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Reações de caracterização dos glicídios
Tipologia: Provas
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Rodolfo Ritchelle Saulo Luz de Carvalho Alan André Diego Shylton João Osiel Francisco Thiago
Objetivou-se nesse experimento realizar reações de: identificação de glicídios, glicídios redutores, diferenciação entre aldoses e cetoses e hidrólise de di e polissacarídeos. Para isso, foram usadas reações com iodo (reagente de lugol ) e reação de Molish; reação de Benedict; reação de Seliwanoff ; hidrólise da sacarose (ácido concentrado) e do amido, respectivamente. Na primeira reação houve a formação de um anel violeta (na interface dos líquidos) quando acrescentado o α-naftol. Com o iodo observou-se uma coloração violeta ao adicionar-se lugol à solução de amido. Na identificação de glicídios redutores, percebeu-se que os compostos que possuíam grupo hemiacetal livre, na presença de reativo de Benedict , tinham caráter redutor. Ao utilizarmos o reagente de Seliwanoff , pode-se diferenciar aldose de Cetose, já que o último reage mais intensamente, formando derivados furfurais de coloração avermelhada. Nas reações de hidrólise de di e polissacarídeos, a sacarose 1% foi colocada em presença de ácido sulfúrico concentrado e sofreu hidrólise, em seguida adicionou-se o
fortes tais como: ácido clorídrico e ácido sulfúrico concentrado para a hidrólise de osídios (oligossacarídeos e polissacarídeos), para melhores estudos de suas unidades mais simples. (VILLELA, 1973).
Essa prática teve como objetivo a caracterização e demonstração das reações clássicas, com o estudo dirigido para os aspectos qualitativos das reações com os glicídios: Identificação de glicídios, identificação de redutores, diferenciação entre aldoses e cetoses, hidrólise de di e polissacarídeos.
Primeiramente realizou-se a reação com reagente de Molisch (solução alcoólica de α-naftol a 5%). Foram preparados quatro tubos de ensaio (A, B, C, D): no tubo A- 1 ml de água destilado; no tubo B- 1 ml e solução de glicose 1%; no tubo C- 1 ml de solução de sacarose; no tubo D- 1 ml de solução de amido 1%. Adicionaram-se a cada tubo duas gotas de reagente de Molisch - agitando-os. Em seguida, sem agitação e pelas paredes dos tubos, foi adicionado 1 ml de ácido sulfúrico concentrado nos mesmos. Os tubos ficaram em repouso na estante durante cinco minutos.
Na prática seguinte - reação com iodo- preparou-se: tubo A-1 ml de água destilada; tubo B - 1 ml de solução de glicose 1%; tubo C- 1 ml de solução de sacarose 1%; e tubo D- 1 ml de solução de amido. A Cada um foi adicionado duas gotas de reagente de lugol e observou-se o que aconteceu. Logo em seguida aqueceu-se rapidamente o tubo D em banho- maria, até mudar a coloração, e resfriando-o logo após, em água corrente.
Na identificação de glicídios redutores fez-se uso de quatro tubos ( A,B,C e D). Tubo A com 1 ml de água destilada. Tubo B com 1 ml de solução de glicose 1%. Tubo C com 1 ml de solução de sacarose 1%. Tubo D com 1 ml de solução de amido 1%. Cada um recebeu 1 ml de reagente de Benedict ( contém citrato de sódio, carbonato de sódio anidro e sulfato de cobre) e, aquecendo-os em banho-maria fervente por 3 minutos, observou-se o que aconteceu.
Para a diferenciação entre aldoses e cetoses usou-se reagente de Seliwanoff (que contém resorcinol diluído em ácido clorídrico). Inicialmente foi posto 3 ml do reagente nos tubos A, B, C e D (cada). Em seguida, 5 gotas de água destilada em A, 5 gotas de solução de
De acordo com a experiência observada, pode-se relatar que: na reação de molish apenas os tubos: B, C e D, apresentaram um anel de cor violeta na interfase entre os líquidos. Já o tubo A, não apresentou o mesmo. Na reação com iodo presente no reagente de lugol, percebeu-se que apenas o tubo D, que continha amido a 1% formou um complexo de cor azul. Logo em seguida aqueceu-se o tubo D até a mudança de coloração (cor inicial) e observou-se que, ao esfriar o tubo em água corrente, ele voltava a ficar com a cor azulada.
Na identificação de glicídios redutores percebeu-se que, ao acrescentar o reativo de Benedict , apenas os tubos B e C que continham glicose e frutose, respectivamente, apresentaram-se com uma cor avermelhada, já os tubos, A e D, água destilada e amido a 1%, respectivamente, não se modificarão.
Na reação de seliwanoff , que diferencia aldoses de cetoses, ao colocar 3 mL do reativo de seliwanoff nos tubos A, B, C, D e aquecer, percebeu-se que apenas os tubos B e D, apresentaram uma cor avermelhada, sendo que o tubo D, mostrou um vermelho menos intenso.
Na reação de hidrólise da sacarose percebeu-se que, apenas o tubo A que continha sacarose e acido sulfúrico concentrado, ao aquecer em banho-Maria durante 3 minutos, mostrou uma cor avermelhada.
O amido quando tratado com ácido, a quente sofre uma sucessão de hidrólises originando dexitrinas. Na tabela 1 abaixo, estão presentes todos os resultados relacionados ao experimento da hidrólise do amido.
TUBO Tempo de reação (min)
Cor com o REATIVO DE LUGOL
AMILODEXTRINA
ACRODEXTRINA
E (^20) AMARELO CLARO ERITRODEXTRINA + ACRODEXTRINA
F (^25) INCOLOR ACRODEXTRINA
MALTOSE
LEGENDA : MIN corresponde a minutos de aquecimento em banho-Maria a 100°C
FONTE: Laboratório de bioquímica da UFPI. Alunos de Farmácia, 2010.
bacterianas e vegetais e nos tecidos conjuntivos de animais. Outros polímeros de carboidratos agem como lubrificantes das articulações esqueléticas e participam do reconhecimento e coesão entre as células. [...] Os carboidratos são poliidroxialdeídos ou poliidroxicetonas ou substâncias que liberam esses compostos por hidrólise. Muitos carboidratos, mas não são todos, tem fórmulas empíricas (CH2O)n; alguns contêm nitrogênio, fósforo ou enxofre. Os carboidratos estão divididos em três classes principais, de acordo com o seu tamanho: monossacarídeos, oligossacarídeos e polissacarídeos. (LEHNINGER, 2006).
No dia-a-dia dos laboratórios, em meio a testes e análises, algumas vezes faz-se necessário a identificação de substâncias desconhecidas pra melhores estudos. Para tanto, existem várias técnicas laboratoriais baseadas em reagentes que são utilizados para a identificação dessas substâncias. Segundo VILELLA (1973), o teste de Molish é considerado uma reação global para glicídios, podendo estar isolados ou associados, entretanto sem muita especificidade, pois há outras substâncias no procedimento. O reagente de Molish é composto por uma solução alcoólica de α–naftol a 5%. Sendo assim, ao adicionar-se a glicídios ácido sulfúrico concentrado(forte ação desidratante), as ligações glicosídicas presentes em moléculas de polissacarídeos são facilmente rompidas resultando em monossacarídeos. Quando os monossacarídeos forem desidratados originam: furfural e hidroximetilfurfural. Que reconhecem, respectivamente, pentoses e hexoses. Ambas são substâncias incolores, então adicionou-se-se o composto fenólico ao meio.
O fenol reage com os produtos incolores e provoca o aparecimento de um anel de coloração violeta. No experimento foram utilizados quatro tubos de ensaio contendo, respectivamente: água destilada, solução de glicose, solução de sacarose e solução de amido, todos com 1mL.Observou-se, então, que nos três últimos houve o surgimento do anel violeta, comprovando a existência de carboidratos.
De acordo com VILELLA (1973), os polissacarídeos são moléculas de elevado peso molecular, cuja unidade fundamental são os monossacarídeos, principalmente a glicose Como exemplos de polissacarídeos importantes na natureza podemos destacar o glicogênio , a celulose e o amido. O amido, polissacarídeo de extrema importância em alimentos, é produzido em grande quantidade nas folhas dos vegetais como forma de armazenamento dos produtos da fotossíntese, e é constituído por dois outros polissacarídeos estruturalmente diferentes: amilose e amilopectina. A molécula da amilose não apresenta ramificações e, no espaço, assume conformação helicoidal (forma de hélice). A ligação entre os átomos de carbono das unidades de glicose são do tipo alfa 1-4. A amilopectina apresenta estrutura
ramificada, sendo que os "ramos" aparecem a cada 24-30 moléculas de glicose. A ligação entre as unidades de glicose também é do tipo alfa 1-4 na mesma cadeia. Porém, unindo duas cadeias aparecem ligações do tipo a 1-6. Moléculas de alto peso molecular (como a amilose e a amilopectina) podem sofrer reações de complexação, com formação de compostos coloridos. Um exemplo importante é a complexação da amilose e da amilopectina com o iodo, resultando em complexo azul e vermelho-violáceo, respectivamente. O aprisionamento do iodo dá-se no interior da hélice formada pela amilose. Como a amilopectina não apresenta estrutura helicoidal, devido à presença das ramificações, a interação com o iodo será menor, e a coloração menos intensa. No laboratório utilizou-se, nos tubos de ensaio, água destilada, soluções (1mL a 1%) de glicose, sacarose e amido, respectivamente. E as colorações percebidas foram, nessa ordem: alaranjado, alaranjado, alaranjado e roxo.
Ainda segundo VILELLA (1973) alguns carboidratos possuem um grupamento - OH (hidroxila) livre no carbono 1 de suas moléculas, enquanto outros não. Observa-se que os açúcares que apresentam a hidroxila livre no C-1 são bons agentes redutores. Por esse motivo a extremidade que contém o -OH passa a ser chamada extremidade redutora e o açúcar, de açucar redutor. A capacidade que esses compostos apresentam de reduzir íons metálicos em soluções alcalinas é um bom método de identificação desses compostos.
A reação é feita em meio básico porque, nessa condição, a porcentagem de enedióis é maior. Para essa reação, colocou-se sobre observação tubos de ensaio contendo água destilada e 1mL de glicose, frutose e amido, ocorreu redução; no segundo tubo devido a presença do grupo hemiacetal livre verificou-se uma coloração avermelhada mostrando que houve redução;o mesmo foi observado com a frutose; com o amido também percebeu-se redução, porém com uma coloração mais fraca.
A sacarose, o açúcar comum comercial, é amplamente distribuído entre as plantas superiores. É hidrolisada com grande facilidade por ácidos diluídos, resultando da reação o ´´ açúcar invertido``, isto é, a mistura equimolar de D-glicose e D-frutose, que é levogira, porque a frutose possui rotação específica negativa (-92,4º) mais alta do que a rotação específica positiva da glicose (+52,7º). A reação é chamada de
inversão e é estritamente monomolecular, isto é, a fração da sacarose presente, cindida por unidade de tempo, é constante. Assim, a velocidade da reação depende exclusivamente da concentração de sacarose. A inversão da sacarose pode ser efetuada também enzimaticamente. A invertase, que cinde os b-frutosídeos, e as a-glicosidases são as enzimas que catalisam a sua hidrólise, VILELLA (1973). Na hidrólise da sacarose foram preparados dois tubos de ensaio com solução de sacarose e em seguida adicionou-se ácido sulfúrico
concentrado(3 gotas) e água destilada, respectivamente. Os tubos foram colocados em banho-maria, e depois acrescentados reativo de Benedict. Logo após agitou-se a solução, e se colocou novamente em banho-maria. Observou-se, então, que somente no tubo que continha