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apostila algodão
Tipologia: Notas de estudo
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www.revistacultivar.com.br • Agosto 2010 07
Matheus Fabiano Botelho
Marcelo Gatti
A Divisão de Proteção de Cultivos da Basf acaba de lançar o Sistema AgCelence Soja Produtividade Top, composto pelos pro- dutos Standak Top, Comet e Opera. Se- gundo estudos divulgados pelo fabricante, o sistema proporciona incrementos de até 5% na produtividade, o que corresponde a aproximadamente mais três sacas por hectare. A tecnologia estará à disposição dos produtores para a safra de soja 2010/11, que começa a ser semeada em outubro. “Este modelo de manejo de soja proporciona uma grande tranquilidade decorrente do melhor estabelecimento da cultura, certeza da segurança em função de uma lavoura com mais raízes, folhas e ramos produtivos e a confiança numa maior produtividade”, ressalta o gerente de Marketing de Cultivos Extensivos, Oswaldo Marques.
Durante a 2ª Reunião Syngenta do Arroz Vagner Cianci desta- cou o Maxim XL e o Cruiser, bioativador que confere mais vi- gor à planta, aumenta a produtividade, me- lhora a germinação, o enraizamento e o arranque.
O Programa de Excelência em Distribui- ção Syngenta (Pedsyn) foi o tema aborda- do por Daniel França durante a 2ª Reunião Syngenta do Arroz.
A Bayer CropScience anunciou a chegada de dois novos execu- tivos na empresa. Pedro Garrio, que assume o cargo de gerente de Operações Estruturadas (Barter), e Ivan Moreno, que passa a responder pela gerência de Operações de Rede. "Já estamos trabalhando para estruturar os diferentes tipos de operações de barter (trocas), de forma a garantir que nossos clientes tenham cada vez mais proteção em relação à flutuação dos preços das commodities", diz Garrio, que possui ampla experiência no mercado de agronegócios. Ivan Moreno acredita que na Bayer CropScience seu principal desafio "é fortalecer ainda mais o re- lacionamento entre a equipe de vendas e a Rede de Distribuição, para que fique cada vez mais evidente que somos parceiros na construção de planos de negócios sustentáveis".
Ivan Moreno
Marcos Cernescu passou a res- ponder pela gerência regional de Vendas da Bayer CropScience, na região de Passo Fundo (RS). Cer- nescu era coordenador comercial da Regional Passo Fundo e agora terá como principais desafios assegurar o cumprimento das metas, coor- denar a formação e a manutenção da Rede de Distribuição e buscar novas oportunidades para lança- mentos de produtos e tecnologias adequadas ao mercado local. "A Bayer CropScience é uma empresa que reconhece e incentiva o empe- nho dos colaboradores e isso nos motiva cada vez mais", garante.
Pedro Garrio
Marcos Cernescu Daniel França
Oswaldo Marques
O engenheiro agrônomo José Alexandre Loyola assumiu novo desafio na Basf. Com experiência de 14 anos nas áreas de gestão, vendas e marketing no mercado do agronegócio, Loyola será o respon- sável por expandir as parcerias entre a empresa e as sementeiras. A finalidade do novo desafio é aumentar a oferta de sementes industrialmente tratadas. Loyola é graduado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp-Botucatu), possui MBA em Gestão de Agronegócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e em Marketing pela Fundação Instituto de Administração da Universidade de São Paulo (FIA/USP).
A Nufarm tem novo gerente comercial para a região Su- deste. Klaus Gunther Urban atuará nos estados de São Paulo, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Minas Gerais (Sul e Leste). Os focos de seu tra- balho serão a consolidação e o crescimento da empresa nas culturas de cana-de-açúcar, café, citros e HF. (^) Klaus Gunther Urban
José Alexandre Loyola
Vagner Cianci
Arroz
08 Agosto 2010 • www.revistacultivar.com.br
número de espécies de insetos- praga que atacam a lavoura de arroz irrigado no Rio Grande do Sul tem aumentado nas últimas safras. Portanto, o produtor deve ficar atento a sua ocorrência, identificação e controle. Inseticidas são recomendados quando as pragas atingem nível populacional capaz de causar perdas econômicas, aplicando-se produtos eficientes e com registro. Entre as principais pragas que ocorrem no Estado destaca-se o percevejo-do-colmo ( Tibraca limbativentris ), que ataca mais de 40% da lavoura. Sua incidência é maior nas regiões da Fronteira Oeste, Depressão Central, Litoral Sul e Planície Costeira Externa, onde são encontrados mais de dez insetos/m². Porém, nas demais regiões, mesmo em populações menores, este inseto tem preocupado os produtores.
Estudos realizados pelo Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) demonstram que a partir do mês de abril os insetos entram em hibernação. Em setembro, com o aumento da temperatura e fotoperíodo, ocorre o abandono da área de hibernação pelos percevejos. Logo, a maior concentra- ção da praga nos locais de refúgio ocorre durante cinco meses. Este percevejo vem para a lavou- ra até o mês de janeiro. Após esse período a população permanece abrigada para atacar na safra se- guinte, ocorrendo a preservação da espécie. Os locais preferidos para a hibernação são os situa- dos próximos e dentro da lavoura onde, nas partes mais altas e na resteva, foram encontrados até 40 insetos/m². Também nas taipas,
O percevejo-do-colmo (Tibraca limbativentris) costuma hibernar no período de abril a setembro, permanecendo por aproximadamente cinco meses nos locais de refúgio, antes de atacar as plantações de arroz irrigado. Após o monitoramento da população no campo, o uso de inseticidas registrados, na dose recomendada e seletivos a inimigos naturais, é uma das ferramentas recomendadas no combate à praga
Eliminação das plantas daninhas As plantas hospedeiras nos canais de irrigação, nas ruas e bordas da lavoura devem ser destruídas para evitar que os percevejos se abriguem no período da hibernação. Porém, a grama existente nestes locais deve ser cortada, mas não eliminada com o objetivo de manter os inimigos naturais.
Destruição da resteva A eliminação da resteva, após a colheita, através de incorporação por grade ou rolo- faca, vai auxiliar na redução da população dos percevejos existentes. Principalmente as partes mais altas da lavoura, contendo a palha, são locais favoráveis ao abrigo dos percevejos.
Destruição das taipas Devido à ocorrência de plantas daninhas, plantas de arroz e palhas, estas áreas da la- voura vão formar locais propícios ao abrigo dos insetos durante a hibernação, mantendo populações altas para a safra seguinte.
Uma adubação equilibrada vai formar plantas mais fortes, com maior emissão de raízes, portanto, suportando melhor o ataque das pragas.
Ao serem queimadas as plantas dani- nhas, na resteva, pode haver desequilíbrio no ambiente, pois os inimigos naturais serão eliminados, ocorrendo o aumento das pragas nas safras seguintes.
Devem ser utilizados produtos registrados na dose recomendada, sempre após o monito- ramento da população no campo. Entre os inseticidas registrados para o controle do percevejo-do-colmo, em arroz irrigado, o tiametoxam 250WG, além de eficiente é altamente seletivo.
10 Agosto 2010 • www.revistacultivar.com.br
C C
Sintomas de mancha parda em lavoura de arroz, doença influenciada por fatores como clima e época de semeadura
Fotos Jaime V. de Oliveira
na água e evitar que sejam observados e contados.
Por conta das populações altas nas últimas safras, perdas têm ocorrido devido ao ataque
do inseto em dois estágios de desenvolvimento das plantas. No primeiro ataque após a emergência das plantas, na bainha da folha, ocorre um ponto de coloração escura, devido ao estran- gulamento do colmo, provocando o sintoma denominado coração morto. No segundo estágio, com as plantas maiores, o inseto ataca o colmo provocando o seu estrangulamento interno e poste- riormente se dá a formação de panículas brancas ou a esterilidade parcial dos grãos, devido ao ataque após a formação de algu- mas espiguetas. Em média, um percevejo/m^2 causa 1,5% de redução na produção de grãos. Muitas vezes os sintomas só são observados tardiamente, quando da incidência de panículas brancas, na colheita, ao ser colocado o arroz no gra- neleiro ou, na pré-limpeza, pela ocorrência dos insetos.
Em condições normais uma fêmea de percevejo- do-colmo pode pôr até 800 ovos
Fase do percevejo adulto
Jaime Vargas de Oliveira e Thais Fernanda Stella de Freitas, Irga
no hipocótilo e cotilédones em plântulas que acabaram de emergir, além de provocar importante tombamento em pré-emergência. Nas condições de cultivo do algodão, na região Centro-Sul do Mato Grosso, a transmissi- bilidade de C. gossypii das sementes para as plântulas foi estimada em aproximadamente 60%. Infecções precoces de C. gossypii var cephalosporoides desenvolvendo sintomas de ramulose antes dos 30 dias depois da emergência podem inviabilizar a cultura. As incidências mais graves de tombamento pro- vocado por C. gossypii aparecem, geralmente, após as quedas de temperatura que sucedem as primeiras chuvas pós-plantio. Sintomas do tipo damping-off e de tombamento em pré e pós-emergência, com necrose avermelhada do hipocótilo e radícula, são provocados por Fusarium spp., reduzindo sensivelmente o estande final. Se as condições de ambiente forem favoráveis ao desenvolvi- mento da doença, com temperaturas variando entre 18ºC e 30ºC e umidade elevada por vários dias, a extensão das falhas pode tornar necessário o replantio. Sintomas de tombamento causado por Fu- sarium oxysporum f.sp. vasinfectum são seme- lhantes aos provocados por outras espécies do fungo. Nas plantas jovens ocorre inicialmente em plântulas isoladas, que se disseminam em
reboleiras, podendo atingir toda a lavoura. Nessas plântulas se dá o amarelecimento e o enegrecimento dos cotilédones, que posterior- mente secam e produzem a morte da planta jovem. Fusarium oxysporum f.sp. vasinfectum é disseminado a longas distâncias exclusivamen- te através de sementes infectadas. Provoca a murcha da planta adulta, importante doença sistêmica e quarentenária (considerada como
A2 no estado de Mato Grosso), extremamente restrita e exigente quanto à adoção de medidas drásticas de controle e com potencial para inviabilizar a cultura por longo período. A en- trada do patógeno na maioria das áreas isentas ocorreu por meio de sementes infectadas. As sementes de algodão apresentam papel fundamental no estabelecimento da lavoura, sendo também o principal veículo de dissemi-
Necrose em folha de planta jovem causada por Fusarium oxysporum f.sp. vasinfectum
14 Agosto 2010 • www.revistacultivar.com.br
Ingrediente ativo Azoxystrobin + Fludioxonil + Metalaxil-M Carbendazim carbendazim+thiram Captan Captan Captan Captan Captan Captan Fludioxonil Pencicurom Pencicurom triadimenol
Produto comercial Dinasty Minx 500 SC Derosal Plus Captan SC captan 500 ts captan 500 ts captan 750 ts captan 750 ts Orthocide 500 Maxim Monceren PM Monceren 250 SC Baytan SC
tabela 1 - Fungicidas registrados para o tratamento de sementes de algodão no controle dos principais fungos
doses do p.c/100kg de sementes 300 80 600 350 325 265 160 220 240 a 300 200 300 300 a 500 200
Alvos* 1, 3 1, 2, 6, 7, 8 2, 3, 5 1, 2, 3, 4, 5, 8, 9 2 3 1 3 2, 3 3 3 3 3 Fonte: agrofit - Ministério da agricultura Pecuária e abastecimento (Mapa). coordenação geral de agrotóxicos e afins/dFia/das. disponível em: <extranet. agricultura.gov.br/agrofit.../principal_agrofit_cons -> acesso em 2/7/2010. *alguns fungicidas são específicos para determinados grupos de fungos. assim, é recomendado o conhecimento do perfil sanitário do lote de sementes antes do tratamento. (1) = Colletotrichum gossypii var.cephalosporioides, (2) = Colletotrichum gossypii, (3) = Rhizoctonia solani, (4) = Fusarium pallidoroseum, (5) = Fusarium verticillioides, (6) = Fusarium spp., (7) = Botryodiplodia theobromae, (8) = Aspergillus spp., (9) = Penicillium spp.
nação e sobrevivência de vários patógenos de importância para a cultura. O uso de sementes livres de contamina- ções e infecções, ou dentro de padrões de tole- rância estabelecidos para a cultura, é o método mais adequado para reduzir a sobrevivência e a disseminação de patógenos veiculados através das sementes. Nesse sentido, considera-se semente ideal aquela livre de qualquer pató- geno, seja pela condução rigorosa, do ponto de vista fitossanitário, das áreas de produção de sementes, seja pela aplicação de tratamento químico, físico ou biológico adequado. Considerando que a qualidade sanitária das sementes é diretamente influenciada pelas condições climáticas sob as quais foi produzida e armazenada, recomenda-se a adoção de vá- rios métodos de controle no manejo integrado do tombamento. Devido à influência que as baixas temperaturas exercem na severidade e na incidência do tombamento, indica-se evitar semeaduras anteriores à primeira quinzena de outubro, período incomum para a semeadura do algodão no cerrado, pois nessas condições as sementes de algodão exsudam maior quan- tidade de açúcares e aminoácidos, favorecendo
o ataque de patógenos. A baixa temperatura também torna o processo de germinação mais lento, atrasando a emergência, mantendo as plântulas mais expostas ao ataque de patóge- nos do solo. Entre os métodos disponíveis de manejo de patógenos causadores de tombamento e de doenças na planta adulta, o tratamento de sementes com fungicidas sistêmicos combina- dos aos de contato ou protetores constitui-se em estratégia das mais eficazes, permitindo o controle direto dos microrganismos patogê- nicos associados às sementes e solo e controle residual de patógenos de ocorrência inicial em plântulas, possibilitando a ampliação do espectro de controle de cada fungicida, devido à ação combinada de dois ou mais produtos em mistura.
A associação dos fungicidas sistêmicos e de contato garante benefícios não somente às sementes, mas também às folhas e raízes, já que os fungicidas de contato protegem a semente contra fungos superficiais e do solo durante o processo de germinação e os fungicidas sistêmicos agem em favor das raízes e das folhas em formação contra a infecção precoce de patógenos presentes no interior das sementes (embrião) e no ambiente. Além da manutenção do bom desem- penho inicial de plântulas, o tratamento de sementes com fungicidas pode promo- ver benefícios adicionais no controle de doenças, pois além de reduzir a população de patógenos presentes nas sementes, os fungicidas ainda protegem a lavoura nos estádios iniciais de desenvolvimento ( dias a 28 dias em média), diminuindo o risco de ocorrência das doenças da parte aérea, como ramulose, ramulária, mofo branco, mela e murcha de Fusarium.
Andréia e Neto destacam a importância do tratamento de sementes com fungicidas para controle de doenças
Comparação entre planta doente (E), com sintoma de estrangulamento, e planta saudável (D)
Andréia Quixabeira Machado, Univag Daniel Cassetari Neto, UFMT
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Empresas
A
implementação de uma estraté- gia de sucesso para o manejo da resistência das plantas daninhas ao herbicida glifosato requer um método simples, econômico, efetivo e que permita a detecção antecipada da resistência. O Syngenta RISQ TEST viabiliza estas ações proativas no manejo das plantas daninhas resistentes ao glifosato e outros herbicidas. Atualmente, a resistência a herbicidas é confirmada através de métodos demorados e que requerem a condução de ensaios em casas de vegetação. Estes experimentos normalmente são conduzidos através de sementes coletadas no campo, de plantas que sobreviveram à aplicação de doses comerciais dos herbicidas. Deepak Kaun- dum e sua equipe do Centro de Pesquisas da Syngenta em Jealott´s Hill, Inglaterra, desenvolveram o Syngenta RISQ TEST, uma nova metodologia através de bioensaio simples. Pode ser conduzido antes do início do plantio ou da aplicação de herbicidas. "O Syngenta RISQ TEST requer o "trans- plante" de plântulas sensíveis e as possíveis resistentes ao glifosato para uma Placa de Petri com Agar e doses discriminatórias de glifosato.
A avaliação da eficácia é baseada na sobrevi- vência das plantas e na emissão de novas raízes até 10 dias após o "transplante". A nova metodologia foi inicialmente validada em quatro populações suscetíveis e quatro populações resistentes a glifosa- to caracterizadas por: (1) à mutação de P106S em Eleusine indica que resulta em um sítio de ação insensível; (2) à redução da translocação do glifosato nos tecidos meristemáticos em Lolium multiflorum ; (3) Conyza canadensis (4) Amaranthus pal- meri com o mecanismo de resistência que compreende a super expressão da EPSPS através da amplificação de cópias de EPSPS no genoma. O maior benefício do Syngenta RISQ TEST é a capacidade de detectar a resis- tência de plantas daninhas ao glifosato independentemente do mecanismo de resistência envolvido. Isto possibilita a tomada de decisões proativas no manejo da resistência, baseada na eficácia dos her- bicidas e no controle esperado da população de plantas daninhas. O sigla RISQ TEST deriva de "Resis- tance In-Season Quick". A nova metodo-
logia foi lançada oficialmente em fevereiro de 2010 no Congresso da Weed Science Society em Denver, Colorado-USA. No Brasil, foi apresentada pela primeira vez no Brasil no XXVII Congresso da Ciência das Plantas Daninhas em Ribeirão Preto- SP realizado entre os dias 19 a 23 de Julho de 2010. O pesquisador da Syngenta, da Inglaterra, Ian Zelaya, fez uma apresenta- ção oral, enquanto Elisa Basso e sua equipe da Estação Experimental da Syngenta em Holambra-São Paulo, fizeram demonstra- ções para três espécies de plantas daninhas resistentes ao glifosato: buva, capim amar- goso e azevém. A receptividade foi muito positiva con- forme demonstrado pelo grande interesse despertado entre a comunidade científica presente no evento. O departamento de Pesquisa e Desen- volvimento da Syngenta planeja ações para difundir no Brasil o Syngenta RISQ TEST. A Syngenta acredita que esta inovação con- tribuirá de forma prática e moderna para o manejo das plantas resistentes de modo a suportar a sustentabilidade do manejo das plantas daninhas.
Detecção antecipada
Syngenta lança no Brasil teste rápido de campo para detecção de resistência de herbicidas às plantas daninhas, desenvolvido na Inglaterra
Testemunha sensível Sensível 5ppm Sensível 20ppm
Testemunha resistente Resistente 5ppm Resistente 20ppm
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16 Agosto 2010 • www.revistacultivar.com.br
que atuam, em média, por duas a três sema- nas. A aplicação de fungicidas na parte aérea não tem efeito. O controle integrado, combinando altos níveis de resistência parcial e melhoria nas condições físicas do solo, especialmente com drenagem e descompactação, é tão efetivo quanto resistência completa ou uso de fun- gicida, na maioria dos ambientes. Portanto, é importante que o agricultor, ao planejar o próximo cultivo de soja, verifique antes a situ- ação das suas áreas quanto à compactação e ao acúmulo de água, atentando para situação de terraços em curvas de nível, baixadas e locais com acúmulo excessivo de palha. A rotação de culturas, evitando-se semeadura de soja por mais de dois anos consecutivos na mesma área, pode ser usada para evitar aumento do nível de inóculo no solo. A Embrapa Soja e a Embrapa Trigo, dentro do programa de melhoramento de soja das instituições, introduziram na rotina de seleção de linhagens os testes para resistência completa à podridão radicular de fitóftora e têm procurado lançar cultivares resistentes à doença, sendo que várias já estão disponíveis aos agricultores.
www.revistacultivar.com.br • Agosto 2010 19
CC
Fotos Rafael Soares
deste gênero permanece controversa. Estão filogeneticamente relacionados às algas e a alguns organismos eucarióticos anteriormente conhecidos como protistas. Os sintomas causados por P. sojae são de- pendentes do nível de resistência da cultivar. Podem ser observados desde a pré-emergência até a fase adulta das plantas, sendo que as mais jovens são mais suscetíveis e morrem com maior rapidez. Pode ocorrer apodrecimento de sementes ou flacidez na radícula, progredindo ao cotilédone, e os tecidos afetados adquirem coloração marrom. Sementes infectadas ger- minam lentamente e, quase sempre, as plântu- las morrem durante a emergência. Durante a emissão dos primeiros trifólios, a extremidade da raiz principal torna-se flácida e marrom, e essa descoloração estende-se e envolve o hipo- cótilo até o nó cotiledonar, ocorrendo o colapso do tecido. Na sequência, as folhas tornam-se amareladas, murcham e a planta seca e morre. Plantas desenvolvidas morrem lentamente, apresentando folhas amareladas e tecido seco entre as nervuras, seguindo-se murcha completa e seca dos tecidos, permanecendo as folhas presas às plantas, voltadas para baixo. Há destruição quase completa de raízes secun- dárias e apodrecimento da raiz principal, que adquire coloração marrom-escuro. Nesta fase, o sintoma característico é o aparecimento, no exterior da haste, de coloração marrom-escuro, circundando-a desde o solo e, frequentemente, progride ao longo desta e das hastes laterais em direção ao topo da planta. Em plantas adultas de cultivares de soja que apresentam menor suscetibilidade, os sintomas ficam restritos ao apodrecimento da raiz principal e, oca- sionalmente, ocorrem lesões longas, lineares, levemente aprofundadas e de cor marrom, em apenas um dos lados da haste, muito parecidas com lesões de cancro da haste. As condições climáticas que favorecem a ocorrência da podridão radicular de fitóftora são temperatura igual ou superior a 25°C e água livre no solo. Desse modo, chuvas no início do ciclo favorecem o apodrecimento de sementes e o tombamento de plântulas, e precipitações durante o ciclo facilitam a ocorrência de murcha, escurecimento externo na haste, apodrecimento de raízes e morte
em plantas adultas. Os esporos de resistência (oósporos), formados nas raízes e nas hastes de soja infectada, podem sobreviver no solo por muitos anos na ausência do hospedeiro, não germinando todos ao mesmo tempo. A transmissão e disseminação do patógeno não ocorrem por sementes, sendo o solo e os restos culturais de soja contaminados as principais fontes de inóculo.
A resistência genética é o principal meio de controle da doença. Ela pode ser completa ou parcial. A resistência completa, embora impeça a ocorrência da doença, é específica a uma ou algumas raças do patógeno, e pode ser quebrada por raças diferentes. A resistência parcial, também conhecida como resistência de campo, resistência geral, resistência por redução de progresso, resistência de planta adulta ou tolerância, expressa-se pela redução de extensão de colonização de tecidos radicu- lares, sendo avaliada pela capacidade da planta de resistir à penetração, à colonização ou à multiplicação do patógeno. Essa resistência é governada por diversos genes e dificilmente pode ser quebrada por alguma das raças do patógeno. Isolados obtidos de plantas doentes nos estados do Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, e testados em cultivares diferenciadoras (cultivares com diferentes genes de resistência que servem para classificar os isolados), mostraram que existe variabilidade do microrganismo entre a maioria dos locais. O controle químico com fungicidas é efetivo para cultivares com elevado nível de resistência parcial, e pode ser realizado via semente ou diretamente na linha de semea- dura, no solo. Os princípios ativos eficazes são metalaxil e mefenoxam, da classe fenilamidas,
Morte de plantas por podridão radicular de fitóftora em área com acúmulo de umidade
Esporos dePhytophthora de soja no interior da raiz
Rafael Moreira Soares, Embrapa Soja Leila Maria Costamilan, Embrapa Trigo
Soares e Leila aconselham a rotação de culturas para evitar o aumento do nível de inóculo no solo
Mais proteção.
Mais vigor.
Maior ação contra nematoides.
E claro, mais produtividade.