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Geriatria - Osteoporose 8º período – Fisioterapia Conteúdo: 1. Sistema ósseo; 2. Definição; 3. Fatores de risco; 4. Fraturas Osteoporóticas = Fraturas por Fragilidade; 5. Alterações associadas; 6. Fratura de Quadril; 7. Tratamento; 8. Fisioterapia; 9. Guideline; 10. Considerações finais.
Tipologia: Notas de estudo
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Sistema ósseo
Matriz Óssea:
1. Inorgânica (70%): Calcio Fosfato 2. Orgânica (30%): Colágeno tipo 1; Células ósseas; Glicoproteínas Proteoglicanas Células Ósseas Osteoblastos: Síntese óssea Osteoclastos: Reabsorção óssea Osteócitos: Iniciar respostas de reabsorção ou formação Estilo de vida influencia 20-40% PMO. Processo de reabsorção dura cerca de 2 semanas; Processo de formação dura cerca de 3 meses a 18 meses. O pico de massa óssea pode ser o fator mais importante para a prevenção de osteoporose. Remodelamento Ósseo: Manutenção da força e densidade óssea Definição Diminuição da densidade mineral óssea (DMO) + Deteriorização na microarquitetura do osso = Aumento da fragilidade óssea. Risco de Fraturas; Incapacidade Funcional; Alterações Psicológicas. Classificação da DMO Massa óssea preservada: DMO 2-1 DP; Osteopenia: -2,5DMO-1DP; Osteoporose: DMO ≤ -2,5 DP; Osteoporose Severa: DMO ≤ -2,5 DP. Fratura por fragilidade. DXA: Densitometria por absorção de Raio-X de dupla energia. Fatores de Risco Não modificáveis: Idade; Gênero; Histórico familiar de Osteoporose; Menopausa precoce; Doenças associadas. Modificáveis:
Pico de massa óssea; Baixo peso e baixo IMC; Uso de álcool e cigarro; Dieta pobre em leite e derivados; Ingestão alta de cafeína; Baixa exposição solar; Sedentarismo. Fraturas Osteoporóticas = Fraturas por Fragilidade 1 a cada 3 mulheres ≥ 50 anos apresentam o risco de ter uma fratura osteoporótica. 1 a cada 5 homens ≥ 50 anos apresentam o risco de ter uma fratura osteoporótica. Osteoporose: risco de fraturas 4x maior. Osteopenia: risco de fraturas 1,8x maior.
Envelhecimento Fatores genéticos Inatividade ( carga mecânica) Deficiência nutricional (cálcio, vitamina D) Síndrome da Fragilidade Doenças inflamatórias Doenças endócrinas, hematológicas, pulmonares. Doenças neurológicas, psiquiátricas Deficiências hormonais Doenças musculares Cirurgia bariátrica Medicamentos
1. Prevenir a osteoporose 2. Evitar a ocorrência da primeira fratura por fragilidade 3. Evitar a fratura secundária Tratamento não farmacológico Dieta: Diminuição da remodelação óssea (nível de evidência (b) ou efeito modesto na diminuição da DMO (alto consumo de frutas e vegetais, peixe, aves, grãos, laticínios) Exercício físico: Descarga de peso e fortalecimento muscular diminui a perda óssea no colo femoral e coluna lombar (nível de evidenciá-la). Exercício diminui uso de medicamentos associados com hipotensão postural e quedas: antidepressivos, antidepressivos, sedativos – hipnóticos. Prevenção de quedas: Fortalecimento muscular, equilíbrio, funcionalidade e postura reduzem o risco de quedas e, fraturas subsequentes por quedas (nível de evidenciá-la) Cálcio + Vit. D: Diminuição de fraturas quadril e não vertebrais (nível de evidenciá-la) Unidade músculo-osso Resposta óssea é fortemente dependente da carga aplicada pelo músculo - Interação músculo-osso (Locquet et al. 2019, Trevisan, 2012) Sinal mecânico - sinal biológico - osteogênese Fisioterapia Objetivos Manutenção/ganho da DMO Ganho de força/potência muscular Melhorar o equilíbrio e o desempenho funcional Melhorar a postura e percepção corporal Orientações (risco de quedas, postura e segurança no ambiente) Avaliação Anamnese Exame Físico Controle Postural Função muscular Testes clínicos funcionais GUIDELINE ( World guidelines for falls prevention and management for older adults: a global initiative Montero-Odasso et al, 2022) Exercício físico para prevenção de quedas - Nível de evidência 1A Exercício como única intervenção pode prevenir quedas em idosos da comunidade (diminui taxa de quedas entre 24-34%)
Exercício como única intervenção reduz as fraturas decorrentes de quedas Terapias multicomponentes incluindo exercícios desafiadores de equilíbrio (23h/semana), fortalecimento muscular e funcionalidade - Nível de recomendação moderado-alto Exercícios aeróbicos Caminhada deve ser combinada com outras formas de exercícios para ser benéfica para o osso. Estudo > 34 mil britânicos mostraram que a caminhada frequente pode aumentar a ocorrência de quedas devido a riscos ambientais. Exercícios de maior impacto melhores ganhos ósseos exercícios de baixo impacto: caminhada, ciclismo, tai chi, corrida lenta, exercícios aquáticos. exercícios de alto/moderado impacto: pular corda, saltar, saltitar, correr, dança aeróbica. Fisioterapia Programa de exercícios de alto impacto caminhada em esteira (30') step com degrau (10) 3x/semana 24 semanas Melhora do condicionamento cardiorrespiratório Melhora da força muscular de quadríceps Melhorada DMO do colo femoral e coluna lombar Mulheres com perda de massa óssea (48-65a) Exercícios de alta intensidade (300 minutos) e de alta frequência (>3x/semana) Fortalecimento Muscular Força e Potência de MMII Intensidade moderada-alta (70-90% 1 RM) Estímulo mecânico → região óssea 2-4x/semana 3-4 séries 12 repetições Revisão sistemática e metanálise (53 estudos): Fortalecimento muscular progressivo: ↑ DMO do colo femoral, melhora o desempenho (TUG) melhora da dor e Melhora da qualidade de vida Exercícios em CCF + vestes com peso 2x/semana 3-4 séries 6-12 repetições Velocidade alta 6 semanas Melhores resultados: exercícios que associam força de Impacto + potência muscular
Considerações finais osso é mais responsivo a cargas dinâmicas, de curta duração e com sobrecarga de moderada alta entre as diferentes modalidades, os estudos mostram que um programa de exercícios resistidos + exercícios de impacto moderado a alto são os mais indicados para a melhora óssea. protocolo de tratamento deve incluir exercícios que visam melhorar o desempenho dos músculos do tronco, melhora a percepção corporal, bem como exercícios para melhora do equilíbrio como o ganho de massa óssea é um processo lento, o programa de exercícios deve ser de longa duração (mínimo de 2 meses) com frequência moderada (3x/semana). além de orientações relacionadas ao exercício físico, o fisioterapeuta deve também realizar orientações quanto a mudanças no estilo de vida, orientações posturais durante as atividades bem como orientações de segurança no ambiente e comportamento de risco para quedas