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A dislipidemia é a presença de níveis anormais de lipídios e lipoproteínas no sangue. Causas, sintomas e tratamentos, incluindo medidas não farmacológicas e farmacológicas. Risco de doenças cardiovasculares e influência no metabolismo.
Tipologia: Notas de estudo
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Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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Dislipidemia , hiperlipidemia ou hiperlipoproteinemia é a presença de níveis elevados ou anormais de lipídios e/ou lipoproteínas no sangue. Os lipídios (moléculas gordurosas) são transportados numa cápsula de proteína, e a densidade dos lipídios e o tipo de proteína determinam o destino da partícula e sua influência no metabolismo. As anormalidades nos lipídios e lipoproteínas são extremamente comuns na população geral, e são consideradas um factor de risco altamente modificável para doenças cardiovasculares, devido à influência do colesterol, uma das substâncias lipídicas clinicamente mais relevantes, na aterosclerose. Algumas formas de dislipidemia podem também predispor à pancreatite aguda. Existem as dislipidemias primárias, de causa genética e as dislipidemias secundárias, provenientes de outros quadros patológicos, como por exemplo o diabetes mellitus. Para o diagnóstico são medidos laboratorialmente os níveis plasmáticos de Colesterol total, LDL, HDL e Triglicerídeos.
[esconder]
A modificação na dieta é a abordagem inicial, contudo muitos pacientes necessitam de tratamento com estatinas (inibidores da HMG-CoA redutase) para reduzir o riscos cardiovascular. Se o nível de triglicerídios estiver muito elevado, os fibratos podem ser preferíveis, devido a seus efeitos benéficos nesse tipo de distúrbio. A combinação de estatinas com fibratos é altamente potente e efectiva, mas causa um risco bastante aumentado de dores musculares e rabdomiólise, sendo portanto prescrita em casos selecionados e sob supervisão rigorosa. Outros agentes comumente usados em conjunto com as estatinas são a ezetimiba, o ácido nicotínico e os sequestradores de sais biliares. Há algumas evidências a respeito do benefício de produtos naturais contendo esteróis e ácidos graxos ômega-3[1]^.
As alterações na dieta incluem a diminuição da ingestão de gorduras saturadas e de colesterol, aumentando a ingestão de lípidos mono-insaturados, de fibra e de hidratos de carbono complexos. A consulta de um nutricionista costuma revelar-se útil, particularmente para pessoas mais idosas [2]. Como exemplos de comidas com colesterol elevado temos a maioria da comida de origem animal (como bife, ovos, bacon,
natas…), gelados, bolos. É costume dizer que “se sabe bem é porque contem colesterol elevado”. O peixe também possui colesterol mas a presença de gorduras poli- insaturadas como os Omega 3 fazem com que seja menos prejudicial já que também aumentam o HDL [3]^. O exercício físico causa a redução directa dos valores de LDL em alguns indivíduos, além disso é essencial para controlar o peso corporal e o índice de massa corporal. Como exemplos de exercícios recomendados temos a natação, corrida, marcha ou ténis. [4].
Referências