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PRÁTICA 1: INTERFERÔMETRO DE MICHELSON, Exercícios de Física Experimental

Relatório sobre interferômetro de Michelson

Tipologia: Exercícios

2024

Compartilhado em 05/09/2023

Jonatanmoraes
Jonatanmoraes 🇧🇷

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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
LABORATÓRIO DE FÍSICA MODERNA
PRÁTICA 1: INTERFERÔMETRO DE MICHELSON
Prof. Nildo Loiola Dias
1.1 OBJETIVOS
-Conhecer e manipular o interferômetro de Michelson.
-Determinar o comprimento de onda da luz.
-Medir o índice de refração do ar.
1.2 MATERIAL
-Interferômetro de Michelson;
-Base para laser;
-Laser He-Ne;
-Lente com suporte (f = 20 cm);
-Célula de vidro;
-Bomba de vácuo manual;
-Anteparo.
1.2 FUNDAMENTOS
Ointerferômetro projetado por A. A. Michelson em 1881, Figura 1, tinha como objetivo medir a
velocidade da Terra em relação ao “Éter”, uma substância hipotética a qual se imaginava ter a
propriedade de transmitir radiação eletromagnética, incluindo a luz, e a qual se pensava permear todo
o espaço. O resultado do experimento foi inteiramente inesperado: a velocidade da Terra através do
“Éter” era zero em qualquer época do ano. Nesta prática não tentaremos reproduzir os resultados
negativos obtidos por Michelson e Morley, mas, fazendo uso da grande sensibilidade do
interferômetro, determinaremos o comprimento de onda da luz emitida por um LASER e também
determinaremos o índice de refração do ar.
Figura 1 O interferômetro utilizado por Michelson e Morley.
Fonte:
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UNIVERSIDADE FEDERAL DO CEARÁ

DEPARTAMENTO DE FÍSICA

LABORATÓRIO DE FÍSICA MODERNA

PRÁTICA 1: INTERFERÔMETRO DE MICHELSON

Prof. Nildo Loiola Dias 1.1 OBJETIVOS

- Conhecer e manipular o interferômetro de Michelson. - Determinar o comprimento de onda da luz. - Medir o índice de refração do ar. 1.2 MATERIAL - Interferômetro de Michelson; - Base para laser; - Laser He-Ne; - Lente com suporte (f = 20 cm); - Célula de vidro; - Bomba de vácuo manual; - Anteparo. 1.2 FUNDAMENTOS O interferômetro projetado por A. A. Michelson em 1881, Figura 1, tinha como objetivo medir a velocidade da Terra em relação ao “Éter”, uma substância hipotética a qual se imaginava ter a propriedade de transmitir radiação eletromagnética, incluindo a luz, e a qual se pensava permear todo o espaço. O resultado do experimento foi inteiramente inesperado: a velocidade da Terra através do “Éter” era zero em qualquer época do ano. Nesta prática não tentaremos reproduzir os resultados negativos obtidos por Michelson e Morley, mas, fazendo uso da grande sensibilidade do interferômetro, determinaremos o comprimento de onda da luz emitida por um LASER e também determinaremos o índice de refração do ar. Figura 1 – O interferômetro utilizado por Michelson e Morley. Fonte:

O interferômetro que usaremos está ilustrado na Figura 2 e representado esquematicamente na Figura 3; a luz proveniente do LASER é separada em dois feixes pelo espelho semitransparente e alinhados de uma forma equivalente à ilustrada na Figura 4. Nesta figura duas fontes de luz (virtuais), P’ e P”, de mesmo comprimento de onda λ e em fase, estão separadas por uma distância x. Figura 2 – Interferômetro fabricado pela PHYWE que será utilizado nesta prática. Fonte: Figura 3 – Representação do interferômetro de Michelson mostrando a trajetória da luz. Fonte: o próprio autor. Figura 4 - Geometria da interferência. Fonte: o próprio autor.

4 PROCEDIMENTOS

PROCEDIMENTO 1: Determinação do comprimento de onda da luz do LASER.

Para a realização desta prática utilizamos o arranjo experimental mostrado na Figura

5. Nesta figura podemos ver, à esquerda o LASER de He-Ne, no centro a lente convergente, à

direita o interferômetro, na parte superior o anteparo, na parte inferior a bombe de vácuo

ligada a uma mangueira e na ponta da mangueira a célula de vidro.

Figura 5 – Arranjo experimental.

Fonte: o próprio autor. 1.1 Ajuste do interferômetro: Para obter o maior número possível de franjas de interferência ajustamos o interferômetro. Para fazer isso, não utilizamos a lente inicialmente. A luz do LASER deve incidir sobre o espelho semitransparente, onde se divide. Os dois feixes resultantes são projetados no anteparo formando dois pontos luminosos. Por meio de dois parafusos de ajuste, fixados em um dos espelhos, fizemos com que os pontos de luz coincidam. Colocamos então a lente no feixe de luz, entre o LASER e o interferômetro, e ajustamos de modo a obter no anteparo uma formação de círculos concêntricos como mostra a Figura 6 (na prática não é possível, em geral, observar uma figura com tantos anéis como mostrado na Figura 6). Figura 6 – Padrão de interferência a ser observado.

Fonte: 1.2 Medida do comprimento de onda da luz: Para medir o comprimento de onda, giramos o parafuso micrométrico para uma posição inicial qualquer. Anotamos esta posição inicial, xo, na Tabela

  1. Girando sempre no mesmo sentido, para evitar erro devido a folga do parafuso, contamos o número de repetições de interferências construtivas (ou destrutivas) observadas no centro da figura de interferência. Contamos 100 repetições e anotamos a posição final, xf. A distância L (deslocamento do espelho) é igual a Δx dividido por 10, devido à razão da alavanca (10:1). Lembre-se também que há um deslocamento L do espelho, corresponde a um deslocamento 2L da imagem da fonte de luz produzida por este espelho, então: (para a variação de “x” na Eq. 1.1) (6) 1.3 Repetimos este procedimento duas vezes e determinamos o comprimento de onda da luz. Tabela 1 - Resultados experimentais. Xo (mm) Xf (mm)

ΔX

(mm) (mm)

2L

(mm) m λ (nm) Medida 1 0 100 Medida 2 2 100 Medida 3 0 100 Onde m é o número inteiro de comprimentos de onda contados.

PROCEDIMENTO 2: Determinação do índice de refração do ar.

2.1 Colocamos a célula de vidro no local apropriado do interferômetro. 2.2 Com a bomba de vácuo manual retiramos o ar lentamente da célula de vidro enquanto contavamos as repetições de interferência construtiva (ou destrutiva) que se sucediam. A leitura fornecida pelo manômetro da bomba de vácuo tem um valor negativo, pois representa a queda de pressão ∆p em relação à pressão atmosférica inicial (1013 mbar). Anotamos na Tabela 1.2 as variações de pressão, Δp, para cada variação de um comprimento de onda no caminho ótico. Repetimos o experimento três vezes. Tabela 2 - Variação do padrão de interferência com a pressão. N (número de comprimentos de onda)