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Maximos e Minimos, Notas de estudo de Matemática

Todo o conteúdo de máximos e mínimos para funções de várias variáveis.

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 20/07/2010

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roberto-mariano-7 🇧🇷

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bg1
Máximos e Mínimos
É pertinente lembrar que as técnicas de máximo e mínimo das funções reais de uma
variável real se estendem com alguns cuidados para funções reais de várias variáveis reais.
É bom lembrar que todos os resultados desta seção continuam válidos para todas as
funções reais de várias variáveis reais.
Definição: Seja uma função, onde
RR 2
:Af
A
é um conjunto aberto. Um ponto
é um ponto de
máximo relativo
de , se existir uma bola
AyxP = ),( 000 f
()
δ
),,( 00 yxB tal
que
(
)
.),,(),(,),(),( 0000
δ
yxByxyxfyxf
Neste caso, diremos que é o
valor máximo
de em
(
00 ,yxf
)
f
(
)
δ
),,( 00 yxB .
Analogamente, um ponto AyxP
=),( 000 é um ponto de
mínimo relativo
de , se existir uma
bola
f
()
δ
),,( 00 yxB tal que
(
)
.),,(),(,),(),( 0000
δ
yxByxyxfyxf
Neste caso, diremos que é o
valor mínimo
de em
(
00 ,yxf
)
f
(
)
δ
),,( 00 yxB .
Máximo relativo
(não existe um valor de f maior próximo)
Superfície z = f(x, y)
Mínimo relativo
(não existe um valor de
f
menor próximo)
Observação: Se é um ponto de máximo relativo (ou mínimo relativo),
dizemos que é um extremo relativo de e que é um valor
extremo da função.
AyxP = ),( 000
AyxP = ),( 000 f
(
00 ,yxf
)
pf3
pf4
pf5
pf8
pf9
pfa
pfd
pfe

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Máximos e Mínimos

É pertinente lembrar que as técnicas de máximo e mínimo das funções reais de uma

variável real se estendem com alguns cuidados para funções reais de várias variáveis reais.

É bom lembrar que todos os resultados desta seção continuam válidos para todas as

funções reais de várias variáveis reais.

Definição: Seja ⊆ R →R uma função, onde

2 f : A A é um conjunto aberto. Um ponto

P 0 = ( x 0 , y 0 )∈ A é um ponto demáximo relativo de f , se existir uma bola B ( ( x 0 , y 0 ), δ)tal

que

f ( x , y )≤ f ( x 0 , y 0 ), ∀( x , y )∈ B (( x 0 , y 0 ), δ).

Neste caso, diremos que f ( x 0 , y 0 ) é ovalor máximo de f em B ( ( x 0 , y 0 ), δ).

Analogamente, um ponto P 0 (^) = ( x 0 , y 0 )∈ A é um ponto demínimo relativo de , se existir uma

bola

f

B ( ( x 0 , y 0 ), δ)tal que

f ( x 0 , y 0 )≤ f ( x , y ), ∀( x , y )∈ B (( x 0 , y 0 ), δ).

Neste caso, diremos que f ( x 0 , y 0 ) é ovalor mínimo de f em B ( ( x 0 , y 0 ), δ).

Máximo relativo

(não existe um valor de f maior próximo)

Superfície z = f(x, y)

Mínimo relativo

(não existe um valor de

f menor próximo)

Observação: Se é um ponto de máximo relativo (ou mínimo relativo),

dizemos que é um extremo relativo de e que é um valor

extremo da função.

P 0 = ( x 0 , y 0 )∈ A

P 0 = ( x 0 , y 0 )∈ A f f ( x 0 , y 0 )

Exemplo: O ponto (2 é um ponto de máximo relativo da função

.

2 2 f ( , x y ) = − ( x − 2) − ( y − 2) + 3

De fato, temos que , para toda bola

2 2 3 = f (2,2) ≥ f ( , x y ) = −( x − 2) − ( y − 2) + 3

B ( ( x 0 , y 0 ), δ).

Note que, a ilustração gráfica do exemplo acima nos sugere que o plano tangente a

superfície no ponto

2 2 f ( , x y ) = −( x − 2) − ( y − 2) + 3 P 0 (^) = (2,2) é paralelo ao plano XY. De

fato, sabemos que o vetor normal ao plano tangente a superfície f ( , x y )no ponto (2 é

dado por

n = (^) ( f (^) x (2,2), fy (2,2), − (^1) ) =(0,0, 1)

r −. Asssim, como f (^) x (2, 2) = 0 e f (^) y (2,2) = 0 ,

então a euqação do plano tangete é dado por:

0( x − 2) + 0( y − 2) − 1( zf (2,2)) = 0 ⇒ z = 3.

Tal exemplo, nos faz enuciar um critério para encontrar possíveis pontos de máximo e mínimos de

uma função.

Teorema 1 (Teste da Derivada Primeira): Sejam uma função

contínua, onde

⊆ R → R

2 f : X

X é um conjunto aberto, e P = ( a , b )∈ X fixado. Suponhamos que P é um

ponto de máximo ou mínimo local de. Então e , ou seja,

.

f f (^) x ( a , b )= 0 f (^) y ( a , b )= 0

f ( , ) a b = 0

r

plot3d(y^2-x^2,x=-10..10,y=-10..10,axes=normal);

Exemplo: Considere agora a função

2 g x y ( , ) x y

2 = + , na qual. Note que,

as derivadas parciais

2 Dom g ( )= IR

1 2 2 2

x ( ,^ )

x g x y

x y

e

1 2 2 2

y ( ,^ )

y g x y

x y

não estão definidas na

origem, isto é, ∇ g (0,0) = ( g x (0,0), gy (0,0))não existe. Veja o porque disto.

Ao analizarmos a derivada parcial da função com relação a variável x^ , no ponto ,

vemos que:

P = (0,0)

=lim = 1,

(0,0) =lim 0 0

→ → x

x

x

g x g g x x

x

isto é, g (^) x (0,0) não existe. De modo análogo, prova-se que gy (0,0) não existe. Portanto,

g (0,0) não existe. No entanto, ao observamos o gráfico da função

2 2 g x y ( , ) = x + y ,

constatamos que a origem, , gera um ponto de mínimo relativo da função. Observe o

gráfico abaixo e veja você mesmo.

P = (0,0)

plot3d(sqrt(x^2+y^2),x=-10..10,y=-10..10,axes=normal);

Com esses dois exemplos, podemos introduzir a seguinte definição.

Definição: Seja ⊆ R →R uma função, onde

2 f : X X é um conjunto aberto. Diremos que

ponto um P = ( a , b )∈ X é um ponto crítico de f se ∇ f ( a , b )=(0,0) ou ∇ f ( a , b ) não

existe.

Exemplo: Vamos encontrar todos os pontos críticos da função

4 4 f ( , x y ) = 4 xyxy.

Primeiramente, temos que

3 f (^) x ( , x y ) = 4 y − 4 x e que

3 f (^) y ( , x y ) = 4 x − 4 y. Para determinar os

pontos nos quais ∇ f ( a , b )=(0,0), basta resolvermos o sistema

3

3

y x

x y

⎪^ −^ =

⎪⎩ −^ =

.

Na primeira equação, obtemos que

3 y = x e assim, ao substituirmos na segunda equação

teremos a equação

9 4 x − 4 x = 0 , cuja solução é x = 0, x = 1 e x = − 1.

Portanto, os pontos críticos da função são os pontos e ( 1 que são

candidatos a serem pontos de máximo ou mininos realtivos da função.

Exemplo: Vamos classificar os pontos críticos (0,0),(1,1) e ( 1,− −1) da função

4 4 f ( , x y ) = 4 xyxy.

Solução: Temos que e

2 f (^) xx ( , x y ) = − 12 x , f (^) xy ( , x y ) = 4

2 f (^) yy ( , x y ) = − 12 y.

I) Vamos classificar o ponto crítico (1,1).

Note que, como e

, então o ponto é um ponto de máximo relativo da função.

(^2 ) D = f (^) xx (1,1). f (^) yy (1,1) − ⎡ fxy (1,1) ⎤ = −( 12)( 12) − − 4 = 128 0 ⎣ ⎦

f (^) xx (1,1) = − 12 < 0 (1,1)

II) Vamos classificar o ponto crítico (0,0).

Note que, como e

então o ponto (0 é um ponto de sela da função.

(^2 ) D = f (^) xx (0,0). f (^) yy (0,0) − ⎡^ fxy (0,0) ⎤ = (0)(0) − 4 = 16 0 ⎣ ⎦

,0)

III) Vamos classificar o ponto crítico ( 1,− −1).

Note que, como e

, então o ponto é um ponto de máximo relativo da função.

2 D = f (^) xx ( 1,− −1). f (^) yy ( 1,− − 1) − ⎡ fxy ( 1,− −1) ⎤ = 128 > 0 ⎣ ⎦

f (^) xx (1,1) = − 12 < 0 ( 1,− −1)

Veja a ilustração gráfica da função

4 ( , ) 4

4 f x y = xyxy abaixo.

2 2 f ( x , y )= x + y

Exemplo: Seja a função definida por. Localize

e classifique os pontos críticos de

R → R

2 f : f ( x , y )= 2 x y 3 x 3 y

3 3 2

  • − −

f.

Solução. Como f (^) x ( x , y )= 6 x 6 x e temos que

2 − ( , )= 3 3

2 f (^) y x y y − ∇ f ( x , y )=(0,0) se,

e somente se, 6 6 = 0

2 xx e 3 3 = 0 se, e somente se,

2 yx = 0 , x = 1 e y = − 1 e

y = 1. Assim, (0,1) , (0,−1) , (1,1) e (1,−1) são os pontos críticos de f. Agora, para

aplicarmos o Teste da Derivada Segunda, devemos determinar as derivadas parciais , ,

e verificar se elas são contínuas em uma vizinhança de cada um dos pontos críticos. Como

, e temos que elas são claramente

contínuas.

f (^) xx fxy

f yy

f (^) xx ( x , y )= 12 x − 6 f^ xy (^ x , y )=^0 f^ yy ( x , y )=^6 y

Note que, se P =(0,1)ou P =(1,−1), então

2 D = f (^) xx ( P ). f (^) yy ( P ) − ⎡^ f (^) xy ( P ) ⎤ = − 36 0 ⎣ ⎦

Portanto os potos (0,1) e (1,−1)são pontos de sela da função.

Note agora, que se P = (0,−1), então

2 D = f (^) xx (0, −1). f (^) yy (0, −1) − ⎡ fxy (0, −1) ⎤ = 36 > 0 ⎣ ⎦

, com f (^) xx (0, −1) = − 6 < 0.

Portanto, o ponto (0,−1)é um ponto de máximo relativo da função.

Analogamente, se P =(1,1), então

2 D = f (^) xx (1,1). f (^) yy (1,1) − ⎡^ fxy (1,1) ⎤ = 36 > 0 ⎣ ⎦

, com f (^) xx (1,1) = 6 > 0.

Portanto, o ponto (1,1) é um ponto de mínimo relativo da função.

Máximos e Mínimos Absolutos

Vimos que a função , possui um ponto de mínimo relativo na origem,

, ou seja, existe uma vizinhaça

2 2 f ( x , y )= x + y

P = (0,0) B ( (0,0), δ ) tal que f (0,0) ≤ f ( , x y ),

∀( , x y ) ∈ B ( (0,0), δ). Na verdade, note que

2 2 f (0,0) = 0 ≤ x + y = f ( , x y ),

2 ∀( , x y ) ∈ Dom f ( )= IR e assim diremos que o ponto P = (0,0) é um ponto de mínimo

absoluto da função. Veja o gráfico da função abaixo.

Exemplo: Encontre o máximo e o mínimo absoluto da função

2 2 f ( , x y ) = 2 + 2 x + 2 yxy

na região triangular limitada pelo eixo X, eixo Y e a reta y = 9 − x , que esta esboçada abaixo.

Solução:

(I) Determinar os extremos no interior de R.

Temos que f (^) x ( , x y ) = 2 − 2 x e f (^) y ( , x y ) = 2 − 2 y. Logo, 2 − 2 x = 0 e se, e

somente se,

2 − 2 y = 0

x = 1 e y = 1. Assim o ponto é um ponto crítico da função e esta no interior

da região R.

Note que, f (1,1) =4.

(II) Determinar os pontos de fronteira nos quais os extremos absolutos podem ocorre.

(II.1) Vamos trabalhar inicialmente com a fronteira representada pelo segmento

C 1 = { ( ,0) / 0 x ≤ x ≤ 9 }. Assim, neste segmento a função f ( , x y ), será da forma

, restrita ao intervalo fechado [0. Como já sabemos, através

do cálculo diferencial para funções de uma variável, os extremos do intervalo

2 g x ( ) = f ( ,0) x = 2 + 2 xx ,9]

x = 0 e x = 9 , são

candidatos a extremos absolutos da função e consequentemente, os pontos e (

são candidatos a extremos absolutos de

g x ( ) (0,0) ,0)

f.

Vamos verificar se existe outros pontos ( , x y )∈ C 1 candidato a extremo absoluto de f.

Temos que g ′( )^ x = f (^) x ( ,0) x = 2 − 2 x = 0 implica que x = 1 é o único ponto crítico da

função g x ( ) no inteiror do intervalo [0,9]^ , ou seja, o ponto (1,0) é o único ponto no interior

da fronteira C 1 = { ( ,0) / 0 x ≤ x ≤ 9 } candidato a extremo absoluto da função f. Note que,

f (1,0) = 3, f (0,0) = 2 e que f (9,0) = − 61.

(II.2) No segmento C 2 (^) = {(0, y ) / 0 ≤ y ≤ 9} temos x = 0 e assim

2 f ( , x y ) = f (0, y ) = 2 + 2 yy.

Sabemos pela simetria de f em x e e partire a partir a análise que acabamos de fazer uqe

os candidatos neste segmento são

y

f (0,0) = 2 , f (0,9) = − 61 e f (0,1) = 3

(II.3) Observe que á levamos em consideração os valores de f nos extremos do segmento

, assim precisamos somente examinar os pontos inteirores de.

Com , temos

C 3 (^) = {( ,9 xx ) / 0 ≤ x ≤ 9} C 3

y = 9 − x

2 2 2 f ( , x y ) = 2 + 2 x + 2(9 − x ) − x − (9 − x ) = − 61 + 18 x − 2 x.

Na verdade, a função f ( , x y ) restrita ao segmento C 3 (^) = {( ,9 xx ) / 0 ≤ x ≤ 9} dá

origem a função. Daí,

resulta

2 h x ( ) = f ( ,9 xx ) = − 61 + 18 x − 2 x

h ′ ( )^ x = f ′( ,9 xx ) = 18 − 4 x = 0

x =.

Nesse valor de x , teremos

y = − = e assim om ponto

⎟ é um candidato a

extremo absoluto da função f. Note que,

f

⎜ ⎟=^ −

.

Na figura abaixo, os pontos em azul representam todos os candidatos a extremos

absolutos da função

2 ( , ) 2 2 2

2 f x y = + x + yxy restrita a região triangular.

função h y ( ) = f ( 3− y + 10, y ) e assim, para y = 3 teremos x = −3.3 + 10 = 1 , isto é, o

ponto (1,3) é um ponto de máximo da função

2 ( , ) 49

2 f x y = − xy sujeita a restrição

x + 3 y − 10 = 0.

Faremos agora, algumas observações a respeito da resolução deste exemplo.

(I) Considere a função g x y ( , ) = x + 3 y − 10 , oriunda da restrição x + 3 y − 10 = 0. Note que

a restrição x + 3 y − 10 = 0 , nada mais é do que a curva de nível C (^) 0 = {( , x y ) / g x y ( , ) =0}

da função g x y ( , ) = x + 3 y − 10. Veja a ilustração gráfica abaixo.

(II) Note que as curvas de níveis, (^) Dk , da função

2 ( , ) 49

2 f x y = − xy são da forma

{ }

2 2 Dk = ( , x y ) / x + y = 49 − k , ou seja, são circunferências de centro na origem. Veja a

ilustração de alguma curvas de níveis Dk abaixo.

(III) Obeserve, pela ilustração grafica abaixo que existe uma circunferência

2 2 2 x + y = r , ou

seja, uma curva de nível Dk da função

2 ( , ) 49

2 f x y = − xy tal que a reta (restrição)

x + 3 y − 10 = 0 é tangente a essa circunferência.

(IV) Por último, observe que o gradiente da função

2 ( , ) 49

2 f x y = − xy no ponto é o

vertor

f (1,3) = −( 2, −6) , no qual sabemos que é perpendicular a curna de nível

. Observe ainda que o vetor gradiente da função

, no ponto (1 é o vetor

2 2 D 39 (^) = {( , x y ) / x + y =10}

g x y ( , ) = x + 3 y − 10 ,3) ∇ g (1,3) = (1,3), que é perpendicular a curna

de nível C (^) 0 = {( , x y ) / x + 3 y − 10 = 0}. Note que, ∇ f (1,3) = −2. ∇ g (1,3), ou seja, os

vetores ∇ f (1,3)e ∇ g (1,3)multiplo um do outro.