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Interferômetro de Michelson: História e Experiência, Provas de Física Experimental

Relatório sobre a prática laboratorial da disciplina de física moderna que aborda o estudo e construção do interferômetro de michelson, seu funcionamento, história e aplicação na determinação da velocidade da luz e refração do ar.

Tipologia: Provas

2022

Compartilhado em 23/05/2022

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Universidade Federal do Ceará
Departamento de Física
Disciplina: física moderna - CD 0354 - 2022.1
Bancada: Sybele Lanuccy A. B. da S; Vinicius dos Santos e Antonio Iury Melo
Prof. O Dr. J. Alves de Lima Junior
1- Interferômetro de Michelson
Sybele Lanuccy Alves Barros da Silva
Matrícula:484898
Fortaleza-CE 01 de abril de 2022
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Universidade Federal do Ceará

Departamento de Física

Disciplina: física moderna - CD 0354 - 2022.

Bancada: Sybele Lanuccy A. B. da S; Vinicius dos Santos e Antonio Iury Melo

Prof. O Dr. J. Alves de Lima Junior

1 - Interferômetro de Michelson

Sybele Lanuccy Alves Barros da Silva

Matrícula:

Fortaleza-CE 01 de abril de 2022

Sumário

  • 1.1-Objetivo..............................................................................................................
  • 1.2-Material................................................................................................................
  • 1.3-Introdução...........................................................................................................
  • 1.4-Procedimento........................................................................................................
  • 1.5-Questionário..........................................................................................................
  • 1.6-Conclusão..............................................................................................................
  • 1.7-Referências............................................................................................................

1.3 – INTRODUÇÃO

A Priori para que possamos demonstrar como ocorreu o experimento do

interferômetro de Michelson, vamos entender inicialmente os fundamentos deste

experimento e sua breve história para que só assim possamos entender sua execução.

Inicialmente o físico James C. Maxwell, já havia calculado ao final do século XIX, que

qualquer radiação eletromagnética viaja no vácuo com uma velocidade ≈ 300. 000 𝐾𝑚 ⁄𝑠.

Até então, esta velocidade predita teoricamente para a velocidade da luz, seria em relação

a quê e em qual referencial deveria ser medida essa velocidade para que obtivéssemos

esse valor como resultado. Sabiam que essa resposta não está nas equações de Maxwell,

os cientistas da época acreditavam que à luz propagava-se uma substância que preenche

todo o espaço chamando-o de Éter. Vale observar, se isso fosse correto era de se esperar

diferentes valores para essa velocidade, dependendo do movimento do observador

relativo ao meio no qual a luz se propaga.

Logo, se um observador se move com velocidade 𝑣 em relação a esse meio, a

medida da velocidade da luz poderia estar dentro de um intervalo que contemplasse um

valor máximo (𝑐 + 𝑣) ou mínimo (𝑐 − 𝑣). Temos que se as transformações de Galileu

pudessem ser aplicadas para a luz, teríamos que para um observador que se move num

referencial com velocidade 𝑣 em relação ao Éter, medidas para velocidade da luz, valores

que estariam compreendidos entre (𝑐 − 𝑣)𝑒(𝑐 + 𝑣). Então, se isso fosse possível, ocorreria

um fenômeno em que acontece com ondas luminosas, análoga ao que ocorre com ondas

sonoras, o estrondo sônico. No caso da luz, será que seria possível que algum observador

se deslocando muito próximo da velocidade da luz, mediria uma velocidade diferente para

ela? E até mesmo será que seria possível ainda pensarmos em um fenômeno similar ao

estrondo sônico acontecendo com a luz? Tendo em vista isso, vários cientistas tentaram

medir uma velocidade de propagação diferente para a luz do que eles já haviam previsto

pelas equações de Maxwell. Só em 1880, os cientistas decidiram usar o movimento do

planeta terra na tentativa de obter melhores resultados e em 1881 o físico A. A. Michelson

com seu experimento com interferômetro, um aparelho utilizado para efetuar medidas de

ângulos e distâncias aproveitando a interferência de ondas eletromagnéticas que ocorrem

quando estas interagem entre si. Obtém-se um resultado, em que a velocidade da terra

através do Éter era zero em qualquer época do ano.

Figura (1.2) - Figura representativa demonstrando o Éter, onde constitui-o no experimento de Michelson

ao medir a velocidade da luz aproveitando-se o movimento e da velocidade translação da terra, utilizando

um aparato que ficou conhecido como interferômetro de Michelson- Morley.

Fonte (1.2): Elaborado pelo autor.

Figura (1.3): Figura representativa do experimento interferômetro de Michelson, onde foi utilizado na

época uma lâmpada que seria utilizada como fonte luminosa, tendo um semi espelho, em que transmite e

reflete cinquenta porcento da luminosidade e dois espelhos M1 e M2 que refletem cem porcento. Então,

quando a luz bate no semi-espelho, cinquenta porcento irá bater no M1 e retorna para o anteparo, o mesmo

ocorrendo para M2.

Fonte (1.3): Elaborado pelo autor.

1.4 – PROCEDIMENTO

Tendo em vista, tudo que mencionei até agora, podemos comentar como foi

efetuado os dois procedimentos do experimento em sala de aula. Inicialmente, o professor

mostrou os aparelhos como foram mencionados na seção 1.2 – Material. A princípio,

iniciamos o primeiro experimento ligando o laser He-Ne, colocando-o em cima de uma

base de MDF para aumentar sua base. Em seguida, para que pudéssemos ter um maior

número de franjas de interferência, o interferômetro foi ajustado, então não utilizamos

ainda a lente. Já com o aparelho ligado, o laser atingia incidindo o espelho

semitransparente, onde dividia-se, com isso já no anteparo os dois feixes projetavam-se

nele formando dois pontos luminosos com isso, na base interferômetro efetuamos

movimentamos em dois parafusos macrométrico, fixados um dos espelhos,

movimentamos até que os dois pontos coincidissem. Só depois disso, colocamos a lente

f = 20 cm com seu suporte próximo da saída do laser e em direção ao interferômetro.

Logo em seguida, movimentamos a lente até que fosse possível ver no anteparo a

expansão dos pontos de luz de modo que pudéssemos ver a formação de círculos

concêntricos como podemos ver na figura (1.1) , com isso obtemos o seguinte resultado

como mostramos na imagem abaixo:

Figura (1.4): A fotografia abaixo mostra a aparição de franjas com um padrão de construção e destruição.

Após isso com a bomba de vácuo manual retiramos o ar lentamente da célula de

vidro enquanto fazíamos a contagem com a repetição de interferência construtiva ou

destrutiva que se sucedem. Tendo que a leitura era feita pelo manômetro da bomba de

vácuo tem um valor negativo, pois representava a queda de pressão ∆𝑝 em relação à

pressão atmosférica inicial de 1013 𝑚𝑏𝑎𝑟. Anotamos a variação de pressão, ∆𝑝, para cada

variação de um comprimento de onda no caminho ótico, repetimos o experimento pelo

menos três vezes e contabilizamos na tabela abaixo:

Tabela (1.2): Dados obtidos do segundo experimento do interferômetro de Michelson contabilizados na

tabela abaixo:

N 1 2 3 4 5 6 7

∆𝑝(𝑚𝑏𝑎𝑟)

  • 120 - 220 - 340 - 460 - 580 - 700 - 820

∆𝑝

( 𝑚𝑏𝑎𝑟

)

  • 130 - 240 - 360 - 480 - 580 - 700 - 820

∆𝑝(𝑚𝑏𝑎𝑟)

  • 100 - 220 - 340 - 460 - 580 - 700 - 820

∆𝑝𝑚é𝑑𝑖𝑜

( 𝑚𝑏𝑎𝑟

)

  • 116,6 - 226,6 - 346,6 - 470 - 580 - 700 - 820

Pressão 𝑝

0

  • ∆𝑝

𝑚

(mbar)

1.7 – QUESTIONÁRIO

1 - Qual o comprimento de onda da luz do Laser obtido experimentalmente (valor médio)?

R: 593,3nm

2 - Com relação ao comprimento de onda obtido experimentalmente, qual o erro percentual

em relação ao valor fornecido pelo fabricante?

R: 632 , 8 − 593 , 3 = 39 , 5

39 , 5 ÷ 632 , 8 = 0 , 0624

0 , 0624 𝑥 100 = 6 , 2 %

3 - Faça o gráfico da pressão versus N de acordo com os dados da Tabela 1.2:

R: Gráfico (1.1): Gráfico da pressão versus N.

Fonte: Elaborado pelo autor.

0

0 2 4 6 8

P vs N

Linear (P vs N)

4 - Determine a partir do gráfico da questão anterior o índice de refração do ar. A célula

de vidro tem 1,0 cm de espessura e o comprimento de onda do LASER utilizado é 632,

nm.

R: Sendo gráfico determinado, pela equação (1.5) da prática, obtemos que:

− 7

− 1

Sabendo disso, substituindo o valor encontrado na equação (1. 2 ) da prática e tendo em

vista o valor da pressão atmosférica, obtemos:

5 - Determine de quantos milímetros deveríamos deslocar o espelho móvel para obtermos

100 repetições do padrão de interferência se for usado um LASER verde de comprimento

de onda de 525 nm.

R: temos que:

6 - A partir do índice de refração do ar obtido experimentalmente nesta prática, determine

a velocidade da luz no ar com 6 algarismos significativos.

7 - Considerando que o índice de refração do ar determinado nesta prática é válido para

uma pressão de 1013 mbar, calcule com base nos resultados experimentais desta prática

o índice de refração do ar para uma pressão de 506,5 mbar:

R: Usando (1.2) da prática:

− 7

8 - Obtenha da literatura o índice de refração do ar. Cite as condições de temperatura,

pressão e comprimento de onda. Não deixe de citar a fonte.

1.5 - CONCLUSÃO

A Priore, temos a primeira prática laboratorial da disciplina de física moderno nós

trazemos a aplicação de um postulado cientifico. Sabe-se que dela, os alunos do curso de

física iram construir a perspectiva analítica sobre a matéria apresentada tanto na parte

teórica, quanto nas aulas no laboratório de física moderna. Tendo em vista isso, temos

que o interferômetro de Michelson nos mostra o quanto a natureza tende a simplicidade

para a explicações das grandezas físicas em suas propriedades. Sabendo disso temos que

a prática I sobre interferômetro de Michelson, nos traz o questionamento sobre as

propriedades das ondas eletromagnéticas. Tendo mesmo com as equações de Maxwell,

ainda se via a necessidade de comprovação experimental sobre a existência de um

possível meio de propagação para ondas, mesmo com as especulações, somente com o

experimento bem sacado e desenvolvido pelo físico Michelson concluirmos a não

existência do Éter. Já sabendo que seu aparato nós trazemos uma verdade, poderíamos

reproduzi-la e retira a mesmas conclusões. Por tanto, já no laboratório com os aparatos

todos em mãos, um grupo com três estudantes com o manuseio dos aparelhos fornecidos