫ z

× ˆǫ x

)] = ∴ (1)

T = −

32 πǫ 0

p

2

z

3

senθ cos θ ˆǫ y

ou seja, direcionado saindo do plano do papel (ˆǫ y

Quando θ = 0, π/ 2 temos T = 0 e quando θ = π/ 4 o torque tem módulo máximo, i.e.

temos

T = −

64 πǫ 0

p

2

z

3

ǫˆ y

Observe que os mínimos (pontos de equilíbrio estável) ocorrem em 0 e π, enquanto os de

equilíbrio instável ocorrem em π/ 2 e 3 π/ 2 , compatíveis com o sinal restaurador do torque.

Problema 3

Considere dois semi-planos condutores aterrados que formam um ângulo de 90

◦ , entre si, em

presença de um dipolo elétrico p = q d equidistante D ≫ d dos planos e orientado paralelo a

um dos planos, como mostra a figura ao lado.

(a) Usando argumentos de simetria, encontre a

configuração de cargas/dipolos imagem que

seja equivalente ao problema dado, de tal

forma que o potencial seja nulo na superfí-

cie dos planos aterrados. Não precisa fazer

cálculos mas justificar sua resposta, apenas

uma figura não é suficiente.

(b) Use o problema equivalente e calcule o torque

sofrido pelo dipolo ~p devido ao campo elétrico

gerado pelas densidades de cargas superfi-

ciais nos planos, no limite quando D ≫ d.

Especifique todas as componentes.

(c) Analisando apenas simetria do problema,

encontre a configuração de equilíbrio caso o

dipolo p fosse livre para rotacionar em torno

do seu centro.

b

D

D

~p

meio condutor

meio condutor

Solução:

(a) O método das imagens consiste em estabelecer um sistema de cargas que produza as

mesmas condições de fronteira do problema original. No problema dado, a região é de-

limitada pelos planos x > 0 , y > 0 e contém um dipolo no ponto (D, D), como indicado

na figura.

Um dipolo pode ser visto como constituído por duas cargas iguais e de sinais opostos,

distantes d. Para que o potencial sobre os planos seja nulo é necessário que haja uma

carga imagem de mesmo valor com sinal oposto, e que esteja localizada simetricamente

oposta à carga fonte em relação ao plano.

Assim, para o plano paralelo ao dipolo,

o dipolo imagem será também paralelo

distante −D do plano. Em relação ao

plano perpendicular, o dipolo imagem

será oposto ao dipolo fonte e perpen-

dicular ao plano distante de −D. Toda-

via, as cargas/dipolos imagens em rela-

ção a um dos planos produzirá um po-

tencial não nulo sobre o outro. Desta

forma será necessário estabelecer um

terceiro dipolo imagem em (−D, −D)

para assegurar que Φ = 0 em ambos os

planos como mostra a figura, ao lado.

b

b

b

b

b

b

b

b

−q

q

−q

q

q

−q

q

−q

−D D

−D (^) D

D

D

ǫ ˆ x

ˆǫ y

~p

3 π

2

5 π

4

regi˜ao de interesse

(b) O torque produzido por um campo

E sobre um dipolo ~p é dado por T = ~p ×

E. O campo,

no referencial do dipolo, gerado pelo dipolo imagem (mesmo módulo) e ângulo 2 π − θ

localizado à distância r é dado por

E(r, θ) =

4 πǫ 0

p

r

3

[2 cos θˆǫ r

− senθ ˆǫ θ

]

Escolhendo o referencial em cada um dos dipolos imagem, vemos que o vetor de po-

sição do dipolo original terá ângulos θ = 3π/ 2 , 5 π/ 4 e 0 , em relação ao referencial

dos dipolos imagem, percorrendo os dipolos no sentido antihorário. Assim, o campo do

primeiro e do terceiro dipolos imagem serão paralelos ao dipolo original resultando em

torque nulo. O campo do segundo dipolo será

E(r, θ) =

4 πǫ 0

p

r

3

[

ˆǫ r

ˆǫ θ

]

4 πǫ 0

p

r

3

[2ˆǫ r

− ˆǫ θ

]

onde r = 2

2 D, que no referencial do dipolo original será

E(r, θ) = −

4 πǫ 0

p

r

3

[2[cos(π/4)ˆǫ x

  • sen(π/4)ˆǫ y

] − [cos(π/4)ˆǫ x

− sen(π/4)ˆǫ y

]]

E(r, θ) = −

4 πǫ 0

p

r

3

[2(ˆǫx + ˆǫy ) − (ˆǫx − ǫˆy )] = −

4 πǫ 0

p

r

3

[ˆǫx + 3ˆǫy ]

Logo

T = ~p ×

E = −

4 πǫ 0

p

2

2 r

3

ˆǫ y

× [ˆǫ x

  • 3ˆǫ y

] =⇒ T =

4 πǫ 0

p

2

2 r

3

ˆǫ z

, r = 2

2 D

calculado em relação ao sistema de coordenadas cartesiano indicado na figura.

Nota: o cálculo dependerá obviamente da escolha do sistema de coordenadas.

Problema 4

P

Considere um fio reto infinitamente longo portando uma densidade linear

de cargas λ por metro.

(a) ( 1 ponto ) Encontre o potencial eletrostático em um ponto P situado a

uma distância s do fio.

Sugestão: Considere um fio finito de tamanho L e depois tome o

limite quando L ≫ s (ou L → ∞).

(b) ( 2 ponto ) Compute o gradiente deste potencial e obtenha o campo

elétrico no ponto P.

Indique claramente seu referencial e sistema de coordenadas usado.

Solução:

(a) Escolher um referencial em coordenadas cilíndricas

cujo eixo ˆǫz coincide com o fio, e com a origem so-

bre o eixo ˆǫ z

e no plano perpendicular ao fio que

contém o ponto P, como mostra a figura ao lado:

O potencial gerado por um elemento infinitesimal

de carga localizado sobre o fio no ponto de coor-

denadas 0 , 0 , z gera um potencial sobre P dado por

dΦ(s, φ, z) =

4 πǫ 0

λdz

s

2

  • z

2

Para obter o potencial devido ao fio longo, calcular

a contribuição gerada por uma porção finita simé-

trica de tamanho 2 L e depois tomar o limite quando

L ≫ s (ou L → ∞). i.e.

P

L

-L

0

L

(s) =

4 πǫ 0

L

−L

λdz

s

2

  • z

2

λ

4 πǫ 0

ln[z +

z

2

  • s

2 ]

L

−L

λ

4 πǫ 0

ln

[

L +

L

2

  • s

2

−L +

L

2

  • s

2

]

ou

ΦL(s) =

λ

4 πǫ 0

ln

[ √

1 + (s/L)

2

  • 1

1 + (s/L)

2 − 1

]

→ ΦL≫s(s) ≃

λ

4 πǫ 0

ln

[

1

2

(s/L)

2

  • · · ·

1

2

(s/L)

2

  • · · ·

]

Portanto, até a ordem do termo líder em (s/L) resulta:

Φ(s) =

λ ln 2

4 πǫ 0

λ

4 πǫ 0

ln[

(s/L)

2

] ou Φ(s) =

λ ln 2

2 πǫ 0

λ

2 πǫ 0

ln(

s

L

onde o primeiro termo é constante e pode ser desprezado no cálculo de diferenças de

potencial.

(b) O gradiente em coordenadas cilíndricas resulta, portanto, em

∇Φ(s) =

dΦ(s)

ds

ǫˆ s

2 πǫ 0

λ

s

ˆǫ s

E(s) = −

∇Φ(s) =

4 πǫ 0

2 λ

s

ˆǫ s

Observação: se o gradiente for calculado a partir da expressão exata do potencial Φ L

(s)

o resultado é

L

(s) =

λ

4 πǫ 0

∇ ln

[ √

1 + (s/L)

2

  • 1

1 + (s/L)

2 − 1

]

λ

4 πǫ 0

2 L

s

L

2

  • s

2

ˆǫ s

4 πǫ 0

2 λ

s

ˆǫ s

Problema 5

Considere dois fios paralelos ao eixo ˆǫx com densi-

dades lineares de carga, uniformes, λ e −λ respec-

tivamente, como esquematizado na figura ao lado.

(a) Encontre o potencial eletrostático em qualquer

ponto do espaço usando o sistema de coor-

denada que achar mais conveniente, e con-

siderando o potencial na origem como valor

de referência.

(b) Mostrar que as superfícies equipotenciais são

cilindros circulares indicando o eixo e o raio

dessas superfícies correspondentes a certo

potencial Φ 0

.

a a

−λ λ

ˆǫ x

ˆǫ y

ˆǫz

Solução:

(a) O potencial de um fio de cargas com densidade linear λ pode ser calculado a partir do

campo elétrico, por sua vez obtido através da lei de Gauss para uma superfície gaussi-

ana cilíndrica e concêntrica de raio ρ e tamanho L. Logo, como o campo é simétrico e

radial, teremos

E · n dsˆ =

ǫ 0

q envolvida

→ E (2π ρ L) =

ǫ 0

λ L ∴

E =

λ

2 π ǫ 0

ρ

ˆǫ ρ

E · d

l = −

λ

2 π ǫ 0

ρ

ρ 0

ρ

λ

2 π ǫ 0

log

ρ 0

ρ

onde a ρ 0

é o ponto de referência onde o potencial é nulo. Como a distribuição de

cargas é simétrica ao longo de ǫˆ x

, podemos considerar apenas o problema no plano

com raio

R =

4 a

2 C 0

(C 0 − 1)

2

=⇒ R =

2 a exp

[

4 π ǫ 0 Φ 0

λ

]

senh

[

4 π ǫ 0 Φ 0

λ

]

como mostra a figura abaixo, para alguns valores de Φ 0

e a = 1.

  • 10 - 5 5 10

y

  • 10
    • 5

5

10

z

Problema 6

Um fio longo e reto, com uma densidade linear de

cargas λ por unidade de comprimento, é colocado

paralelamente à uma distância a de um plano

condutor infinito, aterrado. Considere que o plano

condutor coincide com plano z = 0 em uma

sistema de coordenadas cartesianas e que o fio é

paralelo ao eixo x. Veja a figura ao lado.

(a) (1,5 pontos) Calcule o potencial elétrico na re-

gião z ≥ 0 em pontos situados a grandes dis-

tâncias do fio.

(b) (1 ponto) Obtenha a densidade de cargas in-

duzida na superfície do plano condutor. Faça

um esboço dessa densidade de cargas.

Solução:

(a) Pela simetria da distribuição de cargas em

relação ao plano, podemos concluir que para o

potencial ser nulo no plano hipotético z = 0, em

qualquer ponto, é necessário que haja uma dis-

tribuição de cargas negativas de mesma sime-

tria na região z < 0. Isso corresponderia a uma

linha de cargas com densidade linear −λ para-

lela ao eixo ˆǫ x

na posição z = −d.

Na configuração do problema equivalente o po-

tencial seria dado pela contribuição dos dois fios

com densidades de cargas linear ±λ. O poten-

cial de um fio de cargas com densidade linear λ

é dado por

λ

2 π ǫ 0

log

ρ 0

ρ

onde a ρ 0 é o ponto de referência onde o poten-

cial é nulo. Logo o potencial total resultante da

superposição da potencial das duas linhas de

cargas ±λ será:

b

b

b

b

−d

d

1

2

y

z

φ

(y, z)

Φ = 0

1

2

λ

2 πǫ 0

ln ρ 1

λ

2 πǫ 0

ln ρ 2