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Documento que apresenta as fórmulas para calcular as distâncias entre pontos, pontos e retas, pontos e planos, elipses e parábolas no contexto do cálculo de coordenadas cartesianas.
Tipologia: Exercícios
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6. Distâncias
6.1 Distância entre dois pontos
No R^2 : d ( (^) A , B ) | AB | ( xB xA )^2 ( yB yA )^2
No R^3 : d (^) ( A , B )| AB | ( xB xA )^2 ( yB yA )^2 ( zB zA )^2
6.2 Distância entre ponto e reta
( , ) u d u v P r
2 2
0 0 a b
d ax by c Pr
( , )^ ,^ P =( x^0 ,^ y^0 ) e^ r :^ ax + by + c =0.
6.3 Distância entre ponto e plano
2 2 2
0 0 0 a b c
d ax by cz d P
( , )^ ,^ P =( x^0 ,^ y^0 ,^ z^0 ) e^ α:^ ax + by + cz + d =0.
7. Cônicas
Cônicas: parábola, elipse, circunferência ou hipérbole.
Cônicas degeneradas: retas ou pontos.
7.3 Hipérbole
Equação canônica: (^ ) ( 2 ) 1 0 2 2 0 2 x ax y by (ramos à esquerda e à direita)
0 2 2 0 2 x ax y by (ramos acima e abaixo)
7.4 Parábola
Parábola vertical:
Equação geral: y ax^2 bx c
Intersecções com o eixo x : x b 2 ba^4 ac
Intersecção com o eixo y : (0, c )
Resolução:
As coordenadas dos pontos A e B são, respectivamente, (3, 4) e (7, 2). Como a distância entre dois pontos é dada por
d ( (^) A , B )| AB | ( xB xA )^2 ( yB yA )^2 ,
vamos substituir xA por 3, xB por 7, yA por 4 e yB por 2:
d ( A , B ) ( 7 3 )^2 ( 2 4 )^2
O próximo passo é calcularmos 7-3=4 e 2-4=-2:
d ( A , B ) ( 4 )^2 ( 2 )^2
Elevando 4 ao quadrado e -2 ao quadrado, temos:
d ( A , B ) 16 4
Vamos agora somar 16 e 4:
d ( A , B ) 20
Finalmente, calculando a raiz quadrada de 20, temos: d ( A , B ) 4 , 47
Portanto, a distância entre os pontos A e B é igual a 4,47.
Resolução: Quando estamos tratando de pontos no R^3 , a distância entre A e B é dada por
d ( (^) A , B )| AB | ( xB xA )^2 ( yB yA )^2 ( zB zA )^2
Para que possamos calcular a distância entre os pontos A e B , vamos substituir xA por 2, xB por 5, yA por 5, yB por 3, zA por -4 e zB por 2:
d ( (^) A , B )| AB | ( 3 2 )^2 ( 3 5 )^2 ( 2 ( 4 ))^2
Calculando 3-2=1, 3-5=-2 e 2-(-4)=2+4=6, temos:
d (^) ( A , B )| AB | 12 ( 2 )^2 62
onde a , b e c são os coeficientes de x , y e o termo independente na expressão r : ax + by + c =0, respectivamente, ou seja, a =2, b =-1 e c =2 e x 0 e y 0 são as coordenadas do ponto P , isto é, x 0 =5 e y 0 =7. Vamos então substituir esses valores.
( ,) ( 2 ) (^2) ( 1 ) 2
dPr
Efetuando as multiplicações indicadas e elevando os termos 2 e -1 ao quadrado, temos:
4 1
dPr
Vamos agora somar e subtrair os termos que aparecem no numerador e no denominador.
5
d ( P , r )|^5 |
Como temos a raiz quadrada de 5 no denominador, podemos fazer a racionalização desse denominador, ou seja, vamos multiplicar numerador e
denominador por 5 para que tenhamos um número racional no denominador.
d ( P , r )
Multiplicando 5 por 5 , temos 5 5 e multiplicando 5 por 5 , temos
d ( P , r )^55
Vamos agora simplificar os dois números 5, o que resulta em:
d ( P , r ) 5
Calculando a raiz quadrada de 5, temos: d ( P , r ) 2 , 24
Portanto, a distância entre o ponto P e a reta r é igual a 2,24 unidades de comprimento.
Resolução: Cálculo do vetor diretor: Sabemos que r : M =(3 t +1, 2 t , 5 t -2) que é equivalente a r : M =(1+3 t , 0+2 t , -2+5 t ) Podemos decompor então como a soma de dois vetores r : M =(1, 0, -2)+( 3 t , 2 t , 5 t ) donde r : M =(1, 0, -2)+t( 3, 2, 5) Logo, temos um vetor diretor de r: u^ ( 3 , 2 , 5 ).
Uma outra forma de obtermos o vetor diretor é considerarmos os coeficientes de t na expressão r : M =(3 t +1, 2 t , 5 t -2). Note que os coeficientes são, respectivamente, 3, 2 e 5. Logo, u^ ( 3 , 2 , 5 ).
Vamos agora obter um ponto pertencente à reta r para determinarmos o vetor v^ . Sabemos que r : M =(3 t +1, 2 t , 5 t -2) Fazendo t =0, temos M =(3(0)+1, 2(0), 5(0)-2) Vamos efetuar os produtos indicados M =(0+1, 0, 0-2) E, finalmente, somar os devidos termos M =(1, 0, -2)
Como já temos um ponto M que pertence à reta r , podemos obter o vetor v^ tal que
v^ MA A M Como A =(1, 0, 3) e M =(1, 0, -2), temos v^ ( 1 , 0 , 3 )( 1 , 0 , 2 )
Como u^ ( 3 , 2 , 5 ), temos
u^ 32 22 52
Vamos elevar cada termo ao quadrado
u^ 9 4 25
e, em seguida, efetuar a somas indicadas
u^ 38
Calculando a raiz quadrada de 38, temos
u^ 4 , 24
Finalmente, a distância entre A e r é
4 , 24
d ( A , r )
O que resulta em d ( A , r ) 4 , 25
Resolução: Podemos calcular a distância entre D e α utilizando a fórmula
2 2 2 ( ,) |^000 | a b c
d ax by cz d D
onde x 0 , y 0 , z 0 são as coordenadas de D e a , b , c e d são os coeficientes de :2 x +3 y + z -2=0, ou seja, x 0 =4, y 0 =1 e z 0 =6 e a =2, b =3, c =1 e d= -2. ( ,) ( 2 ) (^2) ( 3 ) (^2) ( 1 ) 2
dD
Primeiro, vamos efetuar as multiplicações e as potências indicadas
4 9 1
d D
Vamos agora somar os termos que constam no numerador e também no denominador
14
d ( D , )|^15 |
Como |15|=15, temos
14
d ( D , )
Finalmente, vamos racionalizar o denominador. Para isso, basta multiplicarmos
numerador e denominador por 14
d ( D , )^15
Como 15. 14 15 14 e 14. 14 142 14 , temos
14
d ( D , )
Multiplicando 15 por 14 e dividindo o resultado por 14, a distância entre D e α é igual a d ( D , ) 4 , 01
Resolução:
A equação reduzida de uma circunferência corresponde a ( x x 0 )^2 ( y y 0 )^2 R^2
Como C =(2, 2), temos
( x 2 )^2 ( y 2 )^2 42
Resolução:
Para obtermos a equação geral de uma circunferência, inicialmente vamos considerar a equação reduzida ( x x 0 )^2 ( y y 0 )^2 R^2
Vamos agora somar 8 com 10 ( x+ 1)^2 + ( y +3)^2 = Como a equação obtida possui o formato ( x x 0 )^2 ( y y 0 )^2 R^2 , trata-se de
uma circunferência de raio R 18 e centro em (-1, -3).
Com base nessas informações, determine a equação canônica dessa elipse.
Resolução:
A equação canônica da elipse é
( ) ( 2 ) 1 0 2 2 0 2 x ax y by
onde x 0 e y 0 são as coordenadas do centro da elipse e a e b são os semi-eixos da elipse. Substituindo x 0 e y 0 por 0 e 0, respectivamente e a e b por 4 e 3, respectivamente, temos
( 40 ) ( 320 ) 1 2 2
2 x (^) y
o que resulta em
16 9 1
2 2 x y
que é a equação canônica da elipse dada.
225
25 ( x 2 )^2 y ^2
Logo, temos
a equação canônica da hipérbole em questão.
Resolução: Observando o gráfico, a parábola passa pelos pontos (0, 0), (5, 12) e (10, 0). Para que possamos encontrar a equação dessa parábola, vamos substituir cada um desses pontos na equação y = ax^2 + bx + c.
Para o ponto (0, 0), temos y = ax^2 + bx + c 0= a (0)^2 + b (0)+ c 0=0+0+ c 0= c c =
Para o ponto (5, 12), temos y = ax^2 + bx + c
12= a (5)^2 + b (5)+ 12= a (25)+ b (5)+ 12=25 a +5 b Ou, de maneira equivalente, 25 a +5 b =
Note que obtivemos uma equação linear com duas incógnitas. Como há uma infinidade de soluções para essa equação, no momento não é possível encontrar os valores de a e de b , mas iremos utilizá-la depois.
Para o ponto (10, 0), temos y = ax^2 + bx + c 0= a (10)^2 + b (10)+ 0= a (100)+ b (10)+ 0=100 a +10 b Ou, de maneira equivalente, 100 a +10 b =
Para encontrarmos os valores de a e b , vamos resolver o sistema de equações
a b
a b
Há várias possibilidades de resolução desse sistema. Vamos utilizar o método da adição. Observe que 100:25=4. Logo, se multiplicarmos a primeira equação por -4 será possível zerarmos o coeficiente de a ao somarmos as duas equações.
25 5 12 x( 4 ) a b
a b
Multiplicando cada termo da primeira equação por -4 temos
a b
a b