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Conicas elipse, Notas de estudo de Matemática

conicas elipse, o estudo .

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 04/01/2013

Angélica-Mattozinho
Angélica-Mattozinho 🇧🇷

4.6

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Elipse M´
ODULO 1 - AULA 18
Aula 18 Elipse
Objetivos
Descrever a elipse como um lugar geom´etrico.
Determinar a equa¸ao reduzida da elipse no sistema de coordenadas
com origem no ponto edio entre os focos e eixo xcomo o eixo focal.
Esbo¸car o gr´afico da elipse, a partir da equa¸ao reduzida, e fazer
transla¸oes.
Identificar os parˆametros a,bece a sua excentricidade.
Determinar as coordenadas dos focos e dos ertices, a partir da
equa¸ao reduzida.
Conceitos:
Sistemas de coordenadas e
distˆancias no plano.
Referˆencias:
Aulas 13 e 14.
Como acabamos de mencionar na aula anterior, a muitas aplica¸oes
para a par´abola, sendo esta curva plana encontrada em arias situa¸oes na
pr´atica cotidiana. A elipse, curva plana que vamos descrever nesta aula,
ao ´e ao facilmente encontrada na natureza. Por´em, observe as seguintes
figuras:
Figura 18.1: Vemos uma
elipse olhando um ırculo
de lado.
Figura 18.2: Elipse na
superf´ıcie da ´agua num
copo inclinado.
Figura 18.3: Elipse no
telhado do planet´ario Ty-
cho Brahe em Copenha-
gen, Dinamarca.
Kepler, 1571-1630.
Nasceu perto de Stuttgart.
Obteve o modelo para o
movimento dos planetas,
usando os dados observados
pelo astrˆonomo Tycho
Brahe.
Embora os gregos a conhecessem as onicas, apenas em 1609 o astrˆonomo
alem˜ao Johann Kepler descobriu que as ´orbitas dos planetas eram elipses.
Consideremos fixados no plano dois pontos F1eF2.
Aelipse ´e o lugar geom´etrico dos pontos do plano cuja soma das
distˆancias aos pontos F1eF2´e constante. Escrevendo esta constante como
2a, temos
elipse = {P|d(P, F1) + d(P, F2) = 2a}.
Os pontos F1eF2ao chamados focos da elipse. Foi Kepler quem introduziu
o nome foco.
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Elipse (^) M ODULO 1´ - AULA 18

Aula 18 – Elipse

Objetivos

  • Descrever a elipse como um lugar geom´etrico.
  • Determinar a equa¸c˜ao reduzida da elipse no sistema de coordenadas com origem no ponto m´edio entre os focos e eixo x como o eixo focal.
  • Esbo¸car o gr´afico da elipse, a partir da equa¸c˜ao reduzida, e fazer transla¸c˜oes.
  • Identificar os parˆametros a,b e c e a sua excentricidade.
  • Determinar as coordenadas dos focos e dos v´ertices, a partir da equa¸c˜ao reduzida.

Conceitos: Sistemas de coordenadas e distˆancias no plano.

Referˆencias: Aulas 13 e 14.

Como acabamos de mencionar na aula anterior, h´a muitas aplica¸c˜oes para a par´abola, sendo esta curva plana encontrada em v´arias situa¸c˜oes na pr´atica cotidiana. A elipse, curva plana que vamos descrever nesta aula, n˜ao ´e t˜ao facilmente encontrada na natureza. Por´em, observe as seguintes figuras:

Figura 18.1: Vemos uma elipse olhando um c´ırculo de lado.

Figura 18.2: Elipse na superf´ıcie da ´agua num copo inclinado.

Figura 18.3: Elipse no telhado do planet´ario Ty- cho Brahe em Copenha- gen, Dinamarca.

Kepler, 1571-1630. Nasceu perto de Stuttgart. Obteve o modelo para o movimento dos planetas, usando os dados observados pelo astrˆonomo Tycho Brahe.

Embora os gregos j´a conhecessem as cˆonicas, apenas em 1609 o astrˆonomo alem˜ao Johann Kepler descobriu que as ´orbitas dos planetas eram elipses.

Consideremos fixados no plano dois pontos F 1 e F 2. A elipse ´e o lugar geom´etrico dos pontos do plano cuja soma das distˆancias aos pontos F 1 e F 2 ´e constante. Escrevendo esta constante como 2 a, temos

elipse = {P | d(P, F 1 ) + d(P, F 2 ) = 2a}. Os pontos F 1 e F 2 s˜ao chamados focos da elipse.

Foi Kepler quem introduziu o nome foco.

Elipse

Figura 18.4: Vista da ´orbita que a Terra faz ao redor do Sol.

Figura 18.5: A soma das distˆancias de um ponto da elipse a F 1 e F 2 ´e constante: d 1 +d 2 = 2 a.

Vocˆe j´a deve ter observado que os jardineiros, preferencialmente, cons- troem canteiros circulares e el´ıpticos. E muito f´´ acil desenhar na terra ou no papel c´ırculos e elipses. O jardineiro amarra cada ponta de um barbante em um graveto, fixa os dois gravetos, na terra, a uma distˆancia menor que o comprimento do barbante e, com um terceiro graveto, estica o barbante. Os pontos na terra descritos pelo terceiro graveto formam a elipse.

Vocˆe pode desenhar uma elipse no papel, prendendo as extremidades do barbante com tachas e usando um l´apis para esticar o barbante. As tachas ser˜ao os focos da elipse. Observe que a distˆancia entre os focos ´e, obviamente, menor do que o comprimento do barbante.

Figura 18.6: Desenhando uma elipse no papel.

Seja 2c a distˆancia entre F 1 e F 2. Note que 2c < 2 a, isto ´e, c < a. Para encontrar a equa¸c˜ao de uma elipse, vamos fixar um sistema de coordenadas. Consideramos o eixo x como a reta passando por F 1 e F 2 , com a origem O situada no ponto m´edio do segmento F 1 F 2 , e o eixo y sendo a reta perpendicular a este segmento passando por O. A orienta¸c˜ao do eixo x

Elipse

Como a > c > 0, temos que a^2 > c^2. Assim, a^2 − c^2 ´e um n´umero real positivo e podemos escrevˆe-lo como o quadrado de um n´umero real b > 0, logo b^2 = a^2 − c^2. Observe que b < a. A equa¸c˜ao anterior se reescreve como b^2 x^2 + a^2 y^2 = a^2 b^2 que, dividindo por a^2 b^2 6 = 0, ´e equivalente a

x^2 a^2 +^

y^2 b^2 = 1,^ onde^ c

(^2) = a (^2) − b (^2).

Esta equa¸c˜ao ´e chamada equa¸c˜ao reduzida da elipse. A interpreta¸c˜ao geom´etrica para a e b pode ser vista a partir da equa¸c˜ao reduzida. Fazendo y = 0 nesta equa¸c˜ao, obtemos x

2 a^2 = 1, que ´e equivalente a x^2 = a^2. Portanto, x = ±a e os pontos A 1 = (−a, 0) e A 2 = (a, 0) s˜ao pontos da elipse, chamados v´ertices. O eixo maior da elipse ´e o segmento de reta A 1 A 2 , que tem comprimento 2a. Fazendo agora x = 0, obtemos y

2 b^2 = 1, que d´a y = ±b. Logo, os pontos B 1 = (0, −b) e B 2 = (0, b) s˜ao os pontos de interse¸c˜ao da elipse com o eixo y e s˜ao as extremidades do eixo menor, cujo comprimento ´e 2b. A origem O ´e o centro da elipse. Observe que os focos est˜ao situados no eixo maior da elipse.

Figura 18.8: Eixos maior e menor da elipse.

Figura 18.9: Rela¸c˜ao dos parˆametros: a^2 = b^2 + c^2.

O gr´afico da elipse ´e

Graf =

(x, y)

∣∣ x^2 a^2 +^

y^2 b^2 = 1

Ilustramos, nas Figuras 18.10 e 18.11, os gr´aficos de x

2 4 +^

y^2 1 = 1 e x^2 9 +^

y^2 4 = 1.

Elipse (^) M ODULO 1´ - AULA 18

Figura 18.10: Elipse x 42 + y 12 = 1. Figura 18.11: Elipse x 92 + y 42 = 1.

Note que:

(1) um ponto P = (x, y) est´a na elipse ⇐⇒ (x, −y) tamb´em est´a na elipse.

(2) um ponto P = (x, y) est´a na elipse ⇐⇒ (−x, y) tamb´em est´a na elipse.

(3) um ponto P = (x, y) est´a na elipse ⇐⇒ (−x, −y) tamb´em est´a na elipse.

As propriedades anteriores s˜ao conseq¨uˆencia das vari´aveis x e y apare- cerem ao quadrado na equa¸c˜ao da elipse e significam, respectivamente, que:

(1) o gr´afico da elipse ´e sim´etrico com respeito ao eixo x. (2) o gr´afico da elipse ´e sim´etrico com respeito ao eixo y. (3) o gr´afico da elipse ´e sim´etrico com respeito `a origem O.

Figura 18.12: Visualiza¸c˜ao das simetrias dos pontos da elipse.

A excentricidade da elipse ´e o n´umero real

e = c a

, 0 < e < 1.

A excentricidade da elipse ´e respons´avel pela forma da elipse. Elipses com excentricidade pr´oxima de zero tˆem os semi-eixos com com- primentos pr´oximos. Elas s˜ao aproximadamente um c´ırculo, pois

e = c a ≈ 0 =⇒ c ≈ 0 =⇒ c^2 ≈ 0 =⇒ b^2 = a^2 − c^2 ≈ a^2 =⇒ b ≈ a. (^) o s´ımbolo ≈ significa aproximadamente.

Elipse (^) M ODULO 1´ - AULA 18

x^2 9 +^

y^2 4 = 1. O centro (0,^ 0) desta ´ultima elipse ´e transladado para (1,^ −2).

De modo geral, a elipse x

2 a^2 +^

y^2 b^2 = 1 tem centro (0,^ 0) e eixos de simetria x = 0 e y = 0. Quando esta elipse ´e transladada de h unidades, horizontal- mente, e de k unidades, verticalmente, uma elipse congruente ´e obtida tendo equa¸c˜ao

(x − h)^2 a^2 +

(y − k)^2 b^2 = 1.

O centro (0, 0) ´e transladado para o ponto (h, k) e os focos, os v´ertices, as extremidades do eixo menor e os eixos de simetria s˜ao transladados como indicado a seguir:

x^2 a^2 +^

y^2 b^2 = 1^

(x − h)^2 a^2 +^

(y − k)^2 b^2 = 1 centro: (0, 0) −→ (h, k) focos: (c, 0) e (−c, 0) −→ (c + h, k) e (−c + h, k) v´ertices: (a, 0) e (−a, 0) −→ (a + h, k) e (−a + h, k) extremidades do eixo menor :^ (0, b) e (0,^ −b)^ −→^ (h, b^ +^ k) e (h,^ −b^ +^ k) eixos de simetria: x = 0 e y = 0 −→ x = h e y = k

Aten¸c˜ao:

A transla¸c˜ao n˜ao afeta a excentricidade, porque a transla¸c˜ao n˜ao de- forma a figura.

Figura 18.14: Elipses x a^22 + y b 22 = 1 e (x− a 2 h )^2 + (y− b 2 k )^2 = 1, com a > b.

Elipse

Resumo

Vocˆe aprendeu a descrever a elipse como um lugar geom´etrico; a deter- minar os parˆametros a, b e c da elipse, a partir da equa¸c˜ao reduzida obtida no sistema de coordenadas onde o eixo x ´e o eixo focal e a origem ´e o centro de simetria da elipse ; a fazer transla¸c˜oes; a determinar as coordenadas dos focos, dos v´ertices e do eixo menor; a determinar a excentricidade da elipse e o seu significado.

Exerc´ıcios

  1. Esboce o gr´afico das elipses:

(a) x

2 16 +^

y^2 9 = 1 (b) x

2 4 +^

y^2 1 = 1 (c) x

2 25 +^

y^2 16 = 1 (d) 8x^2 + 9y^2 = 72

(e) x^2 + 9y^2 = 36 (f) (x^ −^ 1)

2 9 +^

(y + 2)^2 4 = 1 (g) 9(x − 3)^2 + 16(y − 2)^2 = 144 (h) 4(x + 2)^2 + 9(y − 3)^2 = 36 (i) 9x^2 + 25y^2 = 225

  1. Considere as elipses do exerc´ıcio anterior. Determine: (a) as coordenadas dos focos e dos v´ertices. (b) a excentricidade.
  2. Determine a equa¸c˜ao reduzida da elipse, satisfazendo a propriedade dada:

(a) Centro (0, 0), eixo maior horizontal de comprimento 8 e eixo menor de comprimento 6. (b) Focos (± 3 , 0) e v´ertices (± 5 , 0). (c) Os pontos limitantes dos eixos maior e menor s˜ao, respectiva- mente, (3, 1), (9, 1) e (6, −1), (6, 3). (d) Focos (− 2 , 4) e (6, 4), eixo menor de comprimento 8.

  1. Determine as coordenadas do centro, v´ertices e focos das elipses: 4 x^2 − 8 x + 9y^2 − 36 y + 4 = 0 e 16y^2 + 64y + x^2 − 4 x + 52 = 0.
  2. O Sputnik, primeiro sat´elite lan¸cado da Terra em 1957, descrevia uma ´orbita el´ıptica, sendo o centro da Terra um dos focos. Determine a equa¸c˜ao da sua ´orbita, sabendo que, aproximadamente, a sua maior