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Lista de Exercícios-Álgebra Linear, Exercícios de Geometria Analítica e Álgebra Linear

LIsta exercícios ministrada para a disciplina de álgebra linear com aplicações em geometria análitica

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 14/03/2020

vitor-hugo-araujo-fernandes-silva
vitor-hugo-araujo-fernandes-silva 🇧🇷

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bg1
ZAB 0161 - ´
Algebra linear com aplica¸oes em geometria anal´ıtica
Lista 2 - Gabarito
Para todo sistema de equa¸oes lineares utilizar o etodo de elimina¸ao Gauss ou Gauss-Jordan.
1. Aplique a elimina¸ao de Gauss para decompor a matriz Aem uma matriz triangular inferior Le
outra triangular superior U, tal que A=LU , (se poss´ıvel):
Resolu¸ao: Utilizando o etodo de elimina¸ao de Gauss-Jordan p odemos triangularizar (superior)
a matriz Adada, zerando todas as entradas abaixo da diagonal. Assim tem-se a matriz U.
Observar que os fatores utilizados nas opera¸oes elementares (com sinal trocado)
formam as entradas da matriz L.
A matriz Ltem a caracter´ıstica de possuir 1 em cada entrada da diagonal e zeros acima dela.
(a) A=1 2
3 4 .
Aplicando a elimina¸ao de Gauss, zeramos a entrada a21, multiplicando a primeira linha vezes
(3) e somando na segunda linha. Ent˜ao 1 2
3 4 1 2
02. Feito, abaixo da diagonal
(a ´unica entrada) o tem entrada zero. Logo, U=1 2
02e montamos L=1 0
3 1 .
(b) A=
123
456
789
A
1 2 3
036
0612
1 2 3
036
0 0 0
.
Ent˜ao
U=
1 2 3
036
0 0 0
eL=
100
410
721
.
(c) A=
530
792
281
530
024
52
034
51
5 3 0
024
52
0 0 11
6
.
Ent˜ao U=
5 3 0
024
52
0 0 11
6
eL=
1 0 0
7
51 0
2
517
12 1
.
(d) A=
130
212
241
130
05 2
02 1
1 3 0
05 2
0 0 1
5
.
1
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ZAB 0161 - Algebra linear com aplica¸´ c˜oes em geometria anal´ıtica

Lista 2 - Gabarito

Para todo sistema de equa¸c˜oes lineares utilizar o m´etodo de elimina¸c˜ao Gauss ou Gauss-Jordan.

  1. Aplique a elimina¸c˜ao de Gauss para decompor a matriz A em uma matriz triangular inferior L e outra triangular superior U , tal que A = LU , (se poss´ıvel): Resolu¸c˜ao: Utilizando o m´etodo de elimina¸c˜ao de Gauss-Jordan podemos triangularizar (superior) a matriz A dada, zerando todas as entradas abaixo da diagonal. Assim tem-se a matriz U. Observar que os fatores utilizados nas opera¸c˜oes elementares (com sinal trocado) formam as entradas da matriz L. A matriz L tem a caracter´ıstica de possuir 1 em cada entrada da diagonal e zeros acima dela.

(a) A =

[

]

Aplicando a elimina¸c˜ao de Gauss, zeramos a entrada a 21 , multiplicando a primeira linha vezes (−3) e somando na segunda linha. Ent˜ao

[

]

[

]

. Feito, abaixo da diagonal

(a ´unica entrada) s´o tem entrada zero. Logo, U =

[

]

e montamos L =

[

]

(b) A =

A ∼

Ent˜ao

U =

 (^) e L =

(c) A =

Ent˜ao U =

 (^) e L =

7 5 1 0 − 25 − 1712 1

(d) A =

Ent˜ao U =

 (^) e L =

  1. Utilize a decomposi¸c˜ao LU da matriz A, para resolver as equa¸c˜oes a seguir:

(a)

 F =

. Escrevemos por simplicidade como AX = F.

Fazendo a decomposi¸c˜ao A = LU , temos  

2 5 −^

17 12 1

Logo temos que resolver LU X = F. Observar que criando uma nova matriz vari´avel U X = Y o sistema fica LY = F , que ´e um sistema triangular, f´acil de resolver come¸cando de cima

para baixo. Resolvendo LY = F , temos a solu¸c˜ao Y =

Agora resolvemos U X = Y , obtendo X a solu¸c˜ao do sistema, X =

31 44 − (^3744) 51 22

(b)

 F =

. Identicamente, fazendo a decomposi¸c˜ao LU temos:

Resolvendo LY = F temos Y =

, resolvendo U X = Y temos X =

  1. Sejam a e b coeficientes escalares. Considere o seguinte sistema de equa¸c˜oes lineares   

x + 3y + z = b 2 x + ax + 3z = 1 4 x + 2y = 0

(a) Discuta o sistema em fun¸c˜ao dos coeficientes a e b. Resolvendo o sistema por elimina¸c˜ao, come¸cando pela terceira coluna que j´a tem uma entrada com 1 e outra com zero:  

1 3 1 | b (2 + a) 0 3 | 1 4 2 0 | 0

1 3 1 | b (a − 1) − 9 0 | 1 − 3 b 4 2 0 | 0

− 5 0 1 | b (a + 17) 0 0 | 1 − 3 b 2 1 0 | 0

Falta um pivˆo igual a 1 na segunda linha, mas como n˜ao temos o valor de a, n˜ao sabemos se a entrada (a + 17) ´e zero ou diferente de zero. Analisamos os dois casos por separado.

Ent˜ao:

A =

 = LDU.

  1. Responda verdadeiro ou falso, justificando. Considere matrizes quadradas em todos os casos.

(a) Se A^2 = − 2 A^4 , ent˜ao

In + A^2

In − 2 A^2

= In. Verdadeiro. Desenvolvendo o produto (In + A^2 ).(In − 2 A^2 ) = In + A^2 − 2 A^2 − 2 A^4 = In − A^2 − 2 A^4. Utilizando a hip´otese temos (In + A^2 ).(In − 2 A^2 ) = In − A^2 + A^2. (b) Se A = P tDP , onde D ´e uma matriz diagonal e P ´e uma matriz, ent˜ao At^ = A. Verdadeiro. Calculamos a transposta de A temos At^ = (P tDP )t^ = P tDtP t

t , onde foi utilizada a propriedade da transposta de um produto. Mas a transposta da transposta de uma matriz ´e a mesma matriz, assim P t

t = P , e a transposta de uma matriz diagonal ´e a mesma matriz diagonal, ent˜ao At^ = P tDtP t

t = P tDP = A. (c) Se D ´e uma matriz diagonal, ent˜ao DA = AD, para toda matriz A, n × n. Falso, pois, supondo uma matriz qualquer A =

[

]

e D =

[

]

e fazendo-se

DA =

[

]

[

]

[

]

Fazendo-se AD =

[

]

[

]

[

]

. Portanto, A.D 6 = D.A.

(d) Se B = AAt, ent˜ao B = Bt. Verdadeiro. Calcula-se Bt^ = (AAt)t^ = At

t At^ = AAt^ = B. (e) Se B e A s˜ao tais que A = At^ e B = Bt^ ent˜ao C = AB, ´e tal que Ct^ = C. Falso. Calcula-se Ct^ = (AB)t^ = BtAt, utilizando as igualdades em que A e B s˜ao iguais a suas transpostas, temos Ct^ = BA, se Ct^ = C teriamos que BA = AB, o que n˜ao ´e v´alido sempre pois o produto de matrizes n˜ao ´e necessariamente comutativo. Como contra exemplo temos A =

[

]

e B =

[

]

, onde AB =

[

]

e BA =

[

]

, que n˜ao s˜ao iguais.

  1. Sejam as matrizes

A =

3 − 2 y 2 z − 1 z + 3 − 1 2 y z − 5 8 x − 2 z

 B =

2 x + 1 2 x + y x + 2 − 1 z − 2 x y − 1 b 1

Se A = B, determine o valor de x + y + z, se poss´ıvel. Se sim, qual o valor?. Se n˜ao, explique. Se A = B ent˜ao aij = bij , para todo i e para todo j. Portanto temos o seguinte sistema de equa¸c˜oes: (^)           

3 − 2 y = 2x + 1 z + 3 = x + 2 z − 5 = y − 1 8 = b z − 1 = x + y 2 y = z − 2 x x − 2 z = 1

2 x + 2y = 2 x − z = 1 y − z = − 4 b = 8 x + y − z = − 1 2 x + 2y − z = 0 x − 2 z = 1

Temos um valor definido b = 8. Falta determinar as outras trˆes incˆognitas e para elas temos seis equa¸c˜oes (restri¸c˜oes). Deve ser resolvido o sistemas de 6 equa¸c˜oes com 3 incˆognitas. A matriz estendida ´e         2 2 0 2 1 0 − 1 1 0 1 − 1 − 4 1 1 − 1 − 1 2 2 − 1 0 1 0 − 2 1

Portanto, temos uma equa¸c˜ao inconsistente 0 = 2 (FALSO). Observar como existem duas equa¸c˜oes consideram a verdade evidente 0 = 0, mas como existe uma inconsistˆencia o sistema n˜ao tem solu¸c˜ao. N˜ao ´e poss´ıvel determinar um valor para x + y + z.

  1. Determine uma equa¸c˜ao que relacione a, b e c para que o sistema linear abaixo tenha solu¸c˜ao para quaisquer valores de a, b e c que satisfazem essa equa¸c˜ao.   

2 x + 2y + 3z = a 5 z + 3x − y = b x + 2z − 3 y = c

Considerando a matriz extendida:  

2 2 3 a 3 − 1 5 b 1 − 3 2 c

1 1 32 a 2 0 − 4 12 −^3 a 2 +2b 0 − 4 12 −a 2 +2c

1 0 138 a+2 8 b 0 1 − 18 3 a− 82 b 0 0 0 a − b + c

Assim, existir´a solu¸c˜ao (infinitas solu¸c˜oes) s´o quando a equa¸c˜ao a − b + c = 0 seja v´alida. Caso contr´ario n˜ao existir´a solu¸c˜ao.

  1. Calcular as matrizes inversas (se poss´ıvel) de

(a)

Ent˜ao

A−^1 =

Figura 1: Temperaturas em uma placa quadrada. As temperaturas nos pontos da fronteira s˜ao conhe- cidas.

(d)

[

cos(θ) −sen(θ) sen(θ) cos(θ)

]

[

cos (θ) −sen (θ) | 1 0 sen (θ) cos (θ) | 0 1

]

[

1 −tg (θ) | sec (θ) 0 0 1 | −sen (θ) cos (θ)

]

[

1 0 | cos (θ) sen (θ) 0 1 | −sen (θ) cos (θ)

]

A−^1 =

[

cos (θ) sen (θ) −sen (θ) cos (θ)

]

(e)

[

cosh(x) senoh(x) senoh(x) cosh(x)

]

lembrar as identidades

cosh(x) = 12 (ex^ + e−x) senoh(x) = 12 (ex^ − e−x)

[

cosh (x) senoh (x) | 1 0 senoh (x) cosh (x) | 0 1

]

[

1 senoh cosh((xx)) | (^) cosh^1 (x) 0 (^0) cosh^1 (x) | − senoh cosh((xx)) 1

]

[

1 0 | cosh(x) −senoh(x) 0 1 | −senoh(x) cosh(x)

]

A−^1 =

[

cosh(x) −senoh(x) −senoh(x) cosh(x)

]

  1. (Utilize o c´alculo da matriz inversa) Considerando que as temperaturas n˜ao conhecidas nos pontos da Figura [1], s˜ao valores prom´edios dos valores pr´oximos dela, determine as temperaturas T 1 , T 2 , T 3 e T 4. Resolu¸c˜ao: Por ser prom´edio, para T 1 = 14 (30 + 50 + T 3 + T 2 ) ou 4T 1 − T 2 − T 3 = 80. O sistema de equa¸c˜oes, com os coeficientes j´a colocados na matriz ´e:    

 ⇒^ X^ =

Portanto, T 1 = 37, 5 o; T 2 = 40, 0 o; T 3 = 30, 0 o; T 4 = 32, 5 o.

  1. Seja f : R^3 → R^3 a fun¸c˜ao (transforma¸c˜ao) matricial definida por:

f

x y z

x y z

(a) Determine x, y e z tais que f

x y z

Resolu¸c˜ao: Seria resolver o sistema

x y z

, ent˜ao

 

X =

(b) Determine tamb´em a matriz resultante de f

f

  1. (Resolva utilizando o c´alculo da matriz inversa) Considere um processo industrial cuja matriz ´e

A =

Determine a matriz de entrada para cada uma das seguintes matrizes resultantes:

(a)

 (^) (b)

Resolu¸c˜ao: Para resolver utilizamos A.X = F ⇒ X = A−^1 F. Ent˜ao encontramos a inversa de A,  