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Exercícios de Anéis e Grupos, Exercícios de Álgebra

Anéis e Grupos - Lista de Anéis

Tipologia: Exercícios

2021

Compartilhado em 12/11/2021

rafael-pentiado-poerschke
rafael-pentiado-poerschke 🇧🇷

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Curso de Matemática - Bacharelado
Professor: Lazzarin Disciplina: Anéis e Grupos
Estudante: Rafael P Poerschke Matrícula: 201951079
Santa Maria, June 2, 2021
1 Lista 1
1.1 Exercício 1
1) Em Z,ab=ab(subtração usual);
Associatividade: (ab)c=(ab)c=abc, de outro lado temos a(bc)=
a(bc)=ab+c. Portanto, ela não será associativa, pois se tomarmos a=2 e b=3 iremos
concluir que 1c=1+c, o que, obviamente não é válido.
Comutatividade: (ab)=(ab) e (ba)=(ba)= ab6=ba. Portanto, ela não será
comutativa.
Elemento Neutro: Se existe eZ, tal que ea=a,aZ, dizemos que eé o elemento neutro
esquerda) para . Então, olhando pelo lado direito:
ae=a= ae=a= e=0 a06= a. Se olharmos pela esquerda temos que
ea=a= e=2a. Portanto, a operção não posssui elemento neutro à esquerda, contudo ela
admite como elemento neutro à direita - o zero. Isto implica aceitar que existe um único eZ
que irá satisfazer a condição.
Elemento Simetrizáveis: Dizemos que eZ, é um elemento simetrizável para essa operação se
existir a0tal que a0a=ee de elemento neutro =aa0. Aí, dizemos que a0é o elemento
chamado simétrico para a operação .
aa0=e= e=aa0. Por outro lado, a0a=e= e=a0a. Portanto, não existe a0Z
com simétrico. Logo, S(A)={;}.
2) Em Q,ab=a
b(divisão usual);
1
pf3
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pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe
pff
pf12
pf13
pf14

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Curso de Matemática - Bacharelado

Professor: Lazzarin Disciplina: Anéis e Grupos Estudante: Rafael P Poerschke Matrícula: 201951079

Santa Maria, June 2, 2021

1 Lista 1

1.1 Exercício 1

1) Em Z, a ∗ b = a − b (subtração usual);

Associatividade: ( ab ) ∗ c = ( ab ) ∗ c = abc , de outro lado temos a ∗ ( bc ) = a ∗ ( bc ) = ab + c. Portanto, ela não será associativa, pois se tomarmos a = 2 e b = 3 iremos concluir que − 1 − c = − 1 + c , o que, obviamente não é válido. Comutatividade: ( ab ) = ( ab ) e ( ba ) = ( ba ) =⇒ ab 6 = ba. Portanto, ela não será comutativa.

Elemento Neutro: Se existe e ∈ Z, tal que e ∗ a = a , ∀ a ∈ Z, dizemos que e é o elemento neutro

(à esquerda) para ∗. Então, olhando pelo lado direito: ae = a =⇒ ae = a =⇒ e = 0 ⇐⇒ a ∗ 0 6 = a. Se olharmos pela esquerda temos que ea = a =⇒ e = 2 a. Portanto, a operção não posssui elemento neutro à esquerda, contudo ela

admite como elemento neutro à direita - o zero. Isto implica aceitar que existe um único e ∈ Z

que irá satisfazer a condição.

Elemento Simetrizáveis: Dizemos que e ∈ Z, é um elemento simetrizável para essa operação se

existir a ′^ tal que a ′^ ∗ a = e e de elemento neutro = aa ′. Aí, dizemos que a ′^ é o elemento chamado simétrico para a operação ∗.

a ∗ a ′^ = e =⇒ e = a − a ′. Por outro lado, a ′^ ∗ a = e =⇒ e = a ′^ − a. Portanto, não existe a ′^ ∈ Z

com simétrico. Logo, ⋃( A ) = {;}.

2) Em Q∗, a ∗ b = ab (divisão usual);

Associatividade: ( ab ) ∗ c = ( ab ) ∗ c = (^) bca , de outro lado temos a ∗ ( bc ) = a ∗ ( bc ) =

b 2 ca^. Portanto, ela não será associativa, pois se tomarmos^ a^ =^ 2 e^ b^ =^ 3 iremos concluir que 3 c =^23 c , o que, obviamente não é válido. Comutatividade: ( ab ) = ab e ( ba ) = ba =⇒ ab 6 = ba. Portanto, ela não será comutativa.

Elemento Neutro: Se existe e ∈ Q, tal que e ∗ a = a , ∀ a ∈ Q, dizemos que e é o elemento neutro

(à esquerda) para ∗. Então, olhando pelo lado direito: ae = a =⇒ ae = a =⇒ e = 1 ⇐⇒ a ∗ 1 = a. Se olharmos pela esquerda temos que ea = a =⇒ e = 2 a. Portanto, a operção não posssui elementro neutro à esquerda, contudo ela

admite como elemento neutro à direita. Isto implica aceitar que existe um único e ∈ Q que irá

satisfazer a condição.

Elemento Simetrizáveis: Dizemos que e ∈ Q, é um elemento simetrizável para essa operação se

existir a ′^ tal que a ′^ ∗ a = e = aa ′. Aí, dizemos que a ′^ é o elemento chamado simétrico para a operação ∗.

a ∗ a ′^ = e =⇒ e = aa ′. Por outro lado, a ′^ ∗ a = e =⇒ e = a a ′. Portanto, não existe a ′^ ∈ Q com

simétrico. Logo, ⋃( A ) = {;}.

3) Em A = {0, 1} onde 0 ∗ 0 = 0 ∗ 1 = 1 ∗ 0 e 1 ∗ 1 = 1 ; O conjunto A é um conjunto fechado. Associatividade: A associatividade é verificável para todos os elementos do conjunto. (0 ∗ 0) ∗ 0 = 0 ∗ (0 ∗ 0) = 0 (0 ∗ 0) ∗ 1 = 0 ∗ (0 ∗ 1) = 0 (0 ∗ 1) ∗ 0 = 0 ∗ (1 ∗ 0) = 0 (0 ∗ 1) ∗ 1 = 0 ∗ (1 ∗ 1) = 0 (1 ∗ 0) ∗ 0 = 1 ∗ (0 ∗ 0) = 0 (1 ∗ 0) ∗ 1 = 1 ∗ (0 ∗ 1) = 0 (1 ∗ 1) ∗ 0 = 1 ∗ (1 ∗ 0) = 0 (1 ∗ 1) ∗ 1 = 1 ∗ (1 ∗ 1) = 1 Comutatividade: O conjunto apresenta comutatividade nos elementos. 0 ∗ 1 = 1 ∗ 0 = 0 1 ∗ 1 = 1 0 ∗ 0 = 0. Elemento Neutro: O elemento neutro do conjunto existe, pois 0 ∗ = 1 = 0

1 ∗ ( a + bi ) = a + bi.

Elemento Simetrizáveis: Vamos procurar quais seriam os a + bi queadmi t em c+di t al que (a+bi)∗( c + di ) = 1 ⇐⇒ ( ac + bd ) ∗ ( bc + ad ) i = 1

=⇒

acbd = 1 bc + ad = 0

=⇒

ac = 1 + bd ad = − bc

=⇒

c = 1 + abd =⇒ a 6 = 0 c = − bac =⇒ b 6 = 0

Portanto, temos que existe inverso em C para todo a + bi 6 = 0.

6) Em R, a ∗ b = a − 2 b (nos números Reais);

Associatividade: ( ab ) ∗ c = a − 2 bc = a^ −^ b 4^ − 2 c , de outro lado temos a ∗ ( bc ) = ab − 2 c = 2 a^ − 4 b^ +^ c. Portanto, ela não será associativa, pois ( ab ) ∗ c 6 = a ∗ ( bc ). Comutatividade: ab = a − 2 b = ba 6 = b − 2 a. Logo, a operação não será comutativa, pois ab 6 = ba. Elemento Neutro: ae = a =⇒ a − 2 e = a =⇒ e = − a. Sendo assim, a operação em questão não possui elemento neutro (somente à esquerda).

Elemento Simetrizáveis: a ∗ a ′^ = e =⇒ a − 2 a ′ = a =⇒ a ′^6 = − a. Portanto, não existe a ′^ ∈ R

com simétrico, exceto o zero, tal que aa ′^ = a ′^ ∗ a = 0. Logo, ⋃( A ) = {0}.

7) Em M 2 (R) , (com entrada nos reais em ai j ),

a^11 a^12 a 21 a 22

b^11 b^12 b 21 b 22

a^11 b^11 −^ a^12 b^21 a^11 b^12 −^ a^12 b^22 a 21 b 11 − a 22 b 21 a 21 b 12 − a 22 b 22

Associatividade:

( AB ) ∗ C =

( a^11 b^11 −^ a^12 b^21 ) c^11 −^ ( a^11 b^12 −^ a^12 b^22 ) c^21 ( a^11 b^11 −^ a^12 b^21 ) c^12 −^ ( a^11 b^12 −^ a^12 b^22 ) c^22 ( a 21 b 11 − a 22 b 21 ) c 11 − ( a 21 b 12 − a 22 b 22 ) c 21 ( a 21 b 11 − a 22 b 21 ) c 12 − ( a 21 b 12 − a 22 b 22 ) c 22

A ∗ ( B ∗ C ) =

a^11 ( b^11 c^11 −^ b^12 c^21 )^ −^ a^12 ( b^21 c^11 −^ b^22 c^21 )^ a^11 ( b^11 c^12 −^ b^12 c^22 )^ −^ a^12 ( b^21 c^12 −^ b^22 c^22 ) a 21 ( b 11 c 11 − b 12 c 21 ) − a 22 ( b 21 c 11 − b 22 c 21 ) a 21 ( b 11 c 12 − b 12 c 22 ) − a 22 ( b 21 c 12 − b 22 c 22 )

Portanto, ∀ A , B , C ∈ M 2 (R), ( A ∗ B ) ∗ C = A ∗ ( B ∗ C ) é associativa.

Comutatividade:

A ∗ B =

a^11 a^12 a 21 a 22

b^11 b^12 b 21 b 22

a^11 b^11 −^ a^12 b^21 a^11 b^12 −^ a^12 b^22 a 21 b 11 − a 22 b 21 a 21 b 12 − a 22 b 22

B ∗ A =

b^11 b^12 b 21 b 22

a^11 a^12 a 21 a 22

b^11 a^11 −^ b^12 a^21 b^11 a^12 −^ b^12 a^22 b 21 a 11 − b 22 a 21 b 21 a 12 − b 22 a 22

Portanto, ∀ A , B , ∈ M 2 (R), A ∗ B = B ∗ A não será comutativa, pois os elementos não

serão mesmos nas diagonais da matriz resultado da operação.

Elemento Neutro: Ae =

a^11 e^11 −^ a^12 e^21 a^11 e^12 −^ a^12 e^22 a 21 e 11 − a 22 e 21 a 21 e 12 − a 22 e 22

a^11 a^12 a 21 a 22

Ao resolveros o sistema teremos como solução: e 11 = 1, e 12 = e 21 = 0 e e 22 = −1. Matricial-

mente, teríamos

e^11 e^12 e 21 e 22

^1

Sendo assim, é poss;ivel concluir que E não atua como elemento neutro da operação, pois se a matriz A for operada por E , não teremos A como resultado da operação. Elemento Simetrizáveis: Em matrizes, para se ter seu inverso precisamos estabelecer que o determinante de A deverá ser

diferente de zero, isto é, det ( A 6 = 0). Logo, ⋃( A ) = { A ∈ M 2 (R) : a 11 a 22 − a 21 a 12 6 = 0}.

1.2 Exercício 8

1) A = 5 Z

Em matrizes, para se ter seu inverso precisamos estabelecer que o determinante de A deverá ser diferente de zero, isto é, det ( A 6 = 0. Logo, ⋃( A )

n Z = { nk | k ∈ Z}

. a) Elemento neutro da soma:

b) O formato do oposto de um elemento qualquer: Agora, tomando o par ordenado: a ′^ = (− a , − b ), ( a , b ) + (− a , − b ) = (− a , − b ) + ( a , b ) = ( aa , bb ) = (0, 0).

Portanto, ∀ a ∈ Z × Z, ∃ a ′^ ∈ Z × Z tal que a + a ′^ = a ′^ + a = x.

c) Elemento neutro do produto: Tomando um novo par, tal que y = (1, 1), teremos: ( a , b ).(1, 1) = (1, 1).( a , b ) = ( a .1, b .1) = ( a. b ).

Portanto, ∀ a ∈ Z × Z, ∃ y ∈ Z × Z tal que a. y = y. a = a.

d) dar o formato inverso de um elemento qualquer, decidindo quando ele existe ou não no anel:

Nem todos os elementos em Z×Z tem inverso. Isso ocorre pois ( a , b ).( c. d ) = ( c. d ).( a. b ) =

( ac , bd ), no qual c deve ser inverso de a e d deve ser o inverso de b. Mas os pares ordenados só estão definidos nos inteiors, logo só têm inverso os pares ordenados tais que os inversos de a e b sejam números inteiros; e como sabemos, os únicos inteiros com inverso inteiro são 1 e -1.

Portanto, os elemos com inverso em Z × Z são (1,1), (1,-1), (-1,1) e (-1,-1).

e) apresentar um par de divisores de zero caso existam: Um divisor de zero é um elemento diferente de zero que, multiplicado por um outro ele- mento também diferente de zero, gera o zero. ( a , b ).( c. d ) = (0, 0) =⇒ ( ac , db ) = (0, 0) =⇒ ac = 0 e bd = 0. É necesário que a = 0 ou c = 0 , assim como b = 0 ou d = 0. Sendo assim, basta tomar 0 em pares ordenados diferentes e em entradas alternadas, que tere- mos pares ordenados não-nulos tais que ( a , b ).( c. d ) = (0, 0). Um exemplo é o par (1, 0) e (0, 2): (1, 0).(0, 2) = (0, 2).(1, 0) = (1.0, 0.2) = (0, 0).

3) A = Z 6

a) Elemento neutro da soma:

Se tomarmos a classe do zero ( x = 0) (essa classe e composta ∀ a ∈ Z, tal que a ≡ 0 (mod

7)), teremos: a + 0 = (^0) ︸ ︷︷ ︸ + a comutativada soma

= a + 0 = a (classe do a). Portanto, ∀ a ∈ Z 6 , ∃ x ∈ Z 6 tal que a + x = x + a =

a.

b) O formato do oposto de um elemento qualquer:

a é 6 − a , pois a + 6 − a = 6 = 0, isto é Se a classe a for fixada a fim de se procuar x , temos a + x = 0 ⇐⇒ a + 0 = 0 =⇒ n |( a + x − 0) =⇒ n |( a + x ) =⇒ a + x tem que ser um múltiplo de n

∴ ∃ k ∈ Z : − a + nk = ( n − a ) + n ( k − 1)

x = na é o oposto de a x = − a = na.

c) Elemento neutro do produto: Não conhecendo a classe, tomamos um candidato x

a. x = a , ∀ a ∈ Z, ∃ x ∈ Z tal que a. x = x. a = a

a. x = a =⇒ n | ( a. − a ) =⇒ n | a ( x − 1) como é para todo a , irá funcionar para a = 1 e, assim, n | ( x − 1)

∴ x − 1 ∈ n Z =⇒ x ∈ (1 + n Z) =⇒ x = 1.

Uma segunda maneira seria tomar x = 1, e assim temos: a .1 = a .1 = a

∴ ∀ a ∈ Z 6 , ∃ x ∈ Z 6 tal que a. x = x. a = a. Então, ele é o elemento neutro.

d) dar o formato inverso de um elemento qualquer, decidindo quando ele existe ou não no anel: Os elementos que tem inverso seguem a definição: a tem inverso ⇐⇒ mdc ( a , n ) = 1 ⇐⇒ a. x = 1.

Assim, U (Z 6 ) = {1, 5}

e) apresentar um par de divisores de zero caso existam:

a e b são divisores de zero de Z 6 , se:

a) a , b 6 = 0 , isto é, forem não nulos;

b) ∃ a , b ∈ Z, a , b 6 = 0, tal que a. b = 0, isto é, a. b = 0 =⇒ a. b é um múltiplo de 6.

Os elementos que são divisores de zero de Z 6 são: 2, 3 ; 4 =⇒ a , b ∈ {2, 3, 4}.

Agora, Z será considerado sem dividores de zero quando: a. b = 0 =⇒ a = 0 ou b = 0.

4) A = Z 5

a) Elemento neutro da soma:

Se tomarmos a classe do zero ( x = 0) (essa classe e composta ∀ a ∈ Z, tal que a ≡ 0 (mod

a e b são divisores de zero de Z 5 , se:

a) a , b 6 = 0 , isto é, forem não nulos;

b) ∃ a , b ∈ Z, a , b 6 = 0, tal que a. b = 0, isto é, a. b = 0 =⇒ a. b é um múltiplo de 5. Portanto, não

existem divisores de zero em Z 5.

5) A = M 2 (Z 3 )

a) Elemento neutro da soma:

Se tomarmos X como uma matriz nula de dimensão 2, tal que X =

^0

. Como M 2 (Z)

é um anel, decorre daí que a soma será comutativa. Logo, basta verificar que A + X = A. Assim temos   a^ b c d

^0

a^ +^0 b^ +^0 c + 0 d + 0

a^ b c d

. testando também a comutativa, veremos que tam-

bém é válido:  ^0 0 0

a^ b c d

^0 +^ a^^0 +^ b 0 + c 0 + d

a^ b c d

Portanto, ∀ A ∈ M 2 (Z 3 ) , ∃ X ∈ M 2 (Z 3 ) tal que A + X = A.

b) O formato do oposto de um elemento qualquer:

Se tomarmos A ′^ como uma matriz do tipo A ′^ =

^3 −^ a^^3 −^ b 3 − c 3 − d

. De maneira análoga ao

item anterior, será suficiente verificar que A + A ′^ = X. Teremos assim   a^ b c d

^3 −^ a^^3 −^ b 3 − c 3 − d

^3

^0

. A comutativa é igualmente válida

 ^3 −^ a^^3 −^ b 3 − c 3 − d

a^ b c d

^3

^0

. Portanto, ∀ A ∈ M 2 (Z 3 ) , ∃ A ′^ ∈ M 2 (Z 3 ) tal que

A + A ′^ = X.

c) Elemento neutro do produto:

 Tomaremos um candidato^ Y^ como uma matriz identidade de dimensão 2, tal que^ Y^ = ^1 0 1

. Primeiro, é possível verificar que vale A. Y = A , pois

a^ b c d

^1

a .1^ +^ b .0^ a .0^ +^ b. c .1 + d .0 c .0 + d.

a^ b c d

A seguir, verificamos que o outro lado, no qual também válido Y. A = A , isto é  ^1 0 1

a^ b c d

1. a^ +^ 0. b^ 0. a^ +^ 1. b

  1. c + 0. d 0. c + 1. d

a^ b c d

Portanto, ∀ A ∈ M 2 (Z 3 ) , ∃ Y ∈ M 2 (Z 3 ) tal que A. Y = Y. A = A.

d) dar o formato inverso de um elemento qualquer, decidindo quando ele existe ou não no anel: Nas matrizes, podemos escrever o invero de um número como:

A. A −^1 = I 2 =

^1

. Assim, considerando que A −^1 = (^) det A^1. A co f , a matriz irá admitir

inversa por A −^1 = (^) ad^1 − bc.

a^ − bc d

 (^) se e somente se adbc 6 = 0.

Portanto, para considerar um elemento inverso em M 2 (Z 3 ) , devemos ter em conta que

somente existirá se adbc 6 = 0, isto é, o determinante for não nulo. No caso de adbc = 0, ou

seja, com determinante nulo, o elemento de M 2 (Z 3 ) não terá inverso.

e) par de divisores de zero:

Tomando A =

a^^0 0 0

, e B =

^0

c 0

, teremos

a^^0 0 0

^0

c 0

^0

E o mesmo é válido se

^0

c 0

a^^0 0 0

^0

Portanto, existem elementos não nulos A e B que pertencem a M 2 (Z), tal que a.b=0, para A , B 6 = 0

é válida.

6) A = M 2 (Z)

a) Elemento neutro da soma:

Se tomarmos X como uma matriz nula de dimensão 2, tal que X =

^0

. Como M 2 (Z)

é um anel, decorre daí que a soma será comutativa. Logo, basta verificar que A + X = A. Assim temos

Portanto, existem elementos não nulos A e B que pertencem a M 2 (Z), tal que A , B , para A , B 6 = 0

é válida.

1.3 Exercício 9

a) Sejam ( A , +, ·) um anel qualquer e x , y , zA. Mostre que a) 0. x = x .0 = 0; A propriedade do elemento neutro nos diz que ∃ eA tal que xe = ex = x , assim: (IDA) Se A é um anel, então: 0. x = x .0 = 0 ⇐⇒ (0 ︸ +︷︷ 0). x

Distributiva^ Prop.

= 0 =⇒ 0.︸ x + (^) ︷︷0. x = (^0) ︸ adicionando aos doislados -(0.x)

=⇒ x .0 = 0

(VOLTA) x .0 = 0. x = 0 ⇐⇒ x ︸ .(0︷︷ + 0)︸

Distributiva^ Prop.

= 0 =⇒ x ︸ .0 + (^) ︷︷ x .0 = (^0) ︸ adicionando aos doislados -(x.0)

=⇒ 0. x = 0. 

b) Cada x , tem um único oposto. Use isso para provar que −( x. y ) = (− x ). y = x .(− y ); Inverso aditivo (oposto): Para cada aA , ∃ − aA , tal que a + (− a ) = 0. (IDA) −( x. y ) = (− x ). y ⇐⇒ − ︸ ( x. y ) +︷︷ ( x. y ) = (^0) ︸ oposto de-(x.y)

=⇒ y .( xx ) = 0 =⇒ y .(0) = 0, que é válido, como

mostramos no item anterior. (VOLTA) −( x ). y = x .(− y ) ⇐⇒ − ︸ ( x ). y + {−︷︷[(− x ). y ]}^ = (^0) ︸ oposto de-(x.y)

=⇒ − x. y + x. y = 0 =⇒ x (− y + y ) = 0 =⇒

x .(0) = 0. 

c) (− x ).(− y ) = x y ; (− x ).(− y ) = x y =⇒ −[ x .(− y )] =⇒ x ︸ .[−︷︷(− y )]︸ pelo itemb

=⇒ y. x. 

d) x ( yz ) = x. yx. z ; x. yx. z =⇒ x .( yz ) =⇒ x [ y + (− z )] =⇒ x y + x .(− z ) =⇒ (^) ︸ x y +︷︷ (− xz ︸)

x em evidência^ pelo item b e

=⇒ x ( y − z ). 

e) (−1). x = − x ;

  1. x = 0 =⇒ (− 1 + 1). x = 0 =⇒ −︸ 1 x +︷︷ 1 x = (^0) ︸ dois lados^ -1x nos

=⇒ − x = 0 Não sei se fui claro, talvez: Note que

1 + (−1) = 0 logo temos que [1 + (−1) x = 0. x , que pelo item (a), nos leva a

1. x + (−1). x = 0 =⇒ x + (−1) = 0 e como o seu oposto será único, decorre daí que (−1) x = − x 

f ) (−1)−^1 = −1; Por (a), sabemos que (−1).(−1) = 1.1 , bem como (−1).(−1) = 1 , logo o inverso multiplicativo de - será ele mesmo. Não sei se o que demosntrei aqui está de acordo, mas segue: (−1)−^1 ⇐⇒ (^) (−^1 1) ⇐⇒

− 11 =⇒ − 1 = (−1).^ 

g) ( xn^ ) m^ = xnm^ ;

(−1)−^1 ⇐⇒ (−^1 1) ⇐⇒ − 11 =⇒ − 1 = (−1).^ 

h) ( x + y )^2 = x^2 + 2 x y + y^2 ; Isso nem sempre valerá para matrizes quadradas

x=

^1

 (^) e, y=

^2

^12

^14

2) Encont r et odososdi vi sor esdezer odosan é i s :Z 8 e Z 24.

O conjunto ⋃^ (Z n ) = { a ∈ Z n : mdc ( a , n ) = 1} representa os elementos invertíveis de Z. Caso

contrário, são divisores de zero. No anel Z 8 , temos as classes: {1, 2, 3, · · · , 7}. Os únicos com

mdc 1 formam o subconjunto que existe simétrico multiplicativo: ⋃^ (Z 8 ) = {^ 3, 5, 7}. Portanto,

os divisores próprios de zero de Z 8 são: {2, 4, 6}.

No anel Z 24 , temos as classes: {1, 2, 3, · · · , 17}. Os únicos com mdc = 1 formam ⋃^ (Z 24 ) =

{3, 5, 7, 11, 13, 17, 19, 23} (^) com inversos multiplicativos. Portanto, os divisores próprios de zero de

Z 24 são: {2, 3, 4, 6, 8, 9, 10, 12, 14, 15, 16, 18, 20, 21, 22}

5) Mostre que Z 6 a equação x^2 − x = 0 tem quatro soluções.

Classes de Z 6 = {0, 1, 2, 3, 4, 5}^ Se tomarmos:

0 : 0^2 − 1 = 0 =⇒ 0 = 0 X

1 : 1^2 − 1 = 0 =⇒ 0 = 0 X

2 : 2^2 − 1 = 0 =⇒ 3 = 0 X

3 : 3^2 − 1 = 0 =⇒ 8 = 0 X

4 : 4^2 − 1 = 0 =⇒ 15 = 0

5 : 5^2 − 1 = 0 =⇒ 20 = 0

Portanto, {0, 1, 2, 3}^ são as soluções uma vez que deixam resto zero.

Lembre que ba = − ab =⇒ ba = (−1) ab Logo, (−1) ab = ab. E assim provamos que A é um anel comutativo.

1.4 Exercício 10

1) Um anel não comutativo: DEF (Comutatividade) Seja A um anel. Dados a , b , cA , definimos o comutador de a e b (ou colchete de Lie) por ser: [ a , b ] = abba , e o associador por ser: ( a , b , c ) = ( ab ) ca ( bc ). Dizemos que um anel é comutativo se [a, b] = 0 para todo a , bA e é associativo se ( a , b , c ) = 0 para todo a , b e cA.

Tipicamente, o exemplo de anel não comutativo são os anéis de matrizes do tipo Mn (R) ≥ 2. Ob-

serve que um exemplo de anel não comutativo seria M 2 (R), pois tomando

A =

a^ b c d

 B =

e^^0 0 f

, teremos que AB 6 = BA ⇐⇒

ae^ b f ce d f

ea^ eb f c f d

 ∀ e , f ∈ R, tal que e , f 6 =

1 ∧ e , f > 0. 2) Um anel comutativo sem unidade: DEF (Anel unitário) Um anel unitário é um conjunto A que tem duas operações binárias + e · (soma e produto), va- lendo as seis propriedades da soma, tais que: (1) A com a operação + é um grupo comutativo com elemento neutro 0 e o inverso (aditivo) de a é a ; (2) A com a operação · é associativa e existe um elemento neutro 1. Logo se o conjunto A tem as duas propriedades ele estará munido de soma e produto , e será escrito sempre como ( A , +, ·); (3) Propriedade distributiva (compatibilidade entre soma e produto): a ( b + c ) = ab + ac e ( a + b ) c = ac + bca , b , cA. Unitário refere-se à existência do elemento 1 (elemento neutro do produto). Um anel A é dito comutativo se a sua operação de multiplicação é comutativa, isto é, se ab = baa , bA. E unitário se valer 1 ∈ A , ∀ ∈ A , x · 1 = 1 · x = x.

Assim, considere o conjunto A = n Z = { nx : x ∈ Z} = {· · · , − 2 n , − n , 0, n , 2 n , · · · } valem a soma

e produto, contudo se tomarmos um n > 1, como por exemplo, 2Z, ele seria comutativo mas sem

unidade, uma vez que 1 não faz parte do conjunto A = 2 Z.

3) Um anel não comutativo e sem unidade:

Decorre de 10.1 e 10.2, como vimos, que se tomarmos M 2 (2Z) teremos um anel não comutativo e

sem unidade.

4) Um anel sem unidade que tenha divisores de zero:

DEF (Domínio de Integridade) Um domínio de integridade é um anel unitário, comutativo e sem divisores de zero. Um domínio de integridade também é chamado de anel de integridade ou simplesmente domínio. A estrutura algébrica de um conjunto depende das operações consideradas. Com as operações

usuais em Z o conunto sera um domínio, mas se definirmos as operações em Z tal como segue,

ele não será um domínio

  • ab = a + b ;
  • a. b = 0. Sendo assim, definimos ∗ como a operação usual da soma, que implica conservar as propriedade descritas pelos axiomas (A1), (A2), (A3) e (A4) listadas no item que segue (5 Um anel finito). Ob- serve que valem também
  • Associativa do Produto: a. ( b. c ) = 0 = ( a. b ). c ;
  • Distributiva do Produto: a. ( bc ) = 0 = 0 + 0 = ( a. b ) + ( a. c ) = ( a. b ) ∗ ( a. c ), ( a^ ∗^ b ).^ c^ =^0 =^0 +^0 =^ ( a^.^ c ) +^ ( b^.^ c ) =^ ( a^.^ c ) ∗^ ( b^.^ c ).

Não é difícil de ver que (Z, ∗, .) é um anel uma vez que conserva as propriedades A1...A6, bem

como é comutativo, uma vez que vale a. b = b. a ∀ a , b ∈ Z. Mas, (Z, ∗, .) não possui

unidade:

  • Suponha que x ∈ Z é o candidato a unidade, então, teremos 5 = x. 5 = 0, que indica uma con-

tradião. Iso nos leva a concluir que (Z, ∗, .) é um anel comutativo mas sem unidade, e portanto

não é domínio. Observe ainda que (Z, ∗, .) é um anel com divisores de zero, pois 2 6 = 0, 5 6 = 0 e

5) Um anel finito: Seja A = { e , a } um conjunto de dois elementos, pois valem as os axiomas (A1) Associativa da Soma; (A2) Comuitativa da soma; (A3) Elementro neutro da soma; (A4) Inverso aditivo; (A5) Associativa do produto e (A6) distributiva do produto. Não precisa demonstrar essa, né professor? Ufa...

6) Um corpo que contenha os racionais e que esteja contido nos Reais:

citados: (A1) Associativa da Soma: não tem elemento para associar, então ele vale; (A2) Comuitativa da soma: a + e = e + a = 1; (A3) Elementro neutro da soma: Se 0 A = e , então e + e = e e e + a = a ; (A4) Inverso aditivo: a é o inverso aditivo dele memso, bem como e tem universo aditivo e; (A5) Associativa do produto: decorre que vale, como em A2; (A6) distributiva do produto:.

10) Um anel finito que tenha divisores de zero:

Não é difícil encontrar matrizes A , B ∈ An (R) tais que AB 6 = BA. Vale para o Binômio de

Newton também: ( A + B )^2 6 = A^2 + 2 AB + B^2

11) Mostre que Z munido com

SOMA: xy = x + y + 1; PRODUTO: x Ø y = x. y + x + y ; É anel comutativo com unidade e sem divisores de zero. Vamos verificar:

1) (Z, ⊕, Ø) é grupo Comutativo na soma

a) Esperamos que seja válido: ab = ba

Assim, x + y + 1 = y + x + 1 X

b) ( ab ) ⊕ c = a ⊕ ( bc ) ( x + y + 1) ⊕ z = x ⊕ ( y + z + 1)

x + y + 1 + z + 1 = x + 1 + y + z + 1 X

c) Existência de elemento neutro: Para valer a propriedade temos que mostrar que ae = a : x + e + 1 = x =⇒ e = −1. Logo, x + (−1) + 1 = x será válida. Como o grupo é associativo, não preciso olhar à direita e à

esquerda, bastando observar por apenas um dos lados. X

d) Todos elementos são simetrizáveis, se, e somente se, a + a ′^ = 1 (pelo fato de ser comutativo, fazemos apenas para um lado):

x + x ′^ + 1 = 1 =⇒ x ′^ = − x ⇐⇒ ∴ ∀ x ∈ Z, − x ∈ Z X.

Assim, todos elementos são simétrizávei e isso nos garante dizer que (Z, ⊕) é um grupo comuta-

tivo.

  1. Associatividade no operador Ø : ( x Ø y ) Ø z = x Ø ( y Ø z ) =⇒ ( x. y + x + y ) Ø z = x Ø ( y. z + y + z ) =⇒ ( x. y + x + y ). z + ( x. y + x + y ) + z = x .( y. z + y + z ) + x + ( y. z + y + z )

=⇒ x y z + xz + y z + x y + x + y + z = x y z + x y + xz + x + y z + y + z X

Não é difícl verificar que ambos os lados da igualde sao idênticos, portanto a Associatividade é válida para o operador Ø.

  1. Verificar a distributividade do operador Ø em relação ao operador ⊕. a Ø ( bc ) = ( a Ø b ) ⊕ ( a Ø c ) (1) ( ab ) Ø c = ( a Ø c ) ⊕ ( b Ø c ) (2) Iniciamos então por (1), tal que de (1) aplicando as operações passa a ser escrito x Ø ( y + z + 1) = ( x. y + x + y ) ⊕ ( x. z + x + z ) x .( y + z + 1) + x + ( y + z + 1) = ( x. y + x + y ) + ( x. z + x + z ) + 1

x y + xz + x + x + y + z + 1 = x y + x + y + xz + x + z + 1 X

Pelo outro lado, (2) aplicando as operações passaria a ser escrito por ( x + y + 1) Ø z = ( x. z + x + z ) ⊕ ( y. z + y + z ) ( x + y + 1). z + ( x + y + 1) + z = ( x. z + x + z ) + ( y. z + y + z ) + 1 xz + y z + z + x + y + 1 + z = xz + x + z + y z + y + z + 1

Até o momento demonstramos que nosso grupo é un Anel, contudo nos falta mostrar a não exis- tência de dividores de zero. Para tal, lembremos que para a , b elementos não nulos de A , aA é chamado de divisor de zero do anel, se equistir um elemento não-nulo (diferente do zero do anel) b que tal que: a. b = (^0) A à esquerda; b. a = (^0) A à direita. Portanto, um anel será dito sem divisor de zero quando:

a. b = 0 A =⇒ a = 0 ou b = 0, ∀ x , y ∈ A. Sabemos que anéis nos R e nos Z são anéis sem

divisores de zero