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gestão de projetos
Tipologia: Manuais, Projetos, Pesquisas
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Não perca as partes importantes!





























































É com satisfação que a Unisa Digital oferece a você, aluno(a), esta apostila de Gestão de Projetos,
parte integrante de um conjunto de materiais de pesquisa voltado ao aprendizado dinâmico e autônomo
que a educação a distância exige. O principal objetivo desta apostila é propiciar aos(às) alunos(as) uma
apresentação do conteúdo básico da disciplina.
A Unisa Digital oferece outras formas de solidificar seu aprendizado, por meio de recursos multidis-
ciplinares, como chats, fóruns, aulas web, material de apoio e e-mail.
Para enriquecer o seu aprendizado, você ainda pode contar com a Biblioteca Virtual: www.unisa.br,
a Biblioteca Central da Unisa, juntamente às bibliotecas setoriais, que fornecem acervo digital e impresso,
bem como acesso a redes de informação e documentação.
Nesse contexto, os recursos disponíveis e necessários para apoiá-lo(a) no seu estudo são o suple-
mento que a Unisa Digital oferece, tornando seu aprendizado eficiente e prazeroso, concorrendo para
uma formação completa, na qual o conteúdo aprendido influencia sua vida profissional e pessoal.
A Unisa Digital é assim para você: Universidade a qualquer hora e em qualquer lugar!
Unisa Digital
APRESENTAÇÃO
INTRODUÇÃO
A evolução contempla situações maravilhosas; vejam, por exemplo, o que acontece na área de ges- tão empresarial, principalmente quanto aos conceitos e suas práticas (MILES; SNOW, 1996).
A era industrial teve início em 1860 e término em 1970 e apresentava como característica o ge- renciamento através de regras, procedimentos e supervisão constante. A era tecnológica teve início em meados de 1975, com término em 1995, e apresentou como característica o gerenciamento voltado aos mecanismos regulatórios do mercado, ou seja, o lucro como objetivo e preços competitivos. A era do conhecimento iniciou-se em meados de 2000 e mantém-se até os dias atuais, possuindo gerenciamento através da aquisição de conhecimento de forma progressiva e da delegação de poder (empowerment) à equipe. O gerenciamento de projetos evoluiu através dos tempos e sua fase moderna começou a ser definida em meados dos anos 1940. Veremos, nos capítulos a seguir, como são os conceitos e as práticas atuais.
Objetivos da Disciplina
Tem, como um dos objetivos, proporcionar conhecimentos técnicos através da assimilação de con- ceitos em projetos, ou seja, quanto à sua elaboração, implementação e controle, bem como se familiari- zar com os atuais métodos em gerenciamento de projetos e suas aplicações.
Também tem como objetivo iniciar o desenvolvimento quanto às habilidades de pensar e planejar com os conceitos adquiridos, identificando as necessidades e/ou oportunidades na organização e nos mercados em que atuam as empresas, elaborando vários projetos, entre os quais, os que são capazes de acelerar o lançamento ou a modificação de produtos e/ou serviços, aqueles que aumentam e/ou adap- tam a produção, os que objetivam reduzir ou adequar os custos, também os que proporcionam melhora dos controles internos etc. Após a elaboração, ter condições de implementá-los nas empresas, objetivan- do obter vantagem competitiva e aumento da rentabilidade dos negócios.
Luiz Carlos Takeshi Tanaka
Alguns conceitos básicos serão apresen- tados, para que haja a familiarização e para que possam ser empregados corretamente nos proje- tos.
Processos: caracterizam-se por um conjunto inter-relacionado de recursos e atividades que transformam entradas em saídas; Recursos: são os meios necessários ao processo, como serviços, pessoas, fi- nanceiros etc.; Atividades: são qualquer ação ou tra- balho específico exercido nos proces- sos; Entrada: tudo aquilo que é fornecido ao processo, ou seja, os insumos; Saída: é o resultado de atividades ou processos, ou seja, os produtos; Enfoque processual: entrada + recur- sos + atividades = saídas; Sistema: caracteriza-se por um conjun- to organizado de entidades, processos ou elementos interdependentes, que formam um complexo unitário; Organização: caracteriza-se por um sistema que tem objetivos específicos e uma estrutura organizacional;
Administrar/gerir/gerenciar : é a ta- refa de planejar, decidir, implantar as ações consequentes, com uso dos meios necessários para alcançar objeti- vos fixados; Gestão/gestor : é a parcela de atribui- ções do gerente, quer na área adminis- trativa ou operacional; Gerenciamento: é caracterizado como uma disciplina, ou seja, uma área de co- nhecimentos. Como exemplo, temos o gerenciamento de projetos, gerencia- mento estratégico, gerenciamento de produção etc.; Gerência: é caracterizado como uma função, ou seja, aplicam-se os conhe- cimentos específicos, as habilidades e recursos a um dado gerenciamento; como exemplos, temos a gerência de projetos, a gerência de marketing etc.
Após a constituição da organização, esta ne- cessita funcionar e, para tal, seus responsáveis de- vem alcançar as finalidades propostas através de conhecimentos específicos, que os fazem tomar decisões e implantar ações através de técnicas de administração. Abordaremos o assunto através de três níveis de gerências:
Gerência Estratégica: tem como ca- racterísticas principais a formulação, implantação e avaliação das ações
multidepartamentais, para atingir os objetivos de longo prazo da empresa, relativos a seus produtos, mercado de atuação, clientes, concorrentes etc.; Gerência Administrativa: deve pro- porcionar, através da estrutura e do funcionamento da organização, as con- dições necessárias para obtenção dos melhores resultados, cuidando dos re- cursos ligados à estrutura, como finan- ceiros, materiais, recursos humanos, e
DicionárioDicionário Enfoque: en.fo.que sm (der regressiva de enfocar) 1 Ato ou efeito de enfocar. 2 Modo de considerar ou de entender um assunto ou uma questão; ponto de vista; perspectiva. Fonte: Dicionário online de português.
Gestão de Projetos
ao funcionamento, como autoridades e responsabilidades, fluxos de trabalho, fluxos de comunicações etc.; Gerência Operacional: caracterizada pelos processos de decidir e maximizar a conversão dos recursos e pela capa- cidade de organização em produtos e/ ou serviços; atua, principalmente, em áreas operacionais, linhas de produção e de prestação de serviços, controles e garantia de qualidade etc.
Os gerentes descritos anteriormente devem tomar as decisões nas resoluções dos problemas, que se caracterizam por um processo com as se- guintes fases:
Estruturação dos problemas: identi- ficar e caracterizar o problema e listar alternativas de soluções; Tomada de decisão: é a escolha das melhores alternativas listadas; Implantação da solução: é a execução das alternativas selecionadas e verifica- ção dos resultados através dos contro- les realizados.
Atualmente, o que se verifica na prática é que a execução da alternativa selecionada é, nor- malmente, um projeto, o qual é criado para solu- ção específica de um determinado problema.
Organização departamental: forma antiga que se baseia na divisão do tra- balho, através de categorias, especia- lizações ou funções, cujas autoridades são distribuídas através dos níveis hie- rárquicos. É chefiada por um gerente funcional ou departamental, tradicio- nalmente hierárquico, e dá pouca aten- ção às pessoas. A execução de projetos não é propícia, pois há dificuldade de relacionamento entre os departamen- tos, ou seja, nenhuma ou pouca coo- peração no intuito de engajamento à formação da equipe do projeto; Organização por projeto: é a criação de um departamento multifuncional e temporário, exclusivamente dedicado à execução dos projetos, com um gerente e uma equipe temporária deslocada dos vários departamentos com dedicação total ou parcial; ao término do projeto, a equipe em questão é dissolvida. Quando comparada com a organização departa- mental, a organização por projetos leva
nítida vantagem pela rapidez nas solu- ções de problemas; Organização matricial: no intuito de obter as vantagens de cada organiza- ção descritas anteriormente, houve a combinação delas, dando origem à estrutura matricial, a qual é praticada atualmente. Os componentes da equi- pe atuam nas medidas das necessida- des do projeto, sob a coordenação do gerente deste, porém sem perder o vínculo com o seu departamento de origem, ou seja, executa suas funções primárias e, ainda, dedica um tempo diário ao projeto.
Gestão de Projetos
Os problemas organizacionais, em um âm- bito amplo, necessitam de soluções rápidas e es- pecíficas e, para tal, há a necessidade de criar um ou mais projetos a cada problema. O gerencia- mento de projetos, ou administração de projetos, administra-os com conhecimentos, habilidades, ferramentas e técnicas específicas, a fim de atin- gir e exceder às necessidades e expectativas das partes interessadas.
A evolução do gerenciamento de projetos ocorre desde a Antiguidade, ou seja, desde o su- primento das necessidades básicas, como projeto para obter alimentação (caçadas, agricultura), até grandes construções, como as pirâmides egípcias, foram executados através de projetos bem elabo- rados. O sucesso obtido durante os séculos deve- -se, basicamente, à sua administração ou geren- ciamento. Sua evolução comporta três períodos:
Gerenciamento empírico: baseado mais na arte e no sentimento do que na técnica, ou seja, tem como suporte a qualidade inata do gerente e de sua equipe. Têm-se, como exemplos, os grandes arquitetos e construtores da Antiguidade, grandes chefes militares e exploradores; Gerenciamento clássico ou tradicio- nal: início na década de 1940/1950 e tem como característica serem projetos mais estruturados, planejados, execu- tados e controlados com a administra- ção de recursos humanos e materiais, custos e prazos, utilizando processos existentes ou criados para ele, visando a obter um produto especificado. Ge- ralmente, são projetos essencialmente técnicos, de grande complexidade e vultosos. Têm-se, como exemplos, os grandes projetos de engenharia aplica- dos à defesa militar, aeronáutica e espa- cial;
Moderno Gerenciamento de Projetos (MGP): início na década de 1990 e tem como característica a utilização em or- ganizações empresariais, deixando de ser essencialmente técnico. Revelou-se uma grande ferramenta capaz de res- ponder com extrema rapidez às mu- danças do ambiente, ou seja, no merca- do de atuação, através de projetos que levam a inovações e possam suportar as pressões e competições do mun- do globalizado e de sua velocidade de evolução tecnológica e, principalmen- te, devido ao rápido Ciclo de Vida dos Produtos (CVP).
O MGP, largamente utilizado atualmente em diversos segmentos de atividades industriais e de serviços, mostrou-se muito melhor que seu antecessor, pois, se o gerenciamento clássico ou tradicional procurava obter um desempenho que é a necessidade dos clientes, com custos e prazos definidos, o moderno gerenciamento, além dos requisitos anteriores, preocupa-se em satisfazer e exceder às necessidades e expectativas de to- das as partes interessadas, começando pelas dos clientes. Devido à globalização, existem projetos que congregam equipes multidisciplinares cola- borativas em locais muito distantes e que fazem parte do mesmo projeto, inclusive funcionando 24 horas por dia.
DicionárioDicionário Empírico: adj. Que baseia somente na experiência, e não no estudo. Fonte: Dicionário online de português.
Luiz Carlos Takeshi Tanaka
É uma entidade de âmbito mundial, fun- dada em 1969, nos Estados Unidos, e tem como premissas básicas a responsabilidade pelo de- senvolvimento das competências dos gerentes de projetos e do processo de certificação deles, bem como estabelecer padrões e práticas, sendo o primeiro programa de certificação a obter o ISO 9001; desde 1984, promove a certificação PMP. Atualmente, é reconhecida como líder mundial no âmbito do gerenciamento de projetos. O PMI publica o Project Management Body
of Knowledge (PMBOK), ou seja, o conjunto de conhecimentos do gerenciamento de projetos, o qual é caracterizado como a “bíblia” do gerencia- mento de projetos e tem como objetivo identifi- car o subconjunto de conhecimentos em geren- ciamento de projetos, que é reconhecido como boa prática. O PMBOK, em sua terceira edição, propõe quarenta e quatro processos reconheci- dos como boa prática em gerenciamento de pro- jetos, os quais são divididos por área de conheci- mento ou por grupo de processo.
No primeiro capítulo é importante que você observe que um projeto apresenta características pe- culiares, mas que podem ser utilizadas em qualquer ramo de trabalho buscando sempre a eficiência de seus processos, trazendo, assim, como resultado, um ganho considerável para os envolvidos e principal- mente para a organização onde esse projeto foi desenvolvido. Caro(a) aluno(a), é importante destacar que, devido à globalização, existem projetos que congre- gam equipes multidisciplinares colaborativas em locais muito distantes e que fazem parte do mesmo projeto, inclusive funcionando 24 horas por dia.
A razão de ser de qualquer organização é a finalidade a que se propôs cumprir, ou seja, fazer bem feito o seu negócio, mas, para que isso ocor- ra, é necessário o perfeito equilíbrio entre as con- dições internas da empresa e o ambiente externo em que convive, porém o que observa, na práti- ca, são as mudanças nesse ambiente, causando a ruptura dessa harmonia.
As devidas providências internas devem se antecipar e prever as mudanças, porém, caso isso não ocorra, devem servir para, pelo menos, minimizar os impactos adversos, ou seja, monito-
rar para aproveitar melhor as oportunidades do mercado e controlar as ameaças provindas dele, tornando-se objeto de estudo do gerenciamento estratégico. As adaptações necessárias são tão impor- tantes que, caso não ocorram, podem levar ao ponto de não conseguir alcançar os objetivos fixados, bem como, muitas vezes, levar à insol- vência da empresa; para que tais situações não ocorram, aplicam-se as soluções dos âmbitos es- tratégico, administrativos e operacionais através do gerenciamento de projetos.
Saiba maisSaiba mais
O PMI O Project Management Institute (PMI) é a principal associação mundial de gerenciamento de projetos. Durante quase 40 anos, o PMI vem dando a seus associados a oportunidade de compartilhar teorias, melhores práticas e experiências em gerenciamento de projetos. Os associados podem acessar as infor- mações mais recentes do setor nas publicações e periódicos do PMI. O PMI promove seminários inter- nacionais e oficinas de estudos sobre tópicos de ponta, aumentando assim a exposição profissional de seus associados através do networking e da participação voluntária em projetos. Fonte: PMI - http://www.pmi.org.br/
Macroambiente: ambiente situado fora dos limites e fronteira da organiza- ção; Ambiente geral: ambiente formado por componentes do macroambiente que influenciam na organização: eco- nômico, demográfico, tecnológico, po- lítico-legal etc.; Ambiente organizacional: ambiente
constituído por entidades que influen- ciam na organização e vice-versa, cujos componentes são as partes interessa- das (pessoas) e os concorrentes; Competidores: organizações diferen- tes, que possuem interesses semelhan- tes e que disputam o mesmo mercado; Competição e seus fatores de intensifi- cação:
Luiz Carlos Takeshi Tanaka
Valor: considerado atributo de bens e serviços desejados e pagos pelos clientes; Competências essenciais: traduz-se como o conjunto de habilidades, recur- sos e tecnologias capaz de criar valor; Reconhecimento das competências:
Estratégia: é a arte militar de planejar e executar movimentos e operações de tropas, navios e/ou aviões, visando a al- cançar ou manter posições relativas e potenciais bélicos favoráveis a futuras ações táticas sobre determinados obje- tivos; Tática: trata-se das ações mais imedia- tas, ao dispor os meios e conduzir os
processos para alcançar os objetivos estratégicos; Gerenciamento estratégico: técnica na qual se prepara e aplica os meios e se especifica os cursos de ação, considera- das as forças e fraquezas de uma orga- nização e as oportunidades e ameaças do ambiente para alcançar e manter os objetivos fixados.
Figura 1 – Sequenciamento para obter vantagem competitiva.
Figura 1 – Sequenciamento para obter vantagem competitiva.
2.2 VISÃO ESTRATÉGICA
Estratégia: é a arte militar de planejar e executar movimentos e operações de tropas, navios e/ou aviões, visando a alcançar ou manter posições relativas e potenciais bélicos favoráveis a futuras ações táticas sobre determinados objetivos; Tática: trata-se das ações mais imediatas, ao dispor os meios e conduzir os processos para alcançar os objetivos estratégicos; Gerenciamento estratégico: técnica na qual se prepara e aplica os meios e se especifica os cursos de ação, consideradas as forças e fraquezas de uma organização e as oportunidades e ameaças do ambiente para alcançar e manter os objetivos fixados.
Estratégias (^) Gerenciamento estratégico
Ações administrativas e operacionais
Macro-objetivos corporativos Competências essenciais
Criar valor
Obter vantagem competitiva sustentável
Figura 2 – Estratégias e projetos.
Figura 1 – Sequenciamento para obter vantagem competitiva.
2.2 VISÃO ESTRATÉGICA
Estratégia: é a arte militar de planejar e executar movimentos e operações de tropas, navios e/ou aviões, visando a alcançar ou manter posições relativas e potenciais bélicos favoráveis a futuras ações táticas sobre determinados objetivos; Tática: trata-se das ações mais imediatas, ao dispor os meios e conduzir os processos para alcançar os objetivos estratégicos; Gerenciamento estratégico: técnica na qual se prepara e aplica os meios e se especifica os cursos de ação, consideradas as forças e fraquezas de uma organização e as oportunidades e ameaças do ambiente para alcançar e manter os objetivos fixados.
Figura 2 – Estratégias e projetos.
Estratégias Gerenciamento estratégico
Ações administrativas e operacionais
Macro-objetivos corporativos Competências essenciais
Criar valor
Obter vantagem competitiva sustentável
PROJETOS
Luiz Carlos Takeshi Tanaka
controle de competidores, econo- mia de escala, integração de recur- sos e competências;
novos produtos e/ou serviços, além dos existentes, temos a diversifica- ção concêntrica; os novos produtos e/ou serviços têm relação com os existentes. Existe, também, a diver- sificação horizontal, na qual os no- vos produtos e/ou serviços não têm relação com os já existentes;
Tem como objetivo formular, implementar e avaliar as ações multidepartamentais para atingir os objetivos de longo prazo, relativos a seus pro- dutos, mercado, clientes, concorrentes, sociedade etc. Na sua formulação, é muito importante veri- ficar o ambiente externo e identificar as ameaças e as oportunidades, ou seja, circunstâncias desfa- voráveis e favoráveis. No ambiente organizacional, devem-se ana- lisar as partes interessadas, os competidores e as cinco forças competitivas:
Rivalidade entre competidores: em- presas que disputam o mesmo merca- do, competição por preços, inovação e diferenciação de produtos;
Novos competidores potenciais: são os entrantes; é importante estudar o ris- co e a ameaça de diminuição do market share (participação de mercado); Produtos substitutos: existe a ameaça de deslocamento de produtos existen- tes (atuais) por outros; Poder de barganha de fornecedores: caracteriza-se pelo poder dos fornecedo- res face à diversificação de compradores; Poder de barganha de clientes: carac- teriza-se pelo poder dos clientes frente a produtos padronizados e sem grandes diferenças.
Realizar, também, a avaliação interna da or- ganização em seus vários departamentos, ou seja,
Gestão de Projetos
Unisa | Educação a Distância | www.unisa.br
identificar as forças, que são a capacidade com a qual a empresa obtém resultados satisfatórios, e as fraquezas, as quais levam a resultados insatis- fatórios.
Toda e qualquer organização necessita esta- belecer os objetivos de longo prazo, os chamados objetivos permanentes, que devem preceder a formulação da estratégia. Normalmente, cobrem períodos de 2 a 5 anos, devem ser coerentes com
a missão e expressos em termos quantitativos, prazos definidos, exequíveis e desafiadores. De- vem garantir uma vantagem competitiva frente aos concorrentes e obter ganhos acima da média às partes interessadas.
Após os objetivos de longo prazo, é neces- sário formular os objetivos e planos de curto pra- zo, os quais são segmentados a partir do primeiro e devem ser bem definidos e quantificados. Para serem implantados, é necessário fazer projetos específicos (planos de curto prazo), sendo priori- zados conforme as necessidades.
DicionárioDicionário Barganha: Bar.ga.nha sf (de barganhar) 1 Permuta- ção de coisa de pouco valor. 2 Troca. 3 Pechincha. 4 Transação fraudulenta; trapaça. Var: berganha, braganha, breganha. Fonte: Dicionário online de português.
DicionárioDicionário Operacional: adj. Que permite efetuar, da melhor maneira, determinadas operações. Relativo às operações militares ou ao aspecto especificamen- te militar da estratégia. Pesquisa operacional, mé- todo de análise científica orientado para a busca da melhor maneira de tomar decisões, para atingir os melhores resultados. Fonte: Dicionário online de português
Figura 5 – Objetivos de longo prazo.
Figura 6 – Planos operacionais e planos de curto prazo.
Uma vez implantada, há a necessidade de avaliar e revisar o desempenho da avaliação frente à estratégia implantada; essa avaliação deve verificar se a estratégia adotada está em conformidade com os objetivos estabelecidos e, também, como está a avaliação dos resultados dos projetos em relação aos objetivos visados e avaliar a execução dos projetos, ou seja, verificar se o foco dos projetos está ajustado para os respectivos objetivos. Realizar, também, as medidas corretivas em relação aos resultados, como previsto nos planos, e a inclusão das experiências adquiridas no acervo dos conhecimentos da organização. Por último, existe a retroalimentação (feedback), ou seja, todas as informações
Plano estratégico (objetivos de longo prazo + estratégias)
Conjunto de objetivos de curto prazo
Projetos específicos
Operações específicas
Planos de curto prazo
Implantação
Planos operacionais
Figura 4 – Formulação da estratégia.
VERBETE
Barganha: %DUJDQKD VI GH EDUJDQKDU 3HUPXWDomRGHFRLVDGHSRXFRYDORU 7URFD 3HFKLQFKD 7UDQVDomRIUDXGXOHQWDWUDSDoD 9DUEHUJDQKDEUDJDQKDEUHJDQKD Fonte: Dicionário online de português.
Figura 4 – Formulação da estratégia.
Toda e qualquer organização necessita estabelecer os objetivos de longo prazo, os chamados objetivos permanentes, que devem preceder a formulação da estratégia. Normalmente, cobrem períodos de 2 a 5 anos, devem ser coerentes com a missão e expressos em termos quantitativos, prazos definidos, exequíveis e desafiadores. Devem garantir uma vantagem competitiva frente aos concorrentes e obter ganhos acima da média às partes interessadas.
Ambiente geral + Ambiente organizacional
Identificar os atores e fatores influentes
Tendências das influências
Identificar oportunidades e ameaças
Identificar forças e fraquezas da empresa
Aplicação no gerenciamento estratégico
Gestão de Projetos
No segundo capítulo é importante que você observe que a estratégia de uma empresa deve estar alinhada com a política e, consequentemente, com a missão da organização.
Caro(a) aluno(a), é importante destacar que o Gerenciamento Estratégico tem como objetivo formular, implementar e avaliar as ações multidepartamentais para atingir os objetivos de longo prazo, relativos a seus produtos, mercado, clientes, concorrentes, sociedade etc. Na sua formulação é muito importante verificar o ambiente externo, e identificar as ameaças e as oportunidades, ou seja, circunstân- cias desfavoráveis e favoráveis.
a) Identificar todos os usuários potenciais do projeto, para assegurar a análise completa dos envolvidos. b) Evitar críticas ao projeto, desenvolvendo uma lista de respostas para conhecer as opiniões dos envolvidos. c) Ser proativo na redução das atividades que podem afetar o projeto adversamente. d) Criar um ambiente de “boa vontade” para o caso de aumento do prazo e do custo.
Identificar os problemas da empresa passí- veis de serem resolvidos através de projetos, os quais, com sua metodologia e ferramentas espe- cíficas, são capazes de resolver os problemas de menor até o de maior complexidade, faz parte da administração por projetos. Atualmente, é aplica- da extensivamente em vários tipos de organiza- ções e para diferentes tipos de negócios. Tem-se observado um crescente aumento do moderno gerenciamento de projetos em rela- ção ao gerenciamento tradicional, principalmen- te em relação aos objetivos dos projetos, como demonstrado na Tabela 1.
DicionárioDicionário Metodologia: s.f. Parte de uma ciência que estuda os métodos aos quais ela se liga ou de que se utili- za: metodologia linguística... Fonte: Dicionário online de português
Tabela 1 – Evolução dos objetivos dos projetos.
OBJETIVOS DOS PROJETOS TRADICIONAL MODERNO TÉCNICOS 75% 10% NEGÓCIOS / ADMINISTRATIVOS 25% 90%
Empregamos a administração por projetos em várias situações, porém especialmente em:
quanto maior for a complexidade do problema; quando há incerteza sobre a condução dos trabalhos e a obtenção da solução; quando há a necessidade de envolver vários departamentos, disciplinas, es- pecializações, filiais, outras organiza- ções etc.; quando há grandes restrições de prazos e custos.
Saiba maisSaiba mais
O gerenciamento de projetos obteve reconheci- mento nas últimas décadas devido às mudanças significativas no local de trabalho que incluem: