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Resenha Marcio, Notas de estudo de Educação Física

Resenha Inclusão Escolar do Aluno com Deficiência Intelectual no Estado de São Paulo: Identificação e Caracterização

Tipologia: Notas de estudo

2016

Compartilhado em 02/03/2016

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Departamento de Educação Física- Licenciatura
RESENHA TESE INCLUSÃO ESCOLAR DO ALUNO COM
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ESTADO DE SÃO PAULO:
IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO.
Grupo: Paula Helena Nogueira Silva201510160
Patrícia Alves de Sousa201511538
Douglas Junior N. Rodrigues201511021
Disciplina: GFD 211-Docência e Formação
Cultural da Educação Física Escolar
Professor: Márcio Faria
Lavras- Mg 2016
INCLUSÃO ESCOLAR DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO
ESTADO DE SÃO PAULO: IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO.
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Departamento de Educação Física- Licenciatura

RESENHA TESE INCLUSÃO ESCOLAR DO ALUNO COM

DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO ESTADO DE SÃO PAULO:

IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO.

Grupo: Paula Helena Nogueira Silva

Patrícia Alves de Sousa

Douglas Junior N. Rodrigues

Disciplina : GFD 211-Docência e Formação

Cultural da Educação Física Escolar

Professor: Márcio Faria

Lavras- Mg 2016

INCLUSÃO ESCOLAR DO ALUNO COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL NO

ESTADO DE SÃO PAULO: IDENTIFICAÇÃO E CARACTERIZAÇÃO.

VELTRONE. Aline. Inclusão Escolar do Aluno com Deficiência Intelectual no Estado de São Paulo: Identificação e Caracterização. São Carlos: 2011, 192 p.

Aline Aparecida Veltrone, Pedagoga e aluna do curso de Pós-graduação em Educação Especial na Universidade Federal de São Carlos.

A tese é organizada em VII capítulos, abrangendo em seu primeiro capítulo sobre a Política de Inclusão na Educação Brasileira. No segundo, terceiro e quarto capítulos falam sobre a definição, avaliação e caminhos de estudos para a deficiência intelectual. Em seu quinto e sexto capítulos falam sobre caracterização dos profissionais e identificação dos estudantes com deficiência intelectual. Para finalizar, os resultados dos profissionais sobre a avaliação e identificação do estudante com deficiência intelectual.

O motivo da investigação dos alunos com deficiência intelectual no Estado de São Paulo foi porque eles correspondem á maior categoria de alunos com deficiência intelectual, 46,8% são identificados com deficiência mental. A identificação desses alunos é problemática.

“Segundo Mendes (1995) e Almeida (2004), indicam que antes do advento do debate sobre a inclusão escolar, havia a exigência de um diagnóstico clínico feito por profissionais habilitados a fim de justificar o encaminhamento para os serviços especializados segregados, tal como a classe especial ou escola especial”.

A classe e escola especial perdem a sua função devida que no dia corrente garante esses alunos em classe comum, no entanto mostra-se o quanto e necessário à avaliação para identificar esses alunos para as suas necessidades educativas.

A visão da inclusão escolar a partir de 1990 oferece garantias legais para os alunos com necessidades especiais em ter a oportunidade de estudar em escolas regulares, eliminando a necessidade de identificar alunos para classe ou escola especial. Os elementos indicam que quanto os filhos como os pais queriam um espaço na escola regular. Apesar disso, esses alunos ainda se sentiam “anormais”, por ser diferente, por terem deficiência intelectual. Contudo apesar das mudanças causadas pela política de inclusão escolar, indicado para alunos com deficiência intelectual, não trouxe mudanças, atrapalhando aos conhecimentos escolares desses alunos.

Na época que surgiu às preocupações educacionais, a deficiência era vista como uma “anormalidade”, os deficientes eram entendidos como inferiores. O primeiro atendimento da sociedade para essas pessoas eram asilos e hospitais psiquiátricos sem nenhuma preocupação pedagógica. Passado o tempo com o crescimento das industrializações e urbanização, houve uma necessidade de expandir o sistema educacional para garantir o acesso à escola para a população, surgindo uma preocupação com os alunos que não se encaixavam nos padrões de uma escola regular. Para esses alunos, foi desenvolvido um ensino especializado com o objetivo de reabilitar tais alunos.

“Segundo explica Gatti (2005) também é necessário que o grupo seja homogêneo: Por homogeneidade entende-se aqui alguma característica comum aos participantes que interesse ao estudo do problema.” (p.18)

No estudo do caso, foi classificado como uma característica comum todos trabalharem na equipe de avaliação para a identificação de alunos com deficiência intelectual, a diferença entre eles era relacionadoà idade, gênero. A opção pelo grupo focal justifica momentos de reflexão com bastante troca de experiências.

Tinham dois tipos de entrevistas semiestruturada e semiestruturada para grupo focal, uma identificando por roteiro de perguntas para garantir informações desejadas, a outra com a finalidade de investigar questões sobre a definição e as características atribuídas aos alunos.

Os dois tipos de avaliação foram avaliados por juízes externos. Eles fizeram uma análise dos conteúdos sobre as questões,e se essas atingiram o objetivo previsto do estudo, e o vocabulário das palavras, se tinham frases manipulativas, impacto emocional entre outras.

No procedimento para coleta de dados no primeiro encontro teve como roteiro uma entrevista individual, onde não tinha equipe de profissionais. No segundo encontro, entregavam para os participantes um caderno cuja suas falas tinham sido transcritas, transformadas em respostas, com intuito de controle de suas falas, para com isso corrigir ou complementar algum dado que não tinha dito.

Contudo, duas sessões de entrevistas foram realizadas em um grupo focal ou individual (escola especial, rede estadual, rede municipal) em cada um dos cinco municípios, sendo uma entrevista inicial, uma para complementar e checar as informações.

Para os resultados foram divididos pelos docentes em três temas, sobre a característica atribuída á deficiência intelectual, a causalidade da deficiência intelectual e os impactos da mudança de nomenclatura de deficiência mental para deficiência intelectual.

Uma característica que mais contribui para a identificação da deficiência intelectual é o comprometimento no desenvolvimento em comparação com pares (73%) é a menos atribuída e o problema de comportamento (26,6%). Esses dados declaram que os profissionais tem que perceber que na prática a percepção da deficiência intelectual não esta somente relacionada ao comprometimento intelectual, mas também no comportamento adaptativo e desenvolvimento.

Esses elementos revelam que os profissionais nas três iminências parecem que incorporam uma prática a concepção de que a deficiência intelectual não é relacionada somente ao comprometimento intelectual, mas também pelo comportamento adaptativo e idade de desenvolvimento. Um elemento que chama atenção é que o total de participantes da escola especial considera que a dificuldade de aprendizagem e a falta de resultado escolar é uma característica atribuída á deficiência intelectual, mostrando que a preocupação com o resultado escolar não é exclusiva na escola comum.

As causas para deficiência intelectual parecem ser influenciadas pelo ambiente familiar (66,6%), em seguimento com a influência do ambiente escolar (40%) e dos aspectos de saúde (13,3%). Então, quanto na rede municipal quanto na estadual, 80% dos integrantes entendem a influência do ambiente familiar para esses alunos, e em desvantagem de 40% da escola especial.

A nomenclatura usada para definir a deficiência intelectual sofreu e ainda sofre muitas mudanças. Foi questionada junto aos profissionais para perceberem qualquer mudança de terminologia de deficiência mental para deficiência intelectual.

Então constatou que a escola especial e a rede estadual consideram que a mudança de terminologia de deficiência mental para deficiência intelectual não apresenta impacto. Na rede municipal a minoria considera o mesmo (40%), enquanto a maioria destaca mudanças positivas para a mudança de nomenclatura (60%).

A mudança de nomenclatura não apresenta impacto em todas as instâncias, a ideia continua uniforme tanto na escola especial e rede estadual. Conforme o pensamento positivo sobre a mudança de nomenclatura, apenas a rede municipal, os profissionais apresentaram esta idéia central.

Para a identificação da deficiência intelectual, essa categoria foi organizada em quatro temas: á busca e finalidade para identificação, os procedimentos utilizados na identificação e as dificuldades encontradas no processo de identificação.

A maior parte para identificar esses alunos origina-se na escola regular (60%); em seguimento por profissionais da saúde (20%); a busca pela própria família (20%) e para a rede municipal não é necessário realizar a avaliação para identificação (6,6%). A escola regular considera em particular as características da deficiência intelectual já direcionada: sobre a dificuldade na aprendizagem, falta de resultado escolar e a influência do ambiente escolar para o aparecimento da deficiência intelectual.

Nos procedimentos utilizados para a avaliação de identificação desses alunos, é feita uma entrevista com a família (60%), avaliação pedagógica (46,6%) e um diagnóstico multidisciplinar e da área da saúde (40%).

As dificuldades que foram encontradas no processo de identificação, são percebidas de maneira bem diferenciadas pelos profissionais e apresentam uma porcentagem parecida de ideias centrais, não fecha o diagnóstico (33,3%), falta de participação dos pais (33%), diferenciar deficiência de problemas com aprendizagem (26%) e uso enganado do diagnóstico (20%).

Portanto ao revisar o conceito de deficiência intelectual, finaliza que o conceito de deficiência intelectual tem sido trabalhado ao longo do tempo, fundamentado em benefícios secundários, por exemplo, “comportamento adaptativo”, o “período de desenvolvimento” e “carência intelectual” que são figurativos e cuja operação tem sido difícil e questionada.

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