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AVALIAÇÃO DO MERCADO BOLSISTA MOÇAMBICANO E SEUS DESAFIOS NAS PME´s NO PERÍODO 1999-2014, Teses (TCC) de Finanças Empresariais

Avalliação dos principais indicadores da Bolsa de valores de Moçambique e seus desafios na captação de mais empresas para o mercado.

Tipologia: Teses (TCC)

2020

Compartilhado em 24/10/2020

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Didimo Ibraimo Bicá
4°Ano
AVALIAÇÃO DO MERCADO BOLSISTA MOÇAMBICANO E SEUS DESAFIOS NAS
PME´S NO PERÍODO 1999-2014
Licenciatura em Gestão de Empresas
Universidade Pedagógica
Maputo
2018
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Baixe AVALIAÇÃO DO MERCADO BOLSISTA MOÇAMBICANO E SEUS DESAFIOS NAS PME´s NO PERÍODO 1999-2014 e outras Teses (TCC) em PDF para Finanças Empresariais, somente na Docsity!

Didimo Ibraimo Bicá 4 °Ano AVALIAÇÃO DO MERCADO BOLSISTA MOÇAMBICANO E SEUS DESAFIOS NAS PME´S NO PERÍODO 1999- 2014 Licenciatura em Gestão de Empresas Universidade Pedagógica Maputo 2018

DidimoIbraimo Bicá 4 °Ano Licenciatura em Gestão de Empresas AVALIAÇÃO DO MERCADO BOLSISTA MOÇAMBICANO E SEUS DESAFIOS NAS PME´S NO PERÍODO 1999- 2014 Licenciatura em Gestão de Empresas Supervisor: Dr Armindo Jeque Universidade Pedagógica Maputo 2018 Monografia Científica apresentada ao Departamento de Economia e Gestão, Escola Superior de Contabilidade e Gestão, para a Obtenção do Grau Académico de Licenciatura em Gestão de Empresas, habilitação em gestão financeira..

4.3.1. Capitalização Bolsita sobre o PIB (SADC) ............ Error! Bookmark not defined.

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho primeiramente а Deus pela capacidade de formação de racíocinio lógico e pelo dom do conhecimento. Dedico também a grande amiga Francisca Ferrão, que cоm muito carinho, apoio e imensuravel esforço criou condições para quе eu chegasse аté esta etapa dе minha vida.

AGRADECIMENTOS

Em Primeiro lugar аgradeço a Deus, pоr ser essencial еm minha vida, autor dе mеu destino, mеu guia, socorro presente nа hora dа angústia. Аоs meus pais Didimo Dudu Bicá e Telma Maria Braz, meus irmãos Carla Bicá e Emerson Bicá, minha namorada Deise Matavele е a toda minha família pelo apoio, paciência e companheirismo nesses anos na academia. A todos colegas do curso de Gestão de Empresas e em especial aos colegas Alexandre Alda, Crimildo Dimas, Delicio Langa, Paulo Matavel e Tomás Nhatumbo pelo incentivo e grande ajuda com os debates ao longo do período na academia. Ao corpo docente da Escola Superior de Contabilidade e Gestão e em especial ao Docente Armindo Jeque pela orientação, vontade de transmitir seus conhecimentos e de contribuir positivamente para o sucesso do meu trabalho. A todos que directamente e indirectamente apoiaram-me, KHANIMAMBO

ABSTRACT

The promising stock market at the level of the industrial year has during the first 5 years of operation of BVM a market capitalization on GDP (1 year). BVM reached 6% of gross domestic production. This version reveals a qualitative and quantitative growth, because there is greater expression of the market on a total economy of the country. Nonetheless, growth is a variable that can be translated into a stock market level. Thus, in order to sustain itself, in fact, validate a negative mortgage of the work, when it concludes that the companies of the stock market have to receive the SME's to the same market, that by the way, when they were unlike others around the SADC, down growth. Key Words: Stock Exchange; Small and Medium Enterprises.

LISTA DE ABREVIATURAS

BCI – Banco Comercial e de Investimento BM – Banco de Moçambique BVM – Bolsa de Valores de Moçambique CPC – Cooperativa de Poupança e Crédito CTA – Confederação das Associações Económicas CVM – Comissão de Valores Mobiliários DSE – Bolsa de Valores da Tanzânia IFM – Instituições Financeiras Monetárias IFNM – Instituições Financeiras Não Monetárias IGEPE – Instituto de Gestão das Participações do Estado INE – Instituto Nacional de Estatística IPEME – Instituto Para Promoção de Pequenas e Médias Empresas LuSE – Bolsa de Valores da Zâmbia MCO – Mercado de Cotações Oficiais NSX – Bolsa de Valores de Namíbia PIB – Produto Interno Bruto PME – Pequenas e Médias Empresas SADC – Southern Africa Development Community SM – Segundo Mercado WFE – World Federation of Exchanges ZES – Bolsa de Valores do Zimbabwe

LISTA DE GRÁFICOS

 - 2.4. Bolsa de Valores - 2.5.1.Tamanho do Mercado.................................................................................................... 
  • CAPÍTULO III: A Bolsa de valores de Moçambique - 3.1 Contexto de criação - 3.1.2. Enquadramento Legal - 3.1.3. Intervenientes da BVM - 3.2. Funcionamento da Bolsa de valores - 3.2.1. Operadores da Bolsa de Valores - 3.3. Politica Estratégica da BVM - 3.4. Admissão a cotação: - 3.4.1. Requisitos de Admissão - 3.4.2. Admissão de Acções - 3.4.3. Admissão de Obrigações - 3.4.4. Papel Comercial - 3.4.5. Segundo Mercado - 3.5. Sessão de Bolsa
    • CAPÍTULO IV: DESEMPENHO DO MERCADO BOLSISTA MOÇAMBICANO
      • 4.1. Tamanho do Mercado
        • 4.1.1. Capitalização Bolsista da BVM
        • 4.1.2. Capitalização Bolsista sobre o PIB
        • 4.1.3. Número de Empresas Listadas na bolsa
      • 4.2. Profundidade de Mercado
        • 4.2.1. Razão do valor total de transacções em relação ao PIB
        • 4.2.2. Rácio de rotatividade
      • 4.3. A BVM e as Bolsas da SADC
        • 4.3.2. Desafios da BVM na captação de PMES..............................................................
        • 4.3.3. Valor Mínimo e estrutura Accionaria das PMES
    • CAPÍTULO V: METODOLOGIA
      • 5.1. População e Amostra
      • 5.2. Instrumento de colecta
        • 5.2.1. Questionário
      • 5.2.2. Entrevista
    • 5.3. Análise e Interpretação de Dados................................................................................
  • CAPÍTULO VI: CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES.......................................................
    • 6.1. Conclusões
    • 6.2. Recomendações...........................................................................................................
      • 6.2.1. Recomendações para as PMEs
      • 6.2.2. Recomendações para BVM
  • CAPÍTULO VII: REFERÊNCIAS BIBLIOGÁFICAS
  • Gráfico Nº1 : Evolução dos recursos na Bolsa…………………………………………
  • Gráfico Nº2 : Capitalização Bolsista por categoria de Títulos…………………………
  • Gráfico Nº3 : Capitalização Bolsitas sobre o PIB………………………...……………
  • Gráfico Nº 4 : Razão do valor total de transacções em relação ao PIB…………...……
  • Gráfico Nº5 : Rácio de Rotatividade...............................................................................
  • Gráfico N6 : Nível da Capitalização Bolsista sobre o PIB na SADC ............................

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1. INTRODUÇÃO Actualmente, mais do que nunca temas sobre a rentabilidade de fazer aplicações financeiras nas Bolsas de valores têm sido alvos de debates em palestras universitárias, debates televisivos e auditivos. Isto é resultado do papel importante que as Bolsas de valores passaram a desempenhar durante toda a última década para o sistema financeiro nacional, como também, para o internacional. Daí a importância de se compreender a origem das bolsas de valores. Na vertente de alguns historiadores das bolsas de valores, as actuais bolsas tiveram sua origem na Roma antiga; para outros, as bolsas de valores nasceram na Grécia antiga, nas praças onde comerciantes se reuniam para tratar de negócios. Isto leva-nos a crer que, no mundo, as abordagens dos mercados de valores mobiliários e das bolsas de valores particularmente, não constitui um assunto recente. De acordo com Nabais (1993:18) o termo bolsa surge no século XIV e teve a sua origem associada ao nome de uma família de banqueiros, chamados “Van der Burse”, moradores da cidade de Burges, na Bélgica. Era em casa dos “Van der Burse” que geralmente se reuniam a negócios, alguns comerciantes para levarem a cabo as suas negociações. Na visão de Joseph de la Vega, citado por Cavalcante (2002) a bolsa “é uma pequena praça rodeada de pilares e chama-se assim já por se encerarem nela os mercadores como uma bolsa, já pelas diligências que cada um faz de aí encher a sua.” Esta narração de Joseph sobre a bolsa foi a primeira em todo o mundo inerente as bolsas, isto em 1688. Embora a palavra bolsa já corria pelo mundo a fora, foi no século XVII, na Holanda inaugurada de forma pioneira, através de recursos financeiros que vinham da Associação de Capitais, a Bolsa de Valores de Amsterdã. Segundo Nabais (1993:18) era o mercado de títulos de empréstimo de Estados Europeus mais importante, seu objectivo era estabelecer um lugar onde discussões inerentes a participações dos investidores nas recém-criadas Companhias das Índias poderiam ser desenvolvidas.

16 necessário informar e formar quadros qualificados preparando-os para operar na Bolsa de valores. Cerca de quase 15 anos (1999-2014 “período em análise”) da criação do mercado bolsista, regista-se ainda uma presença quase inexistente das PME´s. As PMEs são uma peça chave para o desenvolvimento económico e sustentável, e, é um facto que o nosso mercado empresarial é maioritariamente constituído por PMEs. Elas geram postos de emprego para os Moçambicanos, inovações, produtos e serviços para consumidores no geral, sector público e privado. Embora tragam elas estes benefícios, grande parte das mesmas têm necessidade de Financiamento para despesas relacionadas com início de operação, gestão de (^1) fluxo de caixa, despesas de capital e crescimento. Junto a banca, poucas PMEs conseguem obter o financiamento, e nem por isso os pequenos e médios empresários recorrem a bolsa de valores, que é uma alternativa de capital para o crescimento das PMEs, como também proporciona mecanismos pelo qual accionistas e investidores podem receber retornos dos seus investimentos ao venderem as suas acções num mercado aberto. Perante este facto, surge a seguinte pergunta de pesquisa: Qual a contribuição da Bolsa de valores na captação das PME´s para a mercado de Valores Mobiliários? 1.1.2. Justificativa A conjuntura economica de Moçambique mudou e a Bolsa de Valores de Moçambique (BVM) é a expressão mais eloquente dessa modernidade. Nos últimos anos o sistema financeiro tem assinalado crescimento visível, a BVM é chamada a dar o seu contributo neste crescimento principalmente no que tange ao financiamento de PME´s, visto que o mercado empresarial Moçambicano, segundo informações do (IPEME, 2014) é constituído a 98,6% por PME´s. Assim este estudo ganha especial relevancia para a sociedade como também para comunidade empresarial, evidenciado os beneficios que a bolsa oferece as empresas que abram capital na bolsa para nela transacionarem. (^1) O fluxo de caixa, refere-se ao fluxo do dinheiro no caixa da empresa, ou seja, ao montante de caixa recebido e gasto por uma empresa durante um período de tempo definido.

17 Por outro lado para comunidade academica, o estudo visa abrir um caminho para debates em termos de massificação de saberes em torno dos mercados financeiros na academia; afinal, os futuros empresarios e gestores de empresas, estão hoje na academia e, por isso, é importante munir os estudantes de hoje de conhecimentos sobre as aplicações no mercado de capitais. Para melhor quantificar os esforços da BVM na captação de PME´s para o segundo mercado da bolsa, foi escolhido o período compreendido de 2000 (ano inagural) á 2014 (ano que a capitalização bolsista atingiu cerca de 6% do PIB). Para além desta razão, é de destacar que neste periodo selecionado para o estudo, há maior acessibilidade de informação para a materialização dos objectivos do trabalho. 1.2.Objectivos 1.2.1. Objectivo geral O objectivo geral deste trabalho é avaliar o desempenho bolsita na captação de PME´s para o segundo mercado da BVM; 1.2.2. Objectivo específico  Caracterizar o sistema financeiro;  Caracterizar o funcionamento geral da BVM;  Quantificar a evolução do mercado bolsitas através da avaliação dos indicadores de desempenho;  Identificar as razões associadas a ausência de PME´s na BVM; 1.3.Hipóteses Abaixo são apresentadas as Hipóteses da Pesquisa: H 0 : As condições do mercado bolsitas Moçambicano permitem a adesão das PME´s. H 1 : As condições do mercado bolsitas Moçambicano não permitem a adesão das PME´s. 1.4.Delimitação da Pesquisa

19 CAPÍTULO II: Referencial Teórico 2.1.Sistema Financeiro Em qualquer economia, há sempre agentes com excesso de poupança e há também os agentes que têm défice de poupança. Os primeiros agentes económicos são chamados de superavitarios ou mesmo aforradores (gastam menos do que ganham), e os últimos são chamados agentes económicos deficitários ou tomadores (desejam gastar mais do que ganham). Geralmente os agentes superavitarios, embora tenham excesso de poupança falta-lhes oportunidade de transformar a poupança em investimento produtivo. Por outro lado, os agentes deficitários possuem oportunidades de investimento, mas falta-lhe capital para financiar seus projectos. Neste cenário, existem intermediários financeiros que actuam num mercado com instrumentos financeiros propícios que permitem a canalização de fundos dos agentes superavitarios para os deficitários. A estes processos de transferência de fundos através de meios financeiros adequados chama-se sistema financeiro. De acordo com Cruz 1996: 176 o sistema financeiro é definido da seguinte maneira: “O sistema financeiro é o conjunto de mercados, instrumentos e instituições que colocam em contacto agentes económicos superavitarios e deficitários que permitam a transferência de recursos dos primeiros para os segundos e mecanismos de resolução de problemas que se colocam na aplicação e obtenção de recursos.” É o sistema financeiro que intermédia os diferentes agentes económicos, nomeadamente: famílias, empresas, governos e outras instituições ao redor do mundo também designadas por sector externo. Cruz 1996:176 ainda defende que: “Um sistema financeiro define-se em função de como nele agem, integralmente, agentes aforradores e investidores, intermediários financeiros e instrumentos financeiros. Aforradores, investidores, intermediários são “QUEM” está no sistema financeiro; os mercados são “ONDE” – local de encontro entre a procura e oferta de recursos financeiros; e

20 finalmente, os instrumentos financeiros e a regulamentação são a natureza de suporte de toda a relação – são o “COMO” são feitas as transacções dos recursos financeiros entre os agentes intervenientes.” 2.1.1. Fluxo de fundos no sistema financeiro O processo de canalização de fundos dos agentes económicos com excedentes financeiros para os agentes com necessidade de financiamento deve ocorrer em conformidade com as necessidades dos agentes económicos. Devem ser definidos os prazos de maturidade (estabilidade dos fundos) e os custos dos fundos (taxa de juro de mercado). Esta transferência de fundos pode ocorrer mediante ao uso de dois modelos: Financiamento directo também chamado de desintermediação financeira e através do financiamento indirecto chamado também de intermediação financeira. Antes de avançar com as abordagens inerentes a estes dois modelos de transferência de fundos vamos em primeiro plano conhecer os agentes económicos que se engajam nestes processos, que na perspectiva de Lopes e Rossetti (2005), são classificados da seguinte maneira:  Agentes económicos com orçamento equilibrado: têm uma renda que cobre os seus gastos de consumo e investimento, sem de forma alguma registar sobras ou deficit de rendimento.  Agentes económicos com orçamento deficitário: têm uma renda que não cobre os seus gastos em consumo e investimento, registando desta forma um deficit de rendimento;  Agentes económicos com orçamento excedentários: têm uma renda que cobre os seus gastos de consumo e investimento, e após da realização dos gastos há sobra de rendimento; 2.2.Mercados Financeiros O conceito de mercado financeiro varia de autor para autor. Para Gitman (2004, p. 18) “Os mercados financeiros são fóruns nos quais os fornecedores e os demandantes de fundos podem transaccionar directamente.” Na esfera de Cruz 1996: 177 o mercado financeiro é definido da seguinte forma: