Docsity
Docsity

Prepare-se para as provas
Prepare-se para as provas

Estude fácil! Tem muito documento disponível na Docsity


Ganhe pontos para baixar
Ganhe pontos para baixar

Ganhe pontos ajudando outros esrudantes ou compre um plano Premium


Guias e Dicas
Guias e Dicas


Câncer de Mama e Câncer de Ovário: Etiologia, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento, Notas de aula de Oncologia

Uma detalhada descrição sobre a etiologia, sintomas, diagnóstico e tratamento de câncer de mama e câncer de ovário, incluindo fatores de risco, subtipos, estadiamento clínico, cirurgias, histologia e observações. Além disso, discute fatores que podem aumentar o risco de desenvolver esses tipos de câncer.

Tipologia: Notas de aula

2021

Compartilhado em 16/06/2021

camila-alecio
camila-alecio 🇧🇷

2 documentos

1 / 8

Toggle sidebar

Esta página não é visível na pré-visualização

Não perca as partes importantes!

bg1
Oncologia Câncer de Mama e Ginecológico Nayara Alcântara
1
CÂNCER DE MAMA E GINECOLÓGICO
CÂNCER DE MAMA
EPIDEMIOLOGIA E ETIOLOGIA
Neoplasia maligna mais frequente em mulheres e
sua maior causa de morte por câncer no mundo.
Cerca de 30% das neoplasias diagnosticadas em
mulheres.
59700 novos casos no Brasil para 2018 -
56,3/100mil.
Mais de 20 subtipos diferentes de tumores de
mama
Menos de 1% ocorre entre homens
Causas Multifatoriais:
Externas Relacionadas ao estilo de vida e fatores
de risco modificáveis ou não
Causas Hereditárias:
Tendência em acometer jovens
Bilateral
História familiar (mutações genéticas - BRCA1 e 2)
Associação com outros cânceres (cólon, ovário,
útero)
Exposição à radiação
FATORES DE RISCO
Idade elevada
Doenças proliferativas da mama
Nuliparidade ou primiparidade tardia
História pessoal de neoplasia (mama prévio ou
outras)
História familiar de câncer de mama
História menstrual
o Menarca precoce
o Menopausa tardia
Uso de agentes hormonais
o Reposição hormonal
o Exposição a estrógenos
Ginecomastia masculina
Obesidade
o Dieta rica em lipídios e carboidratos
Etilismo e tabagismo
RASTREAMENTO
1. Mamografia:
Radiografia em 2 incidências da mama
Único exame a demonstrar redução da
mortalidade
Classificação de BIRADS orienta a conduta
Recomendação Ministério da Saúde/INCA:
Rastreamento mamográfico dos 50 aos 70 anos
Periodicidade bianual
2. Ultrassonografia:
Indicada na avaliação de mamas densas
Aumenta a especificidade da MMG
Não demonstrou redução da mortalidade
Classificação de BIRADS orienta a conduta
è
Recomendação Ministério da Saúde/INCA:
Contra o rastreamento USG na população com
risco padrão
Avaliação em relação a população de risco
DIAGNÓSTICO
I Avaliação Clínica:
História
Exame físico (Inspeção e palpação)
II Exames de Imagem
Mamografia
Ultrassonografia das mamas e axilas
Ressonância Magnética da mama
III Diagnóstico Histopatológico (Definitivo)
Biópsia Guiada
PAAF
Core Biopsy
Biópsia incisional/excisional
CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA
1. Carcinoma ductal:
Corresponde a cerca de 80% dos casos
Tende a ser unilateral
2. Carcinoma lobular:
Corresponde a cerca de 10% dos casos
Associado com risco de Ca de mama bilateral
3. Demais Subtipos:
Carcinoma medullar, tubular e papilífero,
mucinoso, inflamatório, Doença de Paget da
mama, sarcomas, etc.
CLASSIFICAÇÃO MOLECULAR
Realizada pela imuno-histoquímica método que
identifica antígenos (podem ser proteínas,
produtos de genes, etc.)
3 principais proteínas
o Receptor de estrógeno e Receptor de
progesterona Chamados conjuntamente de
receptores hormonais, avaliados em conjunto.
o - Her2 proteína de superfície (EGFR) -
relacionada ao aumento das taxas de
proliferação celular)
4 subtipos principais baseados no perfil molecular/
imuno-histoquímica:
o RH negativos / Her2 negativo à Triplo
negativos
o RH Negativos / Her2 positivo à Super Her
o RH positivos / Her 2 negativoà Luminais
o RH positivos / Her2 positivo
pf3
pf4
pf5
pf8

Pré-visualização parcial do texto

Baixe Câncer de Mama e Câncer de Ovário: Etiologia, Sintomas, Diagnóstico e Tratamento e outras Notas de aula em PDF para Oncologia, somente na Docsity!

CÂNCER DE MAMA E GINECOLÓGICO

CÂNCER DE MAMA

EPIDEMIOLOGIA E ETIOLOGIA

  • Neoplasia maligna mais frequente em mulheres e sua maior causa de morte por câncer no mundo.
  • Cerca de 30% das neoplasias diagnosticadas em mulheres.
  • 59700 novos casos no Brasil para 2018 - 56,3/100mil.
  • Mais de 20 subtipos diferentes de tumores de mama
  • Menos de 1% ocorre entre homens Causas Multifatoriais:
  • Externas – Relacionadas ao estilo de vida e fatores de risco modificáveis ou não Causas Hereditárias:
  • Tendência em acometer jovens
  • Bilateral
  • História familiar (mutações genéticas - BRCA1 e 2)
  • Associação com outros cânceres (cólon, ovário, útero)
  • Exposição à radiação FATORES DE RISCO
  • Idade elevada
  • Doenças proliferativas da mama
  • Nuliparidade ou primiparidade tardia
  • História pessoal de neoplasia (mama prévio ou outras)
  • História familiar de câncer de mama
  • História menstrual o Menarca precoce o Menopausa tardia
  • Uso de agentes hormonais o Reposição hormonal o Exposição a estrógenos
  • Ginecomastia masculina
  • Obesidade o Dieta rica em lipídios e carboidratos
  • Etilismo e tabagismo RASTREAMENTO 1. Mamografia:
  • Radiografia em 2 incidências da mama
  • Único exame a demonstrar redução da mortalidade
  • Classificação de BIRADS orienta a conduta
  • Recomendação Ministério da Saúde/INCA:
  • Rastreamento mamográfico dos 50 aos 70 anos
  • Periodicidade bianual 2. Ultrassonografia:
  • Indicada na avaliação de mamas densas
    • Aumenta a especificidade da MMG
    • Não demonstrou redução da mortalidade
    • Classificação de BIRADS orienta a conduta è Recomendação Ministério da Saúde/INCA:
    • Contra o rastreamento USG na população com risco padrão
    • Avaliação em relação a população de risco DIAGNÓSTICO I – Avaliação Clínica:
    • História
    • Exame físico (Inspeção e palpação) II – Exames de Imagem
    • Mamografia
    • Ultrassonografia das mamas e axilas
    • Ressonância Magnética da mama III – Diagnóstico Histopatológico (Definitivo)
    • Biópsia Guiada
    • PAAF
    • Core Biopsy
    • Biópsia incisional/excisional CLASSIFICAÇÃO HISTOLÓGICA 1. Carcinoma ductal :
    • Corresponde a cerca de 80% dos casos
    • Tende a ser unilateral 2. Carcinoma lobular :
    • Corresponde a cerca de 10% dos casos
    • Associado com risco de Ca de mama bilateral 3. Demais Subtipos:
    • Carcinoma medullar, tubular e papilífero, mucinoso, inflamatório, Doença de Paget da mama, sarcomas, etc. CLASSIFICAÇÃO MOLECULAR
    • Realizada pela imuno-histoquímica – método que identifica antígenos (podem ser proteínas, produtos de genes, etc.)
    • 3 principais proteínas o Receptor de estrógeno e Receptor de progesterona – Chamados conjuntamente de receptores hormonais, avaliados em conjunto. o - Her2 – proteína de superfície (EGFR) - relacionada ao aumento das taxas de proliferação celular)
    • 4 subtipos principais baseados no perfil molecular/ imuno-histoquímica: o RH negativos / Her2 negativo à Triplo negativos o RH Negativos / Her2 positivo à Super Her o RH positivos / Her 2 negativoà Luminais o RH positivos / Her2 positivo

ESTADIAMENTO

1. Classificação TNM

  • Baseada em tamanho tumoral (T), número de linfonodos acometidos (N) e presença de metástase à distância (M). 2. Estadiamento clínico
  • Realizado previamente ao tratamento, baseado em exame físico e exames de imagem.
  • Metástases mais comuns – linfonodal, pulmonar, hepática, óssea, SNC. 3. Estadiamento patológico
  • Realizado após cirurgia e resultado do exame anátomo patológico. TRATAMENTO
  • Programado de acordo com o estadiamento da doença.
  • Doença Localizada – Estadios I e II
  • Doença Localmente avançada – Estadio III
  • Doença Metastática – Estadio IV
  • Modalidades o Tratamento Locorregional – Cirurgia e Radioterapia o Tratamento Sistêmico – QT, HT e Agentes Biológicos è **Tratamento locorregional
  1. Cirurgia**
  • Mastectomia
  • Mastectomia total à Haslted
  • Mastectomia modificada // adenomastectomia // preservação de CAP
  • Cirurgia Conservadora da Mama
  • Lumpectomia/Nodulectomia
  • Quadrantectomia/Mastectomia Parcial (Segmentar) 2. Radioterapia
  • Pós-Mastectomia o Se fatores de mau prognóstico o T > 5 cm / N positivo
  • Pós-Cirurgia Conservadora da Mama o Obrigatório o Diminui recidiva loco-regional o Aumenta Sobrevida Global è Tratamento sistêmico
  • Sistêmico à Quimioterapia, hormonioterapia e agentes biológicos.
  • Na doença inicial tem como objetivo
  • diminuir a recorrência e aumentar a
  • sobrevida global.
  • Na doença avançada tem como objetivos o controle da doença e dos sintomas. CONCLUSÕES
  • 2/3 das pacientes têm metástases a distância ao diagnóstico
  • Quanto mais avançada a doença ao diagnóstico, maior a chance de recidiva/metástase, portanto o número de linfonodos acometidos está diretamente ligado ao prognóstico.
  • Na doença metastática, a remoção do tumor primário não altera a sobrevida global.
  • Nesse contexto, terapias locais (cirurgias) com ou sem radioterapia também não alteram a sobrevida global.
  • As mesmas podem ser realizadas, porém terão intuito paliativo (controle de sintomas e qualidade de vida)
  • Muitas pacientes sobrevivem por vários anos, mesmo com doença metastática
  • O tratamento sempre é multidisciplinar e necessita acima de tudo de humanização dos profissionais envolvidos. TUMORES GINECOLÓGICOS
  • Ca de Colo Uterino
  • Ca de Endométrio
  • Ca de Ovário
  • Ca de Vulva e Vagina
  • Ca de Tuba Uterina
  • Sarcoma de Corpo Uterino
  • Neoplasia Trofoblástica Gestacional CÂNCER DE COLO UTERINO
  • No Brasil, é o terceiro tumor mais frequente na população feminina.
  • 16370 novos casos no Brasil para 2018.
  • Idade média ao diagnóstico de 48 anos
  • Bastante comum em países em desenvolvimento FATORES DE RISCO
  • Infecção pelo HPV (Papilomavírus humano)
  • Imunossupressão
  • Inicio de atividade sexual precoce.
  • Múltiplos parceiros sexuais – multiparidade
  • História de DSTs
  • História de neoplasia vulvar ou vaginal prévia
  • Baixo nível socioeconômico
  • Tabagismo (*para CEC e não para Adenocarcinoma) HPV
  • HPV – DNA virus, mais de 100 subtipos identificados.
  • EC IA2 e IB1 - Histerectomia total + linfadenectomia pélvica bilateral. o Em mulheres sem condições cirúrgicas, indicado tratamento definitivo com RT externa seguida de braquiterapia
  • EC IIB, III e IV A – RT externa concomitante a QT, seguida de braquiterapia
  • EC IV B ou Recidiva – Quimioterapia Observacões:
  • EC IA1: - A curabilidade com cirurgia em estádio I gira em torno de 95%. Histerectomia total, convencional, laparoscópica ou por via robótica é o tratamento recomendado para pacientes com prole constituída e que apresentam tumor com invasão de até 3 mm, sem invasão linfática e vascular. Não há necessidade de dissecção linfonodal, pois o risco de metástases linfonodais é < 1%. Para tumores com invasão > 3 mm ou com invasão linfática e vascular, o tratamento de rotina deve ser a histerectomia radical associada à técnica do LNS (vide nota a seguir) ou linfadenectomia pélvica bilateral, pois o risco de metástases linfonodais é de cerca de 5%. Não é necessário remover os ovários em pacientes com doença em estádios precoces. A conização pode ser uma opção para pacientes que desejam manter a fertilidade e que apresentam tumores IA1, sem invasão linfática e vascular e margens livres
  • EC IA2-IB1: A curabilidade para as pacientes nesses estádios gira em torno de 85 a 90%. Para aquelas em estádios IA2 e IB1 (tumores < 2 cm sem invasão vascular) e que desejam manter a fertilidade, considerar conização (IA2) ou traquelectomia com pesquisa do LNS ou linfadenectomia pélvica.
  • EC IB2 – IIA: Apesar de a cirurgia ou RT isoladamente oferecerem chances de cura superiores a 70% com sobrevida livre de progressão (SLP) em 5 anos beirando 80 %, pacientes com doença clinicamente volumosa (IB e IIA2) beneficiam-se da radioquimioterapia como tto de 1å linha. RASTREAMENTO
  • Exame citopatológico (exame de Papanicolaou) deve ser oferecido às mulheres na faixa etária de 25 a 64 anos que já tiveram atividade sexual
  • Rotina anual >> Após dois exames normais consecutivos realizados com um intervalo de um ano, realizar o exame a cada três anos.

PREVENÇÃO

  • Vacina quadrivalente contra HPV que confere proteção contra HPV de baixo risco (HPV 6 e 11) e de alto risco (HPV 16 e 18).
  • Destinada exclusivamente a utilização preventiva e não tem efeito demonstrado ainda nas infecções pré-existentes ou na doença clinica estabelecida. o População-alvo: meninos na faixa etária de 11 a 13 anos e meninas de 9 a 14 anos.
  • A vacinação consiste na administração de duas doses, com intervalo de 0 e 6 meses CÂNCER DE ENDOMÉTRIO
  • Grande causa de morbidade e mortalidade: o Incidência elevada em países desenvolvidos: neoplasia ginecológica mais comum na América do Norte e Europa.
  • O pico de incidência ocorre nas 6ª e 7ª décadas de vida.
  • 75% dos casos ocorrem após a menopausa. FATORES DE RISCO
  • Relação intrínseca com tempo de exposição a estímulo estrogênico sem antagonização por progestágenos. o Menopausa tardia e menarca precoce. o Nuliparidade. o Infertilidade – Anovulação Crônica. o Obesidade: maior risco pela conversão hormonal periférica
  • Uso de Tamoxifeno: risco relativo 7,5 comparado aos controles.
  • Hiperplasia ou pólipo endometrial.
  • Idade, Dieta, sedentarismo e Diabetes
  • Fatores genéticos: o HNPCC (câncer colorretal hereditário não poliposo ou Sd. de Lynch) - síndrome mais

comumente relacionada à doença em

mulheres mais jovens/ Risco estimado de

desenvolver câncer de endométrio durante a vida dessas pacientes: 40 - 60%. Há indicação de histerectomia redutora de risco. o Outras associações: PTEN (síndrome de Cowden), p53 (Li-Fraumeni). CLASSIFICAÇÃO è Tipo I

  • Mais comum (inclui os adenocarcinomas endometrióides).
  • Originários de hiperplasia atípica.
  • Dependentes de estrogênio.
  • Melhor prognóstico – geralmente diagnosticados em estágio inicial.
  • Mutacões mais comuns: PTEN, KRAS ou Instabilidade microssatélite. è (^) Tipo II
  • (^) Mais agressivos (histologias menos comuns).
  • Carcinoma intraepitelial
  • (^) Maior mortalidade – estadios mais avançados ao diagnóstico.
  • Mais comum em mulheres negras
  • Mutação mais comuns: p53. QUADRO CLÍNICO Apresentação mais comum em estágios iniciais:
  • Sangramento vaginal pós menopausa: apresentação mais frequente – sintoma inicial que leva rapidamente a mulher ao profissional de saúde. DIAGNÓSTICO
  • Não invasivo: USG transvaginal e Histeroscopia com Biópsia endometrial. HISTOLOGIA
  • Adenocarcinoma endometrióide (80 % das neoplasias de endométrio).
  • Adenocarcinoma mucinoso (5% dos casos; bom prognóstico).
  • Adenocarcinoma seroso-papilífero (3- 4 % das neoplasias do endométrio). - Adenocarcinoma de células claras (menos que 5 % dos casos, comportamento muito agressivo). - Carcinoma escamoso (raro; associado a piométrio, inflamação crônica e a estenose cervical no momento do diagnóstico). TRATAMENTO - O tratamento dependerá do grau histológico, histologia do tumor, classificação de risco e estadiamento patológico. OBS: A classificação de risco no câncer de endométrio não é padronizada. CÂNCER OVÁRIO - É a quinta causa de morte por câncer na mulher - Sobrevida livre de doença < 30% em 5 anos o Estimativa de novos casos: 7.250 (2018) - A maior parte é diagnosticada em estádios avançados - Estadio III/IV – 60 - 70% casos FATORES DE RISCO - > 50 anos de idade; - Obesidade; Menarca precoce (< 12 anos); Menopausa tardia (> 52 anos); TRH ou drogas de fertilidade; Primeira gestação > 30 anos; Infertilidade; Endometriose. - Fatores Familiares: o História familiar de câncer de ovário, mama ou intestino; - História pessoal de câncer de mama ou intestino; - Síndromes genéticas: Mutação de BRCA1/2; Sd. Lynch - Fatores protetores: Uso de ACO, Gestação, Amamentação. QUADRO CLÍNICO Queixas inespecíficas: - Dor abdominal e pélvica incaracterística; - Dispepsia, Sensação de plenitude - Sintomas urinários;

um estrogênio no útero. Isso pode fazer com que o revestimento interno do útero cresça o que aumenta o risco de câncer de endométrio. O risco de desenvolver câncer de endométrio devido ao tamoxifeno é baixo (inferior a 1% por ano). As mulheres que tomam tamoxifeno devem buscar equilibrar esse risco contra os benefícios deste medicamento no tratamento e prevenção do câncer de mama. Esta é uma questão que as mulheres devem discutir com seus médicos. è Tumores Ovarianos - O tumor de células granulosa muitas vezes produz estrogênio. A liberação de estrogênio por esse tumor não é controlada, levando a altos níveis do hormônio. O desequilíbrio hormonal resultante pode estimular o endométrio e até levar ao câncer endometrial. è Síndrome do Ovário Policístico - As mulheres que têm síndrome dos ovários policísticos têm níveis anormais de hormônios andrógenos (hormônios masculinos) e baixos níveis de estrogênio e progesterona. O aumento da relação estrogênio com a progesterona pode aumentar a chance de uma mulher ter câncer de endométrio. è Dispositivo Intrauterino - Mulheres que utilizaram dispositivo intrauterino (DIU) para o controle da natalidade têm um risco menor de desenvolver câncer endometrial. Entretanto, as informações sobre este efeito protetor são limitadas a dispositivos que não contêm hormônios. è Idade - O risco de câncer endometrial aumenta conforme a mulher envelhece. è Dieta e Exercício - As mulheres que se exercitam mais têm um menor risco de desenvolver câncer de endométrio, enquanto as mulheres que passam mais tempo sedentárias têm um risco aumentado. è Diabetes - O câncer de endométrio pode ser até 4 vezes mais comum em mulheres com diabetes. Diabetes é mais frequente em pessoas que estão acima do peso, mas mesmo as pessoas com diabetes que não estão acima do peso têm um risco maior de câncer endometrial. è Histórico Familiar - Algumas famílias têm uma tendência hereditária a desenvolver câncer colorretal, este transtorno é chamado de câncer colorretal hereditário não poliposo ou síndrome de Lynch. Na maioria dos casos, esta doença é causada por um defeito nos genes MLH1 e MSH2. Mas, pelo menos 5 outros genes podem causar a doença, como MLH3, MSH6, TGBR2, PMS1 e PMS2. Uma cópia anormal de qualquer um destes genes reduz a habilidade do organismo em reparar os danos do DNA ou regular o crescimento celular, o que resulta em um risco aumentado de câncer de cólon, bem como um risco elevado para câncer de endométrio. As mulheres com esta síndrome têm um risco de 40% a 60% de desenvolver câncer de endométrio em algum momento durante suas vidas. O risco de câncer de ovário também é aumentado. è Câncer de Mama ou Ovário - Mulheres que tiveram câncer de mama ou de ovário podem ter um risco aumentado para desenvolver câncer endometrial. Alguns dos fatores de risco alimentares, hormonais e reprodutivos de mama e câncer de ovário também aumentam o risco de câncer endometrial. è Hiperplasia Endometrial - A hiperplasia leve tem um risco muito pequeno de se tornar cancerígeno. A hiperplasia atípica tem uma chance de cerca de 8% de se tornar um câncer, se não for tratada. A hiperplasia atípica complexa tem um risco de até 29% de se tornar cancerígena se não for tratada. è Radioterapia Prévia - A radioterapia pode danificar o DNA de células, algumas vezes, aumentando o risco de um segundo tipo de câncer, como o câncer de endométrio. Fatores que podem aumentar o risco de câncer de ovário: Síndromes genéticas: BRCA1 e BRCA è Os genes BRCA1 e BRCA2 fazem parte do grupo de genes que controlam a divisão das células. Quando eles sofrem mutações, deixam de exercer suas funções adequadamente e aumentam o risco de transformação maligna. è Mulheres com mutações no gene BRCA apresentam 20% a 60% de chance de desenvolver câncer de ovário até os 70 anos de idade. Nas que têm mutações no BRCA2, o risco é menor: 10% a 35%. Esses dois genes, quando alterados, também estão relacionados a um risco maior de desenvolver câncer de mama. Síndromes genéticas: Lynch II è (^) Está associada aos cânceres de ovário e de intestino. Cerca de 10% das mulheres com síndrome de Lynch II desenvolverão câncer de ovário no decorrer da vida. História familiar è O risco de desenvolver câncer de ovário também é maior nas mulheres que têm parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de ovário ou de mama. Quanto mais jovem a parente de primeiro grau por ocasião do diagnóstico de câncer de ovário, maior o risco. Obesidade è Alguns estudos sugerem que mulheres obesas podem apresentar até 50% a mais de risco de desenvolver câncer de ovário do que as mulheres não obesas.

Reposição hormonal è A reposição hormonal na fase de menopausa está associada ao risco de desenvolver tumores malignos induzidos pela exposição ao estrógeno, como são os casos dos cânceres de ovário, endométrio e mama. è É interessante lembrar que o uso de pílulas anticoncepcionais e as gestações são fatores protetores que reduzem o risco de desenvolver tumores de endométrio e de ovário.