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Tipologia: Resumos
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A Noz de cola cujo nome científico é Cola acuminata, da família das esterculiáceas, é identificada como possuindo 4 ou mais segmentos em lóbulos; sendo 2 machos e 2 fêmeas. É o Obì de 4 gomos, como é popularmente chamado.
É originária da África e são freqüentes na África Ocidental e Central, sendo trazida para o Brasil no período da escravatura. Em algumas regiões da África, essas sementes já foram usadas como moeda. Porém, a forma de uso que a popularizou foi como mastigatório, devida a sua ação farmacológica relacionada a cafeína que é um ótimo excitante cerebral utilizado para evitar a fadiga e o sono. A cola atua como tônico do coração e estimulante do sistema nervoso central, da circulação e dos músculos e por isso é capaz de promover o aumento da capacidade de trabalho e prolongar o esforço solicitado. Os africanos costumam fazer uso da cola fresca em seus mastigatórios, por conter a cafeína sob forma solúvel e de fácil absorção, produzindo assim um efeito imediato para iludir a fome e a sede, que é bem conhecido pelos empreendedores de longas caminhadas, e comerciantes durante seus trabalhos árduos e muitas vezes penosos. A melhor forma de utilização da cola é em pó, por conservar todos os seus princípios ativos; na dose média diária de 4 gramas. O uso continuado não causa prejuízos acentuados e, portanto, não é considerado perigoso. O nome da noz de cola em língua Yorúbà é Obì Àbàtà. É muito utilizada no culto aos Orisa, como aparelho divinatório e/ou em forma de oferenda. Seu elemento é o ar. A árvore da noz de cola pertence a Òsonyin e as sementes à Òrúnmilà, por ser esse o senhor da divinação e por ser o Obì o mais antigo método divinatório. Porém o Obì é utilizado para todos os Irúnmolè, exceto para o Ebora Sàngó.
divindade presente. A próxima noz de cola tinha três gomos, os quais representavam as três divindades (Paz, Prosperidade e Concórdia) que fizeram as Orações que fez a árvore da noz de cola crescer. A seguinte possuía quatro gomos que representava Òrìsànlá, Aiye, Òrúnmilà e Èsù. A seguinte possuía cinco gomos que representava Òduduwá, Ògún, Òsonyin, Obalúwaiyè e Òsun. A seguinte possuía seis gomos representando a harmonia, o desejo das orações divinas, que se juntou as outras cinco divindades anteriores. A noz de cola com seis gomos foi então dividida e distribuída entre todos no Conselho. Aiye então fez nascer de si a noz de cola para os seres humanos, onde sua presença é marcada por orações e ela só germina e floresce em comunidades humanas onde existe respeito pelos mais velhos, pelos ancestrais e onde a tradição é glorificada.
Antes da existência se fazer, havia um “vazio absoluto”, esse “vazio” chama-se Òfifo. Dessa não existência originou-se três princípios chamados Olodùnmarè, Oloofin e Oloòrun. Do princípio Olodùnmarè, nasceu uma força chamada Ìwá, que representa o princípio da existência, cujo Òrìsa tutelar é Òrìsànlá. Do princípio Oloofin, nasceu uma força chamada Àbá, que representa o princípio da consciência da existência, cujo Òrìsa tutelar é Òrúnmilà. E do princípio Oloòrun, nasceu uma força chamada Àsé, que representa o princípio da energia vital da existência, cujo Òrìsa tutelar é Èsù. Da geração desses princípios, foram concebidas as leis universais da bipolaridade, onde tudo existe em duplos opostos para um equilíbrio perfeito, como luzes/trevas, expansão/contração, respiração/inspiração, elétrico/ magnético, macho/ fêmea, fecundação/geração, positivo/negativo, etc., que na Cultura Yorúbà denominamos de Òfú e Òsá. Esses padrões binários são representados graficamente por:
através da união de Àbá I e Àsé I ;ou seja, para que a existência individualizada possa se consolidar, a força da orientação e direção (Àbá) e a força da realização (Àsé), devem coexistir.
Na tradição Yorùbá, o mundo foi criado em 4 dias, mas em um momento anterior à criação, os padrões energéticos Òfú e Òsá começaram a relacionar-se, e o fizeram de
forma tão perfeita e harmônica que deram origem aos elementos da natureza. A esse momento de extrema perfeição que é incompreensível para a mente humana, chamamos de Ìmólè. Ìmólè é a essência e a origem de todas as coisas, de toda criação. É a quinta força, era o que os alquimistas chamavam de Quintessência. Portanto, no primeiro dia da criação (Ojó Òrúnmilà atì Èsù), Òfú atua sobre Òfú e Ìmólè gera o elemento fogo (Inón); é o momento em que “se faz a luz”. Com suas características básicas de calor e expansão, se fez necessário a sua presença no início da criação, pois foi da energia liberada de seu núcleo, e através da sua ação construtiva e criadora, que a matéria começou a adquirir corpo.
Símbolo gráfico do elemento fogo:
No segundo dia da criação (Ojó Ògún), onde Òsá atua sobre Òsá e Ìmólè gera o elemento água (Omi). Com suas características básicas de frio e retração, o elemento água possui características que fazem oposição ao elemento fogo, o que foi de extrema importância para que a matéria adquirisse corpo; pois o disco de calor formado pelo elemento fogo, gerou partículas de seu núcleo, que ao chegarem à periferia, eram resfriadas pelo elemento água. Consolidando-se assim a solidificação da matéria. O elemento água deu origem ao fluido magnético (magnetismo).
Símbolo gráfico do elemento água:
No terceiro dia da criação (Ojó D’Jakuta), Òfú atua sobre Òsá e Ìmólè gera o elemento ar(Atégún). Porém, a geração do elemento ar, só se deu no terceiro dia de forma consciente, porque antes de intermediar, como meio, por assim dizer, um equilíbrio neutro entre os efeitos ativo e passivo do elemento fogo, e passivo e ativo do elemento água, ele não podia ser percebido. Através da alternância dos efeitos ativo e passivo do elemento
Da ação Òsá atuando sobre si mesma e mais uma vez atuando sobre si, Ìmólè gera a direção Oeste (Iwá Oòrún).
Símbolo gráfico da direção Oeste
Da ação Òfú atuando sobre Òsá e Òsá mais uma vez atuando sobre Òfú, Ìmólè gera a direção Sul (Gúúsù).
Símbolo gráfico da direção Sul
Da ação de Òsá atuando sobre Òfú e Òfú mais uma vez atuando sobre Òsá, Ìmólè gera a direção Norte (Àríwá).
Símbolo gráfico da direção Norte
Da ação de Òfú atuando sobre Òfú e mais uma vez atuando sobre Òsá, Ìmólè gera a direção Sudeste (Okè Inón atì Atégún).
Símbolo gráfico da direção Sudeste
Da ação de Òfú atuando sobre Òsá e Òsá mais uma vez atuando sobre si, Ìmólè gera a direção Sudoeste (Okè Atégún atì Omi).
Símbolo gráfico da direção Sudoeste
Da ação de Òsá atuando sobre Òsá e Òsá mais uma vez atuando sobre Òfú, Ìmólè gerou a direção Noroeste (Okè Omi atì Erùpè).
Símbolo gráfico da direção Noroeste
É o primeiro Odù a chegar na terra. Palavras chaves: Fogo, luz, movimento, excitação, expansão, paixão, iluminação, “queimação”. Sua constituição elementar é fogo do fogo (lê-se de baixo para cima). Deve-se também analisar a classificação Elemental do Odù, que é lida de cima para baixo, porém agora, levando em consideração cada atuação de Òfú e Òsá entre si e repetindo a primeira figura gráfica após a quarta figura gráfica, sendo então essa repetição a quinta figura gráfica que sempre permanece invisível, imaginária. Vejamos:
Então Òfú atuando sobre Òfú = fogo
Òfú atuando sobre Òfú= fogo
Òfú atuando sobre Òfú= fogo
Òfú atuando sobre Òfú= fogo
Símbolo gráfico do Odù Òyékú
É o segundo Odù a chegar na terra. Palavras chaves: Frio, repouso, morte, escuridão, sentimentos profundos, fundo do mar, morte e renascimento (iniciação). Sua
constituição elementar é água da água. A classificação Elemental do Odù é água, água, água e água.
Símbolo gráfico do Odù Ìwòrì
É o terceiro Odù a chegar na terra. Palavras chaves: comunicação, comércio, relacionamentos, protocolo, ordem, ritualismo, símbolos, o critério, dogma, etc. Sua constituição elementar é ar da terra. A classificação Elemental do Odù é terra, fogo, ar e água.
Símbolo gráfico do Odù Òdi
É o quarto Odù a chegar na terra. Palavras chaves: concentração, muro que impede o caminhar ou muro que protege o caminhar, união, solidez e existência. Sua constituição elementar é terra do ar. A classificação Elemental do Odù é ar, água, terra e fogo.
Símbolo gráfico do Odù Ìrosún
É o sétimo Odù a chegar na terra. Palavras chaves: violência, inteligência, falsidade, astúcia, abundância, o mar, maldade, febres altas, obsessão (física e espiritual), Egun. Sua constituição elementar é água do fogo. A classificação Elemental do Odù é fogo, ar, água e terra.
Símbolo gráfico do Odù Òwórín
É o oitavo Odù a chegar na terra. Palavras chaves: sexualidade, paixão sensual, potência apaixonada e vigorosa, equilíbrio entre luz-expansão e trevas-contração, involução e evolução material, vingança, culminação de esforço físico transformado em atividade mental, predomínio do intelecto sobre a matéria, da experiência sobre a força e do conhecimento organizado sobre o impulso, força da terra. Sua constituição elementar é fogo da água. A classificação Elemental do Odù é água, terra, fogo e ar.
Símbolo gráfico do Odù Ògúndá
É o nono Odù a chegar na terra. Palavras chaves: lutas, conflitos, sacrifícios, vitórias, Orí (o grande desafio do comportamento), liderança e o comando, proteção contra o veneno das tramas ocultas. Sua constituição elementar é ar do fogo. A classificação Elemental do Odù é fogo, fogo, ar e terra.
Símbolo gráfico do Odù Òsá
É o décimo Odù a chegar na terra. Palavras chaves: fertilidade, magia feminina, feitiços, sonhos, intuição, poder de geração, poder da lua e suas fases, menstruação, circulação sanguínea, movimento das marés. Sua constituição elementar é fogo da terra. A classificação Elemental do Odù é terra, fogo, fogo e ar.
Símbolo gráfico do Odù Òtuúrupòn
É o décimo terceiro Odù a chegar na terra. Palavras chaves: gravidez, geração da terra, ambigüidade, lentidão, ilusão, segurança ou fugacidade, gêmeos, espíritos da terra. Sua constituição elementar é ar da água. A classificação Elemental do Odù é água, terra, ar e água.
Símbolo gráfico do Odù Ìká
É o décimo quarto Odù a chegar na terra. Palavras chaves: “A boca da terra”, violência mortal, guerras, destruição, obstinação, bons resultados conquistados com esforço e sabedoria, perigo, persistência, vingança, depressão. Sua constituição elementar é água da terra. A classificação Elemental do Odù é terra, ar, água e água.
Símbolo gráfico do Odù Òsé
É o décimo quinto Odù a chegar na terra. Palavras chaves: transformação, mudanças repentinas no padrão de vida, alterações súbitas de consciência, lampejos de insight, explosão de idéias, desorganização do velho e organização do novo, megalomania, decomposição e degeneração. Sua constituição elementar é ar do ar. A classificação Elemental do Odù é ar, terra, ar e terra.
Símbolo gráfico do Odù Òfún
É o décimo sexto Odù a chegar na terra. Palavras chaves: estabilidade, lentidão, segurança, doenças graves, plenitude conquistada depois de muito esforço, origem das origens; a ele(ela) tudo retorna e recomeça. Sua constituição elementar é terra da terra. A classificação Elemental do Odù é terra, ar, terra e ar.
É através desse conhecimento Elemental, que são feitos assentamentos e escolha de materiais do reino animal,vegetal e mineral para as mais diversas magias relacionadas aos Odù Ifá. Essa é a ordem de chegada dos Odù na terra, à partir da tradição de Ilè Ifé. É a
Obì ìdáméjì
Essa caída é caracterizada por duas partes convexas (luzes) para cima, e nela se faz as seguintes leituras:
Obì ìdáata
Essa caída é caracterizada por três partes convexas (luzes) para cima, e nela se faz as seguintes leituras:
Obì ìdáarin
Essa caída é caracterizada por quatro partes convexas (luzes) para cima e se faz somente uma leitura chamada Alafia ou Ofin, que significa bem estar, harmonia e felicidades.
Obì nòkùnkùn
Essa caída é caracterizada por quatro partes côncavas (trevas) para cima e se faz somente uma leitura chamada Òyékú, que pode significar o oposto de Alafia.
Quando caem os quatro gomos amontoados uns sobre os outros, pode significar uma exaltação de um sinal predominante, no caso de confirmação de uma leitura anterior, que pode ser qualquer uma das citadas à cima.
O jogo de ser feito após a evocação dos 22 nomes de Deus na cultura Yorúbà; evocação de Òrúnmilà , evocação de Èsù e evocação do próprio Obì enquanto semente sagrada, através de suas rezas.