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Matemática - limites, Resumos de Matemática

Limites dos Números Complexos e

Tipologia: Resumos

2023

Compartilhado em 05/09/2023

marcela-pillon-spadine
marcela-pillon-spadine 🇧🇷

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Universidade do Estado de Santa Catarina
Centro de Ciências Tecnológicas
Departamento de Matemática
Variáveis Complexas
Viviane
1. Vizinhanças
Seja z0um número complexo e εum número real
positivo. Uma ε-vizinhança de z0é o conjunto dos
números complexos ztais que
|zz0|< ε.
Denotamos uma ε-vizinhança de z0por D(z0, ε).
Uma ε-vizinhança de z0também é chamada de
disco aberto (ou ainda, bola aberta) de raio εe cen-
tro z0.
Figura 1. ε-vizinhança de z0.
Uma ε-vizinhança perfurada (ou um disco aberto
perfurado de raio ε) é uma ε-vizinhança cujo o cen-
tro foi removido. Assim, uma ε-vizinhança perfu-
rada de z0tem a forma D(z0, ε)\ {z0}.
Figura 2. ε-vizinhança perfurada
de z0
2. Limites de Funções Complexas
Seja fuma função com domínio S. Desejamos
atribuir significado preciso à expressão
"ftem limite Lquando ztende a z0."
Isto deverá significar que a distância |f(x)L|en-
tre f(z)eLpode ser feita arbitrariamente pequena
(< ε), à custa de restringir za uma vizinhança con-
veniente de z0. Mas a variável zapenas aproxima
z0, sem nunca assumir este valor. Também zdeve
pertencer ao domínio da função e z0deve ser ponto
de acumulação desse domínio.
Definição 2.1. Seja fuma função complexa
definida em uma vizinhança perfurada de z0
e seja Lum número complexo. O limite de
fà medida que ztende a z0existe e é igual
aL, escrito como
lim
zz0
f(z) = L,
se para todo ε > 0, existe um δ > 0tal que
|f(z)L|< ε sempre que 0<|zz0|< δ.
Pela definição acima, se
lim
zz0
f(z) = L
e se εfor um número positivo qualquer, existe uma
δ-vizinhança perfurada de z0com a seguinte pro-
priedade: para todo ponto znesta vizinhança per-
furada, f(z)está na ε-vizinhança de L. Em outras
palavras, fmapeia a vizinhança perfurada
0<|zz0|< δ
no z-plano na vizinhança
|f(z)L|< ε
no w-plano, como vemos na Figura 3:
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Universidade do Estado de Santa Catarina

Centro de Ciências Tecnológicas

Departamento de Matemática

Variáveis Complexas Viviane

  1. Vizinhanças

Seja z 0 um número complexo e ε um número real positivo. Uma ε-vizinhança de z 0 é o conjunto dos números complexos z tais que

|z − z 0 | < ε.

Denotamos uma ε-vizinhança de z 0 por D(z 0 , ε).

Uma ε-vizinhança de z 0 também é chamada de disco aberto (ou ainda, bola aberta) de raio ε e cen- tro z 0.

Figura 1. ε-vizinhança de z 0.

Uma ε-vizinhança perfurada (ou um disco aberto perfurado de raio ε) é uma ε-vizinhança cujo o cen- tro foi removido. Assim, uma ε-vizinhança perfu- rada de z 0 tem a forma D(z 0 , ε) \ {z 0 }.

Figura 2. ε-vizinhança perfurada de z 0

  1. Limites de Funções Complexas

Seja f uma função com domínio S. Desejamos atribuir significado preciso à expressão

"f tem limite L quando z tende a z 0 ."

Isto deverá significar que a distância |f (x) − L| en- tre f (z) e L pode ser feita arbitrariamente pequena (< ε), à custa de restringir z a uma vizinhança con- veniente de z 0. Mas a variável z apenas aproxima z 0 , sem nunca assumir este valor. Também z deve pertencer ao domínio da função e z 0 deve ser ponto de acumulação desse domínio.

Definição 2.1. Seja f uma função complexa definida em uma vizinhança perfurada de z 0 e seja L um número complexo. O limite de f à medida que z tende a z 0 existe e é igual a L, escrito como lim z→z 0

f (z) = L,

se para todo ε > 0 , existe um δ > 0 tal que |f (z) − L| < ε sempre que 0 < |z − z 0 | < δ.

Pela definição acima, se

lim z→z 0

f (z) = L

e se ε for um número positivo qualquer, existe uma δ-vizinhança perfurada de z 0 com a seguinte pro- priedade: para todo ponto z nesta vizinhança per- furada, f (z) está na ε-vizinhança de L. Em outras palavras, f mapeia a vizinhança perfurada

0 < |z − z 0 | < δ

no z-plano na vizinhança

|f (z) − L| < ε

no w-plano, como vemos na Figura 3: 1

Figura 3. Limite.

Exemplo 2.2. Usando ε e δ prove que

lim z→1+i

(2 + i)z = 1 + 3i.

Solução: Para um dado valor de ε, devemos deter- minar um número real positivo δ tal que,

0 < |z − (1 + i)| < δ ⇒ |(2 + i)z − (1 + 3i)| < ε.

Uma forma de determinar δ > 0 consiste em traba- lhar "de traz para frente". Iniciamos da desigual- dade:

|(2 + i)z − (1 + 3i)| < ε.

Temos que

|(2+i)z −(1+3i)| < ε ⇐⇒

∣∣ ∣∣(2 + i)

( z −

1 + 3i 2 + i

)∣∣ ∣∣ < ε.

Uma vez que

1 + 3i 2 + i

= 1 + i e |2 + i| =

5 segue

que

∣∣ ∣∣(2 + i)

( z −

1 + 3i 2 + i

)∣∣ ∣∣ < ε ⇐⇒ |(2 + i)(z − (1 + i))| < ε

⇐⇒ |(2 + i)||z − (1 + i)| < ε ⇐⇒

√ 5 |z − (1 + i)| < ε ⇐⇒ |z − (1 + i)| < √ε 5

.

Isto indica que podemos tomar δ =

ε √ 5

Proposição 2.3. (Unicidade do limite) Se o limite de uma função f (z) existir em um ponto z 0 , ele é único.

Para limites de funções complexas, é permitido que z se aproxime de z 0 em qualquer direção no plano complexo, isto é, ao longo de qualquer curva ou caminho através de z 0.

Figura 4. Caminhos.

Para que lim z→z 0

f (z) exista e seja igual a L, exigi- mos que f (z) aproxima-se do mesmo número com- plexo L ao longo de todas as curvas possíveis até z 0.

Proposição 2.4. (Critério para a não existência de um limite) Se f se aproximar de dois números complexos L 1 6 = L 2 , ao longo de duas curvas ou percursos diferentes que passam pelo z 0 , então

z^ lim→z 0

f (z)

não existe.

Exemplo 2.5. Mostre que lim z→ 0

z z

não existe.

Solução: Primeiro faremos z se aproximar de 0 ao longo do eixo real, ou seja, consideramos z = x + 0i com x tendendo a 0. Neste caso, obtemos:

lim z→z 0

z z

= lim x→ 0

x + 0i x − 0 i

= lim x→ 0

Figura 5. Caminhos que passam pela origem

Agora, tomamos z se aproximando de 0 ao longo do eixo imaginário, ou seja, z = 0 + yi com y ten- dendo a 0. Para estes pontos, temos:

z^ lim→z 0

z z

= lim y→ 0

0 + yi 0 − yi

= lim y→ 0

Como os valores não são iguais, concluímos que limz→ 0

z z

não existe.

  1. Bibliografia

(1) CHURCHILL, Ruel V. e BROW, James W. Variáveis Complexas e Aplicações. Tradu- ção de Claus Ivo Doering. 9a. ed. Porto Alegre: AMGH, 2015.

(2) ZILL, Dennis G. e SHANAHAN, Patrick. Curso Introdutório à Análise Complexa com Aplicações. 2.ed. LT. 2011.