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Função quadrática, Notas de estudo de Matemática

FUNÇÃO QUADRÁTICA

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 12/09/2009

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tiago-rodrigues-17 🇧🇷

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CENTRO EDUCACIONAL GIRASSOL
TD de Matemática
Prof.: Tiago Rodrigues – proftiagorodrigues@gmail.com
FUNÇÃO QUADRÁTICA
FUNÇÃO QUADRÁTICA
Definição:
Uma função quadrática é uma função definida por
são números reais.
- O domínio de uma função quadrática é o conjunto dos números reais.
- O gráfico de uma função quadrática é uma parábola.
1. ESTUDO DA FUNÇÃO
Construa-se o gráfico da função
x
-3 9
-2 4
-1 1
0 0
1 1
2 4
3 9
Nota: Esta função deverá ser visualizada na máquina de calcular.
Vamos fazer agora o estudo da função, tendo em conta a sua representação geométrica.
Domínio: (como aliás já tinha sido dito na definição);
Contradomínio: ;
Zeros: 0;
Sinal da função: f é não negativa em todo o seu domínio, ou seja, em ;
Monotonia: f é decrescente no intervalo
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CENTRO EDUCACIONAL GIRASSOL

TD de Matemática

Prof.: Tiago Rodrigues – [email protected]

FUNÇÃO QUADRÁTICA

FUNÇÃO QUADRÁTICA

Definição:

Uma função quadrática é uma função definida por

são números reais.

  • O domínio de uma função quadrática é o conjunto dos números reais.
  • O gráfico de uma função quadrática é uma parábola.

1. ESTUDO DA FUNÇÃO

Construa-se o gráfico da função

x -3 9 -2 4 -1 1 0 0 1 1 2 4 3 9

Nota: Esta função deverá ser visualizada na máquina de calcular.

Vamos fazer agora o estudo da função, tendo em conta a sua representação geométrica.

  • Domínio: (como aliás já tinha sido dito na definição);
  • Contradomínio: ;
  • Zeros: 0;
  • (^) Sinal da função: f é não negativa em todo o seu domínio, ou seja, em ;
  • Monotonia: f é decrescente no intervalo

f é crescente no intervalo ;

  • Extremos: A função tem um mínimo em 0;
  • Injectividade: A função é não injectiva, pois existem objectos diferentes que têm a mesma imagem, Por exemplo: f(1)=1 e f(-1)=1 ;
  • Paridade: A função é par, pois,
  • Eixo de simetria: O eixo de simetria é (uma vez que é par);
  • (^) Vértice da parábola: (0,0);
  • Concavidade: Voltada para cima.

Vamos agora fazer o estudo dos vários casos de funções quadráticas.

À medida que a diminui, a abertura também diminui

À medida que a aumenta, a abertura diminui

Concavidade voltada para baixo voltada para cima Domínio Contradomínio =

Monotonia

crescente decrescente

crescente decrescente Zeros 0 0 Extremos máximo absoluto: 0 maximizante: 0

mínimo absoluto: 0 minimizante: 0 Vértice (0,0) (0,0) Eixo de simetria eixo de equação eixo de equação Sinal não positiva em não negativa em

2º CASO: GRÁFICO DA FUNÇÃO

Consideremos as funções:

Geometricamente temos:

Conclusões:

  • A abertura das parábolas é a mesma, assim como a concavidade ( a é o mesmo);
  • Houve uma translação vertical nas funções h e g em relação a f;
  • A função g sofreu uma translação associada ao vector (0,-2);
  • A função h sofreu uma translação associada ao vector (0,2);
  • Os vértices vão passar a ser: - em h(0,2)
    • em g(0,-2)
  • Os eixos de simetria são os mesmos, ou seja, a recta ;
  • Os extremos vão mudar: - em g temos um mínimo -
    • em h temos um mínimo 2
  • O contradomínio também vai sofrer alterações: -

  • Zeros: Neste caso poderemos ter 0, 1 ou 2 zeros:

Sintetizando:

i- voltada para cima voltada para cima voltada para baixo voltada para baixo

io

o onia decrescente: crescente: decrescente: crescente: decrescente: crescente: decrescente: crescente: não tem e e não tem os mínimo absoluto: k minimiza nte: 0 mínimo absoluto: k minimizante: 0 máximo absoluto: k maximizante: 0 máximo absoluto: k maximizante: 0 (0,k) (0,k) (0,k) (0,k) e a eixo de equação eixo de equação eixo de equação eixo de equação positiva em positiva: negativa: positiva: negativa: negativa em Exercício 1: Determina os zeros, analiticamente, das funções f, g e h anteriormente definidas: Resolução: f(x) (1 zero) (2 zeros) Equação impossível (nenhum zero) Exercício 2: Escreve na forma as funções que têm a seguinte representação gráfica: (a) (b) Resolução: (a) Temos que , logo vem Resta determinar a. Como o ponto (2,4) pertence à parábola, ele verifica a equação: Então a equação da função é dada por. (b) Temos que , logo vem Resta determinar a. Como o ponto (2,0) pertence à parábola, ele verifica a equação:

(d) v = (3,0)

4º CASO: GRÁFICO DA FUNÇÃO

Consideremos a função. Que transformações devem ser feitas ao gráfico da função para obter o gráfico da função f?

1º) Passar de para :

2º) Passar de para :

Vamos deslocar o gráfico segundo uma translação associada ao vector (-1,0).

3º) Passar de para :

Vamos deslocar o gráfico segundo uma translação associada ao vector (0,-3).

Conclusões: Obtemos o gráfico de f através de uma translação do gráfico da função , associada ao vector (-1,3).

Sintetizando:

a>0 a< Concavidade voltada para cima voltada para baixo Domínio Contradomínio Monotonia crescente em decrescente em

crescente em decrescente em Extremos mínimo absoluto: k minimizante: h

máximo absoluto: k maximizante: h Vértice Eixo de simetria recta de equação recta de equação

Exercício: Sem efectuar cálculos faz um possível esboço do gráfico da seguinte função:

2

x a 5 (x+ 3 )

Resolução: v = (-3,0)

COMO PASSAR DE PARA?

Consideremos a seguinte função:

Teremos que construir um caso notável:

A função f representa uma parábola com a concavidade voltada para cima , vértice no ponto (2,-4) e eixo de simetria.

Exercício: Dadas as funções g e h, passa à forma , indicando o vértice de cada uma delas: (a) (b)

Resolução:

(a)

O vértice tem coordenadas.

(b)

O vértice tem coordenadas.

Exercícios :

1) Para cada par de funções, descreve como podes obter o gráfico da segunda partindo do gráfico da primeira:

1.1) ;

1.2) ;

Resolução:

1.1) O gráfico da função terá que sofrer uma translação segundo o vector (-5,0).

1.2) Primeiro, o gráfico da função terá que ser invertido em relação ao eixo , depois terá que sofrer uma

translação associada ao vector (-2,3).

2) Escreve a expressão que define a função quadrática tal que:

(a) o vértice da parábola é (-1,4) e ;

(c) o vértice da parábola é (-3,1) e um dos zeros é

Resolução:

(a) A expressão será do tipo .Temos que e logo virá

(c) y^ a(x h) k

2

= - + , e

Logo temos

Como um dos seus zeros é 3 então o ponto (3,0) pertence à parábola, substituindo vem

Temos então

(x 3 ) 1

y =- +^2 +

3) Considera a família de funções.

3.1) Sabendo que , o que podes dizer acerca dos intervalos de monotonia da função?

3.2) Considerando e determina o contradomínio da função.

3.3) Indica um intervalo onde a função seja injectiva.

Resolução:

3.1) Como , a função é do tipo. Logo o que irá fazer variar a função é o valor de a.

Então:

  • se , a função é
    • se , a função é

3.3) Por exemplo o intervalo

4) Escreve uma expressão analítica para as funções quadráticas representadas graficamente:

a>

Função positiva

Função negativa

Função positiva Função sempre positiva

a<

Função positiva

Função negativa

Função negativa Função sempre negativa

Exemplos:

(a) Consideremos a função definida por. A função representa uma parábola de concavidade voltada para cima.

  • Zeros

Logo a função tem dois zeros.

Determinemo-los:

Para fazermos um esboço da parábola um pouco mais rigoroso, é necessário determinar as coordenadas do vértice. Como a parábola é simétrica relativamente ao seu eixo de simetria (que é a recta vertical que passa pelo vértice), o eixo fica equidistante das suas raízes. Logo a abcissa do vértice é dado por:

Como o vértice é um ponto da parábola, para determinarmos a sua ordenada, basta substituirmos na equação por 1,

Temos então que o vértice tem coordenadas (1,-1). O eixo de simetria é a recta de equação. Já estamos então em condições de traçar um esboço do gráfico:

  • Domínio;
  • Contradomínio: ;
  • Monotonia: crescente em ; decrescente em ;
  • Sinal: positiva em e ; negativa em

(b) E se considerarmos a função definida por?

  • A concavidade é voltada para cima.
  • Zeros: Será que existem?

Logo não existem zeros.

Como determinar o vértice e o eixo de simetria? A maneira mais simples será construir um caso notável e escrever a equação na forma.

Logo o vértice tem coordenadas (-2,1) e o eixo de simetria é a recta de equação.

Exercício: Considere as funções quadráticas definidas como se segue:

1) Determine os zeros e estude o sinal da função f; 2) Represente graficamente a função f. Indique as coordenadas do vértice da parábola, o contradomínio e intervalos de monotonia da função; 3) Repita as alíneas anteriores para a função h.

Contradomínio: ; Monotonia: crescente em ; decrescente em

APLICAÇÕES DO ESTUDO DA FUNÇÃO QUADRÁTICA

INEQUAÇÕES DO 2º GRAU

O estudo que foi feito até aqui da função quadrática irá ser usado agora na resolução de inequações do 2º grau.

Problema: Para iluminar uma operação de salvamento lança-se um “very light” cuja altura h em relação ao nível do mar é dada aproximadamente pela lei

(h em metros, t em segundos)

A luz só é útil desde que o “very light” esteja a 4m ou mais acima do mar. Quanto tempo dura a luz útil de cada foguete?

Resolução: Queremos os valores de t para os quais , ou seja,

Queremos saber para que valores de , a função é positiva ou nula (não negativa), logo teremos que estudar o sinal da função.

  • (tem concavidade voltada para baixo);

logo a função tem dois zeros.

  • Zeros:

A função é positiva no intervalo das raízes, ou seja, de -1 a 6. No entanto, neste problema só interessa quando t>0, pelo que a luz é útil do instante 0 a 6, ou seja durante 6 segundos.

Exercícios: Resolva, em , as inequações:

1) 2)

Resolução:

1)

c.s.:

logo tem 2 zeros.

Determinemos os zeros:

c.s.:

logo não tem zeros.

c.s.:

Como a<0 temos que

c.s.:

Resolução:

1) e além disso. Logo

2) , como , vem

3) Queremos determinar o máximo da função

Como a, a<0, a concavidade será voltada para baixo, logo o máximo corresponde à abcissa do vértice da parábola.

Determinemos os zeros:

Então

A área é máxima quando m. Determinemos o valor e l correspondente:

EXERCÍCIO 1:

Uma bola é lançada verticalmente ao ar, com uma velocidade inicial de 20m/s. A altura da bola, em metros, no tempo t, é dada aproximadamente pela fórmula

1) Quanto tempo a bola se manteve no ar?

2) Qual é a atura máxima atingida pela bola?

3) Determina o intervalo de tempo em que a altura era superior a 0,5m.

4) A que altura foi lançada a bola?

RESOLUÇÃO:

1) Façamos um breve estudo da função para esboçar o gráfico:

, a<0, logo a concavidade é voltada para baixo.

Zeros:

, 2 zeros

Determinemo-los:

A bola mantém-se no ar aproximadamente 4,02 segundos.

2) Determinar a altura máxima é determinar :

Logo

A altura máxima é de 20,5m.

3) Queremos determinar t, tal que

C.A.

A altura é superior a 0,5m no intervalo.

4) A bola foi lançada no instante , logo

A bola foi lançada a uma altura de 0,5m. EXERCÍCIO 2:

Uma bola atirada de baixo para cima, na vertical, atinge a altura h, em metros, dada por

ao fim de t segundos.

1) Qual é a altura máxima atingida pela bola e o tempo gasto nesse percurso?

2) Qual é a altura da bola ao fim de 2 segundos?