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Relatório Experimento 2 Quimica geral experimental 1 UFPE
Tipologia: Trabalhos
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Graziella Leite Brondani Departamento de Química Fundamental, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, Brasil Professora: Suelle Gisian Farias de Assis Data da prática: 11/06/2021; Data de entrega do relatório: 18/06/ Palavras chaves: método cientifico; hipóteses; liquido azul.
Para que pudéssemos explicar certos fenômenos, cientistas utilizaram de métodos investigativos e experimentais para testar e “provar” suas hipóteses. O método científico se apresenta como uma instrução geral a ser seguida para fazer ciência. Cada um com seu método, porém todos começam com a observação, algumas vezes acidentais, e são normalmente realizadas sob condições rigorosamente controladas no laboratório. Os fins do método cientifico é chegar a irrefutável teoria cientifica. A nenhum momento a teoria cientifica é imune a refutações, ela poderá ser melhorada, modificada e reaplicada com o método cientifico afim de não haver questionamentos.
O experimento seguiu-se um roteiro com hipóteses e testes de forma sistemática e observando-se com detalhes cada passo. Um produto desconhecido incolor está dentro de um Erlenmeyer tampado que ao agitar se torna azul e volta a ficar incolor um momento depois, com as hipóteses levantadas e os testes pode-se criar uma teoria de como está ocorrendo a reação. Hipóteses H1: O líquido fica colorido ao entrar em contato com a rolha, que parece impregnada de uma substância azul. H2: Quando o líquido é agitado, aumenta muito o seu contato com as paredes do frasco. Isto torna o líquido azul. H3: A agitação aumenta a energia térmica das moléculas, e isto produz a cor azul. H4: Existe um gás acima do líquido que, ao misturar-se com ele durante a agitação, torna o líquido azul. Testes T1: Faça o líquido entrar em contato com a rolha, mas sem agitá-lo. Deixe-o repousar um pouco e depois agite-o sem deixá-lo tocar na rolha. Observe o que acontece em cada caso, e tire sua conclusão a respeito de H1. T2: Gire o líquido, cuidadosamente e sem agitação, de modo que a superfície de contato com o recipiente aumente. Como fica a hipótese H2? T3: Esfregue um pouco a parede do Erlenmeyer com sua mão para aquecê-la um pouco, mas sem agitar o líquido. Observe o que acontece sobre a viabilidade de H3. T4: Na superfície o líquido está permanentemente em contato com o gás possivelmente existente no frasco. Observe atentamente a superfície do líquido e veja se descobre algum indício de cor azul. Isso gerou uma dúvida na hipótese quatro, assim, criou-se uma nova hipótese a H4’: seria
dois líquidos imiscíveis um incolor, presente em maior quantidade e o outro azul, menos denso, que forma a película azulada da superfície. T4’: Se o liquido for imiscível, ao agitar, ele vai retornar a cor normal de baixo para cima.
Tabela 1. Resultados referentes as hipóteses levantadas. Hipóteses Resultado Sim Resultado Não 1 X 2 X 3 X 4 X H1 - Cuidadosamente colocou-se o liquido em contato com a rolha sem agitar, o liquido continuou o mesmo. H2 - Como era de se esperar girou-se o liquido em contato com as paredes, sem agitar, mostrou-se não alterar cor. H3 - Esquentou-se com o atrito da mão com as paredes do Erlenmeyer, cuidadosamente para não agitar, continuou incolor. H4 - Para definir se existia algum gás especifico que estaria reagindo, trocou-se o Erlenmeyer por um outro vazio. Ao abrir escapou- se o gás contido e colocou-se o liquido no outro. Vimos que o liquido continuou reagindo da mesma forma, isso demostrou que o gás que reagia era o ar ou um dos componentes. H4’ - Ao agitar, as bolhas se foram bem antes do liquido retornar à cor normal, logo se trata de um gás. Com isso, outra dúvida surgiu, seria uma mistura ou uma reação? Para descobrir agitamos novamente o frasco para ver se a descoloração se vai junto com as bolhas. Como não foi o caso, trata-se de uma reação. Logo após foi testado o consumo do gás. Agitamos o frasco 20 vezes, se acontecer uma reação, a pressão do gás vai diminuindo à medida que for consumido. Colocamos um pouco de água destilada na interface do orifício do Erlenmeyer, a queda de pressão faz com que o liquido seja puxado para dentro. Notamos que com o consumo do gás, o liquido foi deixando de ser azul e passa a ser violeta. Os dois gases em abundancia na atmosfera é o Oxigênio e Nitrogênio (20% e 78% respectivamente). Para saber qual gás está reagindo, borbulhamos cada um no liquido. O primeiro testado foi o Nitrogênio, notou-se que o líquido ficou um pouco rosado. Quando testamos o Oxigênio observamos a cor violeta vir à tona. Depois, vimos a influência da temperatura na reação. Deixamos o frasco mergulhado no gelo até chegar aos 14ºC. Agitamos e notamos que o liquido demora aproximadamente 7 minutos para retornar a ser incolor. Logo após, aquecemos o frasco até 52 ºC, no qual vimos que a cor se torna super amarelada e ao agitar nada mais ocorre. Por fim, adicionamos 50 ml de água, utilizando uma proveta, no Erlenmeyer antigo. Novamente, ao agitar, nada ocorre. Aquecemos e nada ocorreu.
Fica claro, portanto, que através do teste das hipóteses, a maior probabilidade é de haver no frasco um gás, o qual faz parte do ar atmosférico. Esse gás é possivelmente o oxigênio, pois o teste do borbulhamento deu positivo para esse gás e negativo para o outro. Com isso, após saber com o que reagiu o liquido incolor poderemos criar outras hipóteses para se identificar qual seria o liquido com outros testes e ferramentas, a teoria criada no experimento só explica como reagiu, mas não quem são os reagentes.
https://www.unicamp.br/~chibeni/textosdidatico s/metodocientifico.pdf [2] A concepção de Método Científico para Mário Bunge – Gilmar Szczepanik