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doseamento da dipirona, Notas de aula de Química

relatório do doseamento da dipirona, aula prática de quimica farmacêutica

Tipologia: Notas de aula

Antes de 2010

Compartilhado em 03/06/2010

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eliete-silva-do-carmo-3 🇧🇷

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UNIVERSIDADE DE CUIABÁ
UNIDADE PRIMAVERA DO LESTE
FARMÁCIA
ELIETE DO CARMO BARBOSA
RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA
Doseamento do comprimido da dipirona
Química farmacêutica
Profª Diana Paiva
Primavera do Leste, 25 de maio de 2010
INTRODUÇÃO
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Baixe doseamento da dipirona e outras Notas de aula em PDF para Química, somente na Docsity!

UNIVERSIDADE DE CUIABÁ

UNIDADE PRIMAVERA DO LESTE

FARMÁCIA

ELIETE DO CARMO BARBOSA

RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA

Doseamento do comprimido da dipirona

Química farmacêutica

Profª Diana Paiva

Primavera do Leste, 25 de maio de 2010 INTRODUÇÃO

A dipirona é o analgésico antipirético mais utilizado no Brasil. O ácido 1- fenil-2,3-dimetil-5-pirazolona-4- metilaminometanossulfônico mais conhecido como dipirona, ou metamizol, é um fármaco muito utilizado pela população brasileira em diversas apresentações farmacêuticas (solução oral, injetável, comprimidos e supositórios), sendo comercializado principalmente como medicamento isento de prescrição (MIP) é comercializada principalmente na forma sódica, é um medicamento antiinflamatório não-estereoidal (AINE) que é utilizada, principalmente como analgésico e antitérmico. Sua utilização, no entanto, se encontra restrita a alguns paises, sendo extremamente popular no Brasil onde efetivamente é um dos analgésicos mais populares, ao lado do ácido acetil salicílico. É um pó sólido branco solúvel em água. Fórmula molecular : C13H16N3NaO4S, massa molar é de 311,358 g/mol e peso molecular: 333.34.

Este fármaco é encontrado principalmente como um pó cristalino, quase branco e inodoro. É solúvel em água e em metanol, pouco solúvel em etanol e praticamente insolúvel em éter etílico, acetona, benzeno e clorofórmio. Apesar de ser um AINE fraco, a dipirona é um potente analgésico e antipirético, sendo indicado para patologias como cefaléias, neuralgias e dores reumáticas, de fibras musculares lisas (por exemplo, cólica renal), pós-operatórias e de outras origens. Também é indicado para febres causadas por quadros onde a utilização do ácido acetilsalicílico (AAS) não é recomendada. É rapidamente absorvido pelas diferentes vias de administração. Por via oral, seu efeito antipirético é notado em aproximadamente 30 minutos, com duração entre 4 a 6 horas. É rapidamente hidrolisada pelo suco gástrico no metabólito ativo 4-N-metilaminoantipirina (MAA), que é prontamente absorvido pelo organismo. O mecanismo de ação consiste na inibição da síntese de prostaglandinas, prostaciclinas e tromboxanos, e pela inibição reversível e irreversível da enzima ciclooxigenase (COX) em suas isoformas conhecidas. Suas ações ocorrem tanto no sistema nervoso central quanto sistema nervoso periférico. Alguns autores não recomendam o uso de dipirona, sendo este fármaco proibido em países como EUA e Reino Unido. Isto é devido ao suposto efeito depressor da medula óssea, o que poderia levar a anemia aplástica e, principalmente, agranulocitose. Outros autores afirmam que este fármaco causa menos efeitos adversos do que o AAS. Medicamentos a base de

Verificar se a quantidade de principio ativo presente em cada comprimido está de acordo com o indicado pela embalagem.

MATERIAIS E REAGENTES

  • Água destilada.
  • Ácido acético
  • Balão volumétrico de 50 ml.
  • Balança analítica
  • Bastão de vidro.
  • Becker.
  • Bureta.
  • Comprimidos de dipirona.
  • Erlenmeyer.
  • Papel toalha.
  • Proveta.
  • Pipeta graduada de 5 ml.
  • Suporte universal e garras.
  • Solução de amido.
  • Solução de iodo.
  • Vidro relógio

MÉTODOS

Pesou-se o comprimido de dipirona 500 ml, colocou-o em um béquer e o quebrou com um bastão de vidro, adicionou-se 25 ml de água mexeu com bastão e

fez a transferência para um balão volumétrico, fez se agitação por 5 minutos com movimentos de vai vem com o balão volumétrico fechado para dissolução total da amostra, posteriormente completou- se o volume de 50 ml com a água fechou o balão e em seqüência realizou-se a lavagem da bureta com o titulante a ser utilizado sendo este o iodo, prendeu-a no suporte universal através das garras fechou a torneira e com um erlenmeyer adicionou-se iodato de potássio até completar sua capacidade verificando se não havia a formação de bolhas, em outro erlenmeyer de maior capacidade despejou-se a solução preparada com a dipirona, adicionou-se 3 ml de ácido acético e 3 ml de amido sendo esta substância medidas em provetas. Colocou o erlenmeyer com a solução embaixo da bureta sendo o local forrado com papel toalha, abriu a torneira aos poucos para que o titulante fosse caindo em forma de gotas até ocorrer a titulação, sendo esta evidenciada pela mudança da coloração chamada de ponto de viragem com persistência acima de 30 segundo. Verificou-se o volume gasto do titulante e realizou-se cálculos para determinação do teor.

RESULTADOS E DISCURSÕES

Na titulação da solução preparada com a dipirona, foram gastos 31 ml deste, através deste dado é possível a verificação do teor de principio ativo contido na amostra através do seguinte cálculo:

1 ml de iodo neutraliza 16,670mg de dipirona 31 ml de iodo neutralizam X X= 516,77 mg de dipirona

Portanto a amostra analisada apresentou 516,77 mg de teor de principio ativo sendo que esta indica na embalagem 500 mg, sendo assim a mesma apresenta concentrações acima do estabelecido bem como do determinado pelos órgãos competentes, oferecendo assim um risco ao paciente, neste caso uma possível intoxicação.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

Agência Nacional de Vigilância Sanitária. Medidas para ampliar qualidade, segurança e eficácia dos medicamentos. Rev Saúde Pública 2003; 37: 821-824.

Alonzo HGA, Cristiana L, Corrêa CL, Zambrone FAD. Analgésicos, antipiréticos e antiinflamatórios não-esteroidais: dados epidemiológicos em seis centros de controle de intoxicações do Brasil. Rev Bras Toxicol 2001; 14: 49-54.

Avaliação das amostras de medicamentos recolhidas por denúncia indica que 29% estavam insatisfatórias [reportagem]. Riopharma 2005; 64: 12-13.

Gil E.S. Controle físico-químico de qualidade de medicamentos. 2ª ed., São Paulo: Pharmabooks, 2007. 485 pp.

Painel internacional de avaliação da segurança da dipirona [relatório]. Brasília:

  1. Acesso 21 de mai. 2010. Disponível em: http://www.anvisa.gov.br/divulga/ informes/relatoriodipirona2.pdf.

Resolução RE nº 899 de 29 de maio de 2003. Guia para validação de métodos analíticos e bioanalíticos métodos analíticos. 2003. Diário Oficial da União 2003; Acessado em 21 de mai. 2010. Disponível em: http://e-legis.anvisa.gov.br/leisref/ public/showAct.php?id=15132&word.