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Resumo crítico de didática, Transcrições de Sociologia

É um resumo crítico de um assunto dentro da didática

Tipologia: Transcrições

2024

Compartilhado em 06/12/2025

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krislaine-amanda-nunes-mata 🇧🇷

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Diretoria de Ensino Superior
Departamento Acadêmico de Biologia
Profª: Elen de Fátima Lago Barros Costa
Discente: Krislaine Amanda Nunes Mata
O artigo “O protagonismo da Didática nos cursos de Licenciatura: a Didática como
campo disciplinar”, de Selma Garrido Pimenta, analisa de maneira crítica e
aprofundada o papel da Didática na formação de professores e o seu lugar dentro
dos cursos de licenciatura. A autora inicia apontando um paradoxo que marca a
área: ao mesmo tempo em que uma grande produção teórica e científica sobre
Didática, verifica-se uma tendência de marginalização da disciplina nos currículos de
formação docente. Essa contradição é observada em concursos públicos, em que
candidatos revelam desconhecimento sobre os fundamentos da Didática, mesmo
sendo graduados em Pedagogia ou pós-graduados em Educação. Pimenta entende
essa situação como preocupante, pois revela uma formação docente que
desconsidera o ensino como dimensão essencial da prática educativa. A Didática é
defendida pela autora como campo disciplinar autônomo e indispensável, dotado de
um estatuto epistemológico próprio e de uma finalidade social e política:
compreender, fundamentar e transformar os processos de ensino e aprendizagem
como práticas humanas e emancipadoras. Mais do que técnicas de ensino, a
Didática é concebida como mediação crítica entre teoria e prática, capaz de
promover reflexões profundas sobre o sentido de ensinar e aprender. Para Pimenta,
o ensino não pode ser reduzido a métodos ou estratégias; ele é uma prática social
complexa que envolve sujeitos, contextos e intencionalidades formativas. Assim, o
professor é visto como um mediador que organiza as condições de aprendizagem e
promove o desenvolvimento humano e crítico dos estudantes. A formação docente,
nesse sentido, deve ser um processo de transformação pessoal, intelectual e ética,
que leve o futuro professor a compreender o ensino como um fenômeno histórico e
social. A autora também discute as relações entre Educação, Pedagogia e Didática,
esclarecendo suas especificidades. A Educação é entendida como atividade
humana voltada para a formação integral de sujeitos conscientes e transformadores
da realidade. A Pedagogia é apresentada como ciência da práxis educativa,
responsável por articular saberes de diferentes campos do conhecimento para
orientar o processo educativo. A Didática, por sua vez, é o campo da Pedagogia que
se ocupa diretamente do estudo do ensino, compreendido como uma prática social
situada, mediada por sujeitos e permeada por relações de poder, cultura e valores.
Com isso, Pimenta propõe uma superação das visões reducionistas tecnicistas que
tratam a Didática como mero conjunto de métodos, reafirmando seu papel crítico e
reflexivo na formação docente. A autora enfatiza ainda o papel central da escola
pública como espaço privilegiado de atuação do professor e como foco da formação
inicial. Ela analisa os desafios que marcam o cotidiano dessas instituições, como a
precarização do trabalho docente, as políticas educacionais neoliberais e a
desvalorização profissional,mostrando como esses fatores comprometem a
qualidade da educação e exigem uma postura crítica e engajada por parte dos
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Diretoria de Ensino Superior Departamento Acadêmico de Biologia Profª: Elen de Fátima Lago Barros Costa Discente: Krislaine Amanda Nunes Mata O artigo “O protagonismo da Didática nos cursos de Licenciatura: a Didática como campo disciplinar”, de Selma Garrido Pimenta, analisa de maneira crítica e aprofundada o papel da Didática na formação de professores e o seu lugar dentro dos cursos de licenciatura. A autora inicia apontando um paradoxo que marca a área: ao mesmo tempo em que há uma grande produção teórica e científica sobre Didática, verifica-se uma tendência de marginalização da disciplina nos currículos de formação docente. Essa contradição é observada em concursos públicos, em que candidatos revelam desconhecimento sobre os fundamentos da Didática, mesmo sendo graduados em Pedagogia ou pós-graduados em Educação. Pimenta entende essa situação como preocupante, pois revela uma formação docente que desconsidera o ensino como dimensão essencial da prática educativa. A Didática é defendida pela autora como campo disciplinar autônomo e indispensável, dotado de um estatuto epistemológico próprio e de uma finalidade social e política: compreender, fundamentar e transformar os processos de ensino e aprendizagem como práticas humanas e emancipadoras. Mais do que técnicas de ensino, a Didática é concebida como mediação crítica entre teoria e prática, capaz de promover reflexões profundas sobre o sentido de ensinar e aprender. Para Pimenta, o ensino não pode ser reduzido a métodos ou estratégias; ele é uma prática social complexa que envolve sujeitos, contextos e intencionalidades formativas. Assim, o professor é visto como um mediador que organiza as condições de aprendizagem e promove o desenvolvimento humano e crítico dos estudantes. A formação docente, nesse sentido, deve ser um processo de transformação pessoal, intelectual e ética, que leve o futuro professor a compreender o ensino como um fenômeno histórico e social. A autora também discute as relações entre Educação, Pedagogia e Didática, esclarecendo suas especificidades. A Educação é entendida como atividade humana voltada para a formação integral de sujeitos conscientes e transformadores da realidade. A Pedagogia é apresentada como ciência da práxis educativa, responsável por articular saberes de diferentes campos do conhecimento para orientar o processo educativo. A Didática, por sua vez, é o campo da Pedagogia que se ocupa diretamente do estudo do ensino, compreendido como uma prática social situada, mediada por sujeitos e permeada por relações de poder, cultura e valores. Com isso, Pimenta propõe uma superação das visões reducionistas tecnicistas que tratam a Didática como mero conjunto de métodos, reafirmando seu papel crítico e reflexivo na formação docente. A autora enfatiza ainda o papel central da escola pública como espaço privilegiado de atuação do professor e como foco da formação inicial. Ela analisa os desafios que marcam o cotidiano dessas instituições, como a precarização do trabalho docente, as políticas educacionais neoliberais e a desvalorização profissional,mostrando como esses fatores comprometem a qualidade da educação e exigem uma postura crítica e engajada por parte dos

educadores. Nesse contexto, a Didática precisa assumir um papel ativo, preparando professores capazes de compreender e intervir nas condições concretas de ensino, transformando a realidade escolar. A autora propõe que os cursos de licenciatura partam das representações que os estudantes têm sobre a escola, formadas ao longo de suas trajetórias como alunos, para promover rupturas e ressignificações que lhes permitam ver a escola como objeto de investigação, reflexão e mudança. O estágio curricular é apresentado como eixo estruturante da formação docente, pois possibilita o contato direto com a realidade escolar e favorece o desenvolvimento de uma postura investigativa e crítica. Por meio do estágio, o licenciando aprende a observar, problematizar e propor soluções, integrando teoria e prática em um movimento de aprendizagem significativa. A autora relata experiências em que os estudantes escolhem temas de pesquisa, realizam atividades nas escolas, apresentam resultados em forma de pôsteres e elaboram relatórios individuais, exercitando a autonomia, a análise e a reflexão sobre o papel social do professor. Outro ponto importante do texto é a sistematização das rupturas vivenciadas nos cursos de Didática, que envolvem a compreensão da educação como ato político, a valorização do ensino como prática social e a percepção do conhecimento como construção relacional e coletiva. Essas rupturas desafiam concepções tradicionais e favorecem a construção de novas visões sobre o ensinar e o aprender. Pimenta recorre a autores como Paulo Freire, Bernard Charlot, Terezinha Rios e José Carlos Libâneo para provocar reflexões sobre o papel do professor e da escola, defendendo uma docência comprometida com a transformação da realidade e com a emancipação humana. A Didática, portanto, é apresentada como disciplina fundamental e insubstituível na formação de professores, pois contribui para que o ensino seja compreendido como prática social complexa e historicamente situada. Ao articular teoria, prática e pesquisa, a Didática fortalece a identidade docente e possibilita a construção de uma escola pública democrática, inclusiva e voltada à formação integral do ser humano. Com isso, o artigo reafirma a centralidade da Didática nos cursos de licenciatura e convoca os educadores a assumirem seu papel político e ético na luta por uma educação de qualidade, justa e emancipadora. Palavras-chave: Didática; Formação docente; Ensino; Escola pública; Estágio; Práxis educativa.