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Informações sobre meningite em pediatria, incluindo causas, sintomas, fatores de risco e tratamento. São abordados os tipos bacterianos e virais da doença, bem como os principais sinais e sintomas. O documento também discute os fatores de risco para meningite bacteriana em crianças e as opções de tratamento para diferentes faixas etárias. O texto é útil para estudantes de medicina, enfermagem e áreas relacionadas, bem como para profissionais de saúde que trabalham com crianças.
Tipologia: Resumos
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elas mudou recentemente com o avanço das imunizações, o que tornou raros os casos
pneumococo. QUADRO CLÍNICO ➢ Em todo quadro infeccioso grave com febre e prostração, sobretudo quando associado a qualquer sintomatologia neurológica como irritabilidade, sonolência, rigidez de nuca ou convulsão. Nesses casos, a possibilidade de meningite deve ser afastada mesmo quando tiver sido diagnosticado outro foco. ➢ A doença pode ter um início insidioso (mais frequente na pneumocócica) ou fulminante (mais frequente na meningocócica). Principais achados na meningite bacteriana: Principais sinais/sintomas Frequentes Menos frequentes Raros ou tardios
2. Hipotermia
**8. Vômitos
14. Convulsões
**Meningite neonatal→ No RN e nos < 3 meses, o quadro é INESPECÍFICO sobrepondo-se ao de um quadro de sepse neonatal com febre ou hipotermia, depressão do sensório, irritabilidade à manipulação, hipotonia, vômitos, alterações do sono, icterícia, sucção débil, apneia, cianose, convulsão. Nos RN só eventualmente existem sinais que apontam par ao comprometimento do SNC, como sinais meníngeos, convulsões e abaulamento de fontanela. A incidência geral de meningite bacteriana caiu em cerca de 30% nos últimos anos – e continua caindo. Etiologia bacteriana por faixa etária Neonato 1 a 3 meses 3 meses a 9 anos 10 a 18 anos
Pneumococo → 1 - 4% Meningococo → 1 - 3%
rara
Pneumococo→ 14 % Meningococo → 12 % Pneumococo→ 45 % Meningococo→ 34 %
raro pós-vacina Pneumococo→ 21 % Meningococo→ 55 %
Os principais fatores que aumentam o risco de meningite bacteriana na criança: Fatores de risco para meningite bacteriana Neonato Idade > 1 mês
➢ Todo paciente com febre, prostração e púrpura aguda deve ser abordado como suspeita de sepse meningocócica até provar-se o contrário. ➢ A doença pode evoluir muito rápido para choque séptico grave, coagulação intravascular disseminada, necrose de extremidades, falência de múltiplos órgãos. A mortalidade e o risco de sequelas graves são altos.
➢ Ocorre na maioria dos casos de meningite em maiores de seis meses ➢ Rigidez de nuca, sinal de Kernig – com quadril e joelhos fletidos 90 º (A EXTENSÃO DO JOELHO PROVOCA DOR NA NUCA, COLUNA) e Brudzinski – flexão involuntária das pernas quando o examinador provoca uma flexão rápida do pescoço. ➢ Para diferenciar a rigidez voluntária do meningismo, pode-se deitar a criança na beirada do leite ou da mesa de exame e deixar a cabeça pender pela gravidade antes de fletir a cabeça do paciente. Em alguns, a queixa inicial é de dor nas costas com redução da mobilidade da coluna. Opistótono é mais raro. A ausência de rigidez de nuca não exclui infecção do SNC e a necessidade de fazer uma punção lombar, sobretudo nos casos em que predomina a encefalite em relação ao comprometimento meníngeo. Em casos em que o meningismo é questionável e o quadro não parece grave, considerar as alternativas de fazer a punção lombar imediata ou internar e observar o paciente antes de definir a conduta. Causas de sinais meníngeos sem meningite
OBS: Exceto por negativar rapidamente a cultura, o início do tratamento altera pouco os demais parâmetros do exame do líquor, feito poucas horas após. RN E < 2 MESES ➢ Cefotaxima (evitar Ceftriaxona na primeira semana ou se houver hiperbilirrubinemia) → a associação de Ampicilina + Gentamicina ou Amicacina é adequada para a maioria dos casos, mas as cefalosporinas de 3ª geração são mais eficazes para infecções do SNC. ➢ Nos casos de suspeita ou confirmação de Listeria sp., deve-se associar Ampicilina + cefalosporina de 3ª geração. MAIORES DE 2 MESES ➢ Ceftriaxona ou cefotaxima → uma alternativa é a associação da Ampicilina + Cloranfenicol. ➢ O Cloranfenicol é eficaz contra algumas cepas de pneumococo resistente e uma boa opção como monoterapia nos casos de pacientes alérgicos a penicilina e as cefalosporinas. ACIMA DE 5 ANOS E NAS VACINADAS CONTRA HAEMOPHILUS B ➢ Ampicilina em monoterapia até o resultado da cultura – porém esse dado é bem controverso, tendo a maioria dos protocolos preferência por utilizar: Ceftriaxona ou Cefotaxima. ➢ Em caso de suspeita de resistência bacteriana, associar às medicações supracitadas: Vancomicina até o resultado das culturas e antibiograma. MENINGITE PÓS-TCE, NEUROCIRURGIA, IMPLANTE COCLEAR OU VENTRICULITE ASSOCIADA A DVP ➢ Vancomicina (ou oxacilina, após afastar estafilococo resistente) + Ceftazidima ou Cefepima. ➢ Se houver suspeita de bactéria multirresistentes: Meropenem + Vancomicina até resultado de antibiograma e cultura. AJUSTE DO TRATAMENTO APÓS RESULTADO CONCLUSIVO DA CULTURA: