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Experimento Científico: Análise da Reação de Azul de Metileno com Glicose, Resumos de Experimentação Química

Um experimento científico detalhado sobre a reação do azul de metileno com a glicose, explorando os conceitos de oxirredução e o método científico. O experimento envolve a observação do comportamento de um líquido misterioso ('x'), a formulação e teste de hipóteses, e a análise dos resultados para entender a reação química. O texto aborda a importância do ceticismo, da experimentação e da validação de teorias, oferecendo uma abordagem prática e teórica para o aprendizado da química e do método científico. Inclui instruções sobre como conduzir o experimento, analisar os resultados e formular conclusões baseadas em evidências empíricas. Adequado para estudantes que buscam aprofundar seus conhecimentos em química experimental e metodologia científica.

Tipologia: Resumos

2025

Compartilhado em 29/09/2025

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA
DEPARTAMENTO DE QUÍMICA FUNDAMENTAL
RECIFE, 26 DE SETEMBRO DE 2025
ALUNO: VAGNER GOMES DA SILVA
TURMA: QUÍMICA GERAL EXPERIMENTAL 1-
01A
PROFESSOR: DENYS EWERTON DA SILVA
SANTOS
EXPERIMENTO N°02
UMA INTRODUÇÃO AO MÉTODO CIENTÍFICO
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UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E DA NATUREZA

DEPARTAMENTO DE QUÍMICA FUNDAMENTAL

RECIFE, 26 DE SETEMBRO DE 2025

ALUNO: VAGNER GOMES DA SILVA

TURMA: QUÍMICA GERAL EXPERIMENTAL 1-

01A

PROFESSOR: DENYS EWERTON DA SILVA

SANTOS

EXPERIMENTO N°

UMA INTRODUÇÃO AO MÉTODO CIENTÍFICO

UMA INTRODUÇÃO AO MÉTODO CIENTÍFICO

Resumo

“[...] imaginar possíveis explicações para um fenômeno e submeter essas hipóteses a testes experimentais. ” (POPPER, Karl, 1934, n.p).

Inicio este relatório fazendo uma menção do livro “A lógica da pesquisa” escrito por Karl Popper, filósofo liberal e professor austro-britânico que desenvolveu um método visando a confiabilidade da pesquisa científica na ciência, com o fito de desenvolver e evitar análises e erros subsequentes na prática metodológica. Sob esse viés, o experimento consistirá em desenvolver o aluno e introduzi-lo ao mundo das experimentações e elaboração de hipóteses, que, em seguida, podem se tornar teorias, ou até mesmo leis.

1. Introdução

De forma introdutória, o método científico é um conjunto de sugestões, de extrema relevância, que auxiliam a ciência sob uma ótica voltada para a obtenção e evolução de Hipóteses, ideia intuitiva de um experimentador que visa a explicação de algum fenômeno natural, Teorias, evolução de uma hipótese que conseguiu explicar o evento, porém pode ser facilmente derrubada a qualquer momento na história, e Leis, conceito científico universal e consolidado.

Ademais, outra ajuda significativa do método foi para alertar aos experimentadores perante comportamentos necessários para o mesmo como, o ceticismo, a não exclusão das possibilidades e a noção de seu limite como ser humano.

Um cientista, seja teórico ou experimental, formula enunciados ou sistemas de enunciados e verifica-os um a um. No campo das ciências empíricas, para particularizar, ele formula hipóteses ou sistemas de teorias, e submete-os a teste, confrontando-os com a experiência, através de recursos de observação e experimentação. A tarefa da lógica da pesquisa científica, ou da lógica do conhecimento, é, segundo penso, proporcionar uma análise lógica desse procedimento, ou seja, analisar o método das ciências empíricas. (POPPER, Karl, 1934, p.27).

Diversas outras conclusões poderão ser concluídas com essa atitude. Métodos para estudar e analisar a interação do líquido com o ambiente deveram ser feitas, talvez o experimentador já terá uma hipótese provada para o comportamento do fluido.  Exponha a solução ‘X’ sobre condições diversas de pressão e temperatura, estas iram garantir a assertividade perante a hipótese formulada. Uma formar de testar o comportamento do líquido é colocá-lo em um recipiente com água e gelo e, após resfriado, retire-o e meça o seu tempo de descoramento, repita o processo para temperaturas mais altas aquecendo o recipiente com o composto.

3. Resultados e discussão

Conforme a análise inicial feita do fluido, características do mesmo foram notadas, como a baixa viscosidade, a tonalidade incolor e densidade, aparentemente, próximo ao da água. Se fosse necessário tentar adivinhar o conteúdo do líquido, apenas na observação, sugestões indicariam que se assemelham, fenotipicamente, com um álcool ou outra substância semelhante, porém a certeza será obtida apenas com certificações experimentais.

Ao agitar o composto ‘X’ é nítido a mudança de coloração do incolor para o azulado, conforme sugere a apostila, após deixa-lo em repouso sobre a bancada o líquido voltou ao estado inicial. Com o fito de avaliar o tempo de descoramento, o fluido foi perturbado por aproximadamente 3 segundos, e deixado isolado de movimento até a sua tonalidade retornar a cor transparente novamente, foram obtidos os seguintes dados:

Td 1ª análise 1 min 54 s 2ª análise 2 min^25 s 3ª análise 2 min 14 s

Conforme observação experimental o tempo de descoramento, perante mesmas condições de agitação, se mantém em uma faixa de tempo próxima aos 2 min. Então, a primeira hipótese perante a mudança de comportamento do líquido está atrelada ao tempo de agitação, “será que se agitarmos o composto com pouca força ou por muito tempo o mesmo irá ficar menos ou mais azulado? ”, essa pergunta se atrela a hipótese 3 (H3) sugerida pela apostila. Como fator de prova, testes foram realizados agitando o líquido por um tempo longo e foi

perceptível que ele tem um limite de coloração e que mesmo perturbando-o por mais tempo a sua cor não ultrapassa o determinado limite de concentração, esta característica pode representar um estado de saturação para o fluido ‘X’, agitando-o por menos tempo a tonalidade, de forma análoga, não ficou tão aparente, ou seja, essa hipótese não se sustenta, porque o esperado seria uma maior intensidade na cor atrelada ao tempo de agitação, mas o estado de saturação refuta esta tese.

Outra hipótese que pode vir a mente do experimentador é sobre o contato das bordas do erlenmeyer com o líquido. Agitando a solução desconhecida vagarosamente sobre a vidraria com o objetivo de aumentar a superfície de contato com o composto foi evidente que, apesar de mudar pouco de tonalidade devido à pouca agitação, não foi o suficiente para alterar o fenótipo do fluido, derrubando assim a hipótese (H2) sugerida pelo documento.

Uma teoria paralela seria que o líquido altera a cor devido ao contato com a rolha (H1), uma forma de testá-la é girando, sem agitar, o erlenmeyer de ponta cabeça e ver se há algum fenômeno acontecendo. Conforme experimento, nada foi notado o que leva o experimentador a acreditar que a mudança acontece devido, apenas, a uma agitação do fluido, porém nada ainda se pode concluir.

O estudante pode se perguntar o que então de fato altera a cor do composto, sabendo que o líquido está em um sistema fechado com o vidro, a rolha e um gás que, provavelmente, está localizado acima do dele, como a interação da rolha e da vidraria já foram provadas a sua não interferência, basta analisar o gás desconhecido. A título de comprovação, agitando o líquido e avaliando sua interação com o ambiente é perceptível que bolhas são formadas devido a agitação e, conforme elas vão estourando, a coloração do fluido torna ao incolor, além de que as bordas, onde é localizada a maior concentração das bolhas, é a última parte a clarear, indicando que a interação do gás com o líquido devido a agitação pode ser uma ótima tese para explicar o fenômeno.

A fim de estudar mais o comportamento do líquido com um determinado gás, a rolha foi removida e, inicialmente, nenhum odor foi sentido, não implica dizer que o gás presente seja o próprio ar, pois pode se tratar de algum gás não detectável por humanos, daí a importância do experimentador ter noção de seus limites quanto ser pessoa e não descartar nenhuma possibilidade sem que se prove o contrário. Com o objetivo de eliminar todo o gás presente, com um tubo o aluno deve, cuidadosamente, soprar sobre o composto ‘X’ e rapidamente fechá- lo, após agitado o líquido ainda mudou de tonalidade, o que nos inclina a pensar que algum dos

𝐴𝑧𝑢𝑙 𝑑𝑒 𝑚𝑒𝑡𝑖𝑙𝑒𝑛𝑜(𝑎𝑧𝑢𝑙) + 𝐺𝑙𝑖𝑐𝑜𝑠𝑒  𝐿𝑒𝑢𝑐𝑜𝑚𝑒𝑡𝑖𝑙𝑒𝑛𝑜(𝑖𝑛𝑐𝑜𝑙𝑜𝑟) + Á𝑐𝑖𝑑𝑜 𝐺𝑙𝑖𝑐ó𝑙𝑖𝑐𝑜

Obs: no líquido ainda contém água e soda cáustica (NaOH).

4. Conclusão

Portanto, conclui-se que um líquido ‘X’ reage com o oxigênio presente no ar por meio de uma reação de oxirredução perturbando o equilíbrio e formando azul de metileno, que reage novamente com a glicose e torna ao equilíbrio até que seja perturbado, agitação. Diversos outros experimentos podem ser elaborados por meio do método científico, a qual norteia e auxilia o pesquisador na obtenção de respostas para os fenômenos naturais.

5. Referências Bibliográficas 1. O que o nitrogênio e o oxigênio fazem quando misturados? (n.d.). Scienceaq.com. Retrieved September 26, 2025, from https://pt.scienceaq.com/Chemistry/1004299062.html 2. POPPER, Karl Raimund. A lógica da pesquisa científica. 1. ed. São Paulo: Cultrix, 1972. 6. Questões

6.1. Considere a seguinte explicação para o nosso fenômeno:

H5: Foi um milagre.

Tente provar que não pode ter sido.

Sol. Como base do método científico proposto por Karl Popper, nenhuma afirmação pode ser tida como verdade se não for questionada, provada e demonstrada, acreditar que em um milagre é ficar apenas baseando-se em algo que não pode ser provado, a fé.

6.2. Um sujeito chato teima com você que inicialmente não havia ar no frasco e sim um misterioso gás X, que produz o mesmo efeito. Como essa questão poderia ser resolvida?

Reduz (^) Oxida

Sol. A melhor solução para provar qual hipótese é a verdadeira, com toda certeza, será submetê-los a baterias de experimentos. Uma forma de comprovar seria abrindo o recipiente contendo o líquido e inicialmente vendo se algum som se faz quando abrir a rolha, pois como o gás X estava confiando no franco, uma pressão seria exercida sobre o mesmo e causaria um efeito sonoro do alívio da pressão.

6.3. Ao realizar suas pesquisas, os cientistas levantam muitas questões que, muitas vezes, levam a direções que não faziam parte do projeto original. O desenvolvimento surpreendente da química e da tecnologia geralmente resulta do uso do método científico. Embora ainda não exista um consenso a respeito do que significa, exatamente, “o método científico”. Tente descrever um procedimento genérico.

Sol. Tudo começa com a observação de um fenômeno e a análise como fito de encontrar algum padrão, logo após, há a elaboração de uma hipótese que será submetida a testes experimentais como forma de refutar ou evoluir a tese em questão, se os dados experimentais refutarem, o experimentador deve, a parir das informações obtidas, elaborar uma nova hipótese, já se ratificar a modelo sugerido, construções e embasamentos devem ser melhorados à tese para transformá-lo em uma hipótese que não seja excludente.

6.4. Algumas vezes observa-se uma confusão a respeito dos significados exatos das palavras: hipótese, teoria e lei. Como você diferencia?

Sol. A Hipótese é uma tese que não se sustenta no mundo científico ainda, pois deve ser submetido a experimentações para garantir sua certeza. A Teoria é um estado de evolução da hipótese a qual foi confirmada com dados experimentais, porém pode ser facilmente derrubada até que se prove o contrário. E, por fim, a Lei consiste em uma base científica inquestionável, é um conceito universal para o mundo científico.