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Estudo sobre a cultura gerga e sua atuação na educação
Tipologia: Notas de estudo
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Alunos: Carlos Alberto dos Santos Merielly Zanoni Marina Blank Fernanda Seibert Glaucia Malavasi Edilane Kosanke Kassiya Baratela Evilane Paranhos Danike Elisangela Solivana Andreia Georgina Regimara Leilane Ms: Jaquelini Scalzer
A Educação Grega
Os povos orientais acreditavam que a origem da educação era divina. O conhecimento que circulava na comunidade resumia-se aos seus próprios costumes e crenças. Essa realidade impedia uma reflexão sobre a educação, uma vez que esta era rígida e estática, fruto de uma organização social teocrática. A divindade, portanto, era autoridade máxima, logo, sua vontade não poderia ser contestada.
Se compararmos a educação da Grécia antiga as grandes civilizações do Oriente, se observa um grande salto da primeira em relação às outras. A educação grega inovou o conceito de educação denominada hoje liberal. É a educação digna do homem livre, que o habilita a tirar proveito de sua liberdade ou dela fazer uso. Na Grécia Clássica, a razão autônoma se sobrepõe às explicações puramente religiosas e místicas. A inteligência crítica, o homem livre para pensar e formar os juízos a cerca da sua realidade, preparado não para submeter-se ao destino, mas para influenciar e ser agente de transformação como cidadão, resume a concepção grega da educação e seus fins. Com essa nova mentalidade, a educação é enriquecida como uma nova reflexão:
**a liberdade política no Estado e através dele; **a educação é a preparação para a cidadania; **desenvolvimento intelectual da personalidade; **amor ao saber pelo saber, isto é, a Filosofia; **viver de acordo com a razão; **o homem como sendo, primariamente, um ser racional; **moral de personalidade, ou que cada indivíduo encontra na sua racionalidade o direito de determinar os seus próprios fins na vida; **liberdade moral e responsabilidade moral, ou a liberdade sob a lei e pela lei, contida na natureza; **arte como sendo a corporificação concreta de alguma verdade, de um ideal ou experiência de validez; **o indivíduo deve procurar conhecer-se a si próprio (Sócrates). A escola de Platão, paradigma da sociedade perfeita (tela de J.Delville) s e conceitos, os ideais gregos:
Esses ideais foram o resultado de lenta evolução. Pedagogicamente, o ideal educativo grego além da posse do conhecimento, aperfeiçoou a personalidade humana através desse conhecimento. Para a educação grega a cultura representava um meio para elevar o indivíduo. Essa pedagogia humanista tinha um caráter essencialmente formal, ao contrário da pedagogia tradicionalista que se revestia de um caráter material.
O período pré-socrático inicia-se por volta do século VI a.C., quando aparecem os primeiros filósofos nas colônias gregas da Jônia e na Magna Grécia. Podemos dividi- los em várias escolas: Escola Jônica: fazem parte os seguintes filósofos: Tales, Anaximandro, Anaxímenes, Heráclito, Empídoeles; Escola Itálica: Pitágoras; Escola Eleática: Xenófones, Parmênides, Zenão; Escola Atomista: Gencipo e Demócrito. Caracteriza-se como nova forma de analisar e ver a realidade. Antes analisada e entendida, apenas do ponto de vista mítico, agora é proposto o uso da razão, porém a filosofia não rompe radicalmente com o mito, mas sim suscita o uso da razão no esclarecimento, sobretudo da origem do mundo. Período pré- socrático (Sécs. VI e VII a.C.)
Os antigos relatos míticos da origem, inicialmente transmitidos oralmente e depois transformados em poemas por Homero e Hesíodo, são questionados pelos pré-socráticos, cujo objetivo principal é explicar a origem do mundo a partir do "arché" ou seja, o elemento originário e constitutivo de todas as coisas. Nessa busca de desvendar racionalmente a origem, cada um surge com uma explicação diferente, como por exemplo:
Os poemas homéricos - a lliada e a Odisséia – falam dos ideais dessa educação, o duplo ideal de homem, o homem de ação e o homem de sabedoria. Meta a atingir por todos os gregos livres. Pela bravura, pelo respeito aos deuses, pelo domínio sobre si mesmo, Ulisses representava o tipo do homem de ação. Pela prudência, pela sua reflexão, Aquiles concretizava o tipo do homem de sabedoria. Outro aspecto era a bravura, moderada pela reverência. Outro aspecto é a sofrosine, que consistia no domínio dos desejos e paixões pela razão. Consiste no equilíbrio de pensamento e ação exigido pelo ideal de reverência. As duas grandes formas educativas desse período histórico foram: a
O principal objetivo da educação grega era preparar o menino para ser um bom cidadão. Os gregos antigos não contavam com uma educação técnica para preparar os estudantes para uma profissão ou negócio. Essa educação referia-se aos 10% dos cidadãos livres, que lhes garantia a personalidade. Os outros 90% da população viviam como escravos. Mesmo assim os gregos não conseguiram a plena realização dos seus ideais.
Ao nascer, a criança espartana era inspecionada por membros do governo, que verificavam seu estado de saúde. Se fosse saudável, merecia os cuidados do Estado. Se fosse doente ou apresentasse alguma deficiência física ou mental, podia ser imediatamente morta. De acordo com Plutarco (50-120 d.C.), quando nascia uma criança espartana, pendurava-se na porta da casa um ramo de oliveira (se fosse um menino) ou uma fita de lã (se nascesse uma menina). Dentro dessa mentalidade, os meninos espartanos eram preparados para defender o Estado e morrer pela sua cidade. Seus valores mais importantes eram a disciplina, a obediência aos superiores, o ódio à covardia, o antiindividualismo e a coragem extremada. Vejamos a seguir algumas etapas da educação espartana:
Até os sete anos o menino ficava sob os cuidados diretos de sua mãe, de quem recebia um treino rigoroso, aprendendo os valores de sua classe e a história de seus antepassados; Depois era tirado do lar e colocado em casernas públicas custeadas pelo Estado. Nessas casernas os meninos comiam em mesas comuns, ajudavam no fornecimento do alimento necessário, caçavam os animais selvagens e participavam de danças corais. Todo o resto do seu tempo era gasto com exercícios de ginástica, que constituíam o elemento principal de sua educação. menina)Aos 7 anos os meninos eram levados por suas mães para uma espécie de escola, onde as atividades físicas seriam trabalhadas. Eram já propriedade do Estado. Segundo Xenofonte e Plutarco (A vida de Licurgo). Em lugar de proteger os pés com calçados, as crianças eram obrigadas a andar descalças, a fim de aumentar a resistência dos pés. Usavam um só tipo de roupa o ano inteiro, para que aprendessem a suportar as oscilações do frio e do calor. A alimentação era bem controlada. Se alguma jovem sentisse fome em demasia, era permitido que furtasse para conseguir alimentos. Castigavam-se, entretanto, aqueles que fossem apanhados roubando. Uma vez por ano, os meninos eram chicoteados em público, diante do altar de Ártemis (deusa grega vingativa, a quem se ofereciam muitos sacrifícios).
Finalmente aos 60 anos, os espartanos podiam entrar para a reserva. Era o fim do serviço militar e o início da participação na Gerúsia, a assembléia dos anciãos. Esparta admitia e fazia pleno uso dos castigos físicos quando seus meninos não cumpriam com o que se esperava deles, sendo tristemente célebres os espetáculos de auto-flagelação pública. Ao contrário de Atenas, a educação em Esparta estava voltada para a conservação da tradição. Nesse sentido, podemos comparar Esparta com todos os regimes totalitários que lhe sucederam e que buscaram utilizar a educação para incutir idéias refratárias a mudanças e ao novo, algo bem distante do verdadeiro espírito da educação, não é? Não encontrávamos em Esparta o valor dado ao indivíduo em Atenas. Ao contrário: em Esparta o importante era o grupo e a extrema obediência ao seu líder que, por sua vez, cumpria cegamente as ordens dadas pelo governo de sua cidade. Para muitos, a inflexibilidade de Esparta era sua principal fraqueza, pois, ao educar homens apenas para obedecer e lutar, seus cidadãos não conseguiam viver em tempos de paz nem administrar cidades diferentes, já que só conseguiam ver o mundo através de um único prisma: sua cidade e seu modo de pensar.
Aprendia trabalhos domésticos e manuais com as mães. Essa educação tinha como objetivo formar boas esposas e mães. Elas aprendiam a ler e escrever, ao contrário das mulheres em Atenas. As tarefas domésticas, como tecer, costurar e cozinhar ficavam a cargo dos hilotas, enquanto elas recebiam uma educação muitas vezes tão brutal quanto dos homens. Afinal, as mulheres em Esparta tinham que saber se defender sozinhas. Para isso recebiam treinamento militar e educação física. Participavam de eventos esportivos nos quais corriam, atiravam peso e arco e praticavam luta livre. Na verdade, o que os legisladores espartanos queriam formar eram mulheres fisicamente fortes capazes de gerar os bravos guerreiros que a cidade tanto prezava e de zelar pelas suas propriedades quando seus maridos ficavam longe nas longas campanhas militares promovidas pelos espartanos. A necessidade de contar com o apoio das mulheres em caso de insurgência numa sociedade altamente repressiva e conservadora fazia com que os homens espartanos dessem a elas treinamento militar, participação em atividades políticas e maior liberdade para participar das atividades do cotidiano da pólis (inclusive dos esportes). A valorização da mulher em Esparta existia em linha direta com sua capacidade de gerar a prole saudável e expulsar os invasores que porventura se aventurassem por suas terras, além de reprimir as revoltas dos