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Prova de Título Comentada Ped 2013, Exercícios de Pediatria

Prova de Título Comentada Ped 2013

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 16/11/2020

mariana-aparecida-fonseca
mariana-aparecida-fonseca 🇧🇷

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Comentadas
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Título de Especialista
em Pediatria
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Baixe Prova de Título Comentada Ped 2013 e outras Exercícios em PDF para Pediatria, somente na Docsity!

Questões Comentadas

TEP

Título de Especialista

em Pediatria

Material destinado a profissionais da saúde. Proibida a distribuição a consumidores. NOTA IMPORTANTE proporcionando não somente benefícios nutricionais e de proteção, como também afetivos. É O aleitamento materno é a melhor opção para a alimentação do lactente, fundamental que a gestante e a nutriz tenham uma alimentação equilibrada durante a gestaçãoe a amamentação. O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês e a partir desse momento deve-se iniciar a alimentação complementar mantendo o aleitamento materno até os 2anos de idade ou mais. O uso de mamadeiras, bicos e chupetas deve ser desencorajado, pois pode prejudicar o aleitamento materno e dificultar o retorno à amamentação. No caso de utilização deoutros alimentos ou substitutos de leite materno, devem-se seguir rigorosamente as instruções de preparo para garantir a adequada higienização de utensílios e objetos utilizados pelo lactente,para evitar prejuízos à saúde. A mãe deve estar ciente das implicações econômicas e sociais do não aleitamento ao seio. Para uma alimentação exclusiva com mamadeira será necessáriamais de uma lata de produto por semana, aumentando os custos no orçamento familiar. Deve-se lembrar à mãe que o leite materno não é somente o melhor, mas também o mais econômico alimentopara o bebê. A saúde do lactente pode ser prejudicada quando alimentos artificiais são utilizados desnecessária ou inadequadamente. É importante que a família tenha uma alimentação equilibrada eque, no momento da introdução de alimentos complementares na dieta da criança ou lactente,respeitem- se os hábitos culturais e que a criança seja orientada a ter escolhas alimentares saudáveis.Em conformidade com a Lei 11.265/06; Resolução ANVISA n° 222/02; OMS - Código Internacional de Comercialização de Substitutos do Leite Materno (Resolução WHA 34:22, maio de 1981); e Portaria M.S.n° 2.051 de 08 de novembro de 2001.

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Caros colegas,

e há muito a Sociedade Brasileira de Pediatria vem lutando para manter a credibilidade do nosso Título como um elemento que legitime o exercício da Pediatria, mas que também valorize efetivamente a participação nos concursos e processos seletivos da especialidade.

Você esta recebendo as questões comentadas da prova do Titulo de Especialista em Pediatria (TEP/2013), nele consta uma visão do desempenho dos candidatos como um todo e o seu em particular, incluindo o percentual de candidatos que optaram por cada alternativa das questões de múltipla escolha.

A Sociedade Brasileira de Pediatria parabeniza-o pelo esforço em conquistar o TEP, hoje um compromisso com a boa prática pediátrica e um elemento importante de valorização profissional.

Cordialmente,

Dr. Hélcio Villaça Simões Coordenador CEXTEP 2013/

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PROVA TEÓRICA

Adolescente de 17 anos, masculino, cliente do mesmo pediatra desde o nascimento, solicita que o médico faça um atestado médico por motivo de doença com duração de sete dias, pois vai viajar com os pais para Orlando e as- sim, perderá a primeira semana de aula. A última consulta do paciente foi há três meses e o pediatra emite o atestado. Ba- seado no Código de Ética Médica (CEM) vigente podemos afirmar que o pediatra: (A) agiu corretamente pois conhece todo o histórico médico do paciente e mantém a boa relação médico- -paciente (B) agiu corretamente pois o CEM garan- te que a decisão final é do médico e não há risco de vida na situação (C) transgrediu o CEM já que é vedado ao médico expedir documento médi- co que não corresponda à verdade (D) transgrediu o CEM já que os re- presentantes legais deveriam estar presentes (E) agiu corretamente pois o médico deve respeitar a autonomia do paciente

ANULADA

Escolar de nove anos, sexo feminino, é trazida ao pediatra com dores arti- culares. Há dois dias apresentou qua- dro de dores em punhos, tornozelos

e joelhos, tendo procurado a emergência aonde prescreveram ácido acetil-salicílico e solicitaram exames complementares. Mãe relata que as dores sumiram, mas surgiram diversos caroços no corpo de sua filha. Exame físico: bom estado geral, afebril e corada. ACV: RR 2T BNF, sem sopros, FC: 84bpm; presença de nódulos indolores em topografia de proeminências ósseas e tendões. Exames laboratoriais: Hb: 13,2g/dl, leucócitos: 12.000/mm³ sem desvio para a esquerda, VHS: 50 mm/1ª hora e ASLO: 1.250U Todd. Com base no quadro clínico descrito, o exame complementar que deve ser soli- citado com urgência é: (A) ecocardiografia (B) eletrocardiograma basal (C) ultrassonografia dos nódulos (D) ressonância magnética de ossos longos (E) tomografia computadorizada de grandes articulações

Escolar de seis anos, sexo masculino, é levado à emergência pela equipe de socorro pré-hospitalar após acidente envolvendo colisão de veículos. Pa- ciente não usava cinto de segurança e a colisão foi lateral, atingindo o lado em que a criança estava sentada. Ao dar entrada na emergência, paciente apresentava-se: hipocorado, com dificuldade para respi- rar; FR: 42irpm, saturação de O 2 : 92%, PA: 96 x 60mmHg, FC: 120 bpm, pulsos palpáveis, com dificuldade de ausculta do murmúrio vesicular em hemitórax es- querdo. Presença de imobilização cervical. Escala de coma de Glasgow: 7. Baseado

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na avaliação inicial deste paciente, o primeiro procedimento a ser realizado é: (A) toracocentese de alívio à esquerda (B) acesso venoso central (C) intubação orotraqueal (D) punção intra-óssea (E) analgesia

Lactente de seis meses, sexo mascu- lino, é trazido à emergência por sua mãe que relata que há 12 horas seu filho está irritado, mamando menos, pálido e suando muito. Não há relato de febre ou qualquer sinal de infecção. Exame físico: afebril, sugando a chupeta com ansiedade, pálido, irritado, FC: 250bpm, pulsos palpáveis, FR: 60irpm, PA: 90 x 50mmHg, com boa entrada de ar nos pulmões, saturação de O 2 : 100% em ar ambiente. O monitor cardíaco evidencia complexos QRS estreitos com ausência de onda P. Após paciente ser colocado em oxigenioterapia, a droga de escolha a ser utilizada na reversão desse quadro é: (A) atropina (B) lidocaína (C) verapamil (D) adenosina (E) sulfato de magnésio

Pré-escolar de três anos, sexo mascu- lino, é trazido por seus pais à emer- gência pois parece pálido e menos ativo do que o habitual. Relatam que há dois dias apresentou febre de 38,5ºC, vômitos, diarreia com um pouco de sangue e que está urinando pouco nas últimas 12 horas, mesmo em uso de hidratação oral. Exame físico: acentuada palidez, irritabilidade, pouco responsivo e com

acentuada sensibilidade à palpação abdo- minal. FC: 130bpm, FR: 36irpm, PA: 85 x 55mmHg. Exames laboratoriais: Hb:6g/dl, Ht:25,6%, leucometria:15.000/mm³ (bastões15%, segmentados 65%); plaque- tas: 95.000/mm³, Na+: 135mEq/L, K+: 3,8mEq/L, creatinina: 5,2mg/dl, uréia: 108 mg/dl. EAS: 35 hemácias/campo. A hipótese mais provável é: (A) glomerulonefrite aguda (B) insuficiência renal crônica (C) leucemia linfoblástica aguda (D) síndrome hemolítico-urêmica (E) púrpura de Henoch-Schonlein

Para o diagnóstico da Doença de Kawasaki usa-se a presença de febre por mais de cinco dias de duração e a presença de quatro dos cinco critérios maiores. Assinale entre as opções abaixo, aquela que apresenta quatro dos critérios maiores: (A) edema de mãos e pés, hiperemia da conjuntiva ocular, exantema, adenite cervical (B) descamação palmo plantar, esple- nomegalia, adenomegalia cervical, petéquias (C) descamação peri-ungueal, adenome- galia, hepatomegalia, artralgia (D) aneurisma coronariano, tromboci- tose, PCR elevado, exantema (E) exantema polimorfo, piúria estéril, esplenomegalia, icterícia

O Manual de Dengue do Ministério da Saúde (Diagnóstico e manejo clínico – criança; 2011) orienta o uso da fórmula de Holliday & Segar

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(C) aplicar CPAP com ventilador mecâ- nico manual em T e máscara facial (D) observar por dez minutos e, se não melhorar, oferecer oxigênio (E) aplicar CPAP com balão auto-inflável e tubo traqueal

Recém-nascido a termo, pesando 3000g, nasceu em boas condi- ções clínicas, sendo encaminhado ao alojamento conjunto. No se- gundo dia de vida, começou a apresentar cianose, necessitando transferência para UTI. Exame físico: RCR 2T BNF, FC: 140bpm, FR: 48irpm, teste de hiperóxia: negativo. Radiografia de tórax: trama vas- cular diminuída. A hipótese diagnóstica mais provável é: (A) atresia aórtica (B) hipoplasia de ventrículo esquerdo (C) estenose pulmonar de grau acen- tuado (D) transposição de grandes vasos da base (E) drenagem anômala de veias pulmo- nares

Recém-nascido a termo, 40 se- manas de idade gestacional, mãe primípara, sem intercorrências no pré-natal. Nasceu de parto vaginal em boas condições de vitalidade, pesando 3300g, sendo encaminhado ao alojamento conjunto. Com seis horas de vida apresentou dificuldade para mamar o seio materno. Ao exame físico, apresenta icterícia +/4+ em face e parte superior do tronco, restante do exame normal.

Baseado no quadro clínico descrito, o diagnóstico mais provável e a conduta correta são: (A) icterícia fisiológica; suplementação com fórmula láctea de partida e fototerapia (B) icterícia fisiológica; tipagem sanguí- nea e bilirrubina total e frações e fototerapia (C) icterícia hemolítica; Coombs do recém nascido, dosar substância redutora na urina e fototerapia (D) icterícia hemolítica; Coombs da mãe, suplementação com leite humano de banco de leite e fototerapia (E) icterícia hemolítica; tipagem san- guínea, Coombs da mãe e do recém-nascido, bilirrubina total e frações e fototerapia

Recém-nascido a termo, 40 se- manas de idade gestacional, nasceu de parto vaginal com duas circulares de cordão apertadas. Apgar: 1º min: 2 e 5º min: 4, necessi- tando reanimação em sala de parto e evoluindo com quadro de encefalopatia hipóxico-isquêmica. A medida inicial de suporte na UTI a ser adotada é: (A) hiperhidratar para estimular a diu- rese (B) hiperventilar para reduzir o edema cerebral (C) colocar em hipertermia para estimu- lar a função cerebral (D) fazer reposição volêmica rápida na vigência de hipotensão (E) corrigir a hipoglicemia para evitar o aumento da lesão cerebral

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Prematuro, 35 semanas de idade gestacional, nasceu de parto va- ginal com bolsa rota de 20 horas e líquido amniótico claro. Apgar: 1º min: 8 e 5º min: 8. Com 12 horas de vida, apresentou dificuldade respiratória, hipotonia e instabilidade térmica. Além da coleta de hemograma, a conduta indicada neste caso é colher: (A) hemocultura, líquor e iniciar anti- bioticoterapia (B) hemocultura, líquor e observar por seis horas (C) proteína C reativa, urocultura e aguardar resultados (D) proteína C reativa, urocultura e iniciar antibioticoterapia para gram positivo (E) proteína C reativa, urocultura e iniciar antibioticoterapia para gram negativo

Pré-escolar de quatro anos de idade, do sexo feminino, chega à emergência pediátrica acom- panhada de sua mãe que refere que a menina há dois dias parece estar com o “rosto mais inchado” e mal estar. Exame físico: bom estado geral com ede- ma bipalpebral; ausculta cardíaca normal; PA: 130x90mmHg; ausculta pulmonar: estertores subcrepitantes em bases; ab- domem normotenso, fígado: 2cm do rebordo costal direito; membros inferiores: edema 2+/4+ e pequenas lesões crostosas. Exames laboratoriais: exame de urina: densidade: 1025, pH:5,5; leucócitos: 12/campo, hemácias: 50/campo, albumi- na +. Ureia: 12mg/dl e creatinina: 0,4mg/dl. Radiografia de tórax: aumento discreto de área cardíaca. A hipótese diagnóstica

mais provável e o tratamento inicial para o caso, são, respectivamente: (A) pielonefrite / antibiótico venoso (B) síndrome nefrótica / prednisona via oral (C) síndrome nefrítica / tratamento com digitálico (D) síndrome nefrítica / restrição hídrica, diurético, avaliar a necessidade de anti-hipertensivos (E) síndrome nefrótica / antibiótico devido a possibilidade de peritonite bacteriana espontânea

Lactente de oito meses, sexo feminino, com quadro de febre há sete dias apresenta vômitos incoercíveis há 20 horas. A mãe procura serviço médico de emergência pela terceira vez. Durante interrogatório sobre antecedentes pessoais, ela relata que a paciente teve infecção do trato urinário duas vezes, aos quatro e cin- co meses. Exame físico: regular estado geral e palidez moderada. Exame de urina (coletado por cateterismo vesical): leucocitúria: 50.000UFC/ml, hematúria: 15.000/ml; bacterioscopia: muitas bac- térias. Faz-se o diagnóstico provável de ITU e solicita-se urinocultura com teste de sensibilidade antimicrobiana (TSA). A conduta adequada é: (A) solicitar internação hospitalar, hi- dratação venosa, início imediato de antibioticoterapia venosa (B) solicitar internação hospitalar, hidra- tação venosa e aguardar resultado de urinocultura para iniciar antibio- ticoterapia

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ção, alternando com períodos de letargia. As medidas terapêuticas indicadas, neste caso, são: (A) restrição hídrica, digoxina e captopril (B) oxigenioterapia, sedação e propanolol (C) oxigenioterapia, sedação e furose- mida (D) expansão de volume, digoxina e propanolol (E) oxigenioterapia, restrição hídrica e furosemida

Em relação ao choque sépti- co pediátrico, pode-se afirmar que:

(A) a expansão volêmica em pacientes menores não está indicada pelo risco de edema pulmonar (B) deve-se aguardar os resultados de exames para iniciar antibioticotera- pia criteriosa e específica (C) o débito urinário no paciente pedi- átrico não é critério importante na avaliação do choque séptico (D) uma das características do choque frio é a perfusão capilar periférica rápida, menor que dois segundos (E) do ponto de vista hemodinâmico, apresenta apenas taquicardia, sendo a hipotensão arterial um sinal tardio

Pré-escolar de cinco anos, sexo masculino, é levado à consulta por sua mãe, que afirmando que o “pai da criança estaria mexendo nos genitais do filho”. Relata que está separada do esposo há um ano e que

há quatro meses percebeu alterações de comportamento do filho, como dificulda- des no sono, irritabilidade, enurese, mexer no pênis e a querer ficar sem roupa. Na noite anterior, ao repreender o filho por estar repetindo esse comportamento, ele disse que “o pai tinha ensinado a fazer isso”. A mãe pede ao pediatra um atestado com o diagnóstico de abuso sexual, no qual conste que seu filho não pode mais ficar sozinho com o pai pelo risco de re- petição do suposto abuso. Frente a este relato, além do atendimento a criança, o pediatra deve: (A) encaminhar para avaliação psico- lógica, objetivando o diagnóstico diferencial entre violência sexual por parte do pai e violência psíquica (síndrome da alienação parental) por parte da mãe (B) redigir atestado com o diagnóstico do abuso sexual recomendando a in- terrupção da guarda compartilhada com o pai para proteção da criança (C) notificar a suspeita de abuso sexual ao Conselho Tutelar ou outra ins- tituição cabível (Vara da Infância e Juventude ou Ministério Público) (D) ampliar a anamnese com a criança, fazer o atestado e encaminhar a mãe e a criança à delegacia mais próxima (E) prescrever vacinas indicadas nos casos de abuso sexual e encaminhar para avaliação psicológica imediata

Puérpera jovem e primípara, com seu recém-nascido de termo de dois dias, foi avaliada no aloja- mento conjunto apresentando

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colostro de cor amarronzada. Ao exame, as mamas estavam cheias e os mamilos íntegros. Não havia dor nem presença de nódulos. A conduta, neste caso é: (A) suspender a amamentação, e enca- minhar para investigação com ma- mografia e ecografia mamária, por suspeita de carcinoma intraductal (B) manter a amamentação, pois isto pode ser fisiológico pelo aumento da vascularização e proliferação epitelial dos ductos (C) manter a amamentação, pois os casos de fissuras mamilares decor- rentes de pega incorreta cursam com sangramento (D) manter a amamentação, pois em casos de mastite puerperal por S. aureus não há contraindicação do aleitamento materno (E) suspender a amamentação por sus- peita de ectasia ductal

Pré-escolar apresenta cerca de 15 lesões papulo-eritematosas pruriginosas de 0,5 a 1cm de diâmetro, distribuídas de forma linear na região da cintura, de aparecimen- to há quatro dias, sem outros sintomas. Baseado no caso descrito, o diagnóstico e o tratamento, são, respectivamente:

(A) herpes zoster / aciclovir tópico (B) larva migrans / tiabendazol tópico (C) urticária aguda / corticóide sistêmico (D) molusco contagioso / curetagem das lesões (E) prurigo por insetos / aplicação tópica de corticóides ou anti-histamínicos

Lactente de oito meses, sexo masculino, é trazido à consulta e a mãe relata irritabilidade, choro intenso e coceira à noite. Exame físico: lesões eritemato-papulares de 0,1 a 0,3cm disseminadas no tronco e membros e lesões papulo-vesiculares na região palmo-plantar, com intenso prurido cutâneo. Baseado no quadro clínico, o tratamento indicado é: (A) corticoide tópico (B) clotrimazol tópico (C) ivermectina sistêmica (D) griseofulvina sistêmica (E) permetrina a 5% tópica

Lactente de um mês é levado para consulta de puericultura. A lactante refere que o bebê é muito “bonzinho” e mama de 4 em 4 horas. Está em aleitamento materno (AM) exclusivo. Nasceu pesando 3.000g e medindo 50cm. Testes de triagem neona- tal sem alterações. Exame físico: normal; P: 3450g, C:53cm. A mãe está assustada, pois acha que o bebê não engordou bem. A conduta adequada neste caso é: (A) manter o AM, complementando com fórmula infantil no copinho, já que ganhou pouco peso e cresceu pouco em 30 dias

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pode comparecer por estar de plantão em outra unidade. Pouco depois, ao ser indagado pelo obstetra se outro pediatra poderia fazer o atendimento e as guias do convênio serem preenchidas com o seu nome, já que o colega que poderia ir em seu lugar não atendia ao convenio da parturiente, respondeu que sim e que depois, quando recebesse, repassaria o valor para o mesmo. O bebê apresentou distúrbio respiratório ao nascer, sendo internado na UTI. A família, dias após, suspeitando de que teria havido imperícia no atendimento por parte do pe- diatra, fez denúncia ao Conselho Regional de Medicina, envolvendo os dois pediatras, aquele que constava na folha de sala da paciente e que não prestou atendimento e o outro que efetivamente realizou o aten- dimento. Além disso, fez denúncia na área cível de toda a equipe, incluindo os dois pediatras, solicitando reparação de dano. Com base no CEM em vigor, pode-se afirmar que: (A) somente os dois pediatras infrigiram o CEM (B) somente o pediatra substituto in- fringiu o CEM (C) os dois pediatras e o obstetra in- fringiram o CEM (D) somente o pediatra que emitiu os recibos infringiu o CEM (E) a responsabilidade do médico assis- tente é tão somente pelo ato médico

Recém-nascido a termo, com história de retardo de cresci- mento intrauterino e hipotonia iniciou quadro de hipoglicemia

severa, resistente a terapias convencio- nais. Desenvolveu disfunção hepática grave com icterícia colestática, acidemia orgânica, níveis elevados de ácido láctico e tubulopatia renal. Na história familiar, a mãe relata perda de duas crianças de sexos diferentes, com quadro semelhante. Baseado no quadro clínico descrito, a hipótese diagnóstica é: (A) hiperinsulinismo (B) hiperplasia adrenal (C) glicogenose tipo 1 A (D) doença mitocondrial (E) deficiência de glicose 6 fosfato de- sidrogenase

No calendário de vacinação do Ministério da Saúde do Brasil, aos 12 meses de idade, a criança deve receber a vacina tríplice viral, vacina de vírus vivos atenuados: sarampo, rubéola e caxumba. Quanto à caxumba, o objetivo principal é proteger contra: (A) artrite (B) surdez (C) orquite (D) ooforite (E) meningite

Nas campanhas nacionais de vacinação antipoliomielite, a va- cina utilizada é a oral (VPO) ao invés da injetável (VPI). O motivo principal dessa escolha para controle da poliomielite no Brasil é: (A) o custo financeiro mais baixo da VPO

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(B) a aceitabilidade pelas crianças da via oral (C) a disseminação do vírus vacinal por via fecal-oral (D) a possibilidade de congelar a VPO sem perder sua potência (E) não necessitar de pessoal especiali- zado para sua aplicação

Dentre as linhas de cuidado na atenção integral à saúde da criança propostas pelo Ministério da Saúde do Brasil, temos a aten- ção às doenças prevalentes. Das doenças abaixo, a única que NÃO é considerada como doença prevalente na infância é: (A) diarreias (B) dermatoses (C) tétano neonatal (D) doenças respiratórias (E) sifilis e rubéola congênitas

A prevalência da obesidade tem aumentado de forma acelerada nas crianças brasileiras. Ela pode comprometer de forma significativa a saúde, não só da crian- ça, mas do adulto que ela será. Entre as medidas abaixo, a única que NÃO tem impacto positivo na prevenção da obesidade é: (A) aleitamento materno (B) atividade física regular (C) uso de hipoglicemiante oral (D) reduzir o uso de alimentos proces- sados (E) diminuir o tamanho das porções dos alimentos

As medidas abaixo estão rela- cionadas à segurança da crian- ça em relação à prevenção de acidentes. Assinale aquela que corresponde a uma medida de proteção passiva: (A) tampas de segurança nos medica- mentos (B) porta bloqueadora em cozinhas (C) cinto de segurança nos carros (D) telas de proteção nas janelas (E) grade cercando piscinas

Escolar de sete anos, é levado à emergência pediátrica com histó- ria de febre há 24 horas, sendo que há quatro horas surgiram “pintas vermelhas e manchas roxas nas pernas”. Exame físico: prostado, febril, escala de coma de Glasgow: 14, saturando 95% em ar ambiente; FR: 32irpm, sem esforço respiratório, FC: 140bpm, PA: 90x60mmHg, perfusão capilar periférica: 3 segundos, pulsos periféricos palpáveis, mas de amplitude reduzida; lesões purpú- ricas e petequiais em membros inferiores e abdômen. Levando em consideração a principal hipótese diagnóstica, a conduta inicial deve incluir: (A) antitérmico oral, coleta de hemo- grama completo, coagulograma e PCR (B) acesso venoso periférico, antitérmi- co venoso, coleta de hemograma, coagulograma e PCR (C) acesso venoso periférico, antitérmico venoso, hidratação venosa de manu- tenção, antibioticoterapia venosa, coleta de hemograma e PCR

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desde o nascimento e atualmente chega a demorar cinco/seis dias, sendo várias vezes somente após a realização de ene- mas. Apresenta baixo ganho ponderal, tem episódios de diarreia com fezes líquidas e explosivas e já foi medicado quatro vezes com antibióticos de amplo espectro por apresentar febre de natureza não conhecida. A principal hipótese diagnóstica e o exame complementar indicado para o caso são: (A) fibrose cística / dosagem de eletró- litos no suor (B) aganglionose colônica / colonosco- pia com biópsia (C) refluxo vesico-ureteral / uretrocisto- grafia miccional (D) intolerância à lactose / teste de tolerância à lactose (E) doença celíaca / biópsia por endos- copia digestiva alta

Pré-escolar apresentando há um mês, após um quadro respirató- rio agudo, dores articulares com edema de tornozelos e joelhos. Queixa-se também de cólicas abdominais, tendo evacuado com sangue e muco por duas vezes neste período. A família no- tou, desde o início do quadro, pequenas manchas vermelhas com relevo, palpáveis nas pernas e glúteos (vide foto).

A principal hipótese diagnóstica é: (A) púrpura anafilactoide (B) artrite idiopática juvenil (C) leucemia linfoblástica aguda (D) síndrome hemolítico urêmica (E) púrpura trombocitopência idiopática

Pré-escolar de três anos, sexo fe- minino, é levada ao ambulatório pela mãe, que se queixa de que a criança não come nada, só aceita salgadinhos e guloseimas. A criança só come se for forçada, mas algumas vezes vomita em seguida. As verduras, legumes e frutas aceita experimenta, mas não en- gole, “cospe para fora” (sic). Adora leite com achocolatado, que lhe é oferecido na mamadeira várias vezes ao dia e também durante a noite, já que ela aceita bem. É eutrófica, sem alterações ao exame físico. O diagnóstico provável é: (A) inapetência (B) anorexia infantil (C) neofobia alimentar (D) seletividade láctea (E) transtorno alimentar

Adolescente de 13 anos, em tra- tamento de enurese noturna com acetato de desmopressina (DDA- VP) intranasal há uma semana, é trazido à emergência por apresentar, su- bitamente, crise convulsiva tônico-clônica generalizada com perda de consciência. O exame complementar mais indicado para esclarecimento do diagnóstico é: (A) líquor (B) hemograma

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(C) eletroencefalograma (D) dosagem do sódio sérico (E) ressonância nuclear magnética

Adolescente de 14 anos, sexo masculino, vem à consulta para avaliação de crescimento. Refere ser o mais baixo da turma, há três anos, e que é ridicularizado por to- dos na escola e na rua onde mora. Peso do nascimento: 3.500g, comprimento: 51cm. Altura da mãe: 160cm, altura do pai: 169cm, menarca materna: 13 anos e 6 meses. Exame físico: altura: 138cm (≤ escore -2 e -3), peso: 39kg, IMC: 21, (≥ escore -2 e +1). Tanner: pelugem in- fantil, volume testicular de 2cm³. Exames complementares: idade óssea: 12 anos. Diante deste quadro clínico, a conduta indicada é iniciar reposição com: (A) testosterona (B) etinilestradiol (C) medroxiprogesterona (D) hormônio do crescimento (hGH) (E) hormônio tireoideano (levotiroxina sódica)

Adolescente de 13 anos, sexo masculino, queixa-se de diar- reia e dor abdominal há alguns dias. Mãe relata que há dez dias, após ter passado alguns dias em colônia de férias, seu filho passou a apresentar fezes semi-líquidas a líquidas, duas a três vezes por dia, com algumas raias de sangue e catarro, um pouco de urgência para evacuar e febre baixa não aferida. Exame físico: tax: 37,9°C, palidez

cutâneo-mucosa +/4+, abdomen discreta- mente doloroso em fossa ilíaca esquerda, sem sinais de patologia cirúrgica aguda. Na consulta de retorno, a mãe trouxe os exames solicitados: Hb: 9,3g/dl, Ht: 28%, macrocitose, VHS: 75 mm/1ª hora. En- doscopia baixa: presença de inflamação contínua na mucosa retal e cólon esquer- do. A hipótese diagnóstica é: (A) doença celíaca (B) colite ulcerativa (C) doença de Crohn (D) doença ulcerosa péptica (E) síndrome da polipose juvenil

A síndrome de lise tumoral ocorre quando as células tumo- rais liberam o seu conteúdo na corrente sanguínea, seja como resposta à quimioterapia ou mais rara- mente, de forma espontânea, ultrapassan- do a capacidade de excreção renal. Os achados laboratoriais que caracterizam esta síndrome são: (A) ácido úrico aumentado; potássio aumentado; sódio diminuído; cloro aumentado (B) ácido úrico aumentado; potássio aumentado; sódio aumentado; cloro diminuído (C) ácido úrico aumentado; potássio aumentado; fosfato aumentado; cálcio diminuído (D) ácido úrico diminuído; potássio diminuído; fosfato aumentado; magnésio diminuído (E) ácido úrico diminuído; potássio diminuído; magnésio aumentado; cálcio aumentado

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