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Geriatria - Osteoporose, Notas de estudo de Geriatria

Geriatria - Osteoporose 8º período – Fisioterapia Conteúdo: 1. Sistema ósseo; 2. Definição; 3. Fatores de risco; 4. Fraturas Osteoporóticas = Fraturas por Fragilidade; 5. Alterações associadas; 6. Fratura de Quadril; 7. Tratamento; 8. Fisioterapia; 9. Guideline; 10. Considerações finais.

Tipologia: Notas de estudo

2024

À venda por 27/05/2026

Jaqueline.Costa
Jaqueline.Costa 🇧🇷

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OSTEOPOROSE
Sistema ósseo
Estrutura do Osso:
Cortical e trabecular
Matriz Óssea:
1. Inorgânica (70%):
Calcio
Fosfato
2. Orgânica (30%):
Colágeno tipo 1;
Células ósseas;
Glicoproteínas Proteoglicanas
Células Ósseas
Osteoblastos: Síntese óssea
Osteoclastos: Reabsorção óssea
Osteócitos: Iniciar respostas de reabsorção ou formação
Estilo de vida influencia 20-40% PMO.
Processo de reabsorção dura cerca de 2 semanas;
Processo de formação dura cerca de 3 meses a 18 meses.
O pico de massa óssea pode ser o fator mais importante para a prevenção de
osteoporose.
Remodelamento Ósseo: Manutenção da força e densidade óssea
Definição
Diminuição da densidade mineral óssea (DMO) + Deteriorização na
microarquitetura do osso = Aumento da fragilidade óssea.
Risco de Fraturas;
Incapacidade Funcional;
Alterações Psicológicas.
Classificação da DMO
Massa óssea preservada: DMO 2-1 DP;
Osteopenia: -2,5DMO-1DP;
Osteoporose: DMO ≤ -2,5 DP;
Osteoporose Severa: DMO ≤ -2,5 DP. Fratura por fragilidade.
DXA: Densitometria por absorção de Raio-X de dupla energia.
Fatores de Risco
Não modificáveis:
Idade;
Gênero;
Histórico familiar de Osteoporose;
Menopausa precoce;
Doenças associadas.
Modificáveis:
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OSTEOPOROSE

Sistema ósseo

Estrutura do Osso: Cortical e trabecular

Matriz Óssea:

1. Inorgânica (70%):  Calcio  Fosfato 2. Orgânica (30%):  Colágeno tipo 1;  Células ósseas;  Glicoproteínas Proteoglicanas Células Ósseas Osteoblastos: Síntese óssea Osteoclastos: Reabsorção óssea Osteócitos: Iniciar respostas de reabsorção ou formação Estilo de vida influencia 20-40% PMO.  Processo de reabsorção dura cerca de 2 semanas;  Processo de formação dura cerca de 3 meses a 18 meses. O pico de massa óssea pode ser o fator mais importante para a prevenção de osteoporose. Remodelamento Ósseo: Manutenção da força e densidade óssea Definição Diminuição da densidade mineral óssea (DMO) + Deteriorização na microarquitetura do osso = Aumento da fragilidade óssea.  Risco de Fraturas;  Incapacidade Funcional;  Alterações Psicológicas. Classificação da DMOMassa óssea preservada: DMO 2-1 DP;  Osteopenia: -2,5DMO-1DP;  Osteoporose: DMO ≤ -2,5 DP;  Osteoporose Severa: DMO ≤ -2,5 DP. Fratura por fragilidade. DXA: Densitometria por absorção de Raio-X de dupla energia. Fatores de Risco Não modificáveis:  Idade;  Gênero;  Histórico familiar de Osteoporose;  Menopausa precoce;  Doenças associadas. Modificáveis:

 Pico de massa óssea;  Baixo peso e baixo IMC;  Uso de álcool e cigarro;  Dieta pobre em leite e derivados;  Ingestão alta de cafeína;  Baixa exposição solar;  Sedentarismo. Fraturas Osteoporóticas = Fraturas por Fragilidade  1 a cada 3 mulheres ≥ 50 anos apresentam o risco de ter uma fratura osteoporótica.  1 a cada 5 homens ≥ 50 anos apresentam o risco de ter uma fratura osteoporótica. Osteoporose: risco de fraturas 4x maior. Osteopenia: risco de fraturas 1,8x maior.

Doença negligenciada - Brasil: 60% dos pacientes com alto de risco de fratura não

recebem tratamento.

 Envelhecimento  Fatores genéticos  Inatividade ( carga mecânica)  Deficiência nutricional (cálcio, vitamina D)  Síndrome da Fragilidade  Doenças inflamatórias  Doenças endócrinas, hematológicas, pulmonares.  Doenças neurológicas, psiquiátricas  Deficiências hormonais  Doenças musculares  Cirurgia bariátrica  Medicamentos

IMPORTANTE!

1. Prevenir a osteoporose 2. Evitar a ocorrência da primeira fratura por fragilidade 3. Evitar a fratura secundária Tratamento não farmacológico Dieta: Diminuição da remodelação óssea (nível de evidência (b) ou efeito modesto na diminuição da DMO (alto consumo de frutas e vegetais, peixe, aves, grãos, laticínios) Exercício físico: Descarga de peso e fortalecimento muscular diminui a perda óssea no colo femoral e coluna lombar (nível de evidenciá-la). Exercício diminui uso de medicamentos associados com hipotensão postural e quedas: antidepressivos, antidepressivos, sedativos – hipnóticos. Prevenção de quedas: Fortalecimento muscular, equilíbrio, funcionalidade e postura reduzem o risco de quedas e, fraturas subsequentes por quedas (nível de evidenciá-la) Cálcio + Vit. D: Diminuição de fraturas quadril e não vertebrais (nível de evidenciá-la) Unidade músculo-osso Resposta óssea é fortemente dependente da carga aplicada pelo músculo - Interação músculo-osso (Locquet et al. 2019, Trevisan, 2012) Sinal mecânico - sinal biológico - osteogênese Fisioterapia Objetivos  Manutenção/ganho da DMO  Ganho de força/potência muscular  Melhorar o equilíbrio e o desempenho funcional  Melhorar a postura e percepção corporal  Orientações (risco de quedas, postura e segurança no ambiente) Avaliação  Anamnese  Exame Físico  Controle Postural  Função muscular  Testes clínicos funcionais GUIDELINE ( World guidelines for falls prevention and management for older adults: a global initiative Montero-Odasso et al, 2022)  Exercício físico para prevenção de quedas - Nível de evidência 1A  Exercício como única intervenção pode prevenir quedas em idosos da comunidade (diminui taxa de quedas entre 24-34%)

 Exercício como única intervenção reduz as fraturas decorrentes de quedas  Terapias multicomponentes incluindo exercícios desafiadores de equilíbrio (23h/semana), fortalecimento muscular e funcionalidade - Nível de recomendação moderado-alto Exercícios aeróbicos  Caminhada deve ser combinada com outras formas de exercícios para ser benéfica para o osso. Estudo > 34 mil britânicos mostraram que a caminhada frequente pode aumentar a ocorrência de quedas devido a riscos ambientais.  Exercícios de maior impacto melhores ganhos ósseos  exercícios de baixo impacto: caminhada, ciclismo, tai chi, corrida lenta, exercícios aquáticos.  exercícios de alto/moderado impacto: pular corda, saltar, saltitar, correr, dança aeróbica. Fisioterapia Programa de exercícios de alto impacto  caminhada em esteira (30') step com degrau (10)  3x/semana  24 semanas Melhora do condicionamento cardiorrespiratório Melhora da força muscular de quadríceps Melhorada DMO do colo femoral e coluna lombar Mulheres com perda de massa óssea (48-65a) Exercícios de alta intensidade (300 minutos) e de alta frequência (>3x/semana) Fortalecimento Muscular Força e Potência de MMII  Intensidade moderada-alta (70-90% 1 RM)  Estímulo mecânico → região óssea  2-4x/semana  3-4 séries 12 repetições Revisão sistemática e metanálise (53 estudos):  Fortalecimento muscular progressivo:  ↑ DMO do colo femoral,  melhora o desempenho (TUG)  melhora da dor e  Melhora da qualidade de vida Exercícios em CCF + vestes com peso  2x/semana  3-4 séries  6-12 repetições  Velocidade alta  6 semanas Melhores resultados: exercícios que associam força de Impacto + potência muscular

Considerações finais  osso é mais responsivo a cargas dinâmicas, de curta duração e com sobrecarga de moderada alta  entre as diferentes modalidades, os estudos mostram que um programa de exercícios resistidos + exercícios de impacto moderado a alto são os mais indicados para a melhora óssea.  protocolo de tratamento deve incluir exercícios que visam melhorar o desempenho dos músculos do tronco, melhora a percepção corporal, bem como exercícios para melhora do equilíbrio  como o ganho de massa óssea é um processo lento, o programa de exercícios deve ser de longa duração (mínimo de 2 meses) com frequência moderada (3x/semana).  além de orientações relacionadas ao exercício físico, o fisioterapeuta deve também realizar orientações quanto a mudanças no estilo de vida, orientações posturais durante as atividades bem como orientações de segurança no ambiente e comportamento de risco para quedas