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Resução de Eletromag Halliday, Exercícios de Física

PDF Contendo resoluções de Física do Haliday para Eletricidade e eletromagnetismo

Tipologia: Exercícios

2020

Compartilhado em 07/11/2020

luiz-felippe-ribeiro
luiz-felippe-ribeiro 🇧🇷

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LISTA 1 -Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 18 de Novembro de 2002, `as 12:09 p.m.
Exerc´
ıcios Resolvidos de Teoria Eletromagn´
etica
Jason Alfredo Carlson Gallas
Professor Titular de ısica Te´orica
Doutor em ısica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha
Universidade Federal do Rio Grande do Sul
Instituto de ısica
Mat´eria para a PRIMEIRA prova. Numerac¸ ˜ao conforme a quarta edic¸ ˜ao do livro
“Fundamentos de ısica”, Halliday, Resnick e Walker.
Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/
jgallas clicando-se em ‘ENSINO’
Conte´
udo
1 Campo El´
etrico [Cap´ıtulo 24, p ´
agina 32] 2
1.1 Quest˜oes . . . . . . . . . . . . . . . . . 2
1.2 Problemas e Exerc´ıcios . . . . . . . . . 2
1.2.1 Linhas de campo el´etrico . . . . 2
1.2.2 O campo el´etrico criado por
uma carga puntiforme . . . . . 3
1.2.3 O campo criado por um dipolo
el´etrico . . . . . . . . . . . . . 5
1.2.4 O campo criado por uma linha
de cargas . . . . . . . . . . . . 7
1.2.5 O campo el´etrico criado por um
disco carregado . . . . . . . . . 9
1.2.6 Carga puntiforme num campo
el´etrico . . . . . . . . . . . . . 9
1.2.7 Um dipolo num campo el´etrico . 12
Coment´arios/Sugest ˜oes e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br
(lista1.tex)
http://www.if.ufrgs.br/
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LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 18 de Novembro de 2002, `as 12:09 p.m.

Exerc´ıcios Resolvidos de Teoria Eletromagn´etica

Jason Alfredo Carlson Gallas Professor Titular de F´ısica Te´orica Doutor em F´ısica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de F´ısica

Mat´eria para a PRIMEIRA prova. Numerac¸ ˜ao conforme a quarta edic¸ ˜ao do livro “Fundamentos de F´ısica”, Halliday, Resnick e Walker. Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/ jgallas clicando-se em ‘ENSINO’

Conte´udo

1 Campo El´etrico – [Cap´ıtulo 24, p´agina 32] 2 1.1 Quest˜oes................. 2 1.2 Problemas e Exerc´ıcios......... 2 1.2.1 Linhas de campo el´etrico.... 2 1.2.2 O campo el´etrico criado por uma carga puntiforme..... 3

1.2.3 O campo criado por um dipolo el´etrico............. 5 1.2.4 O campo criado por uma linha de cargas............ 7 1.2.5 O campo el´etrico criado por um disco carregado......... 9 1.2.6 Carga puntiforme num campo el´etrico............. 9 1.2.7 Um dipolo num campo el´etrico. 12

Coment´arios/Sugest˜oes e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br (lista1.tex)

LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 18 de Novembro de 2002, `as 12:09 p.m.

1 Campo El´etrico – [Cap´ıtulo 24,

p´agina 32]

1.1 Quest˜oes

Q 24-2. Usamos uma carga teste positiva para estudar os campos el´etricos. Poder´ıamos ter usado uma carga negativa? Porque?  N˜ao. Tal uso seria extremamente anti-natural e incon-

veniente pois, para comec¸ar, ter´ıamos o  e  apontan- do em direc¸ ˜oes diferentes.  Tecnicamente, poder´ıamos usar cargas negativas sim.

Mas isto nos obrigaria a reformular v´arios conceitos e ferramentas utilizadas na eletrost´atica.

Q 24-3.

As linhas de forc¸a de um campo el´etrico nunca se cru- zam. Por quˆe?  Se as linhas de forc¸a pudessem se cruzar, nos pontos

de cruzamento ter´ıamos duas tangentes diferentes , uma para cada linha que se cruza. Em outras palavras, em tal ponto do espac¸o ter´ıamos dois valores diferentes do campo el´etrico, o que ´e absurdo.

Q 24-5.

Uma carga puntiforme  de massa  ´e colocada em re- pouso num campo n˜ao uniforme. Ser´a que ela seguir´a, necessariamente, a linha de forc¸a que passa pelo ponto em que foi abandonada?  N˜ao. A forc¸a el´etrica sempre coincidir´a com a direc¸˜ao

tangente a linha de forc¸a. A forc¸a el´etrica, em cada ponto onde se encontra a car- ga, ´e dada por ^ , onde  e o vetor campo el´´ etrico no ponto onde se encontra a carga. Como a carga parte do repouso, a direc¸˜ao de sua acelerac¸˜ao inicial ´e dada pela direc¸˜ao do campo el´etrico no ponto inicial. Se o campo el´etrico for uniforme (ou radial), a trajet´oria da carga de- ve coincidir com a direc¸˜ao da linha de forc¸a. Entretanto, para um campo el´etrico n˜ao uniforme (nem radial), a trajet´oria da carga n˜ao precisa coincidir necessariamen- te com a direc¸˜ao da linha de forc¸a. Sempre coincidir´a, por´em, com a direc¸˜ao tangentea linha de forc¸a.

Q 24-20.

Um dipolo el´etrico ´e colocado em repouso em um cam- po el´etrico uniforme, como nos mostra a Figura 24-17a, pg. 30, sendo solto a seguir. Discuta seu movimento.  Sem atrito, na situac¸˜ao inicial mostrada na Figura 24- 17a, o movimento do dipolo el´etrico ser´a peri´odico e oscilat´orio em torno do eixo e em torno da posic¸˜ao de alinhamento de com .

Q 24-3 extra. Uma bola carregada positivamente est´a suspensa por um longo fio de seda. Desejamos determinar  num ponto situado no mesmo plano horizontal da bola. Para isso, colocamos uma carga de prova positiva  neste ponto e medimos . A raz˜ao  ser´a menor, igual ou maior do que  no ponto em quest˜ao?  Quando a carga de prova ´e colocada no ponto em quest˜ao, ela repele a bola que atinge o equil´ıbrio numa posic¸˜ao em que o fio de suspens˜ao fica numa direc¸˜ao ligeiramente afastada da vertical. Portanto, a distˆancia entre o centro da esfera e a carga de prova passa a ser maior que do que a distˆancia antes do equil´ıbrio. Donde se conclui que o campo el´etrico no ponto considerado (antes de colocar a carga de prova) ´e maior do que o valor  medido por meio da referida carga de prova.

1.2 Problemas e Exerc´ıcios

1.2.1 Linhas de campo el´etrico

E 24-3. Trˆes cargas est˜ao dispostas num triˆangulo equil´atero, co- mo mostra a Fig. 24-22. Esboce as linhas de forc¸a de- vidas as cargas  e  e, a partir delas, determine a direc¸˜ao e o sentido da forc¸a que atua sobre  , devi- doa presenc¸a das outras duas cargas. ( Sugest˜ao : Veja a Fig. 24-5)  Chamando-se de de  e  as forc¸as na carga  devidas `as cargas  e  , respectivamente, podemos ver que, em m´odulo,     pois as distˆancias bem co- mo o produto das cargas (em m´odulo) s˜ao os mesmos.

   

LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 18 de Novembro de 2002, `as 12:09 p.m.

 3 J ?@1A L:

H

V?@1A BTQ

3 I ! 1 G>H :

!HK?a1;^ W N/C!

Portanto, o campo total ´e

bFcDd    .  HC

(^) !HK?@1; W:  MC! 5 V?a1; W N/CX

na direc¸˜ao da carga negativa .

(b) Como o el´etron tem carga negativa, a forc¸a sobre ele tem sentido oposto ao do campo. O m´odulo da forc¸a ´e

  el´etron  bTc]d  el´etron 3 6e)+ :  3 ]1 (^) !M ?a1; B L: (^3) Mf! 5 g?@1A WN, :  (^1) !h?@1A CB ]i^ N

no sentido da carga positiva.

E 24-12.  Como a carga est´a uniformemente distribuida na es-

fera, o campo el´etrico na superf´ıcie ´e o mesmo que que ter´ıamos se a carga estivesse toda no centro. Isto ´e, a magnitude do campo ´e

 

FE

X

onde  ´e a magnitude da carga total e 0 ´e o raio da esfe- ra. A magnitude da carga total ´e jk , de modo que

  jk 5 (FE

3 J

a1; L: 3 J 5 : 3 ]1 (^) !M ?a1; (^) B L: Mf! M^5 h?@1A^ B

W

!mlK?a1;^

[^ N/C

P 24-17.  Desenhe sobre uma linha reta dois pontos,  e ; ,

separados por uma distˆancia , com  a esquerda de ;. Para pontos entre as duas cargas os campos el´etricos in- dividuais apontam na mesma direc¸˜ao n˜ao podendo, por- tanto, cancelarem-se. A carga A tem maior magnitude que ; , de modo que um ponto onde o campo seja nulo deve estar mais perto de U do que de A. Portanto, deve estar localizado `a direita de ; , digamos em ponto n. Escolhendo  como a origem do sistema de coordena- das, chame de o a distˆancia de  at´e o ponto n , o ponto

onde o campo anula-se. Com estas vari´aveis, a magni- tude total do campo el´etrico em n e dada por´

 

5 (FE

p   o

3  , perpendicular `a diagonal que passa pelas duas car- gas  , apontado para ‘fora’ da carga H>. O m´odulo do campo ´e

  /

H

Z{

LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 18 de Novembro de 2002, `as 12:09 p.m.

P 24-

Qual o m´odulo, a direc¸˜ao e o sentido do campo el´etrico no centro do quadrado da Fig. 24-31, sabendo que   (^1) !V?@1A BFS C e  G cm.

 Escolhamos um sistema de coordenadas no qual o ei-

xo o passe pelas cargas  e H , e o eixo | passe pelas cargas  e H. No centro do quadrado, os campos produzidos pelas cargas negativas est˜ao ambos sobre o eixo o, e ca- da um deles aponta do centro em direc¸˜ao a carga que lhe da origem. Como cada carga esta a uma distˆancia ` 

u H>>H  

u H do centro, o campo l´ıquido resul- tante devidos as duas cargas negativas ´e

} 

FE

p H > >H 

H-H s



5 (FE

H

 3 J ?@1A L:^1 !h?@1A^ S (^36)! G :H  l! 1 J ?a1; ~ N/C!

No centro do quadrado, os campos produzidos pelas car- gas positivas est˜ao ambos sobre o eixo |, apontando do centro para fora, afastando-se da carga que lhe da ori- gem. O campo l´ıquido produzido no centro pelas cargas positivas ´e

  ^1 5 ( FE

p H    H

H'>H s

^1 5 (FE

H

 l! 1 J ?a1; ~ N/C!

Portanto, a magnitude do campo ´e

  €  } + (^) 

  HC3‚l (^)! 1 J ?a1; (^) ~:

 (^1) !-H2?@1A W N/C! O ˆangulo que tal campo faz com o eixo dos o e´ ƒ  „† >‡ B 

 „†

>‡ B  3 D1 :

 (^5) G c! Tal ˆangulo aponta do centro do quadrado para cima, di- rigido para o centro do lado superior do quadrado.

1.2.3 O campo criado por um dipolo el´etrico

E 24-23. Determine o momento de dipolo el´etrico constitu´ıdo por um el´etron e um pr´oton separados por uma distˆancia de (^5)!

nm.  O m´odulo da carga das duas part´ıculas ´e   1 (^) !M? 1 ; (^) B L C. Portanto, temos aqui um belo exemplo de exerc´ıcio de multiplicac¸˜ao:  `  3 D1 (^) !M ?@1A 4B L: 3 <5 (^)!

?@1A CB L:

 MC! R>R ?a1; B S C m!

E 24- Na Fig. 24-8, suponha que ambas as cargas sejam posi- tivas. Mostre que  no ponto n , considerando ˆ2‰Š` , ´e dado por:  

H

 Usando o princ´ıpio de superposic¸˜ao e dois termos da expans˜ao 3 ]1‹Œo :B e^1 OŒHoK

oi @5>of~x (^) !A! !X v´alida quando ŽoŽ41 , obtemos

 

p  3 Iˆ=r`m>H^

3 6ˆ.`4H :4s 

p \‘ 1 O

`

H

B

`

H

B

s 

p v 1 OrHf3D

`

(^) Hˆ :  !A! !y

 v 1 OrHf

`

(^) Hˆ :  !A! !y s



H

LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 18 de Novembro de 2002, `as 12:09 p.m.

de onde se conclui que, considerando-se os termos at´e a segunda ordem, inclusive, temos

   5 ( 87

Aˆ 

p M

`

ˆ s

Aˆ ~

X

onde o momento de quadrupolo ´e definido como   H` ! Em contraste com a derivac¸˜ao apresentada no livro- texto, observe que aqui foi necess´ario usarmos o ter- mo quadr´atico na expans˜ao em s´erie, uma vez que a contribuic¸˜ao devida ao termo linear era nula.

1.2.4 O campo criado por uma linha de cargas

P 24-30.

Um el´etron tem seu movimento restrito ao eixo do anel de cargas de raio 0 discutido na sec¸˜ao 24-6. Mostre que a forc¸a eletrost´atica sobre o el´etron pode fazˆe-lo oscilar atrav´es do centro do anel, com uma freq¨uˆencia angular dada por: ¡

 £¢ k ; 5 ( 87

¤0 i!  Como visto no livro-texto, a magnitude do campo

el´etrico num ponto localizado sobre o eixo de um anel homogeneamente carregado, a uma distˆancia ˆ do cen- tro do anel, ´e dado por (Eq. 24-19):

 

(^5) ( 87 >3I0  .ˆ :i†˜†^

X

onde  e a carga sobre o anel e´ 0 e o raio do anel.´ Para que possa haver oscilac¸˜ao a carga  sobre o anel deve ser necessariamente positiva. Para uma carga  po- sitiva, o campo aponta para cima na parte superior do anel e para baixo na parte inferior do anel. Se tomar- mos a direc¸˜ao para cima como sendo a direc¸˜ao positiva, ent˜ao a forc¸a que atua num el´etron sobre o eixo do anel ´e dada por

   k   kUˆ 5 ( 87

I0  .ˆ :i\˜†^

X

onde k representa a magnitude da carga do el´etron. Para oscilac¸ ˜oes de pequena amplitude, para as quais va- le ˆ¥¦0 , podemos desprezar ˆ no denominador da express˜ao da forc¸a, obtendo ent˜ao, nesta aproximac¸˜ao,

   kU (^5) ( 87 0 i

2§£¨Pˆ !

Desta express˜ao reconhecemos ser a forc¸a sobre o el´etron uma forc¸a restauradora : ela puxa o el´etron em

direc¸˜ao ao ponto de equil´ıbrio ˆ . Al´em disto, a magnitude da forc¸a ´e proporcional a ˆ, com uma con- tante de proporcionalidade ¨  kU> ( 87

i A: (^) , como se o el´etron estivesse conectado a uma mola. Ao longo do eixo, portanto, o el´etron move-se num movimento harmˆonico simples, com uma freq¨uˆencia angular dada por (reveja o Cap. 14, caso necess´ario) ¡  ¢ ¨  ©¢ kU 5 ( 87

¤0 i

X

onde  representa a massa do el´etron.

P 24-32. Uma barra fina de vidro ´e encurvada na forma de um semic´ırculo de raio 9. Uma carga  est´a distribu´ıda uniformemente ao longo da metade superior, e uma car- ga  , distribu´ıda uniformemente ao longo da metade inferior, como mostra a Fig. 24-35. Determine o campo el´etrico E no ponto n , o centro do semic´ırculo.

 Para a metade superior:

`- • —

`

`

onde ª

 2C3IH

:  H> C

: e^ «^ ^9 ^ ƒ. Portan- to ` ' • 

H

9 `

H

`

O m´odulo da componente  •} do campo total ´e, portan- to,



`

' }•  ¬ `' • "%$'&

 H 

`

H 

p sen

(^) s®

H 

LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 18 de Novembro de 2002, `as 12:09 p.m.

Analogamente,

 •  ¬¯' (^) •  ¬°- • sen

H 

(^9

sen

`

 H

p  "$'&

(^) s®

N

H 

(^9

Usando argumentos de simetria: Usando a simetria do problema vemos facilmente que as componentes hori- zontais cancelam-se enquanto que as verticais reforc¸am- se. Assim sendo, o m´odulo do campo total ´e simples- mente   H  = 5

com o vetor correspondente apontando para baixo. Usando ‘forc¸a-bruta’: Podemos obter o mesmo resul- tado sem usar a simetria fazendo os c´alculos. Mas temos que trabalhar bem mais (perder mais tempo durante a prova!!). Veja s´o: Tendo encontrado que }    N±O² ®³†´

, vemos que o m´odulo do campo • devido `as cargas positivas ´e dado por

 •  € }  .  

u H

H

formando O5 (^) Gc com o eixo dos o. Para a metade inferior o c´alculo ´e semelhante. O resul- tado final ´e

Ž  B

u H

H

O campo  B forma com o eixo dos o um ˆangulo de  3 J c .5 (^) G c:  =

(^) Gc. Portanto, o m´odulo do campo total    •   B apon- ta para baixo e tem magnitude dada por

  €  • + B 

u H• 

u H (^) B 

u H v

u H

H

y

^5

Conclus˜ao: Termina mais r´apido (e com menos erro!) quem estiver familiarizado com a explorac¸˜ao das sime- trias. Isto requer treino...

P 24-35. Na Fig. 24-38, uma barra n˜ao-condutora “semi-infinita” possui uma carga por unidade de comprimento, de valor constante (^) ª. Mostre que o campo el´etrico no ponto n forma um ˆangulo de (^5) Gc com a barra e que este ˆangulo ´e independente da distˆancia 0.

 Considere um segmento infinitesimal &gt;o da barra, lo- calizado a uma distˆancia o a partir da extremidade es- querda da barra, como indicado na figura acima. Tal segmento cont´em uma carga'  ª &gt;o e est´a a uma distˆancia 9 do ponto n. A magnitude do campo que- produz no ponto n ´e dada por

`- 

`

'o 9 °! Chamando-se de

o ˆangulo entre 0 e 9 , a componente horizontal o do campo ´e dada por

`' }2 

`

>o 9  sen

X

enquanto que a componente vertical | e´

`-  ^1 5 ( 87

`

>o 9 

Os sinais negativos em ambas express˜oes indicam os sentidos negativos de ambas as componentes em relac¸˜ao ao ponto de origem, escolhido como sendo a extremida- de esquerda da barra. Vamos usar aqui o ˆangulo

como vari´avel de integrac¸˜ao. Para tanto, da figura, vemos que

"%$'&

X sen

o 9 X o  0 „† >‡

X

e, portanto, que

`'o  0 &]μ;" 

`

`

LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 18 de Novembro de 2002, `as 12:09 p.m.

apontando de cima para baixo.

(d) A raz˜ao entre as magnitudes das forc¸as el´etrica e gra- vitacional ´e  ¾½  ¿

M

a1; D^!

Portanto, vemos que o peso  ¿ do pr´oton pode ser completamente ignorado em comparac¸˜ao com a forc¸a el´etrost´atica exercida sobre o pr´oton.

E 24-45.

(a) Qual ´e a acelerac¸˜ao de um el´etron num campo el´etrico uniforme de (^1)! 5 Á?Â1; ¼ N/C? (b) Quanto tem- po leva para o el´etron, partindo do repouso, atingir um d´ecimo da velocidade da luz? (c) Que distˆancia ele per- corre? Suponha v´alida a mecˆanica Newtoniana.  (a) Usando a lei de Newton obtemos para o m´odulo

da acelerac¸˜ao:

k U  ½

3 ]1 (^) !M ?a1; (^) B L: 3 D1 (^)! 5 g?@1A (^) ¼: J !^1 =?a1;^ B i\  H! (^5) M ?@1A Q m/s (^)!

(b) Partindo-se do repouso (i.e. com à  ) e usando a equac¸˜ao à  à  -Ä^ obtemos facilmente que

Ä –Å 41A^ 

?a1; (^) S41A H! (^5) M ?@1A Q ! 1 UH>H2?a1; B L s!

(c) A distˆancia percorrida ´e

` 

H

-Ä  ^1

H

3 IH

! 5 M ?@1A

Q: 36

! 1 UH>HK?@1A 4B L

 1 !R

?a1; B i m!

E 24-46.

Uma arma de defesa que est´a sendo considerado pe- la Iniciativa de Defesa Estrat´egica (“Guerra nas Estre- las”) usa feixes de part´ıculas. Por exemplo, um feixe de pr´otons, atingindo um m´ıssil inimigo, poderia inu- tiliz´a-lo. Tais feixes podem ser produzidos em “ca- nh˜oes”, utilizando-se campos el´etricos para acelerar as part´ıculas carregadas. (a) Que acelerac¸˜ao sofreria um pr´oton se o campo el´etrico no canh˜ao fosse de H !e?q1A (^) ~ N/C. (b) Que velocidade o pr´oton atingiria se o campo atuasse durante uma distˆancia de 1 cm?  (a) Usando a segunda lei de Newton encontramos:

kU 

J

H

K?@1A D^ m/s ! (b) Usando a Eq. 15 do Cap. 2, encontramos:

à º H 3 6ogaoÆ :  1

J

(^) M km/s!  E preciso lembrar-se das f´´ ormulas aprendidas no cur- so de Mecˆanica Cl´assica (F´ısica I).

E 24-47. Um el´etron com uma velocidade escalar de (^) G4! Ç?Â1A (^) S cm/s entra num campo el´etrico de m´odulo (^1) !@?1A i N/C, movendo-se paralelamente ao campo no sentido que retarda seu movimento. (a) Que distˆancia o el´etron percorrer´a no campo antes de alcanc¸ar (momentanea- mente) o repouso? (b) Quanto tempo levar´a para isso? (c) Se, em vez disso, a regi˜ao do campo se estendesse somente por R mm (distˆancia muito pequena para pa- rar o el´etron), que frac¸˜ao da energia cin´etica inicial do el´etron seria perdida nessa regi˜ao?  (a) Primeiro, calculemos a acelerac¸˜ao do el´etron de- vida ao campo:

 kU  ½

(^)  3 D1 (^) !M ?@1A B L: 3 D1 (^) !V?@1A i: J !^1 =?@1A^ B i[  (^1) !lM ?a1; ~ m/s (^)!

Portanto, usando o fato que à  à /H 3 H (^) !HK?@1A D^ m/s ! Portanto, a frac¸˜ao da energia cin´etica perdida ´e dada por    q

Ã

aà  à 

H'H (^) !HerH (^) G HG

 ! 1 >1UH

ou seja, perde 1 >1 (^) !H'É da sua energia cin´etica.

LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 18 de Novembro de 2002, `as 12:09 p.m.

Se voce gosta de trabalhar mais, pode calcular as ener- gias explicitamente e determinar o mesmo percentual. A energia cin´etica  perdida ´e dada por

Ê

H ǽ\à  

H 3

J

(^)! 1 =?a1; 4B i\^ : 3 IH'H (^) !Hh?a1; ]^ :

 (^1) !f1?@1A CB Q J!

A energia cin´etica inicial q era

 

H

 ½Ã 

H

J

!^1 =?a1;^ B i[^ : 3 G C! V?@1A^ ¼

R ?a1; 4B Q J!

E 24-49.

Na experiˆencia de Milikan, uma gota de raio (^1) !M 5 eË m e de densidade (^) !RG 1 g/cmi fica suspensa na cˆamara infe- rior quando o campo el´etrico aplicado tem m´odulo igual a (^1) !JH?¤1A (^) W N/C. Determine a carga da gota em termos de k.  Para a gota estar em equil´ıbrio ´e necess´ario que a

forc¸a gravitacional (peso) esteja contrabalanc¸ada pela forc¸a eletrost´atica associada ao campo el´etrico, ou se- ja, ´e preciso ter-se tÀ   , onde  ´e a massa da gota,  e a carga sobre a gota e´  ´e a magnitude do campo el´etrico no qual a gota est´a imersa. A massa da gota ´e dada por  ÍÌrÎt (^365) ( 

: 9 i Î, onde 9 e seu raio e´ Î ´e a sua densidade de massa. Com isto tudo, temos

 

^À

i Î À



D1 (^) !M 5 h?@1A BT¼ m: ]i^3 RG 1 kg/mi : 3

J

(^) !R m/s A:

3 D1 (^)!

J

H ?@1A W N/C:

 R !h?@1A B L CX

e, portanto,Ï



k

R

'H (^) M ?a1; (^) B L C (^1) !M ?@1A (^) B L C

G

X

ou seja,   Gk.

P 24-54.

Duas grandes placas de cobre, paralelas, est˜ao separadas por (^) G cm e entre elas existe um campo el´etrico uniforme como ´e mostrado na Fig. 24-39. Um el´etron ´e libera- do da placa negativa ao mesmo tempo que um pr´oton ´e

liberado da placa positiva. Despreze a forc¸a que existe entre as part´ıculas e determine a distˆancia de cada uma delas at´e a placa positiva no momento em que elas pas- sam uma pela outra. (n˜ao ´e preciso conhecer o m´odulo do campo el´etrico para resolver este problema. Isso lhe causa alguma surpresa?)

 A acelerac¸˜ao do pr´oton ´e >Ð (^)  kUKU Ð e a acelerac¸˜ao do el´etron ´e ½  k;hUǽ , onde  ´e a magnitude do campo el´etrico e  Ð e ¤½ representam as massas do pr´oton e do el´etron, respectivamente. Consideremos a origem de referˆencia como sendo na posic¸˜ao inicial do pr´oton na placa `a esquerda. Assim sendo, a coordenada do pr´oton num instante Ä qualquer ´e dada por oÐ  >ÐUÄ^ H enquanto que a coordenada do el´etron ´e oT½ ÒÑ  ½ÄH. As part´ıculas pas- sam uma pela outra quando suas coordenadas coinci- dem, o Ð  o½, ou seja, quando ÐÄH ÓÑ  ½Ä>H. Isto ocorre quando Ä  HÑ  43 Ð  ½:, que nos fornece

o Ð 

Ð

Ð  ½ Ñ

k UK Ð k;hU Ð .kUK¤½

Ñ

¤½. Ð

Ñ

J

'1?@1A B i[ J !^1 >1?a1;^ B i\^ / (^) !Ml2?@1A (^) B Q^3 I^! G m

 H !l ?@1A CB W m  H !l ?@1A Bi cm!

Portanto, enquanto o el´etron percorre os (^) G cm entre as placas, o pr´oton mal conseguiu mover-se!

P 24-55.  (a) Suponha que o pˆendulo fac¸a um ˆangulo ƒ com a vertical. Desenhado-se o diagrama de forc¸as temos tÀ para baixo, a tens˜ao no fio, fazendo um ˆangulo

para a esquerda do vetor  , que aponta para cima j´a que a carga ´e positiva. Consideremos o ˆangulo assim definido como sendo po- sitivo. Ent˜ao o torque sobre a esfera em torno do ponto onde o fio esta amarrado `a placa superior ´e Ô   3 6tÀK@ :« sen ƒ !

Se ^À.ÕÓ , ent˜ao o torque ´e um torque restaurador: ele tende a empurrar o pˆendulo de volta a sua posic¸˜ao de equil´ıbrio.

LISTA 1 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 18 de Novembro de 2002, `as 12:09 p.m.

e

e o ˆ´ angulo entre o momento de dipolo e o campo el´etrico. O torque ´e sempre ‘restaurador’: ele sempre tende agi- rar o momento de dipolo em direc¸˜ao ao campo el´etrico. Se

´e positivo o torque ´e negativo e vice-versa: Ô    sen

. Quando a amplitude do movimento ´e pequena, pode- mos substituir sen

por

em radianos. Neste caso, Ô    ƒ. Como a magnitude do torque ´e pro-

porcional ao ˆangulo de rotac¸˜ao, o dipolo oscila num movimento harmˆonico simples, de modo an´alogo a um

pˆendulo de tors˜ao com constante de tors˜ao Ý  . A freq¨uˆencia angular ´e dada por ¡   Ý Ö

Ö

X

onde Ö e o momento de in´´ ercia rotacional do dipolo. Portanto, a freq¨uˆencia de oscilac¸ ˜ao ´e

Þ 

H

H

Ö

LISTA 3 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 27 de Fevereiro de 2003, `as 10:10 p.m.

Exerc´ıcios Resolvidos de Teoria Eletromagn´etica

Jason Alfredo Carlson Gallas, professor titular de f´ısica te´orica, Doutor em F´ısica pela Universidade Ludwig Maximilian de Munique, Alemanha Universidade Federal do Rio Grande do Sul Instituto de F´ısica

Mat´eria para a TERCEIRA prova. Numerac¸ ˜ao conforme a quarta edic¸ ˜ao do livro “Fundamentos de F´ısica”, Halliday, Resnick e Walker. Esta e outras listas encontram-se em: http://www.if.ufrgs.br/ jgallas

Conte´udo

1 O Campo Magn´etico – [Cap´ıtulo 30, p´agina 175] 2 1.1 Quest˜oes................. 2 1.2 Problemas e Exerc´ıcios......... 3 1.2.1 Definic¸˜ao de B – 1/8...... 3 1.2.2 A Descoberta do El´etron – 9/13 6 1.2.3 O Efeito Hall – 14/18...... 6

1.2.4 Movimento Circular de uma Carga – 19/37.......... 7 1.2.5 C´ıclotrons e Sincrotons – 38/42 9 1.2.6 Forc¸a magn´etica sobre fio trans- portando corrente – 43/52... 9 1.2.7 Torque sobre uma Bobina de Corrente – 53/61........ 10 1.2.8 O Dipolo Magn´etico – 62/72.. 12

Coment´arios/Sugest˜oes e Erros: favor enviar para jgallas @ if.ufrgs.br (lista3.tex)

LISTA 3 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 27 de Fevereiro de 2003, `as 10:10 p.m.

Dica: A energia potencial magn´etica de um dipolo magn´etico  colocado num campo magn´etico externo e ´  (^)   (^)  

Q 30-21.

Mostramos, no exemplo 9, que o trabalho necess´ario para inverter uma espira de corrente, num campo magn´etico externo, a partir da posic¸˜ao em que est´a ali- nhada com o campo vale "!^. Este resultado ´e v´alido para qualquer rotac¸˜ao de #%$'&)( que parta de uma posic¸˜ao arbitr´aria?  N˜ao.

  +-,/.0 (^)  1+   "!32546 +7,/.0^ 98) (^) "!/254)6 ;:  "!3254)6 =<

pois 2 54^

 +>,?.0 (^)  2

  2

 .0 (^) @ (^2) A4    Desta ex- press˜ ao vemos que o resultado final depende do ˆangulo , do qual partimos, ao fazer a rotac¸˜ao de #B$&(.

Q 30-22.

Imagine que no aposento em que vocˆe est´a sentado exis- ta um campo magn´etico uniforme apontando verti- calmente para cima. Uma espira circular tem seu plano horizontal. Para que sentido da corrente (vista de cima) estar´a a espira em equil´ıbrio est´avel em relac¸˜ao `as forc¸as e torques de origem magn´etica?  Anti-hor´ario, pois minimiza ^.

1.2 Problemas e Exerc´ıcios

1.2.1 Definic¸ ˜ao de B – 1/

E 30-

Expresse a unidade de um campo magn´etico! em ter- mos das dimens˜oes C , D , E e F (massa, comprimento, tempo e carga).  Uma maneira simples de se fazer isto ´e usando-se a

Eq. 30-6,  GH 3 I , que fornece J!LK  J M K (^) J K (^) JN K  CODQP^ E-R F

A D SPTE

  C FUE 

E 30- Quator part´ıculas seguem as trajet´orias mostradas na Fig. 30-28 quando elas passam atrav´es de um campo magn´etico. O que se pode concluir sobre a carga de cada part´ıcula?  O que podemos concluir sobre o sinal da carga ´e o seguinte, considerando-se a atuacVV  / ¸˜ao da forc¸a magn´etica : A part´ıcula 1 tem carga positiva, pois desloca-se no mesmo sentido em que atua 

. Analoga- mente, as part´ıculas 2 e 4 tem carga negativa. Para a part´ıcula 3 podemos concluir mais do que apenas seu sinal: a part´ıcula 3 n˜ao tem carga pois, como se per- cebe claramente da figura, a possibilidade do produto vetorial ser zero (isto ´e, termos W // ) est´a excluida. Em outras palavras, perceba que uma part´ıcula carrega- da poderia atravessar um campo magn´etico sem sobre deflex˜ao, desde que viajasse paralelamente ao campo. Isto ´e uma conseq¨uˆencia direta do produto vetorial que define .

E 30- Um el´etron num tubo de TV est´a se movendo a X #%&'Y m/s num campo magn´etico de intensidade $Z mT. (a) Sem conhecermos a direc¸˜ao do campo, quais s˜ao o maior e o menor m´odulo da forc¸a que o el´etron po- de sentir devido a este campo? (b) Num certo ponto a acelerac¸˜ao do el´etron ´e [ \ #B&^]`_ m/s R. Qual ´e o ˆangulo entre a velocidade do el´etron e o campo magn´etico?  (a) As forc¸as m´axima e m´ınima ocorrem para a  &amp;(^ e^ a  &( , respectivamente. Portanto M max

  N (^)  ! sen^ &amp;( #b #B&dc ]fe^

 5 X 

%& Y

 5 $ Z #%&gcih

  \dkjlb #B&^ c ]m_^ N

M min

  N (^) ! sen^ &( & N

(b) Como n  M PToqp 

  N ! sen

  P o rp temos que   senc ]ts^ o pn (^) N!u  senc ]ts^

 \t^ ##^ #%&^ cvh^ ]

 A [  \

B&^]`_



\dkjlb #B&^ c ]m_^ u  &  bX(

LISTA 3 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 27 de Fevereiro de 2003, `as 10:10 p.m.

E 30-

Um pr´oton que se move num ˆangulo de lZ)( em relac¸˜ao a um campo magn´etico de intensidade (^) b mT experimen- ta uma forc¸a magn´etica de (^) bdkj #B& (^) c ]fw N. Calcular: (a) a velocidade escalar e (b) a energia cin´etica em el´etrons- volt do pr´oton.  (a) A magnitude da forc¸a magn´etica no pr´oton ´e dada

por

M   x N! sen y , onde

N e a velocidade do pr´´ oton, ! e a magnitude do campo magn´´ etico, e y ´e o ˆangulo

entre a velocidade da part´ıcula e o campo. Portanto

N  M  x! sen y  b  dkj #%&^ c ]mw^ N #b #B& (^) c ]fe C

 5  b

B& (^) cih T

 sen lZ (^) (  [ #%&'z m/s

(b) A energia cin´etica do pr´oton ´e

{  # o N R  #^  #bX #%& c R|w kg

 5 [

%&'z m/s

 R  #Zl[ #%& c ]mY^ J

<

energia esta que equivale a

#Zl[ #%& c ]mY J #b #%& (^) c ]fe J/eV

 $'Z^ j eV

P 30-

Um el´etron que tem velocidade   

B&'Y m/s

 m}~,  Z #B&Y m/s

 € penetra num campo magn´etico   &&Z'&'E

 m} ,‚ & 

j E

€

. (a) Determine o m´odulo, direc¸˜ao e o sentido da forc¸a sobre o el´etron. (b) Repita o c´alculo para um pr´oton tendo a mesma velocidade.  (a) A equac¸˜ao que fornece a forc¸a ´e ƒ„ G ^.

Portanto, basta calcular o produto vetorial:

  †† †† ††

}  ‡

#B&Y  Z #B&Y  & &&'Z'&  &#j &

† † † ††    † & #j

A

B& Y

  ‡   &&'Z'&

 5 Z

B& Y

  ‡ ˆ<

onde  ‰Vx Š

 b

B& c ]fe C. Fazendo as contas, obtemos,

 G , b d b[ #%&^ c ]`_^

‡ (^) 

(b) Neste caso o c´alculo ´e idˆentico ao anterior, por´em usando-se agora  U ,

 b

%& (^) c ]me C: G b d b[ #B&^ c ]m_^

‡ (^) 

P 30- Um el´etron num campo magn´etico uniforme tem uma velocidade    [ )& km/s

 f}‹,Œ Z j km/s

 

. Ele experi- menta uma forc¸a  G  [  fN

 f}Ž, [  $ fN

 €

. Sabendo- se que !^  (^) &, calcular o campo magn´etico [que da origem `a forc¸a].  Nota: o prefixo  = femto = #B& c ]z. Como!   &, escrevemos ƒ (^) !‘ ’,^ !“ ‡ e tratamos de descobrir o valor das duas componentes desconheci- das, !7‘^ e !“^. Com este campo obtemos para a forc¸a magn´etica:     W q  N}t,^ N‘ !‘ >,^ !7“ ‡0  M }t,^ M ‘<

onde M    [ 

%& c ]z N e M ‘  [ $ #B& c ]z N. Efetuando o produto e simplificando encontramos que M  ” N‘! “< M ‘ O• N! “< N'! ‘  (^) & <

e, portanto, que !7‘^  (^) &. Assim sendo, temos

9 (^)! “ ‡ 

M   (^) N ‘

‡

  [ 

 B&^ c ]z #b #B& (^) c ]fe

 5 Z j

B& (^) h

 ‡

  & Xj

‡0 E  Ser´a que a relac¸˜ao

M    N‘T!7“ , que n˜ao foi usada nos c´alculos acima, tamb´em fica satisfeita? ´E f´acil verificar que tal relac¸˜ao tamb´em ´e obedecida, consistentemente: M ‘ M  O (^) [)$ [^

 @ (^) $ X

O (^) [)& Z j

O^

N  N ‘ 

P 30- Os el´etrons de um tubo de televis˜ao tˆem uma energia cin´etica de # keV. O tubo est´a orientado de modo que os el´etrons se movam horizontalmente do sul magn´etico para o norte magn´etico. A componente vertical do cam- po magn´etico da Terra aponta para baixo e tem m´odulo de (^) jj  T. (a) Em que direc¸˜ao o feixe ser´a desviado? (b) Qual a acelerac¸˜ao de um el´etron devida ao campo

LISTA 3 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 27 de Fevereiro de 2003, `as 10:10 p.m.

1.2.2 A Descoberta do El´etron – 9/

E 30-

Um el´etron com energia cin´etica de (^) j keV se move ho- rizontalmente para dentro de uma regi˜ao do espac¸o onde existe um campo el´etrico direcionado para baixo e cujo m´odulo ´e igual a #%& kV/m. (a) Quais s˜ao o m´odulo, a direc¸˜ao e o sentido do (menor) campo magn´etico capaz de fazer com que os el´etrons continuem a se mover hori- zontalmente? Ignore a forc¸a gravitacional, que ´e bastan- te pequena. (b) Ser´a poss´ıvel, para um pr´oton, atravessar esta combinac¸˜ao de campos sem ser desviado? Se for, em que circunstˆancias?  (a) Usamos a energia cin´etica para determinar a velo-

cidade:

N  š { o  ›

  kj #B&^ h eV

 5

 b &

B& (^) c ]fe J/eV



\d #'#^ #B&^ cih^ ] kg  'b #%&^ w m/s

Usando a Eq. 30-10, obtemos:

! ª©^ N  #%&^ #%&^ h V/m 'b #B&^ w m/s

 Z  Z )X #B& c _ T

O campo magn´etico tem que ser perpendicular tanto ao campo el´etrico quanto `a velocidade do el´etron.

(b) Um pr´oton passar´a sem deflex˜ao caso sua velocidade seja idˆentica a velocidade do el´etron. Devidoa carga do pr´oton ter sinal positivo, observe que as forc¸as el´etricas e magn´eticas revertem suas direc¸ ˜oes, por´em continuam a cancelar-se!

E 30-

Um campo el´etrico de #kj kV/m e um campo magn´etico de & [ T atuam sobre um el´etron em movimento de mo- do a produzir uma forc¸a resultante nula. (a) Calcule a velocidade escalar m´ınima N do el´etron. (b) Desenhe vetores ¦

< e .  Como a forc¸a resultante ´e nula, o m´odulo da forc¸a

el´etrica ´e igual ao m´odulo da forc¸a magn´etica: x ©  xN!

. Portanto (a)

N  ª© !

 #kj #%& (^) h & [

 Z  X j

%&'h m/s

(b) Uma possibilidade ´e: com saindo perpendicular- mente ao plano da p´agina e ¦ apontando para baixo, temos um desvio para cima quando o el´etron entrar da esquerda para a direita, no plano da p´agina. Fac¸a este desenho!

P 30- Uma fonte de ´ıons est´a produzindo ´ıons de YLi (massa = (^) b u), cada um com uma carga

, x

. Os ´ıons s˜ao acele- rados por uma diferenc¸a de potencial de #B& kV e entram numa regi˜ao onde existe um campo magn´etico unifor- me vertical!  # T. Calcule a intensidade do menor campo el´etrico, a ser estabelecido na mesma regi˜ao que permitir´a aos ´ıons de YLi a passagem sem desvios.  Para que a forc¸a total ^ , x¦ , 1 U^  se anule, o campo el´etrico ¦ tem que ser perpendicular a velocida- de  dos ´ıons e ao campo magn´etico. O campo ´e per- pendicular `a velocidade de modo que  «^ tem magni- tude N ! , sendo a magnitude do campo el´etrico dada por ©  N! . Como os ´ıons tem carga

, x e s˜ao acelerados por uma diferenc¸a de potencial ¬ , temos o N R%Pl  Hx ¬ , ou seja N  (^) ¡ x ¬>P o. Portanto,

© ! š

x ¬ o   #7E

 ›



b &

%& (^) c ]fe•

 5

B& #B& (^) h ¬

  bd &Ÿ®^

 A

 b 'b # #%&^ c R|w¯)°^ P®



 bt $ #B&^ z ¬>P^ o  Note que a massa, dada em ® , precisou ser convertida para kg.

1.2.3 O Efeito Hall – 14/

E 30- Mostre que, em termos de do campo el´etrico Hall © e da intensidade de corrente ± , o n´umero de portadores de carga por unidade de volume ´e dado por ²  ± ! x ©   Chamando o campo el´etrico Hall de ©•³ , temos que M ´ M¶μ (^) ·x © •³ ou seja, x ©-³  Vx N'¸^!

. Como a velocidade de deriva ´e dada por

N '¸ (^)  ± ¹P

 ² x  , basta substitui-la na equac¸˜ao anterior para se encontrar que ²  x±! © ³ 

LISTA 3 - Prof. Jason Gallas, IF–UFRGS 27 de Fevereiro de 2003, `as 10:10 p.m.

1.2.4 Movimento Circular de uma Carga – 19/

E 30-19.

Campos magn´eticos s˜ao freq¨uentemente usados para curvar um feixe de el´etrons em experimentos de f´ısica. Que campo magn´etico uniforme, aplicado perpendicu- larmente a um feixe de el´etrons que se move a #Z #B&Y m/s, ´e necess´ario para fazer com que os el´etrons percor- ram uma trajet´oria circular de raio & Zj m?  Sabemos que xN!  o NR%PTº. Portanto º 

o

N P

x ! 

. Desta ´ultima equac¸˜ao obtem-se sem dificul- dades que

!  o

N x º



 t ##^ #%&^ cvh^ ] Kg

 5

 Z

%&'Y m/s

  #b #%& (^) c ]fe C

 A &  Z j m

  #'#^ #B&^ cz T

E 30-20.

(a) Num campo magn´etico com!  & kj T, qual ´e o raio da trajet´oria circular percorrida por um el´etron a #B&^» da velocidade escalar da luz? (b) Qual a sua ener- gia cin´etica em el´etrons-volt? Ignore os efeitos rela- tiv´ısticos.  (a) Use a Eq. 30-17 para calcular o raio:

º  o p

N ! 

 \t ##^ #B&^ cvh^ ]

 5 & 

A Z  &

B&'¼

  #b& #B& (^) c ]fe

 A &  kj &



 Z [ #%& c_ m

(b)

{ 

o rp N R 

 \t ##^ #B&^ cvh^ ]

 5 Z  &

%&'w

 ^ R #b #B& (^) c ]me J/eV



 b #%&^ h eV

E 30-21.

Que campo magn´etico uniforme deve ser estabelecido no espac¸o de modo a fazer um pr´oton, de velocidade escalar # #B&'w m/s, mover-se numa circunferˆencia do tamanho do equador terrestre.

 Use a Eq. 30-17:

!  o¾½^

N  º 



 b X

B& c R|w

 A

 &

B&'w

  #b& #B& (^) c ]fe

 5 b d Z)X^ #B&^ Y

  # bZ #%&^ c ¼ T

E 30-22.  (a)

N  š { o  š



 '& #B& (^) h

 5

 b &

B& (^) c ]fe



 \t^ ##^ #%&^ cvh^ ] &j #B&^ w m/s (b) Use a Eq. 30-17: !  o p

N º 

 \d #'#^ #B&^ cvh^ ]

 5  & j

B&'w

  #b& #B& (^) c ]fe

 5 j g & #B&^ c R



 [ bX #%&gc _ T (c)  

N . º

  & j

.’ %&'w j g & #%&^ c R



 #Zd# #%& w Hz  (d)

E 

 

 Z t# #%& w  XbZ #%& c ¼ s

E 30-24. . O per´ıodo de revoluc¸˜ao do ´ıon de iodo ´e E  º'P

N  . o¿P

  !

 , o que nos fornece

o  ! .E 

 #b& #B& c ]fe

 5 [ j g & #B&^ cih^

 5

 \

B& cih



X

 .0A

 b 'b #B&^ c R|w^ kg/u

  #X u

P 30-31.