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Teste feito com sucesso. Resumo inss concurso
Tipologia: Esquemas
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Português Profª Rafaela Freitas
Sumário
1) Introdução: ........................................................................................................................... 1
2) Acentuação gráfica: ............................................................................................................... 1
3) O período composto: ............................................................................................................. 5
4) Crase: .................................................................................................................................... 9
5) Pronome apassivador: ......................................................................................................... 10
6) Redação oficial .................................................................................................................... 11
Introdução
O Cespe/UnB tem repetido algumas tendência em Língua Portuguesa. Isso quer dizer que, em meio a um conteúdo extenso, podemos delimitar aquilo que provavelmente estará na prova do INSS. Para tanto, fiz um resumo com os temas mais abordados pela banca no último ano:
Acentuação Gráfica
De acordo com o Novo Acordo Ortográfico, algumas regras de acentuação foram alteradas enquanto outras permaneceram iguais, analise o quadro- resumo a seguir (o que o novo acordo alterou está destacado em amarelo):
Tipo de palavra ou sílaba
Quando acentuar
Exemplos (como eram)
Observações (como ficaram)
Proparoxítonas sempre
simpática, lúcido, sólido, cômodo
Continua tudo igual ao que era antes da nova ortografia. Observe: Pode- se usar acento agudo ou circunflexo de acordo com a pronúncia da região: acadêmico, fenômeno (Brasil) académico, fenómeno (Portugal).
Paroxítonas Se terminadasem: R, X, N, L, I,^ fácil, táxi,tênis, hífen,^ Continua tudo igual.Observe:
Português Profª Rafaela Freitas
IS, UM, UNS, US, PS, Ã, ÃS, ÃO, ÃOS; ditongo oral, seguido ou não de S
próton, álbum(ns), vírus, caráter, látex, bíceps, ímã, órfãs, bênção, órfãos, cárie, árduos, pólen, éden.
Oxítonas
Se terminadas em: A, AS, E, ES, O, OS, EM, ENS
vatapá, igarapé, avô, avós, refém, parabéns
Continua tudo igual. Observe:
Monossílabos tônicos (são oxítonas também)
terminados em A, AS, E, ES, O,OS
vá, pás, pé, mês, pó, pôs
Continua tudo igual. Atente para os acentos nos verbos com formas oxítonas: adorá-lo, debatê-lo etc.
Í e Ú em palavras oxítonas e paroxítonas
Í e Ú levam acento se estiverem sozinhos na sílaba (hiato)
saída, saúde, miúdo, aí, Araújo, Esaú, Luís, Itaú, baús, Piauí
Português Profª Rafaela Freitas
ôo, êe
vôo, zôo, enjôo, vêem
Esta regra desapareceu. Agora se escreve: zoo, perdoo, veem, magoo, voo.
Verbos ter e vir
na terceira pessoa do plural do presente do indicativo
eles têm, eles vêm
Continua tudo igual. Ele vem aqui; eles vêm aqui. Eles têm sede; ela tem sede.
Derivados de ter e vir (obter, manter, intervir)
na terceira pessoa do singular leva acento agudo; na terceira pessoa do plural do presente levam circunflexo
ele obtém, detém, mantém; eles obtêm, detêm, mantêm
Continua tudo igual.
Acento diferencial
Esta regra desapareceu, exceto para os verbos: PODER (diferença entre passado e presente. Ele não pôde ir ontem, mas pode ir hoje. PÔR (diferença com a preposição por): Vamos por um caminho novo, então vamos pôr casacos; TER e VIR e seus compostos (ver acima). Observe: 1) Perdem o acento as palavras compostas com o verbo PARAR: Para-raios, para- choque. 2) FÔRMA (de bolo): O acento será opcional; se possível, deve-se evitá-lo: Eis aqui a forma para pudim, cuja forma de pagamento é parcelada.
Português Profª Rafaela Freitas
O Período Composto
Orações coordenadas:
Principais conectivos coordenativos:
Conjunções Coordenativas
Locuções Coordenativas
Aditivas E, nem, também
Não só…mas também/como também, Tanto…como, nem...nem
Adversativas Mas, porém, todavia, contudo
Apesar disso , no entanto, ainda assim, não obstante, de outra sorte Alternativas Ou Ou…ou, já…já, ora…ora, quer…quer, seja…seja, seja…ou Conclusivas Logo, pois (posposta ao verbo), portanto, assim
Por conseguinte, por consequência, por isso Explicativas que, porque, porquanto, pois (anteposta ao verbo).
Vejamos as orações coordenadas:
I) Aditivas (exprimem a ideia de adição). A criança comeu o bolo e bebeu o suco.
II) Adversativas (exprimem contradição/oposição). João comprou o tecido, mas não fez o terno.
III) Alternativas (apresentam alternativa). João estuda matemática ou assiste televisão.
IV) Explicativas (apresentam uma explicação) Fui ao médico, pois estava com gripe.
V) Conclusivas (exprimem conclusão). Carlos fez todo o trabalho, logo pode tirar folga.
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Vejam as orações subordinadas:
Substantivas:
Sinto que vai chover. A oração “que vai chover” é subordinada substantiva objetiva direta , ou seja, funciona como complemento direto do verbo “sentir”, da oração principal ou subordinante.
O diretor da empresa necessita de que todos os colaboradores estejam presentes na reunião. A oração “de que todos os colaboradores...” é subordinada substantiva objetiva indireta , ou seja, funciona como complemento indireto do verbo “necessitar”, da oração principal/subordinante.
Foi anunciado que Pedro é o vencedor do concurso. A oração “que Pedro é o vencedor do concurso” é subordinada substantiva subjetiva , funciona como o sujeito da locução verbal “foi anunciado”, da oração principal/subordinante. Refere-se ao que foi anunciado, sobre o que está sendo falado ( Isso foi anunciado. Isso = Pedro é o vencedor).
Todos temos esperança de que a humanidade pare de destruir o planeta. A oração “de que a humanidade pare de destruir o planeta” é subordinada substantiva completiva nominal , ou seja, funciona como complemento do nome “esperança”, da oração principal/subordinante.
O bom é que ela sempre foi bem comportada. A oração “que ela sempre foi bem comportada” é subordinada substantiva predicativa , ou seja, funciona como predicativo do sujeito que está na oração principal/subordinante. Esse tipo de oração vem sempre após o verbo “ser”.
Pedi um favor a meus amigos: que esperassem por mim. A oração “que esperassem por mim” é subordinada substantiva apositiva , ou seja, funciona como aposto de qualquer termo da oração principal/subordinante.
Relativas sem antecedente:
Quem vai ao mar perde o lugar. Subordinada substantiva Or. principal relativa sem antecedente
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Adjetivas :
- Restritiva : Os bolos que estavam estragados foram para o lixo. Apenas os bolos estragados foram para o lixo. Sempre SEM vírgulas. - Explicativa : Os bolos, que estavam estragados, foram para o lixo. Todos os bolos estavam estragados e foram para o lixo. Sempre COM vírgulas.
Adverbiais :
Orações reduzidas :
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g) Antes de pronome demonstrativo, indefinido, relativo ou interrogativo: Ofereci minha atenção a esta moça, mas ela não quis. Ela é a única a quem devo explicações. Não direi nada a ti.
h) Antes de nome de lugar que não necessite de artigo: Voltarei a Roma em dezembro.
i) Entre palavras repetidas: Estive cara a cara com ele. Meu dia a dia é bem diferente do seu.
Existem casos especias em que a crase é FACULTATIVA :
a) Antes de nome próprio de pessoa (feminino, é óbvio): Entregarei o livro a Carmem amanhã (ou à Carmem). Escrevi a Martha Medeiros, autora do meu livro preferido (ou à Martha Medeiros).
b) Antes de pronome possessivo feminino singular: Diga a sua mãe que ligarei mais tarde (à sua mãe). Oferecemos gratidão a nossa professora (ou à nossa professora).
Pronome apassivador
É muito comum aparecer em provas Cespe/UnB questões que pedem a transformação da voz passiva em ativa (ou vice-versa). Também é comum perguntarem sobre a concordância do sujeito posposto ao verbo, levando em consideração a confusão que o candidato faz com o “se” como pronome apassivador e índice de indeterminação do sujeito. Leiam a frase: “ Não se vê avanços em áreas como a ampliação de aeroportos.” A frase apresenta uma estrutura sintática bastante familiar aos falantes do português do Brasil, não é mesmo? Mas há um erro clássico aí! Trata-se do uso do pronome “se” como índice de indeterminação do sujeito de um verbo transitivo direto, coisa que, segundo a norma culta, não ocorre. Vou explicar melhor. Quando o verbo é transitivo direto (como “ver”), na presença do pronome “se”, o seu objeto se converte em sujeito apassivado. No trecho acima, esse sujeito apassivado é o termo “avanços” – avanços não são vistos. Percebemos mais facilmente a voz passiva quando ela se apresenta em sua forma analítica (algo é visto) do que quando se apresenta na forma sintética (com o pronome “se” e o verbo na forma ativa: vê-se algo). Daí muitos falantes ignorarem a
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estrutura passiva com pronome “se”, confundindo-a com a estrutura de indeterminação do sujeito. Na prática, havendo voz passiva, haverá sujeito e, havendo sujeito, haverá concordância verbal. Assim: não se vê avanço (avanço não é visto) e não se veem avanços (avanços não são vistos). Não se esqueçam: a voz passiva só ocorre com verbos que admitem o objeto direto. Os demais podem ser construídos com o índice de indeterminação do sujeito e, nesse caso, ficam na terceira pessoa do singular. Assim: “Trata-se de avanços no setor”, “Morre-se de frio nesta sala”, “Era-se mais feliz antigamente” etc.
Corrigindo a frase lá do início, considerando a nova ortografia do português: Não se veem avanços em áreas como a ampliação de aeroportos.
Comunicação oficial
Alguns preceitos são muito cobrados em concursos sobre redação oficial. Todo texto oficial deve primar pela impessoalidade, clareza, uniformidade, concisão e uso de linguagem formal. Devem sempre permitir uma única interpretação e ser estritamente impessoais e uniformes, o que exige o uso de certo nível de linguagem. Devem ser necessariamente uniformes, pois há sempre um único comunicador (o Serviço Público) e o receptor dessas comunicações ou é o próprio Serviço Público (no caso de expedientes dirigidos por um órgão a outro) ou o conjunto de cidadãos ou instituições tratados de forma homogênea (o público).
Poder Executivo Poder Legislativo Poder Judiciário Presidente da República e Vice- Presidente da República
Ministro do Tribunal de Contas da União
Ministros dos Tribunais Superiores Ministros Deputados e Senadores Membros de Tribunais Secretários-Executivos dos Ministérios
Conselheiros dos Tribunais de Contas
Juízes
Governadores, Vice-Governadores e Prefeitos
Presidentes das Câmaras Legislativas
Auditores da Justiça Militar Secretários de Estado e ocupantes de cargos de natureza especial Embaixadores Oficiais-Generais
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Atenciosamente : para autoridades de mesma hierarquia ou inferior.
Observação:
O uso de “Att.” é inadequado para documentos oficiais e e-mails.
“Att.” é a redução de “attention” / “in attention to”, expressão da escrita empresarial norte-americana usada para direcionar o documento a um destinatário específico. Em português, essa expressão corresponde à redução “A/C” (Ao cuidado de).
Segundo a Academia Brasileira de Letras, a redução de Atenciosamente é “At.te”.
Agora, para fechar com chave de ouro, um quadro-resumo com os principais expedientes oficiais:
AVISO OFICIO MEMORAN DO^ EXPOSIÇÃO DE MOTIVOS MENSAGEM
Cabeçalho Não
Nome do órgão + endereço + tel. e e-mail
Não Não Não
Tipo da comunicação e número
Sim: Aviso Sim: Ofício ou Of. Sim: Mem. Sim: EM Sim: Mensagem
Local e data Canto direito Canto direito Canto direito Canto direito No final, no canto direito
Destinatário Nome + cargo Nome + cargo + endereço Cargo Não Não
Assunto Sim Sim Sim Não Não Vocativo Sim Sim Não Sim Sim
Texto
Parágrafos sem numeração
Parágrafos com numeração
Parágrafos com numeração
Parágrafos sem numeração
Parágrafos sem numeração Fecho Sim Sim Sim Sim Não Identificação do signatário Nome+ cargo^ Nome+ cargo^
Nome + cargo Nome + cargo^ Não
Expedido por e para
Expedido por Ministros de Estado para autoridade de mesma hierarquia
Expedido por e para as demais autoridades
Comunicaç ão entre unidades administrati vas de um mesmo órgão (comunicaç ão interna)
Expedido por Ministros de Estado para o Presidente da República
Entre Chefes dos Poderes Públicos
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Finalidade
Tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da administração pública entre si
Tratamento de assuntos oficiais pelos órgãos da administração pública entre si, e também com particulares
Pode ter caráter meramente administrati vo ou pode ser para a exposição de projetos, idéias etc. Deve ser simples e ágil.
Informar algo, propor alguma medida ou submeter a sua consideração projeto do ato normativo
Informar sobre fato da Administraçã o Pública; expor o plano de governo por ocasião da abertura de sessão legislativa; submeter ao Congresso Nacional matérias que dependem de deliberação de suas Casas; apresentar veto; enfim, fazer e agradecer comunicaçõe s de tudo quanto seja de interesse dos poderes públicos e da Nação.