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Prova de Título Comentada Ped 2011, Exercícios de Pediatria

Prova de Título Comentada Ped 2011

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 16/11/2020

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mariana-aparecida-fonseca 🇧🇷

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Título de Especialista
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Questões Comentadas

TEP

Título de Especialista

em Pediatria

(^22) TEP - ComentadoTEP - Comentado

TEP - Comentado 33

OO

Caros colegas,

concurso do TEP vem se firmando há mais de 40 anos como um dos mais conceituados concedidos por Associações Médicas. Os pediatras recém-formados procuram-no como uma forma de qualificar seu conhecimento na especialidade e, os mais experientes como um reconhecimento de sua dedicação a esta área da medicina, fundamental nos países com grande população infantil como o nosso.

De há muito a Sociedade Brasileira de Pediatria tem lutado para manter a credibilidade do nosso Título como um elemento que legitime o exercício da pediatria, mas que também pese efetivamente nos concursos e processos seletivos da especialidade.

O TEP COMENTADO busca atender a necessidade de atualização dos pediatras na atual versão tomando por base a prova aplicada em 2011.

Cordialmente

Dr. Hélcio Villaça Simões Coordenador da CEXTEP

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rado, no quinto dia de vida, por “íleo meconial”. Havia obstrução de íleo com retirada de grande quanti- dade de mecônio muito denso, escuro, viscoso e elástico, lembrando piche. O pós-operatório foi sem anormalidades e a alimentação ao seio materno foi mantida na alta. Na consulta de um mês, o peso era de 3.700g e o abdome mostrava-se distendido, com queixa ma- terna de que o recém-nascido apresentava fezes explosivas e muita eliminação de gases. A etiologia mais provável para o quadro e com pior prognóstico quanto à evolução é: (A) formação de brida intestinal pós-ope- ratória, com risco de novas obstruções (B) aganglionose neuronal intestinal congênita, provocando futuras obs- truções (C) torção mecânica de íleo pelo peso do mecônio espesso, sem risco de recidivas (D) alergia não mediada por IgE pelo leite de vaca ingerido pela nutriz com possíveis enterorragias futuras (E) espessamento do muco intestinal por falha de transporte do cloro no enterócito e suas possíveis alterações em outros sítios

Adolescente de 14 anos, sexo mas- culino, é levado à emergência por sua mãe, em virtude de “vômitos e dor na virilha” há duas horas. Relata que estava jogando futebol e, ao chegar em casa, vomitou duas vezes e começou a sentir dores na região pélvica. Exame

físico: afebril, discreta palidez, fácies de dor, FC: 80bpm, dor hemiescrotal esquer- da com irradiação para a região inguinal e baixo ventre, com reflexo cremastérico ausente. A hipótese diagnóstica é: (A) epididimite (B) torção testicular (C) orquite traumática (D) hérnia inguinal encarcerada (E) torção do apêndice testicular

Pré-escolar de quatro anos apresenta quadro de tosse, febre, vômitos e dispneia há quatro dias. Exame físi- co: taquipneia, tiragem subcostal e cianose. Radiografia de tórax: pneumonia extensa. A gasometria arterial, colhida antes da administração de oxigênio, revela: pH: 7,26; pO 2 : 67mmHg; pCO 2 : 38mmHg, bicarbonato: 14mEq/l. Dian- te deste quadro, pode-se afirmar que o paciente apresenta: (A) acidose mista (B) alcalose mista (C) apenas acidose metabólica (D) apenas alcalose respiratória (E) acidose metabólica e alcalose res- piratória

Lactente de 45 dias de vida apre- senta quadro de tosse há duas se- manas. A mãe informa que a tosse vem piorando progressivamente e que, nos últimos dias, tem atrapalhado as mamadas. Exame físico: bom estado geral, afebril, FR: 65irpm, estertores difusos à ausculta pulmonar, ausência de tiragem, restante sem alterações.

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Hemograma: aumento do número de eosinófilos. A principal hipótese diag- nóstica nesse caso é: (A) coqueluche (B) bronquiolite viral (C) síndrome de Loeffler (D) bronquite eosinofílica (E) pneumonia por clamídia

Num alojamento para vítimas de en- chentes, várias crianças começaram a apresentar diarreia com vômitos, febre e fezes líquidas em grande volume e frequência, sendo tratadas com soro oral. O médico responsável pelo local solicitou exame da água e dos alimentos que eram servidos, em dias alternados e em amostras aleatórias, de alguns dos pratos e conteúdos de copos, bem como análise das evacuações de alguns pacien- tes. Enquanto aguarda os resultados, a ação a ser tomada será: (A) clorar a água do alojamento (B) recomendar a remoção de todos do local (C) dar ciprofloxacina oral para todas as crianças (D) vacinar as crianças e idosos contra rotavirose (E) dar metronidazol para todas as crianças e idosos

Lactente de oito meses apresenta pápulas eritematosas, vesículas e pústulas disseminadas, e acometi- mento de palmas e plantas, sem sintomas sistêmicos. A mãe tem lesões semelhantes na região inframamária e

antebraços, com prurido principalmente noturno. O tratamento indicado é: (A) ivermectina sistêmica na dose de 100 a 200mcg/kg em dose única (B) hexaclorogamabenzeno (lindano) topicamente em uma única aplicação (C) corticoide tópico e anti-histamínico sistêmico, e tratamento dos contatos (D) benzoato de benzila 25% diluído ao meio em água e aplicado durante três noites consecutivas (E) enxofre a 5-10% em creme, loção cremosa ou vaselina, aplicado du- rante três noites e repetido após uma semana, ou permetrina a 5% em única aplicação

Recém-nascido de termo, Apgar 9 e 10, com peso de nascimento de 3.600g, em aleitamento materno exclusivo, apresentou icterícia, ne- cessitando fototerapia no terceiro dia de vida, quando apresentava peso de 3.100g. Os exames laboratoriais afastaram a hipótese de infecção, incompatibilidade sanguínea e deficiência de G6PD. A con- duta indicada é: (A) introduzir fórmula láctea (B) iniciar hidratação venosa (C) estimular o aleitamento materno (D) suspender o aleitamento materno (E) oferecer solução glicosada a 5% por via oral

Com base nas III Diretrizes para Tu- berculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, responda às questões de nºs 8 e 9.

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(E) solicitar de imediato a quantifica- ção do RNA viral plasmático do recém-nascido a fim de descartar a possibilidade de infecção ainda no primeiro mês de vida

Escolar de oito anos, sexo mas- culino, é levado por sua mãe ao ambulatório por causa de febre. Relata que, há quatro dias, surgiu febre (tax: 38,5°C), dor de cabeça refratária aos analgésicos, vômi- tos, inapetência e cansaço intenso. Exame físico: tax: 37,9°C, ictérico +/4+, palidez cutâneomucosa, desconforto abdominal à palpação em hipocôndrio direito, fígado a 3cm do RCD. Exames complementares: BT: 4,5mg/dl, BI: 0,5mg/dl, BD: 4mg/dl, ALT(TGP): 800 UI/l, AST(TGO): 500UI/l. Marcadores virais: anti-HAV total +, anti-HAV IgM +, HBsAg -, anti-HBsAg +, anti-HBc IgM -, Hbe Ag – e anti–HCV -. A hipótese diagnóstica é hepatite por vírus: (A) A (B) B (C) C (D) D (E) E

Lactente de dois meses, nascido de parto domiciliar e nunca va- cinado, com quadro provável de imunodeficiência congênita, em boas condições clínicas, é levado ao posto de saúde para receber orientação quanto à vacinação. A conduta adequada é: (A) não aplicar nenhuma vacina (B) aplicar todas as vacinas, exceto BCG

(C) aplicar todas as vacinas indicadas para a idade (D) aplicar somente vacinas de agentes inativados (E) aplicar somente vacinas com agentes atenuados

Durante a avaliação de dois ir- mãos, o pediatra não encontra nenhuma anormalidade, e, no exame das características sexuais secundárias, descreve que o menino (M) de 12 anos apresenta pênis com carac- terísticas infantis, ausência de pelos na região genital e testículos com 3cm de comprimento no maior eixo bilateralmen- te (5 cm 3 ), enquanto a menina (F) de 10 anos apresenta tecido glandular mamário de 1,5cm de diâmetro subareolar à direita e ausência de tecido glandular à esquerda (segundo a mãe, a mama do lado direito apareceu há dois meses), ausência de pelos na região genital. De acordo com os critérios de Tanner, o estadiamento puberal de M e F, respectivamente, são: (A) M: G1 P1/ F: M1 P (B) M: G2 P1/ F: M2 P (C) M: G1 P0 / F: M1 P (D) M: G2 P0 / F: M2 P (E) M: G0 P0 / F: M0 P

Lactente de três meses sobrevive em nutrição parenteral total após ressecção ampla de intestino delgado, pós-enterocolite necro- sante. Está muito ictérico, com bilirrubina total de 9mg/dl e direta de 5,4 mg/dl. A causa mais provável para o quadro é:

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(A) uso crônico da nutrição parenteral total (B) falta de micronutrientes injetáveis no mercado (C) excesso de alumínio nos aminoácidos injetáveis (D) excesso de lipídios de cadeia longa nas formulações (E) hepatite viral por contaminação das soluções injetáveis

Adolescente de 17 anos, grávida de 39 semanas, dá entrada na maternidade em franco trabalho de parto. Anamnese: G:1, P:0, realizou oito consultas de pré-natal, sem intercorrências durante a gestação. Soro- logias para sífilis, HIV, toxoplasmose e ru- béola: não reatoras. Exame físico: máculas eritematosas, pápulas, vesículas e algumas pústulas na face, tronco e abdome. Se- gundo a paciente, essas lesões surgiram há dois dias e são muito pruriginosas. Em função da doença materna, a conduta em relação ao recém-nascido é isolamento de contato dos demais recém-nascidos: (A) aleitamento artificial e administrar aciclovir IV (B) manter aleitamento materno e ad- ministrar aciclovir IV (C) manter leite materno e administrar imunoglobulina para varicela-zoster até 96h de vida (D) isolar da mãe, administrar leite arti- ficial e imunoglobulina para varicela- zoster até 96h de vida (E) manter aleitamento materno, admi- nistrar aciclovir IV e imunoglobulina para varicela-zoster até 96h de vida

Recém-nascido de cinco dias de vida apresenta quadro de palidez cutâneo-mucosa, exantema pe- tequial, hepatoesplenomegalia, icterícia de 2+/4 até zona III de Kramer e microcefalia. A ultrassonografia trans- fontanela revela dilatação ventricular e calcificações intracranianas periventricu- lares. A principal hipótese diagnóstica e o tratamento indicado são, respecti- vamente: (A) citomegalovirose congênita – aciclovir (B) toxoplasmose congênita – espiramicina (C) citomegalovirose congênita – ganciclovir (D) parvovirose congênita – concentrado de hemácias e plaquetas (E) toxoplasmose congênita – sulfadia- zina e pirimetamina associadas a ácido folínico

Dois irmãos adolescentes procu- ram o pediatra para saber por que a altura deles é tão diferente. A adolescente(F) de 18 anos, menarca há cinco anos, já parou de cres- cer há dois anos, está com 162cm, e o adolescente(M), com 20 anos, também já parou de crescer há dois anos, está com 175cm. A mãe deles tem 157cm e o pai, 180cm. Neste caso, pode-se afirmar que: (A) a altura de F foi acima da esperada para a altura dos pais (B) a altura de M foi abaixo da esperada para a altura dos pais (C) não se pode afirmar nada, pois os pais têm alturas muito diferentes (D) as alturas de M e F foram as espe- radas de acordo com a altura dos pais

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(C) Treponema pallidum (D) Chlamydia tracomatis (E) Haemophilus ducreyi

Lactente de sete meses, sexo masculino, teve início súbi- to de febre (tax: 38,9°C), acompanhada de convulsão tônico-clônica generalizada, que du- rou 10 minutos. No hospital, o exame físico mostra tax: 38,5°C, sinais vitais estáveis, sonolência alternada com irri- tabilidade e ausência de sinais neuroló- gicos focais. Cerca de 40 minutos após sua chegada ao hospital, o paciente evoluiu para inconsciência. A conduta imediata é: (A) realizar punção lombar (B) iniciar antibioticoterapia (C) investigar laboratorialmente sepse (D) tranquilizar os pais sobre a crise febril (E) aplicar dose de ataque de fenobar- bital IV

Recém-nascido de quatro ho- ras de vida apresenta, desde o nascimento, quadro de ta- quipneia e cianose. História perinatal: GIG, 38 semanas de idade gestacional de acordo com a data da última menstruação materna, nascido através de operação cesariana na au- sência de trabalho de parto prévio. Radiografia de tórax: discreta hipe- rinsuflação com aumento da trama vascular peri-hilar bilateral e pequena lâmina de derrame pleural à direita. Gasometria: hipoxemia e hipocapnia.

A principal hipótese diagnóstica e a con- duta indicada neste momento incluem, respectivamente: (A) lesão de ducto torácico – drenagem torácica em selo d’água (B) taquipneia transitória – administra- ção de oxigênio por capacete (C) taquipneia transitória – administra- ção de óxido nítrico por via inalatória (D) pneumonia neonatal – administração de ampicilina e gentamicina venosas e surfactante traqueal (E) lesão de ducto torácico – dieta com triglicerídeos de cadeia média e acompanhamento com radiografias seriadas

Lactente de seis meses, por- tador de tetralogia de Fallot, apresenta, pela manhã, logo após despertar, quadro de agi- tação, choro inconsolável, hiperpneia e cianose intensa e progressiva, evoluindo para síncope. Durante estas “crises”, a conduta terapêutica tem como principal objetivo: (A) aumentar a resistência vascular pul- monar (B) reduzir a resistência vascular sistêmi- ca e pulmonar (C) aumentar a resistência vascular sis- têmica e pulmonar (D) reduzir a resistência vascular sistêmi- ca e aumentar a resistência vascular pulmonar (E) aumentar a resistência vascular sistê- mica e reduzir a resistência vascular pulmonar

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Adolescente de 15 anos, sexo feminino, é levada ao ambula- tório por seus pais, preocupa- dos com sua magreza. Relatam que a filha apresenta medo intenso de ganhar peso, analisa todas as calorias dos alimentos que vai ingerir, está sem- pre procurando sites de alimentação na internet com objetivo de se manter abaixo de 40 kg. Exame físico: emagre- cida, palidez cutâneo-mucosa, P: 39,5kg (abaixo de p3), altura:1,58m (p50), IMC: 15,8, FC: 48bpm, t ax: 36°C, PA: 100 x 65mmHg. Estadiamento de Tanner: M4P4. A hipótese diagnóstica mais provável é: (A) bulimia (B) neofobia (C) ortorexia (D) anorexia nervosa (E) adolescência normal

Pré-escolar de quatro anos apre- senta dor de ouvido unilateral ao tirar a camiseta para se preparar para o banho noturno. A mãe, aflita, não sabe se coloca gotas para dor de ouvido ou se dá analgésicos. O pré-escolar não apresenta elevação de temperatura (tax 36,8°C), alimentou- se bem e brincou muito durante o dia, tendo ficado na piscina por três horas. A principal hipótese diagnóstica é: (A) mastoidite (B) otite externa (C) otite média aguda (D) nevralgia do trigêmio (E) efusão do ouvido médio

Questão anulada.

Escolar de nove anos apre- senta quadro de febre alta (tax: 40°C), amigdalite pul- tácea, petéquias em palato, exantema micropapular difuso com intensificação nas dobras flexurais e pa- lidez peribucal, que se iniciou há cinco dias. A principal hipótese diagnóstica e a conduta indicada neste caso incluem, respectivamente: (A) mononucleose infecciosa – prescrição de sintomáticos (B) mononucleose infecciosa – prescrição de prednisona oral (C) escarlatina – administração de peni- cilina por via parenteral (D) doença de Kawasaki – administração venosa de imunoglobulina (E) escarlatina – prescrição de sulfame- toxazol – trimetoprim por via oral

Recém-nascido de quatro dias de vida, em aleitamento materno exclusivo, apresenta quadro de apatia, dificuldade para mamar, alguns episódios de vômitos e taquipneia. Deu entrada na emergência com quadro de acidose metabólica, sendo transferido, em algumas horas em coma, para o CTI. A mãe informa que, por sugestão de uma amiga, fez dieta vegetariana, pois não queria seu filho contaminado

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to peniano e pelos na região genital de seu filho. Nega outras queixas. Exame físico: pelos grossos, encaracolados em púbis e bolsa escrotal, pênis com cerca de 7,5cm de comprimento com aumento do diâmetro e testículos de 2cm 3 bilate- ralmente. Em relação à possível etiologia do quadro, a hipótese mais provável é: (A) tumor de testículo (B) tumor de suprarrenal (C) hamartoma hipotalâmico produtor de GnRH (D) adenoma hipofisário produtor de gonadotrofinas (E) puberdade precoce idiopática isos- sexual verdadeira

Pré-escolar de três anos foi le- vado a consulta por não comer verduras. A mãe se esforçava muito com prêmios, brincadei- ras, distração (TV na hora das refeições) e já o havia castigado, mas a criança não aceitava nenhum “verdinho”. Este problema é conhecido como: (A) neofobia, comum na idade (B) megaloblastose, carência de folatos (C) birra, defeito de personalidade grave (D) escorbuto, deficiência de ascorbatos (E) mimo, excesso de cuidados maternos

Segundo o Código de Ética Médica (CEM), responda às questões de nos^ 36 e 37.

Médico, professor de uma fa- culdade de medicina, durante aula prática na enfermaria de pediatria, é procurado por dois

alunos do nono período com a seguinte reclamação: a mãe do paciente pré-escolar que teriam de examinar, não permitiu que o examinassem, alegando que o mesmo já fora examinado por dois médicos naquele mesmo dia. A orientação adequada a ser dada aos alunos pelo professor é conver- sar com o responsável e explicar-lhe que: (A) trata-se de um hospital de ensino e, portanto, não poderia haver aquele tipo de negativa (B) durante a internação, o responsável pelo paciente é o médico assistente, não podendo ser negado o exame para treinamento, exceto nos casos graves (C) é seu direito não consentir o exame do seu filho pelos alunos já que os mesmos não seguiram os preceitos éticos de abordagem do paciente, que é somente um aluno por vez (D) é seu direito não consentir o exame do seu filho pelos alunos, mas esse procedimento poderá acarretar a transferência de seu filho para outro hospital que não seja de ensino (E) é seu direito não consentir o exame do seu filho pelos alunos, mas tal permissão contribuiria para a ade- quada formação do futuro médico e consequente melhoria do atendi- mento à população

Os pais de um adolescente portador de doença crônica incurável, em estado terminal, procuram o médico assistente e lhe pedem que não prescreva mais exa- mes ou mesmo medicamentos que não

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sejam para aliviar a dor e o sofrimento. Solicitam ainda que não use manobras de ressuscitação caso aconteça uma parada cardiorrespiratória (PCR), pois esse era o desejo do paciente: “morrer com dignidade”. O médico concorda com a família e diz que assim procederá, pois assim também entende e que, se estiver presente, não tentará reverter a PCR. Neste caso, é correto afirmar que o médico: (A) só deverá aprovar a solicitação se houver aquiescência da justiça e de junta médica (B) só deverá respeitar o pleito se houver concordância da justiça ao pedido por escrito da família (C) fez bem em acatar o desejo da família e do paciente, estando respaldado pelo contido no CEM atual (D) só deverá concordar com a súplica após avaliação e anuência de junta médica convocada por ele ou pela família (E) não poderá atender ao pedido da família e do paciente, pois dessa maneira estará transgredindo o que diz o CEM atual

Pré-escolar de dois anos, sexo feminino, apresenta episó- dios noturnos frequentes de agitação e gritos. A mãe relata que os episódios ocorrem duas a três horas após o início do sono e duram poucos minutos. Durante o quadro, a criança não atende chamados e parece confusa. Ao final do episódio, ela volta a dormir tranquilamente. Na manhã

seguinte, a paciente não se recorda dos episódios. O diagnóstico mais provável é: (A) terror noturno (B) cólicas noturnas (C) epilepsia rolândica (D) apneia obstrutiva do sono (E) epilepsia parcial complexa

Recém-nascido apresenta, no primeiro minuto de vida, quadro de apneia e bradicardia, desvio do ictus para a direita, abdome escavado e presença de ruídos hidroaé- reos à ausculta do hemitórax esquerdo. A conduta formalmente contraindicada no decorrer do atendimento deste recém- nascido, ainda na sala de parto, é: (A) intubação traqueal (B) cateterismo umbilical (C) massagem cardíaca externa (D) administração intratraqueal de adre- nalina (E) ventilação com balão autoinflável e máscara

Adolescente de 15 anos vai a consulta de emergência, acom- panhada dos pais. A mãe insiste em conversar pessoalmente com o médico e saber do que a adolescente se queixou especialmente para ele. O sigilo médico tem de ser preservado, mas pode ser rompido na seguinte situação: (A) ideias suicidas (B) comportamento agressivo (C) experimentação de drogas (D) prescrição de anticoncepcional (E) atividade sexual da adolescente

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pé devido a contrações musculares rápi- das e frequentes, envolvendo diferentes grupos musculares sucessivamente. Dos exames abaixo, o mais importante para o esclarecimento do diagnóstico é: (A) biópsia de medula óssea (B) nível sérico de alfafetoproteína (C) tomografia computadorizada de crânio (D) excreção urinária dos ácidos homo- vanilíco e vanililmandélico (E) hemograma completo com análise da lâmina de sangue periférico

Lactente de um ano é levado a atendimento em unidade básica de saúde devido a quadro de in- fecção de vias aéreas superiores. Durante o atendimento, a mãe informa que o lactente foi recentemente adotado por ela, pois perdeu seus pais durante uma enchente na cidade onde morava. A mãe adotiva informa estar apreensiva, pois não sabe quais as vacinas que o menino recebeu até aquela data, já que todos os documentos do lactente foram perdidos, inclusive o cartão vacinal. Exame físico: presença de cicatriz vacinal em braço direito e FR: 38irpm. O médico decide, corretamente, atualizar a situação vacinal do menino. Todas as vacinas indicadas para o primeiro ano de vida serão apli- cadas neste momento, com exceção de: (A) tríplice viral (B) BCG e tríplice viral (C) BCG e vacina contra rotavírus (D) tríplice viral e vacina contra rotavirus (E) BCG, tríplice viral e vacina contra rotavírus

Recém-nascido a termo, de parto normal, sexo masculino, choro forte ao nascer, pesando 3.400g, apresenta boas condi- ções de vitalidade. Com 10 horas de vida, foi apontado pela auxiliar ao mé- dico de plantão do alojamento conjunto como tendo mamado muito pouco em duas ocasiões. Segundo anotação da auxiliar, ele dormia muito. O teste de glicemia à beira do leito resultou em 45mg/dl. A conduta adequada neste caso consiste em: (A) dar leite ordenhado da própria mãe, em copinho, de 3/3h (B) realizar glicemia de 3/3h e dar 10ml de fórmula láctea SOS (C) fazer complemento de fórmula láctea após as mamadas ao seio (D) não realizar glicemia de 3/3h e deixá- lo mamar no seio materno quando acordado (E) realizar “flush” de 10mg/kg de glicose venosa e manter hidratação venosa com taxa de infusão de 5mg/kg/min de glicose

Adolescente de 13 anos vem à consulta com queixa de gine- comastia há seis meses e pênis pequeno. Exame físico: gine- comastia, obesidade moderada, pênis embutido, restante sem anormalidades. Estadiamento de Tanner: P2G3. A con- duta adequada é: (A) encaminhar para endocrinologia (B) pedir exame de cromatina sexual (C) solicitar tomografia computadori- zada de crânio

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(^1818) TEP - ComentadoTEP - Comentado

(D) indicar cirurgia para a correção de ginecomastia (E) observar a evolução da ginecomastia por mais um ano

Adolescente de 16 anos, afe- bril, é visto em estado de estu- por depois de uma convulsão generalizada, que durou 10 minutos. Sabe-se que ele é usuário ocasional de maconha. Como parte da avaliação, você solicita uma tria- gem para drogas. A droga que tem a maior probabilidade de ter causado a convulsão é: (A) teofilina (B) cocaína (C) barbitúrico

(D) prometazina (E) difenidramina

Pré-escolar de cinco anos é le- vada a atendimento devido ao aparecimento, há duas semanas, de pápula eritematosa de cresci- mento centrífugo no tronco. Exame físico: lesão circular, bem delimitada, de 3cm de diâmetro no tórax, mais descamativa na periferia, centro claro e prurido local. Restante do exame físico sem anormali- dades. A principal hipótese diagnóstica é: (A) psoríase (B) estrófulo (C) tinea corporis (D) eczema atópico (E) impetigo bolhoso

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Questão1Questão 1

Adolescente, 14 anos, sexo masculino, vem à consulta porque é o mais baixo da turma. Anamnese pregressa: sem agravos à saúde, menarca materna: 13 anos. A altura do pai: 166cm, altura da mãe: 158cm. Exame físico: peso: 48kg, altura 151cm. Estadiamento puberal: G2P2. Alturas anteriores: 11 anos: 131cm, 12 anos: 136cm, 13 anos: 143cm. Consi- derando o caso acima, responda:

ITEM A – Plote os dados antropométri- cos nos gráficos apresentados a seguir (altura e IMC) ITEM B – Cite a principal hipótese diagnóstica ITEM C – Considerando as dificuldades regionais de acesso à exames comple- mentares, cite o exame fundamental para confirmar a sua hipótese