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Máximos e mínimos de funções, Notas de estudo de Matemática

massa! - massa!

Tipologia: Notas de estudo

Antes de 2010

Compartilhado em 12/07/2010

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elion-silva-1 🇧🇷

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AULA
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AULA
Máximos e mínimos
Introdução Problemas de máximos e mínimos estão pre-
sentes em quase todas as atividades do mundo moderno. Por exemplo, você
pode imaginar como um carteiro distribui a correspondência? Qual seria seu
itinerário para que o tempo de distribuição fosse o menor possível?
Uma variação desse problema é o trajeto do ônibus escolar. Ele deve
passar na casa de cada criança para levá-las à escola. Conhecendo os
endereços, é preciso planejar o percurso para fazer o serviço no menor tempo
possível.
Em qualquer empresa, grande ou pequena, ouvimos falar em encontrar a
receita máxima, reduzir o desperdício ao mínimo entre outras coisas.
Na prática, os problemas de máximos e mínimos são, freqüentemente,
complexos, porque envolvem muitas variáveis. Entretanto, existem também
aqueles que se resolvem por uma simples função do 2º grau. Vamos mostrar
alguns desses problemas. Sugerimos que você releia com atenção a Aula 31,
para compreender bem as nossas soluções.
PROBLEMA 1
Os técnicos de uma fábrica de automóveis fizeram diversos testes com um
de seus carros populares para examinar o consumo de gasolina. O carro
percorria 100 km em uma estrada plana, com velocidade constante. O
percurso foi feito muitas vezes e, a cada vez, usou-se uma velocidade
diferente. No final de cada viagem, os técnicos verificaram a quantidade de
combustível gasta e observaram que o consumo não se mantinha o mesmo,
pois era função da velocidade.
A conclusão foi a seguinte: para velocidade entre 40 e 120 km/h, o consumo
desse carro é dado por:
y = 0,005 x² --
--
- 0,6 x + 26
onde x é a velocidade em quilômetros por hora e y é o número de litros de
gasolina gastos para percorrer 100 km.
Em que velocidade devemos andar com esse carro, para gastar o mínimo
de combústivel?
Nossa aula
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A U L A

A U L A

M·ximos e mÌnimos

IntroduÁ„o Problemas de m·ximos e mÌnimos est„o pre-

sentes em quase todas as atividades do mundo moderno. Por exemplo, vocÍ pode imaginar como um carteiro distribui a correspondÍncia? Qual seria seu itiner·rio para que o tempo de distribuiÁ„o fosse o menor possÌvel? Uma variaÁ„o desse problema È o trajeto do Ùnibus escolar. Ele deve passar na casa de cada crianÁa para lev·-las ‡ escola. Conhecendo os endereÁos, È preciso planejar o percurso para fazer o serviÁo no menor tempo possÌvel. Em qualquer empresa, grande ou pequena, ouvimos falar em encontrar a receita m·xima, reduzir o desperdÌcio ao mÌnimo entre outras coisas. Na pr·tica, os problemas de m · x i m o s e m Ì n i m o s s„o, freq¸entemente, complexos, porque envolvem muitas vari·veis. Entretanto, existem tambÈm aqueles que se resolvem por uma simples funÁ„o do 2∫ grau. Vamos mostrar alguns desses problemas. Sugerimos que vocÍ releia com atenÁ„o a Aula 31, para compreender bem as nossas soluÁıes.

PROBLEMA 1

Os tÈcnicos de uma f·brica de automÛveis fizeram diversos testes com um de seus carros populares para examinar o consumo de gasolina. O carro percorria 100 km em uma estrada plana, com velocidade constante. O percurso foi feito muitas vezes e, a cada vez, usou-se uma velocidade diferente. No final de cada viagem, os tÈcnicos verificaram a quantidade de combustÌvel gasta e observaram que o consumo n„o se mantinha o mesmo, pois era funÁ„o da velocidade. A conclus„o foi a seguinte: para velocidade entre 40 e 120 km/h, o consumo desse carro È dado por:

y = 0,005 x ² - ---- 0,6 x + 26

onde x È a velocidade em quilÙmetros por hora e y È o n˙mero de litros de gasolina gastos para percorrer 100 km.

Em que velocidade devemos andar com esse carro, para gastar o m Ì n i m o de comb˙stivel?

Nossa aula

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Este È um problema interessante. Muita gente acha que andar bem A U L A devagar economiza combustÌvel. N„o È verdade! … certo que andar muito r·pido faz com que o consumo seja alto, mas cada carro possui uma velocidade em que o consumo È o menor possÌvel.

SoluÁ„o: A funÁ„o que os tÈcnicos encontraram È do tipo y = ax ² + bx + c. Como o coeficiente a È positivo, sabemos que existe um valor mÌnimo dessa funÁ„o. Seu gr·fico È uma par·bola com a concavidade voltada para cima:

O ponto mais baixo do gr·fico È o v È r t i c e (v) da par·bola e o n˙mero x (^) v È a velocidade que faz com que o consumo seja o menor possÌvel. Na Aula 31 aprendemos a calcular a abscissa do vÈrtice da par·bola. Observe:

x (^) v = -

b 2a

2 ×0, 005

Logo, a velocidade que d· o mÌnimo consumo È de 60 km/h para gastar a menor quantidade possÌvel de gasolina. Se, entretanto, desejarmos saber qual o gasto mÌnimo de combustÌvel para percorrer os 100 km, basta substituir o x da funÁ„o por 60. Teremos ent„o:

y = 0,005. 60² - 0,6. 60 + 26 = 18 - 36 + 26 = 8

Portanto, andando a 60 km/h, gastaremos apenas 8 litros de gasolina para percorrer os 100 km.

PROBLEMA 2

Com 80 m de corda, um fazendeiro deseja cercar uma ·rea retangular junto a um rio para confinar alguns animais.

40 120

V

y (consumo)

x (^) v x (velocidade)

rio

‡rea cercada

corda

corda corda

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Estamos diante de uma funÁ„o do 2∫ grau, que relaciona o lado x do A U L A ret‚ngulo com a ·rea y. O gr·fico tem a seguinte forma:

O ponto mais alto do gr·fico È o vÈrtice v da par·bola; sua abscissa x (^) v È o valor do lado do ret‚ngulo que faz com que sua ·rea seja m·xima. Calculamos, ent„o, essa abscissa da mesma forma que no problema anterior:

x (^) v = -

b 2a

2 α φ- 2

Portanto, se fizermos a largura do ret‚ngulo igual a 20 m, teremos a certeza de que a ·rea cercada ser· a maior possÌvel. Veja como ele ficou:

A ·rea, neste caso, ser· de 20 x 40 = 800 m≤; maior, como se pode ver, que as ·reas dos ret‚ngulos que apareceram nos dois exemplos iniciais.

ExercÌcio 1 Usando a funÁ„o do Problema 1 da nossa aula, calcule: a) O consumo de combustÌvel a 50 km/h; b) O consumo de combustÌvel a 90 km/h; c) Em que velocidade, maior que 60 km/h, o carro andou se gastou 10 litros para percorrer os 100 km?

ExercÌcio 2 Qual È o valor mÌnimo da funÁ„o y = x² - 6x + 13?

ExercÌcio 3 Qual È o valor m·ximo da funÁ„o y = - 3x² + 12x + 5? Sugest„o (para os ExercÌcios 2 e 3): Calcule a abscissa do vÈrtice pela fÛrmula xv = -^ 2ab e substitua esse valor encontrado no x da funÁ„o.

V

y (‡rea)

x (^) v x (lado do ret‰ngulo)

ExercÌcios

20 20

40

rio

32

A U L A ExercÌcio 4 Desejamos construir um edifÌcio de base retangular no interior de um terreno triangular, como mostra a figura:

Determine as medidas do ret‚ngulo de maior ·rea possÌvel que caiba dentro de um tri‚ngulo ret‚ngulo de catetos 30 m e 40 m. Sugest„o: Seja x uma das medidas do ret‚ngulo e y sua ·rea. Vamos calcular y em funÁ„o de x (fig. A):

Os dois tri‚ngulos da figura B s„o semelhantes. Relacione seus elementos e calcule o segmento a em funÁ„o de x. A ·rea do ret‚ngulo È y = x ∑ a. Substituindo a pela express„o encontrada, obtÈm-se uma funÁ„o do 2∫ grau. Determine, ent„o, para que valor de x encontra-se o m·ximo de y.

ExercÌcio 5 Jo„o tem uma pequena f·brica de sorvetes. Ele vende, em mÈdia, 300 caixas de picolÈs por R$ 20,00 cada uma. Entretanto percebeu que, cada vez que diminuÌa R$ 1,00 no preÁo da caixa, vendia 40 caixas a mais. Quanto ele deveria cobrar pela caixa para que sua receita fosse m·xima? Qual o valor m·ximo dessa receita? Sugest„o: Inicialmente ele vendia 300 caixas por R$ 20,00 cada uma. Sua arrecadaÁ„o era 300 ∑ 20 = R$ 6.000,00. Diminuindo R$ 1,00 no preÁo, ele vender· 40 caixas a mais. Nesse segundo caso, sua arrecadaÁ„o ser· 340 ∑ 19 = R$ 6.460,00. Portanto a arrecadaÁ„o aumentou. Complete alguns valores da tabela abaixo.

Imagine agora que ele dÍ um des- conto de x reais em cada caixa. Assim, o preÁo ser· (^20) - ---- x e o n˙mero de caixas vendidas ser· 300 + 40x. Se y È a sua receita, vocÍ deve observar que y È dado por uma funÁ„o do 2∫ grau.

30 m

40 m

30

40 x

a

x

a

30

40 x

40 - a

PRE«O 20 19 18 17

N∫ DE CAIXAS VENDIDAS 300 340

RECEITA