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Uma detalhada descrição sobre a etiologia, sintomas, diagnóstico e tratamento de câncer de mama e câncer de ovário, incluindo fatores de risco, subtipos, estadiamento clínico, cirurgias, histologia e observações. Além disso, discute fatores que podem aumentar o risco de desenvolver esses tipos de câncer.
Tipologia: Notas de aula
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1. Classificação TNM
mulheres mais jovens/ Risco estimado de
desenvolver câncer de endométrio durante a vida dessas pacientes: 40 - 60%. Há indicação de histerectomia redutora de risco. o Outras associações: PTEN (síndrome de Cowden), p53 (Li-Fraumeni). CLASSIFICAÇÃO è Tipo I
um estrogênio no útero. Isso pode fazer com que o revestimento interno do útero cresça o que aumenta o risco de câncer de endométrio. O risco de desenvolver câncer de endométrio devido ao tamoxifeno é baixo (inferior a 1% por ano). As mulheres que tomam tamoxifeno devem buscar equilibrar esse risco contra os benefícios deste medicamento no tratamento e prevenção do câncer de mama. Esta é uma questão que as mulheres devem discutir com seus médicos. è Tumores Ovarianos - O tumor de células granulosa muitas vezes produz estrogênio. A liberação de estrogênio por esse tumor não é controlada, levando a altos níveis do hormônio. O desequilíbrio hormonal resultante pode estimular o endométrio e até levar ao câncer endometrial. è Síndrome do Ovário Policístico - As mulheres que têm síndrome dos ovários policísticos têm níveis anormais de hormônios andrógenos (hormônios masculinos) e baixos níveis de estrogênio e progesterona. O aumento da relação estrogênio com a progesterona pode aumentar a chance de uma mulher ter câncer de endométrio. è Dispositivo Intrauterino - Mulheres que utilizaram dispositivo intrauterino (DIU) para o controle da natalidade têm um risco menor de desenvolver câncer endometrial. Entretanto, as informações sobre este efeito protetor são limitadas a dispositivos que não contêm hormônios. è Idade - O risco de câncer endometrial aumenta conforme a mulher envelhece. è Dieta e Exercício - As mulheres que se exercitam mais têm um menor risco de desenvolver câncer de endométrio, enquanto as mulheres que passam mais tempo sedentárias têm um risco aumentado. è Diabetes - O câncer de endométrio pode ser até 4 vezes mais comum em mulheres com diabetes. Diabetes é mais frequente em pessoas que estão acima do peso, mas mesmo as pessoas com diabetes que não estão acima do peso têm um risco maior de câncer endometrial. è Histórico Familiar - Algumas famílias têm uma tendência hereditária a desenvolver câncer colorretal, este transtorno é chamado de câncer colorretal hereditário não poliposo ou síndrome de Lynch. Na maioria dos casos, esta doença é causada por um defeito nos genes MLH1 e MSH2. Mas, pelo menos 5 outros genes podem causar a doença, como MLH3, MSH6, TGBR2, PMS1 e PMS2. Uma cópia anormal de qualquer um destes genes reduz a habilidade do organismo em reparar os danos do DNA ou regular o crescimento celular, o que resulta em um risco aumentado de câncer de cólon, bem como um risco elevado para câncer de endométrio. As mulheres com esta síndrome têm um risco de 40% a 60% de desenvolver câncer de endométrio em algum momento durante suas vidas. O risco de câncer de ovário também é aumentado. è Câncer de Mama ou Ovário - Mulheres que tiveram câncer de mama ou de ovário podem ter um risco aumentado para desenvolver câncer endometrial. Alguns dos fatores de risco alimentares, hormonais e reprodutivos de mama e câncer de ovário também aumentam o risco de câncer endometrial. è Hiperplasia Endometrial - A hiperplasia leve tem um risco muito pequeno de se tornar cancerígeno. A hiperplasia atípica tem uma chance de cerca de 8% de se tornar um câncer, se não for tratada. A hiperplasia atípica complexa tem um risco de até 29% de se tornar cancerígena se não for tratada. è Radioterapia Prévia - A radioterapia pode danificar o DNA de células, algumas vezes, aumentando o risco de um segundo tipo de câncer, como o câncer de endométrio. Fatores que podem aumentar o risco de câncer de ovário: Síndromes genéticas: BRCA1 e BRCA è Os genes BRCA1 e BRCA2 fazem parte do grupo de genes que controlam a divisão das células. Quando eles sofrem mutações, deixam de exercer suas funções adequadamente e aumentam o risco de transformação maligna. è Mulheres com mutações no gene BRCA apresentam 20% a 60% de chance de desenvolver câncer de ovário até os 70 anos de idade. Nas que têm mutações no BRCA2, o risco é menor: 10% a 35%. Esses dois genes, quando alterados, também estão relacionados a um risco maior de desenvolver câncer de mama. Síndromes genéticas: Lynch II è (^) Está associada aos cânceres de ovário e de intestino. Cerca de 10% das mulheres com síndrome de Lynch II desenvolverão câncer de ovário no decorrer da vida. História familiar è O risco de desenvolver câncer de ovário também é maior nas mulheres que têm parentes de primeiro grau (mãe, irmã ou filha) com câncer de ovário ou de mama. Quanto mais jovem a parente de primeiro grau por ocasião do diagnóstico de câncer de ovário, maior o risco. Obesidade è Alguns estudos sugerem que mulheres obesas podem apresentar até 50% a mais de risco de desenvolver câncer de ovário do que as mulheres não obesas.
Reposição hormonal è A reposição hormonal na fase de menopausa está associada ao risco de desenvolver tumores malignos induzidos pela exposição ao estrógeno, como são os casos dos cânceres de ovário, endométrio e mama. è É interessante lembrar que o uso de pílulas anticoncepcionais e as gestações são fatores protetores que reduzem o risco de desenvolver tumores de endométrio e de ovário.