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SATÉLITE - conhecimentos práticos, Notas de estudo de Redes de Computadores e Telecomunicações

conceito de satélite, as suas aplicações

Tipologia: Notas de estudo

2020

Compartilhado em 06/04/2020

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divaldo-diva-6 🇧🇷

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Sistemas de Telecomunicações II SAT - 1 MJL
rio Jorge M Leitão
Sistemas de Telecomunicações II
Sistemas de Comunicação por Satélite
Conceitos básicos
Órbita dos satélites
Ligações por satélite
Acesso a satélites
Segmento do satélite
Segmento terrestre
Séries de satélites
Neste capítulo faz-se o estudo de sistemas de comunicação por satélite, a maioria dos quais,
operando em frequências de microondas, assumem a configuração de um feixe hertziano com
um único repetidor a bordo de um satélite.
Tendo em conta esta semelhança com os feixes hertzianos, a abordagem destacará
essencialmente os aspectos marcantes dos sistemas de comunicação por satélite que os
distinguem dos feixes hertzianos terrestres.
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Mário Jorge M Leitão

Sistemas de Telecomunicações II

Sistemas de Comunicação por Satélite

• Conceitos básicos

• Órbita dos satélites

• Ligações por satélite

• Acesso a satélites

• Segmento do satélite

• Segmento terrestre

• Séries de satélites

Neste capítulo faz-se o estudo de sistemas de comunicação por satélite, a maioria dos quais,

operando em frequências de microondas, assumem a configuração de um feixe hertziano com

um único repetidor a bordo de um satélite.

Tendo em conta esta semelhança com os feixes hertzianos, a abordagem destacará

essencialmente os aspectos marcantes dos sistemas de comunicação por satélite que os

distinguem dos feixes hertzianos terrestres.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Aplicações Comunicações Fixas (FSS, Fixed Satellite Service ) Difusão (BSS, Broadcasting Satellite Service ) Comunicações Móveis (MSS, Mobile Satellite Service )

  • Aeronáutico – Marítimo – Terrestre Radioamadorismo Navegação (localização) Observação da Terra e atmosfera
  • Meteorológicos – Detecção remota

Utilização

Comerciais

Privados

Militares

Experimentais

Científicos

Conceitos básicos

Princípios do sistema

  • ligações hertzianas com um repetidor (transpositor) a bordo de um satélite no espaço
  • a órbita do satélite é uma elipse (caso geral) em que a Terra está num dos focos
  • aplicação mais importante: órbita circular equatorial geoestacionária (altitude = 36 000 km)

Classificação dos satélites

  • em função da aplicação
  • em função da utilização

Telecomunicações

Nas aplicações de telecomunicações concorrentes com sistemas terrestres, os satélites ainda

encontram justificação pela sua capacidade ímpar de disponibilizar rapidamente imensas áreas

de cobertura, o que é particularmente interessante nos seguintes casos:

− acesso a zonas do globo com baixas densidades populacionais ou níveis baixos de desenvolvimento, que não justificam meios terrestres; − difusão de um elevado número de programas para um universo alargado de utilizadores individuais.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Conceitos básicos

Evolução dos satélites de telecomunicações

  • Marcos históricos

Acontecimentos pioneiros

1945 A. C. Clarke Ideia original da órbita geoestacionária 1957 Sputnik 01 Satélite artificial (URSS) 1958 Score Satélite de telecomunicações (store-and-forward) 1959 Explorer 07 Satélite com sub-sistema meteorológico 1962 Echo 1 Satélite passivo de comunicações telefónicas e difusão de TV 1962 Telstar 1 Satélite activo (órbita baixa de 158 min.; banda 6/4 GHz) 1964 Syncom 3 Satélite geoestacionário de comunicações 1974 ATS 6 Recepção individual de TV 1980 Intelsat 5 Emissão de sinais de difusão de TV por estações móveis 1984 SMM Satélite reparado em órbita pelo Space Shuttle

Serviços comerciais

1965 Intelsat 1 Serviço fixo e de difusão de TV (satélite geoestacionário) 1972 Anik A1 Serviço de comunicações nacionais (Canadá) 1985 (diversos) Serviço móvel (diversos transpositores em satélites geoestacionários) 1989 Astra 1A Serviço de difusão de TV orientado à recepção individual 1998 Iridium Serviço móvel com terminais de bolso (satélites de baixa altitude)

O historial das comunicações por satélite é já longo, podendo destacar-se alguns saltos

qualitativos que conduziram aos sistemas mais modernos actualmente em operação.

Ao longo do estudo, serão abordados muitos outros aspectos, realçando-se a perspectiva

evolutiva.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Conceitos básicos

Evolução dos satélites de telecomunicações: exemplo da série INTELSAT

Período de lançamento

Dimensões Peso em órbita

Estabilização

Banda

Capacidade

Satélite

Potência DC (fim de vida)

Tempo de vida previsto

INTELSAT 1

INTELSAT 2

INTELSAT 3

INTELSAT 4

INTELSAT 5 1965 1966 - 1967 1968-1970 1971-1975 1980-

diam = 0,7 m alt = 0,6 m

diam = 1,4 m alt = 0,7 m

1,7×2,0×1,8 m painéis: 15,6 m 38 kg 86 kg 151 kg 700 kg 1 040 kg

rotação rotação 3 eixos

C 240 canais telef. ou 2 canais TV

33 W 75 W 125 W 400 W 1 300 W

1,5 anos 3 anos 5 anos 7 anos 7 anos

rotação diam = 1,4 m alt = 2,0 m

1 500 canais telef. e 2 canais TV

240 canais telef. ou 2 canais TV

diam =2,4 m alt = 5,3 m

rotação

4 000 canais telef. e 2 canais TV

12 000 canais telef. e 2 canais TV

C C C C / Pol. CircKu / Pol. Lin

Nº satélites

lançados 1 4 8 14 15 operacionais 0 0 0 0 3

Notas: características indicadas dizem respeito à versão base de cada tipo; para alguns tipos, foram construídos satélites com características ligeiramente diferentes da versão base.

O exemplo da série de satélites operados pela Intelsat é revelador dos enormes avanços nesta

área, que resultaram numa enorme capacidade das gerações mais recentes, com variadas

aplicações em termos de serviços.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Conceitos básicos

Evolução dos satélites de telecomunicações

  • Situação actual

Satélites lançados e operacionais (Dezembro 2000)

  • 2 490 satélites lançados com sucesso no período de 1980-
  • 570 satélites operacionais (mínimo estimado)

Organizações responsáveis

  • lançamento de satélites de órbita alta  URSS / CEI Molniya (1960), Proton (1967)  EUA Atlas (1962), Titan (1965), Delta (1972), STS-Shuttle (1981)  China Longa Marcha (1975)  Europa Ariane (1979)  Japão NASDA (1981)
  • operação de sistemas  operadores específicos internacionais: Intelsat, Inmarsat, Eutelsat, Astra, Iridium  operadores tradicionais de redes de telecomunicações
  • regulamentação  organismos internacionais UIT-R (Sector de Radiocomunicações)  organismos nacionais Portugal - Anacom

tendências gerais: globalização privatização

primeiro lançamento do veículo

O modelo de exploração dos sistemas de comunicação por satélite assume duas formas:

− os serviços de satélite são disponibilizados aos utilizadores finais directamente pelos operadores dos próprios satélites, nomeadamente nos casos de redes privativas, difusão directa de TV por satélite e comunicações móveis; − os serviços de satélite são disponibilizados a operadores genéricos de serviços de telecomunicações, os quais alugam capacidade em satélites aos operadores dos satélites - é o caso da utilização de satélites no transporte da rede fixa ou em aplicações de difusão de televisão, a montante da rede terrestre de distribuição (recolha de notícias, intercâmbio de programas, etc.).

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Conceitos básicos

Aspectos críticos de engenharia

Lançamento dos satélites

  • veículos de transporte para as órbitas altas
  • posicionamento inicial do satélite na órbita correcta

Problemas da órbita do satélite

  • controlo permanente de trajectória e atitude do satélite
  • seguimento do satélite pelas antenas das estações terrestres

Condicionantes do sub-sistema do satélite

  • dimensão física
  • peso total em órbita
  • alimentação primária apenas por painéis solares
  • operação num meio ambiente agressivo  ciclo térmico severo durante eclipses  radiação solar elevada  exposição a micro-partículas e meteoritos
  • elevada fiabilidade ( sem manutenção) manutenção possível mascom custos exorbitantes

taxa de falhas elevada

A área das comunicações por satélite envolve um conjunto muito vasto de vertentes

tecnológicas de natureza muito diferente.

Nesta disciplina, limitar-nos-emos a identificar os principais desafios em termos de engenharia

e o impacto nos sistemas de comunicações de alguns compromissos que têm de ser assumidos.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Órbita dos satélites

Tipos de órbitas

GEO ( Geosynchronous Earth Orbit ): órbita circular equatorial geosíncrona

  • período de revolução: 23 h 56 m 4,091 s
  • altitude média: 35 786 km

LEO ( Low Earth Orbit ): órbita circular de baixa altitude

  • altitude típica: 500 - 1 500 km
  • período de revolução 1h 30m - 2h

MEO ( Medium Earth Orbit ): órbita circular de altitude média

  • altitude típica: 10 400 km
  • período de revolução 6 horas

HEO ( Highly Elliptical Orbit ): órbita fortemente elíptica

  • órbita elíptica inclinada
  • perigeu de baixa altitude

caso notável: órbita Molniya perigeu: 1 000 km alt. apogeu: 39 000 km alt. período: 12 horas inclinação: 63,4 º

caso notável órbita polar

(m) 4

13 2

2 

 

π

r GM^ T S

Órbitas circulares

rS - raio da órbita T - período da órbita GM = 3,9861352 × 10 14 m^3 /s

( r (^) S - r (^) T = 42 164 - 6 378)

rS = 2 , 161378 × 104 T^23 (m)

há outras órbitas utilizadas

Estas órbitas têm como principais vantagens:

− GEO: o satélite mantém-se fixo em relação à Terra; − LEO: o satélite está a uma distância relativamente curta; − MEO: o satélite está a uma distância intermédia entre GEO e LEO, permanecendo em visibilidade durante mais tempo do que em LEO; − HEO: em baixas latitudes, o satélite apresenta-se próximo do zénite durante um período de tempo apreciável.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Órbita dos satélites

N

S

HEO órbita Molniya

altitude no apogeu 39 000 km

altitude 35 768 km

período 23h:56m:4,09s velocidade 3 075 m/s

altitude no perigeu 1 000 km

período 12 h

inclinação 0º

inclinação 63,4º

GEO

LEO órbita polar

Principais órbitas de satélites

equador

Uma visualização dinâmica destas órbitas pode ser obtida através de programas de

computador, como por exemplo Nova e Logsat.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Órbita dos satélites

Trajectória terrestre de um satélite com órbita fortemente elíptica (HEO) Molniya

tempo de passagem 8 horas

tempo de passagem 8 horas

A trajectória terrestre de um satélite define-se pelo lugar geométrico dos pontos sub-satélite, ao

longo do tempo.

No caso da órbita Molniya, a trajectória permanece cerca de 8 horas numa área relativamente

reduzida na maior parte do período de 12 horas da órbita. Contudo, a mesma área do globo só

tem a referida cobertura de 8 horas em cada 24 horas.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Órbita dos satélites

Comparação entre os tipos de órbita mais importantes

Características GEO LEO (polar) cobertura terrestre assegurada por cada satélite

Tipo de órbita HEO (Molniya) 1/2 - 1/3 da Terra pólos não cobertos global

necessidade de constelação paracobertura local permanente não (^) (ex: 6 sat≥ 48 satélites × 8 planos) 3 satélites

MEO

≥ 10 satélites (ex: 5 sat × 2 planos)

global 1/2 - 1/3 da Terra

atraso propagação (ida e retorno) 250 ms^

5 - 7 ms (750 km) 10-25 ms (1 500 km) 70 - 100 ms^ 150-300 ms

perdas em espaço livre (distância terra-satélite) elevadas^ reduzidas^ médias^ elevadas

seguimento do satélite geralmente nãonecessário

indispensável, excepto com antenas de feixe largo

necessário, mas pouco complexo

elevação do satélite no ponto de recepção

grande junto do equador

variável com passagem do satélite

grande em latitudes intermédias

variável com passagem do satélite

efeito Doppler (velocidade radial) muito reduzido^ médio^ médio^ elevado

tempo útil de passagem de cada satélite ilimitado^ 10 - 15 min^ 2 horas^ 8 horas

indispensável, excepto com antenas de feixe largo

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A tabela caracteriza os principais parâmetros que permitem comparar as diversas órbitas de

satélite, justificando as suas principais aplicações:

− GEO: comunicações fixas, difusão, meteorologia; − LEO: comunicações móveis, radioamadorismo, observação da Terra e atmosfera; − MEO: comunicações móveis, navegação; − GEO: comunicações fixas.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Órbita dos satélites

Localização do satélite

Parâmetros de visibilidade

  • definem a posição do satélite num certo instante, em relação a uma dada estação terrestre
  • são necessários três parâmetros referidos a um sistema de eixos xyz no ponto de recepção

α elevação ângulo entre o plano horizontal e a recta terra-satélite

β azimute ângulo entre o norte e a projecção horizontal da recta terra-satélite no plano horizontal (medido para leste) d distância estação terrestre-satélite

β

z

x

y

estação^ satélite terrestre

Parâmetros de visibilidade do satélite a partir de uma estação terrestre

vertical local

α

d

Leste

referencial fixo em relação àTerra na estação terrestre Norte

Numa estação terrestre, a elevação e o azimute são os parâmetros necessários para definir a

pontaria das respectivas antenas de emissão ou recepção.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Órbita dos satélites

Localização do satélite

Relação entre os elementos orbitais e os parâmetros de visibilidade

  • cálculo dos parâmetros de visibilidade num lugar
  • determinação dos elementos orbitais

Ponto sub-satélite

  • intersecção da recta centro da Terra-satélite com a superfície da Terra
  • define a posição angular do satélite em relação à Terra

6 elementos orbitais do satélite (^) em qualquer lugar e instanteelevação, azimute, distância

elevação e azimute 3 instantes distintos no mesmo lugar 6 elementos orbitais do satélite

elevação, azimute, distância, velocidade radial 2 instantes distintos no mesmo lugar 6 elementos orbitais do satélite

elevação, azimute, distância, velocidade radial 2 lugares distintos no mesmo instante 6 elementos orbitais do satélite

Os elementos orbitais, em conjunto com a latitude e longitude de um lugar, são correntemente

utilizados para calcular os parâmetros de visibilidade nesse lugar. Contudo, estes cálculos são

relativamente complexos, recorrendo-se normalmente a programas de computador, como os já

referidos Nova e Lyngsat, utilizando valores actualizados dos elementos orbitais

disponibilizados pelos operadores dos satélites, ou por organizações que têm a missão genérica

de seguir satélites (operacionais ou não, destroços de lançadores e outro "lixo" espacial).

A operação inversa que permite determinar os elementos orbitais a partir de duas ou três

medidas de parâmetros de visibilidade é normalmente efectuada pelas organizações que

efectuam o seguimento de satélites, exigindo equipamentos mais ou menos sofisticados para

medir os parâmetros de visibilidade com a precisão necessária.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

Perturbações da órbita

Desvios da órbita em relação à elipse “kepleriana”

  • a Terra não é uma esfera uniforme
  • existem outras forças que actuam sobre o satélite  atracção da Lua, do Sol e de outros planetas  campo magnético terrestre  pressão da radiação solar  atrito na atmosfera (satélites de órbita baixa)

Previsão precisa da órbita

  • elementos orbitais iniciais → válidos por poucos dias  instante t 0 :
  • elementos orbitais calculados com correcções de 1ª ordem

 instante t 1 :

  • elementos orbitais calculados com inclusão das forças perturbadoras mais importantes  previsão com 15 dias de avanço requer a consideração de cerca de 20 forças!

desvios de ciclo diário desvios de ciclo longo desvios aperiódicos

( ) ( ) (^)  

(^0 100) dt t 1 t 0 t t d dt

i di

( i 0 , Ω 0 , ω 0 , a 0 , e 0 , tp 0 )

actualizados periodicamente através de medidas

Órbita dos satélites

calculadas teoricamente ou medidas empiricamente

Na maioria das aplicações, nomeadamente na área das comunicações por satélite, os elementos

orbitais, regularmente actualizados, permitem determinar a órbita de um satélite no presente e

no futuro próximo.

Contudo, em aplicações que exijam grande precisão, poderá recorrer-se a cálculos em que os

elementos orbitais são extrapolados para o futuro com correcções de 1ª ordem.

Em casos ainda mais excepcionais, haverá que efectuar um cálculo teórico muito complexo,

envolvendo múltiplos efeitos sobre a órbita.

Sistemas de Telecomunicações II Sistemas de Comunicação por Satélite

N

Inclinação da órbita de um satélite geoestacionário por efeito do Sol e da Lua

órbita real

órbita ideal (plano equatorial)

satélite ponto sub-satélite oscila para cima e para baixo do equador

Órbita dos satélites

Perturbações da órbita

Efeitos do Sol e da Lua sobre um satélite geoestacionário

  • órbita inclina-se com o decorrer do tempo
  • desvios da ordem de 1º por ano são possíveis
  • medidas de correcção  satélite executa manobras de correcção Norte-Sul, com motores de gás  satélite lançado numa órbita ligeiramente inclinada, de sentido contrário ao futuro desvio
  • proximidade do fim de vida útil do satélite → combustível tende a esgotar-se

combustível do satélite esgotado inclinação não controlada

A inclinação do plano da órbita de um satélite geoestacionário provoca nas estações terrestres

uma variação de ciclo diário da direcção de visibilidade do satélite, essencialmente em termos

de variação da elevação (no caso de uma estação terrestre com a mesma longitude do ponto

sub-satélite, apenas variará a elevação; noutros casos, o azimute também irá variar, mas muito

menos do que a elevação).

As manobras de correcção da órbita só podem ser executadas por motores que expelem gás

numa direcção, de modo a criar um impulso no satélite de sentido contrário (princípio da

conservação da quantidade de movimento).