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Considerando que a simples observação visual das plantas não expressa a real população de percevejos presente na lavoura, para monitorar a ocorrência desses insetos sugadores, recomenda-se que as vistorias sejam realizadas, no mínimo, uma vez por semana, através de amostragens com o pano-de-batida, desde o início do desenvolvimento de vagens até a maturação das plantas. O monitoramento deve ser intensificado nos períodos mais críticos, ou quando ocorrer invasão de adultos provenientes de áreas com cultivares de ciclo mais curto, em fase de maturação ou colheita. Em função da agilidade e da movimentação dos percevejos, essas amostragens devem ser realizadas, preferencialmente, nos períodos mais frescos, pela manhã ou à tarde, facilitando a contagem dos insetos deslocados para o pano. Em função da quantidade de percevejos presentes na cultura, os níveis de ação recomendados pelo MIP Soja devem ser considerados para a tomada de decisão e na adoção de medidas de controle, utilizando-se, quando necessário, produtos mais seletivos que favoreçam a sobrevivência e a permanência dos inimigos naturais na lavoura. DE AÇÃO PARA O ONTROLE DE PER O Emergência Vegetativo E— Floração Lavoura percevejo Grão Desenvolvimento de vagens Enchimento de grãos -— Maturação Ec HELCevejo Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Centro Nacional de Pesquisa de Soja Rod. Carlos João Strass - Distrito de Warta Fone: (43) 3371-6000 Fax: (43) 3371-6100 Caixa Postal 231 - 86001-970 Londrina PR Home page: http://www.cnpso.embrapa.br E-mail: sacQcnpso.embrapa.br Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Empa Ministério da Agricultura, Governo Pecuária e Abastecimento Federal Texto: Beatriz S. Corrêa-Ferreira Folder nº 09/2005 Novembro/2005 Tiragem: 5.000 exemplares Patrocínio: À anos INTEGRADA IVIATOR EFICIÊNCIA NO VIONIMORAMENTO DOS PERCEVEJOS DA SOJA N. cultura da soja, os percevejos são os insetos pragas que mais preocupam por causarem sérios danos às plantas. Embora estejam presentes desde o período vegetativo, são realmente prejudiciais a partir do inicio do desenvolvimento das vagens (fase de canivetinho), normalmente, atingindo suas maiores densidades populacionais, do enchimento de grãos à maturação da soja. Por apresentar comportamento de buscar locais mais frescos, nos períodos mais quentes do dia, a presença dos percevejos muitas vezes passa desapercebida. Também, por serem insetos que se alimentam diretamente dos grãos de soja, seus danos, embora sérios, não são facilmente perceptíveis, durante o desenvolvimento da cultura, e os problemas, muitas vezes, tornam-se reais no momento que o produtor vai colher e vender sua soja. Portanto, para evitar prejuízos posteriores e não usar inseticida desnecessariamente, elevando o custo de produção e afetando, negativamente, o ambiente, o monitoramento das lavouras deve ser realizado de modo adequado. O monitoramento indicará a necessidade de alguma intervenção de controle, bem como o momento mais adequado. Os percevejos mais conhecidos na soja são o percevejo marrom Euschistus heros, mais abundante do norte do Paraná ao Brasil Central, o percevejo verde pequeno Piezodorus guildinii, com maior capacidade de causar dano à semente de soja e o percevejo verde Nezara viridula, mais comum na Região Sul do Brasil. Além destas, várias outras espécies de percevejos participam do complexo de insetos sugadores, dentre elas, o percevejo barriga verde Dichelops melacanthus, Acrosternum sp., Edessa meditabunda e Thyanta perditor que, normalmente, ocorrem em menor abundância, mas alimentam-se igualmente das vagens e causam danos às sementes. Embora os percevejos adultos sejam os mais facilmente identificáveis na cultura da soja, os levantamentos têm mostrado, que durante o período reprodutivo das plantas, a maioria da população daninha de percevejos (72% a 85%) é composta por formas jovens, ninfas de terceiro, quarto e quinto ínstares, que causam à soja prejuízos semelhantes aos causados pelos percevejos adultos. A determinação segura dos níveis populacionais dos insetos-pragas presentes nas lavouras de soja é requisito básico em programas de manejo integrado. Para o monitoramento dos percevejos, o método recomendado é o do pano-de-batida, embora hoje pouco utilizado a campo. Ao longo dos anos, com a redução do espaçamento utilizado pelos produtores e o porte elevado de algumas cultivares, especialmente em anos mais chuvosos, a eficiência deste método ficou extremamente comprometida. Na safra 2004/05 foram realizados estudos em 19 situações de lavouras, monitoradas durante o período reprodutivo, com o pano-de-batida utilizado em duas e uma fileira de soja. Os resultados mostraram extração média da população total de percevejos de 1,8 vezes maior, quando as plantas foram batidas em apenas uma fileira, variando de0a4,75 vezes. Quando se bate duas fileiras adjacentes, uma grande quantidade de percevejos permanece nas plantas de soja, em função do emaranhado de folhas. Assim, para um monitoramento de percevejos que indique a real população presente na lavoura, recomenda-se, em programas de MIP, a amostragem com o pano-de-batida em apenas uma fileira de soja, em qualquer situação de lavoura. Número médio de percevejos amostrados com o pano-de-batida em uma e duas fileiras de soja, em lavouras monitoradas na safra 2004/05. Número de percevejos/m Razão Pano 2 fileiras) Pano 1 fileira | Panof/Pano2 Ninfas 1,3 1,9 1,5 Adultos 0,7 17 24 População total! 20 3,6 1,8 “Total = adultos + ninfas de 3º, 4º e 5º ínstares O pano ou lona, com 1 m de comprimento por 1 m de largura, contendo um suporte de madeira nas bordas laterais, é colocado enrolado entre as fileiras de soja cuidadosamente para não perturbar os insetos. Desenrolar, ajustando um lado na base das plantas, sendo o outro estendido sobre as plantas de soja da fileira adjacente. As plantas de im de fileira são inclinadas sobre o pano, realizando, em seguida, a batida das plantas e a contagem dos percevejos adultos e ninfas (3º ao 5º ínstar). realizadas em diferentes pontos da lavoura. No período de colonização dos campos de soja, um maior número de amostragens deve ser realizado nas bordaduras, onde, em geral, os percevejos iniciam a infestação. O número de pontos amostrados varia de acordo com o tamanho da lavoura. Indica-se de seis a 10 amostragens para lavouras até dez As amostragens devem ser e 100 ha, respectivamente. Para lavouras maiores, recomenda-se dividir a área em talhões de 100 ha, lembrando que a confiabilidade dos dados é proporcional ao número de amostragens realizadas.