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Folder adubação algodão, Notas de estudo de Engenharia Agronômica

Folder adubação algodão

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 08/12/2009

g-costa-5
g-costa-5 🇧🇷

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INFORMAÇÕES RELEVANTES
Pesquisas recentes no MT têm indicado que a calagem para
atingir valores de saturação por bases (V%) entre 50 e 60%,
além da neutralização do alumínio trocável até 30 cm
de profundidade, tem sido adequada para atingir boas
produtividades de algodão (acima de 300 @ ha );
-1
Aplicações tardias de nitrogênio em cobertura (80 ou 100 dias
após a emergência) podem ter apenas efeito visual e prolongar
o ciclo, sem proporcionar aumento de produtividade;
Observando-se a curva de acúmulo de fósforo ao longo do ciclo do
algodoeiro, podemos considerar que, em solos tropicais, o uso de
fontes de fósforo com solubilidade total e gradual é prática
altamente vantajosa;
Aplicações de doses elevadas de potássio no sulco de semeadura
(acima de 60 kg ha de K O) devem ser evitadas pois danificam a
semente por salinidade e aumentam a perda desse nutrientre por
lixiviação;
-1 2
Dados da Fundação MT (2001) sugerem aplicação de 70 kg ha
de enxofre para obtenção de altas produtividades de algodão;
No Brasil, doses de boro acima de 2 kg ha-1 aplicadas no sulco
de semeadura têm apresentado problemas. Aplicações de boro
no solo, através da adubação de semeadura e complemento junto
ao nitrogênio em cobertura, proporcionam melhor produtividade
que a aplicação de boro foliar.Ainda, em solos pobres em matéria
orgânica, arenosos e em regiões com períodos de chuva intensa,
a fonte de boro mais indicada é a ulexita (8% B) que, devido sua
menor solubilidade, reduz perdas por lixiviação e mantém o
suprimento na floração.
Fontes consultadas para elaboração deste guia:
CARVALHO, O. S. et al. Adubação e calagem. In: BELTRÃO, N. E. M.
Brasília, Embrapa Comunicação para Transferência de Tecnologia, 1999. v.1, p. 175-210.
EMBRAPA Dourados, 1998. 267p.
FREIRE, E. C.; SANTOS, W. J. Piracicaba, POTAFOS, 1999. 286p.
FUNDAÇÃO MT Rondonópolis, 2001. 238p.
FUNDAÇÃO MT/EMBRAPA Algodão Rondonópolis, 1999. 182p.
ROSOLEM, C.A. Problemas em nutrição mineral, calagem e adubação do algodoeiro.
Piracicaba: POTAFOS, nr 95, 2001, p.10-17.
O agronegócio do algodão no Brasil.
Algodão: informações técnicas.
Cultura do algodoeiro.
Boletim de pesquisa de algodão.
Mato Grosso: liderança e competitividade. Informações
Agronômicas,
Algodão
DIAGNOSE VISUAL
Clorose nas folhas mais velhas, surgindo
pontos avermelhados e/ou pardos, com posterior
queda das mesmas;
Folhas reduzidas em número e tamanho;
Encurtamento de internódios e redução
do porte da planta;
Baixo número de flores, maçãs
esparsas restritas aos primeiros ramos
frutíferos inferiores;
Queda acentuada de botões florais
e frutos novos.
Redução do crescimento e da frutificação;
Folhas menores com coloração verde-escura,
com locais avermelhados nas nervuras;
Atraso na colheita.
Clorose entre as nervuras das folhas velhas,
evoluindo para bronzeamento e secamento,
com posterior queda ;
Encurtamento do ciclo e maturação
antecipada dos frutos, muitas maçãs
não se abrem;
Redução do comprimento e resistência
da fibra.
Paralisação imediata do crescimento;
Murchamento das folhas, com curvatura
e colapso do pecíolo, resultando em elevada desfolha,
as folhas restantes tornam-se avermelhadas;
Raízes prejudicadas, podendo apodrecer;
Menor número de flores e intensa queda
de maçãs.
Redução no crescimento da planta;
Folhas mais velhas apresentam cor vermelho
púrpura entre as nervuras, avançando para
as folhas novas - “Vermelhão do Algodoeiro";
Folhas e maçãs se soltam facilmente.
Redução no crescimento;
Poucos ramos vegetativos;
Inicialmente clorose de cor verde-limão ou
dourada uniforme nas folhas novas,
posteriormente, em toda planta.
Folhas novas cloróticas, disformes e com limbos
enrugados;
Botões florais deformados, com brácteas cloróticas
podendo envolver totalmente a corola atrofiada;
Pétalas menores, dobrando as extremidades para
dentro, com manchas pardas na face interna;
Frutos menores e disformes, com mancha interna
escurecida na sua base;
Queda excessiva de botões, flores e frutos novos;
Encurtamento de internódios e superbrotamento;
Presença de anéis de coloração verde-escuro no pecíolo;
Redução do crescimento radicular.
Clorose entre as nervuras das folhas;
Dobramento do limbo foliar;
Pode afetar a formação dos botões florais,
a abertura de maçãs e atrasar a colheita.
Folhas menores, mais espessas, com clorose entre
as nervuras e com bordos dobrados para cima;
Os lóbulos das folhas novas podem se alongar
tomando aspecto de "dedos";
Plantas afetadas precocemente apresentam
internódios curtos, ficando enfezadas e atrofiadas;
Em deficiência tardia o porte é normal mas as
folhas são cloróticas e os frutos subdesenvolvidos;
Sob deficiência severa, os botões florais podem
não se formar.
INFORMAÇÕES RELEVANTESINFORMAÇÕES RELEVANTES
SINTOMAS DE DEFICIÊNCIASSINTOMAS DE DEFICIÊNCIAS
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I N F O R M A Ç Õ E S R E L E V A N T E S

  • Pesquisas recentes no MT têm indicado que a calagem para

atingir valores de saturação por bases (V%) entre 50 e 60%,

além da neutralização do alumínio trocável até 30 cm

de profundidade, tem sido adequada para atingir boas

produtividades de algodão (acima de 300 @ ha );-

  • Aplicações tardias de nitrogênio em cobertura (80 ou 100 dias

após a emergência) podem ter apenas efeito visual e prolongar

o ciclo, sem proporcionar aumento de produtividade;

  • Observando-se a curva de acúmulo de fósforo ao longo do ciclo do

algodoeiro, podemos considerar que, em solos tropicais, o uso de

fontes de fósforo com solubilidade total e gradual é prática

altamente vantajosa;

  • Aplicações de doses elevadas de potássio no sulco de semeadura

(acima de 60 kg ha de K O) devem ser evitadas pois danificam a

semente por salinidade e aumentam a perda desse nutrientre por

lixiviação;

  • 2
  • Dados da Fundação MT (2001) sugerem aplicação de 70 kg ha

de enxofre para obtenção de altas produtividades de algodão;

  • No Brasil, doses de boro acima de 2 kg ha-1 aplicadas no sulco

de semeadura têm apresentado problemas. Aplicações de boro

no solo, através da adubação de semeadura e complemento junto

ao nitrogênio em cobertura, proporcionam melhor produtividade

que a aplicação de boro foliar. Ainda, em solos pobres em matéria

orgânica, arenosos e em regiões com períodos de chuva intensa,

a fonte de boro mais indicada é a ulexita (8% B) que, devido sua

menor solubilidade, reduz perdas por lixiviação e mantém o

suprimento na floração.

Fontes consultadas para elaboração deste guia:

CARVALHO, O. S. et al. Adubação e calagem. In: BELTRÃO, N. E. M.

Brasília, Embrapa Comunicação para Transferência de Tecnologia, 1999. v.1, p. 175-210.

EMBRAPA Dourados, 1998. 267p.

FREIRE, E. C.; SANTOS, W. J. Piracicaba, POTAFOS, 1999. 286p.

FUNDAÇÃO MT Rondonópolis, 2001. 238p.

FUNDAÇÃO MT/EMBRAPA Algodão Rondonópolis, 1999. 182p.

ROSOLEM, C.A. Problemas em nutrição mineral, calagem e adubação do algodoeiro.

Piracicaba: POTAFOS, nr 95, 2001, p.10-17.

O agronegócio do algodão no Brasil.

Algodão: informações técnicas.

Cultura do algodoeiro.

Boletim de pesquisa de algodão.

Mato Grosso: liderança e competitividade.

Informações

Agronômicas,

Algodão

DIAGNOSE VISUAL

Clorose nas folhas mais velhas, surgindo pontos avermelhados e/ou pardos, com posterior queda das mesmas; Folhas reduzidas em número e tamanho; Encurtamento de internódios e redução do porte da planta; Baixo número de flores, maçãs esparsas restritas aos primeiros ramos frutíferos inferiores; Queda acentuada de botões florais e frutos novos.

Redução do crescimento e da frutificação; Folhas menores com coloração verde-escura, com locais avermelhados nas nervuras; Atraso na colheita.

Clorose entre as nervuras das folhas velhas, evoluindo para bronzeamento e secamento, com posterior queda ; Encurtamento do ciclo e maturação antecipada dos frutos, muitas maçãs não se abrem; Redução do comprimento e resistência da fibra.

Paralisação imediata do crescimento; Murchamento das folhas, com curvatura e colapso do pecíolo, resultando em elevada desfolha, as folhas restantes tornam-se avermelhadas; Raízes prejudicadas, podendo apodrecer; Menor número de flores e intensa queda de maçãs.

Redução no crescimento da planta; Folhas mais velhas apresentam cor vermelho púrpura entre as nervuras, avançando para as folhas novas - “Vermelhão do Algodoeiro"; Folhas e maçãs se soltam facilmente.

Redução no crescimento; Poucos ramos vegetativos; Inicialmente clorose de cor verde-limão ou dourada uniforme nas folhas novas, posteriormente, em toda planta.

Folhas novas cloróticas, disformes e com limbos enrugados; Botões florais deformados, com brácteas cloróticas podendo envolver totalmente a corola atrofiada; Pétalas menores, dobrando as extremidades para dentro, com manchas pardas na face interna; Frutos menores e disformes, com mancha interna escurecida na sua base; Queda excessiva de botões, flores e frutos novos; Encurtamento de internódios e superbrotamento; Presença de anéis de coloração verde-escuro no pecíolo; Redução do crescimento radicular.

Clorose entre as nervuras das folhas; Dobramento do limbo foliar; Pode afetar a formação dos botões florais, a abertura de maçãs e atrasar a colheita.

Folhas menores, mais espessas, com clorose entre as nervuras e com bordos dobrados para cima; Os lóbulos das folhas novas podem se alongar tomando aspecto de "dedos"; Plantas afetadas precocemente apresentam internódios curtos, ficando enfezadas e atrofiadas; Em deficiência tardia o porte é normal mas as folhas são cloróticas e os frutos subdesenvolvidos; Sob deficiência severa, os botões florais podem não se formar.

INFORMAÇÕES RELEVANTESINFORMAÇÕES RELEVANTES

SINTOMAS DE DEFICIÊNCIASSINTOMAS DE DEFICIÊNCIAS

EXTRAÇÃO MÉDIA DE NUTRIENTES POR DIFERENTES

PARTES DA PLANTA DE ALGODÃO, PARA COLHEITA DE 3.500 kg ha .-

ACÚMULO DE N, P O E K O PELO ALGODOEIRO, CV. ITA 90, EM FUNÇÃO

DO TEMPO, CONSIDERANDO-SE UMA PRODUTIVIDADE DE 3000 kg ha -1.

NUTRIÇÃO DO ALGODOEIRONUTRIÇÃO DO ALGODOEIRO

O algodoeiro é muito sensível à presença do alumínio e exigente em cálcio, sendo esse último fundamental para o desenvolvimento de suas raízes que, sob condições químicas e físicas favoráveis, podem atingir mais de 2 metros de profundidade com cerca da metade concentrada nos primeiros 60 cm. A planta é moderadamente exigente em nutrientes e o solo deve ser bem adubado para boas colheitas. A grande demanda de nutrientes pelo algodoeiro ocorre a partir da época do aparecimento dos primeiros botões florais até a formação dos primeiros capulhos, reduzindo-se proporcionalmente durante o período de maturação.

Dias após a emergência

N P K

Acúmulo (kg ha )

Fonte: Adaptado da Fundação MT (1997), citado por Rosolem (2001).

Fonte: Vivancos (1989) citado por Carvalho et al. (1999).

RAÍZES

CAULES

FOLHAS

CAPULHOS

SEMENTE

FIBRA

SEMENTE + FIBRA

TOTAL 100 209 84 158

PARTE DA

PLANTA

M. S. N P O K O

Fonte: Adaptado de Yamada et al. (1999), citado no Boletim de Pesquisa de Algodão da Fundação MT (2001).

CONCENTRAÇÃO ADEQUADA DE NUTRIENTES

NAS FOLHAS DE ALGODOEIRO

40 a 45 3 a 4 20 a 25 25 a 35 4 a 8 4 a 6

40 a 80 10 a 15 80 a 250 35 a 80 1 30 a 40

N P K Ca Mg^ S

(g kg -1)

(mg kg -1)

B Cu Fe Mn Mo Zn

®^ ®

A fonte de fósforo do Fosmag é o Multifosfato Magnesiano – MFM, produto exclusivo da Manah. No Fosmag a disponibilização do fósforo é gradual, porém completa, durante o ciclo da cultura, o que reduz perdas desse nutriente pela fixação por compostos de ferro e alumínio do solo.

®

A tecnologia de produção do MFM faz com que a solubilização do fósforo do Fosmag não produza acidez, não alterando o pH na região de aplicação. Isso mantém o alumínio e o excesso de manganês tóxicos neutralizados pelo efeito da calagem, além de não interferir na atividade biológica do solo.

®

Fosmag contém sulfato de cálcio (CaSO ), que se move no perfil do solo liberando cálcio e reduzindo a atividade e toxidez do alumínio em profundidade, possibilitando maior expansão das raízes. Fica garantido, também o suprimento de enxofre.

®

Todos os nutrientes do Fosmag estão associados no mesmo grânulo, exceto o potássio, o nitrogênio e o silício que, em algumas fórmulas, são completados em mistura. Isso significa redução da segregação, mantendo uniformidade na distribuição.

®

Com essa forma física, o Fosmag apresenta maior superfície de contato, o que resulta em melhor distribuição e cobertura dos nutrientes na área favorecendo, especialmente, a absorção dos micronutrientes que, normalmente, são aplicados em pequenas doses.

®

O Fosmag® é um fertilizante que nutre as plantas de maneira completa, tendo como princípio o equilíbrio entre os nutrientes. Possui vasta gama de formulações contendo 3 diferentes níveis de micronutrientes, para cada fórmula NPK, atendendo as necessidades dos diversos solos e plantas.