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Integral dupla, Notas de estudo de Matemática

arquivo sobre integral dupla

Tipologia: Notas de estudo

2013

Compartilhado em 05/09/2013

Angélica-Mattozinho
Angélica-Mattozinho 🇧🇷

4.6

(76)

66 documentos

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2.2 Integrais Duplos
Anteriormente estudaram-se os integrais da forma quer para funções definidas e limitadas em
intervalos limitados quer para funções não limitadas em intervalos ilimitados. Em seguida
generalizou-se o conceito de integral introduzindo os integrais de linha. Agora estudaremos
integrais em que, em vez de intervalos unidimensionais teremos um conjunto bidimensional R,
chamado região de integração, e a função integranda é um campo escalar definido e limitado em
R. O integral resultante diz-se integral duplo e representa-se por
ou por
Vamos considerar dois tipos de regiões em :
Rx ou Tipo I ou regular segundo o eixo dos yy
y
a b x
Como mostra o gráfico uma região do Tipo I é definida por
,
onde e são funções contínuas com .
omplementos de Análise Matemática I Cálculo Integral em IRn
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2.2 Integrais Duplos

Anteriormente estudaram-se os integrais da forma quer para funções definidas e limitadas em intervalos limitados quer para funções não limitadas em intervalos ilimitados. Em seguida generalizou-se o conceito de integral introduzindo os integrais de linha. Agora estudaremos integrais em que, em vez de intervalos unidimensionais teremos um conjunto bidimensional R , chamado região de integração, e a função integranda é um campo escalar definido e limitado em R. O integral resultante diz-se integral duplo e representa-se por

ou por

Vamos considerar dois tipos de regiões em :

  • Rx ou Tipo I ou regular segundo o eixo dos yy

y

a b x

Como mostra o gráfico uma região do Tipo I é definida por

,

onde e são funções contínuas com.

Ry ou Tipo II ou regular segundo o eixo dos xx

y d

c x

Como mostra o gráfico uma região do Tipo II é definida por

,

onde e são funções contínuas em com.

É óbvio que o domínio pode ser simultaneamente do Tipo I e do Tipo II (ex.: regiões limitadas por circunferências, elipses, ...), e nesse caso podemos escolher entre qual dos tipos queremos considerar. Noutras situações, a região terá de ser decomposta numa reunião de regiões de um ou de outro tipo.

1.. (^) Definição e propriedades

Consideremos a partir de agora uma função f de duas variáveis tal que esteja definida numa região R do plano. Definiremos o integral duplo como se segue, introduzindo desde já algumas notações:

  • R denotará uma região que pode ser subdividida em um número finito de regiões e e está contida numa região rectangular , como na figura abaixo,

Partição interior de R

  • Se W é dividida em m rectângulos como na figura, então a colecção de todas as sub-regiões fechadas rectangulares que estão completamente contidas em R constituem uma partição

Sejam S o gráfico de f , f contínua e , e o sólido situado abaixo de S e sobre. Se é um ponto na sub-região duma partição interior de , então é a distância do plano ao ponto em S. O produto é o volume do prisma de base rectangular de área. A soma dos volumes de todos os prismas é uma aproximação do volume de de. Como esta aproximação melhora ao tender para zero, definimos como o limite de somas dos números. Obtemos assim a definição:

Definição 2.2.1.4 : Seja uma função contínua de duas variáveis tal que. O volume V do sólido compreendido entre o gráfico de e acima de é.

Nota: Se , o integral duplo de sobre é o simétrico do volume do sólido situado acima do gráfico de e soba região.

Sejam e funções de duas variáveis definidas e limitadas em R.

  • Propriedade de linearidade ,
  • Propriedade da aditividade se

Teorema 2.2.1.2 (Teorema da Comparação): Se para todo em R , tem-se. Em particular, se para cada em R , então.

2.. Cálculo de Integrais Duplos

1ºCaso Seja f uma função contínua definida numa região rectangular fechada. Mostra-se que o integral duplo pode se calculado por meio de um integral iterado do tipo . Primeiro efectuamos uma integração parcial em relação a y , considerando x como constante. Substituindo y pelos limites de integração c e d da forma usual, obtemos uma expressão de x , que é integrada de a a b.

Pode-se também usar o seguinte integral iterado . Neste caso, primeiro efectuamos uma integração parcial em relação a x , considerando y como constante. Substituindo x pelos limites de integração a e b , integramos a expressão resultante em y de c a d.

Se f é contínua, então os dois integrais iterados são iguais. Neste caso, dizemos que a ordem de integração é irrelevante.

Notações:

  • =
  • =

Exemplo 1: Calcular os integrais duplos por integração iterada admitindo a existência de cada integral:

a) , onde R = b) , onde R =

2ºCaso

  • Regiões Tipo I

Teorema 2.2.2.1: Seja R uma região do tipo I , compreendida entre os gráficos e. Admitindo-se que f está definida e limitada em R e que f é contínua no seu interior, então o integral duplo existe e pode ser calculado mediante integração unidimensional iterada,

Demonstração:…

Assim concluímos que os integrais duplos podem ser utilizados no cálculo de áreas, sendo . Observação : Análogo para regiões do tipo II.

Exemplo 3: Calcule a área da região S definida por

.

  • Volumes

Se e g são contínuas em R com , então o integral duplo representa o volume do sólido compreendido entre os gráficos das funções e g.

Exemplo 4: Calcule o volume do sólido limitado por.